Covid-19: Regiões de São Paulo estão na fase amarela

O plano passa a ter atualização mensal

Pela primeira vez, desde o início de implementação do Plano São Paulo, todas as regiões do estado paulista ficaram classificadas na fase 3 – amarela. O Plano São Paulo, plano de retomada econômica e de convivência com a pandemia do novo coronavírus, começou a funcionar no estado paulista no dia 1º de junho.

Desde a última classificação, feita na sexta-feira (4), apenas duas regiões do estado ainda se mantinham na Fase 2 – Laranja do Plano São Paulo: Ribeirão Preto e Franca. Mas nessa nova atualização, elas evoluíram de fase e passaram a ser classificadas também na fase amarela.

O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O plano também é regionalizado, ou seja, o estado foi dividido em 17 regiões [com a região metropolitana dividida em cinco sub-regiões] e cada uma delas é classificada em uma fase.

Na Fase 3 – Amarela é permitido o atendimento presencial em bares, restaurantes, salões de beleza, barbearias, academias, shoppings, comércios de rua, escritórios em geral e concessionárias pelo período de oito horas por dia, com capacidade limitada a 40%, com exceção das academias, que tem capacidade limitada de 30%.

Os estabelecimentos de alimentação que estão localizados em regiões há pelo menos 14 dias na fase marela podem funcionar até as 22h. Se estiverem localizados em regiões há menos tempo na fase amarela, eles só podem funcionar até as 17h.

Na fase amarela também é permitida a reabertura de eventos, convenções e atividades culturais. No entanto, para que isso ocorra, a região precisa estar há 28 dias na fase amarela e só é permitido público sentado, com capacidade limitada a 40%.

O governo paulista ressalta que, apesar da reabertura econômica, as pessoas devem evitar sair de casa, mantendo a quarentena sempre que for possível. O governo alerta também que, ao sair de casa, as pessoas devem fazer uso de máscara e sempre evitar as aglomerações.

Mudanças

O governo paulista anunciou hoje (11) que a atualização do Plano São Paulo passará de quinzenal a mensal, ou seja, a próxima atualização prevista no plano será feita somente no dia 9 de outubro. Isso, segundo o governo, vai dar mais segurança e estabilidade para a mudança de fase.

Outra mudança anunciada pelo Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, responsável pelas ações relacionadas à pandemia do novo coronavírus, é que, caso uma região regrida em seus indicadores, como por exemplo, aumentando a sua capacidade hospitalar, ela será colocada imediatamente e diretamente na Fase 1 – Vermelha pulando a Fase 2 – Laranja.

“Não haverá retorno para a fase laranja, o que aumenta a responsabilidade de prefeitos, secretários municipais de saúde e da própria população. Afinal, a população precisa se resguardar e se proteger, obrigatoriamente usando máscara ao sair de casa, seguir o distanciamento social de 1,5 metro, lavar as mãos e usar álcool em gel”, disse o governador de São Paulo, João Doria.

Na Fase 1 – vermelha somente os serviços considerados essenciais, como de logística, abastecimento, segurança e saúde podem funcionar.

Plano São Paulo
Plano São Paulo – Divulgação/Governo de São Paulo

Fonte: Valéria Aguiar A/B

Governo de SP adia reabertura das escolas para 7 de outubro

Cidades que estiverem na fase amarela há 28 dias poderão reabrir escolas no dia 8 de setembro para reforço escolar. Mudanças nas regras foram anunciadas nesta sexta (7) pelo governador João Doria.

O governo de São Paulo adiou a reabertura das escolas públicas e privadas no estado para o dia 7 de outubro. O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, no início da tarde desta sexta-feira (7).

“A data foi adiada para 7 de outubro por recomendação do Centro de Contingência do Coronavírus para garantir uma margem de segurança ainda maior para as crianças, adolescentes, professores, gestores e profissionais da rede pública e privada de ensino e, obviamente, para os seus familiares”, disse Doria.

Entretanto, de acordo com o governador, as escolas públicas e privadas de regiões que estão na fase amarela do plano de flexibilização econômica há 28 dias, e desejarem, poderão antecipar a reabertura para reforço escolar e atividades opcionais a partir do dia 8 de setembro.

Resumo dos anúncios:

  • Reabertura das escolas é adiada para o dia 7 de outubro.
  • Escolas privadas e públicas de cidades que estiverem na fase amarela há 28 dias poderão abrir espaços para reforço e atividades opcionais a partir do dia 8 de setembro.

“A escolha de reabertura para atividades opcionais e reforço a partir de 8 de setembro é uma decisão que cada escola deve tomar através de um processo de consulta que envolve a comunidade escolar, pais, estudantes e educadores”, defendeu o governador.

Ainda de acordo com Doria, as instituições deverão respeitar o limite do número de alunos em sala de aula e os protocolos sanitários. “O retorno escolar é importante, não somente pelo aspecto educacional, mas também pela questão social e de segurança alimentar”, defendeu Doria.

Cronograma

Durante a coletiva, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, apresentou a atualização do plano de retorno às aulas. Ele defendeu o adiamento e disse que o estado está preparando as escolas para que possam receber os alunos em segurança na nova data programada.

Até o início de outubro, as instituições vão receber máscaras de tecido, face shields, termômetros a laser, totem de álcool em gel, sabonete líquido, copos descartáveis, álcool em gel e papel toalha.

Material que será enviado às escolas pelo governo do estado  — Foto: Reprodução/Governo de SP

Pela nova regra, as escolas que estiverem em regiões estabilizadas na fase amarela há 28 dias poderão reabrir no dia 8 de setembro para oferecer apoio para recuperação, reforço, tutoria e atividades esportivas. O secretário da Educação também afirmou que os municípios terão autonomia de determinar as regras de reabertura da rede escolar das cidades a partir de 7 de outubro.

“No âmbito do governo do estado, cada município vai poder ser mais restritivo conforme desejar, é a mesma regra das demais áreas que a educação também segue. Uma regra é que escolas estaduais não podem interferir em municipais e municipais nas estaduais. Por isso o decreto fala de recomendação aos municípios, STF fala que não pode ter intervenção em atividades diretas realizadas por outro ente federado. Eles não podem proibir as atividades estaduais mas a recomendação é que a gente trabalhe sempre em conjunto”, disse o secretário de Educação.

Proposta de reabertura para reforço e atividades opcionais em regiões há 28 dias na fase amarela  — Foto: Reprodução/Governo de SP

A reabertura deverá observar regras de distanciamento e capacidade, limitada a 35% para educação infantil e fundamental nos anos iniciais, e 20% para Ensino Médio e anos finais.

“A ideia é que priorize o atendimento aos alunos que mais precisam. A desigualdade social, tem aluno que não tem equipamento, outras dificuldades ou que tem os equipamentos, mas não se adapta a essa metodologia. A aula continua no centro de mídia. Quando a escola entender que determinadas atividades são importantes pela saúde mental, motivação dos alunos”, explicou o secretário.

Regras para reabertura em cidades na fase amarela  — Foto: Reprodução/Governo de SP

Fonte: G1