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Alemanha quer fechar bares e academias para conter covid-19

A medida poderá entrar em vigor no dia 4 de novembro

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, quer que os primeiros-ministros dos Estados do país concordem com o fechamento de todos os restaurantes e bares a partir de 4 de novembro em uma tentativa de conter o coronavírus, mas mantenham escolas e berçários abertos, segundo um esboço de resolução visto pela Reuters.

Pelas novas restrições, as pessoas poderiam apenas sair em locais públicos com pessoas que moram na mesma casa e membros de outras pessoas que vivem em uma mesma casa, afirma a resolução. O texto afirma que as pessoas serão punidas se quebrarem a regra, mas não dá detalhes.

O documento aponta que o crescimento exponencial em infecções em quase todas as regiões do país significa que muitas autoridades locais de saúde não podem localizar e rastrear todas as infecções, então é necessário reduzir significativamente o contato entre as pessoas agora na esperança de que restrições amplas não sejam necessárias durante o período do Natal.

Se os líderes dos 16 Estados da Alemanha concordarem com o esboço durante uma teleconferência nesta quarta (28), academias de ginástica, discotecas e cinemas fecharão, assim como teatros, casas de ópera e locais de shows.

As lojas poderão permanecer abertas se implementarem medidas de higiene e limitarem o número de clientes, enquanto restaurantes poderão apenas servir refeições para serem retiradas.

A Alemanha, que foi amplamente elogiada por manter sua taxa de infecção bem abaixo da de outros países na fase inicial da pandemia, agora enfrenta um crescimento maior que o esperado no número de casos, com o último dado oficial de terça mostrando 11.409 novos casos, para um total de 449.275.

Fonte: Agência Brasil

Ibovespa salta quase 2% e recupera os 100 mil pontos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 1,9% e alcançou os 100.539,83 pontos, maior patamar desde setembro

O Ibovespa voltou a fechar acima dos 100 mil pontos nesta terça-feira (20), o que não acontecia desde setembro, com Wall Street endossando a alta em meio a esperanças de um acordo no Congresso norte-americano para mais estímulos fiscais.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,91%, a 100.539,83 pontos, na máxima da sessão, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava R$ 19,1 bilhões.

Ao longo do dia, a cena corporativa doméstica ocupou os holofotes, com bancos respondendo pela maior contribuição positiva, apoiados em apostas para os resultados trimestrais. A CSN também chamou a atenção com IPO de unidade de mineração no radar.

Nos Estados Unidos, prevaleceu o otimismo de que as conversas entre parlamentares norte-americanos estão progredindo nas negociações para um novo pacote de estímulo para ajudar a economia afetada pela pandemia de covid-19.

A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, disse estar otimista quando a um acordo entre democratas e a Casa Branca. Ela acrescentou que deve haver uma indicação de um possível acordo ainda nesta terça-feira.

Destaques

– BRADESCO PN subiu 4,32% e ITAÚ UNIBANCO PN avançou 3,98%, em meio a otimismo para os resultados do setor no terceiro trimestre, que começam na próxima semana, bem como percepções de que os preços estão atrativos. BANCO DO BRASIL ganhou 4,61% e SANTANDER BRASIL avançou 2,42%. O Goldman Sachs elevou os preços-alvo de Bradesco e BB. BTG PACTUAL saltou 5,53%.

– CSN ON evoluiu 5,19%, um dia após pedido de registro para oferta inicial de ações de sua unidade de minério de ferro, CSN Mineração, que promete ser uma das maiores feitas por empresas brasileiras em 2020. Também no radar, dados do Inda mostraram que os distribuidores de aço plano elevaram compras e vendas em setembro.

– EZTEC ON ganhou 5,63%, com o índice do setor imobiliário avançando 2,34%, entre as melhores performances setoriais do pregão. MRV ON avançou 4,25%, entre as maiores altas do Ibovespa.

– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiram 3,38% e 3,43%, respectivamente, fortalecidas pela melhora dos preços do petróleo no exterior – o Brent fechou em alta de 1,27% – antes da divulgação de dados de produção, previstos para esta terça-feira ainda, após o fechamento do mercado.

– VALE ON recuou 0,18%, um dia após divulgar que sua produção de minério de ferro atingiu 88,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 2,3% na comparação com mesmo período de 2019, enquanto as vendas de minério de ferro atingiram 65,8 milhões de toneladas, queda de 11,2%.

– EMBRAER ON avançou 2,97%, após divulgar entregas de 28 jatos no terceiro trimestre, que fechou com carteira de pedidos firmes de US$ 15,1 bilhões. O Bradesco BBI avaliou que os dados foram fracos, mas em linha com a previsão, e que os clientes da Embraer podem continuar a adiar recebimentos de aeronaves programados para até 2021.

– GOL PN fechou em baixa de 0,95%, após notícia de que acionistas da controlada Smiles abriram processo arbitral contra a companhia aérea relativas operações de adiantamento de recursos durante a pandemia. SMILES subiu 2,25%. No setor, AZUL PN recuou 0,94%.

– CVC BRASIL ON recuou 0,32%, após reportar prejuízo de R$ 252,1 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 98,5 milhões de um ano antes. A operadora de turismo atrasou a divulgação de seu números após encontrar distorções contábeis. A companhia espera apresentar em 16 de novembro os números do terceiro trimestre, que, segundo ela, já mostrarão sinais de retomada dos negócios.

– WEG ON subiu 1,82%, para 83,55 reais, nova máxima de fechamento, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre, na quarta-feira, antes da abertura do mercado.

Fonte: R7

Dólar avança pelo 2º dia seguido e fecha a semana cotado a R$ 5,33

Alta de 0,25% da moeda norte-americana foi guiada por busca de investidores por ativos de menor risco

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta sexta-feira (11), revertendo queda de mais cedo, com investidores demandando proteção antes do fim de semana depois de mais uma sessão instável nos mercados internacionais.

No fechamento do dia, a moeda norte-americana teve ganho de 0,25%, a R$ 5,3331, após oscilar entre alta de 0,57%, para R$ 5,3501, durante a tarde, e queda de 1,13%, para R$ 5,26, ainda pela manhã.

Na semana, a cotação também subiu, mas no geral o câmbio foi o mercado doméstico com melhor performance no período, marcado por queda da bolsa brasileira e disparada nas taxas de contratos futuros de juros negociados na B3, por causa de riscos inflacionários e fiscais.

Fonte: R7

Após reabertura de shopping popular causar aglomeração Chile volta atrás e fecha

300 pessoas fizeram fila do lado de fora do shopping Asia Pacific.

As autoridades chilenas fecharam um shopping popular no centro de Santiago, nessa segunda-feira (17), depois que centenas de pessoas se aglomeraram no local para comprar mercadorias para revender, poucas horas depois que uma quarentena na região foi flexibilizada.

Pelo menos 300 pessoas fizeram fila do lado de fora do shopping Asia Pacific, especializado na venda de produtos chineses, antes do horário de funcionamento, e correram para dentro do estabelecimento enquanto seguranças particulares tentavam distribuir álcool em gel e medir a temperatura corporal — em alguns casos resultando em confrontos físicos com os clientes.

O shopping fica localizado na Estação Central da capital, uma área de baixa renda frequentada por trabalhadores informais e imigrantes, onde uma quarentena rígida ao longo dos últimos três meses foi flexibilizada na manhã de ontem.

Como muitas nações latino-americanas, o Chile tem grande população de vendedores informais, que enfrenta dificuldades depois que as restrições aos deslocamentos reduziram sua base de clientes.

A reabertura da Estação Central, juntamente com a vizinha Santiago Central, que sedia escritórios governamentais e sedes comerciais, transcorreu em grande parte sem intercorrências, embora com maior concentração de pessoas em lojas reabertas e nos transportes públicos.

Cerca de 12 das 70 lojas do shopping Asia Pacific foram reabertas.

Itália fecha casas noturnas com aumento da covid-19 entre jovens

Surgimento de novos casos faz governo italiano fechar atrações noturnas e recomendar novamente o uso de máscaras em lugares abertos

A Itália deve fechar discotecas e casas noturnas e tornar obrigatório o uso de máscara ao ar livre em algumas áreas durante a noite, na primeira reimposição de restrições à medida que os casos do novo coronavírus aumentam em todo o país, especialmente entre pessoas mais jovens.

Os novos casos na semana passada na Itália, o primeiro país europeu a ser duramente atingido pelo coronavírus, foram mais do que o dobro dos registrados há três semanas e a idade média das pessoas que contraem o vírus caiu para menos de 40 anos, mostraram os dados.

Novas regras

As novas regras começarão na segunda-feira — dois dias após um feriado italiano, quando muitos jovens do país saíram para dançar — e irão até o início de setembro.

As máscaras serão exigidas entre 18h e 6h em áreas próximas a bares e pubs e onde os encontros são mais prováveis.

“Não podemos anular os sacrifícios feitos nos últimos meses. Nossa prioridade deve ser a de abrir escolas em setembro, com toda a segurança”, disse o ministro da Saúde, Roberto Speranza, no Facebook.

Speranza no sábado exortou os jovens a serem o mais cautelosos possível, pois “se infectarem seus pais e avós, eles correm o risco de causar danos reais”.

Fonte: R7

China ocupa prédio após fechar consulado dos EUA em Chengdu

Medida foi retaliação ao fechamento do consulado da China em Houston

A China ocupou nesta segunda-feira (27) as dependências do prédio onde ficava o consulado dos Estados Unidos em Chengdu, cidade do sudoeste do país, depois de determinar que a instalação fosse desocupada. A medida foi uma retaliação pelo fechamento de seu consulado em Houston, no estado norte-americano do Texas, na semana passada.

O confisco é resultado de uma escalada dramática das tensões entre as duas maiores economias do mundo, que começou quando funcionários do consulado chinês de Houston foram vistos queimando documentos em um pátio na terça-feira passada (21), horas antes de Pequim anunciar que havia recebido ordens de esvaziar a instalação.

O consulado dos EUA em Chengdu, localizada na província de Sichuan, foi fechado às 10h locais desta segunda-feira, e autoridades chinesas entraram no edifício pela porta da frente, disse o Ministério das Relações Exteriores da China em comunicado.

Na sexta-feira (24), Pequim anunciou que determinou aos EUA que fechassem seu posto de Chengdu e que deu aos norte-americanos 72 horas para sair, o mesmo prazo dado à China para liberar a missão de Houston, fechada naquele mesmo dia.

“Estamos decepcionados com a decisão do Partido Comunista chinês e nos empenharemos em continuar a buscar contato com o povo dessa região importante, por meio de nossos outros postos na China”, disse um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA em e-mail à Reuters.

À meia-noite local desta segunda-feira, a polícia retirou um bloqueio de rua que vinha restringindo o acesso à instalação de Chengdu. Dezenas de pessoas pararam para fotografar e filmar.

Um homem parou do outro lado da rua e tocou o hino nacional chinês no celular.

“Nós nos sentimos muito tristes com o rompimento da relação entre a China e os EUA”, disse um homem de sobrenome Li, diante da missão.

Material semelhante a um lençol cinza foi instalado perto do local, próximo à entrada em que uma placa havia sido fixada e sobre o local onde se lia em um letreiro grande “Consulado Geral dos EUA”.

A embaixada norte-americana divulgou vídeo em chinês, em sua conta no Twitter, dizendo: “O consulado dos EUA promove orgulhosamente o entendimento mútuo entre americanos e o povo de Sichuan, Chongqing, Guizhou, Yunnan e Tibete desde 1985. Sentiremos saudades de vocês para sempre”.

A Bandeira dos EUA não estava mais hasteada no consulado, tendo sido baixada às 6h18 locais de hoje, de acordo com vídeo feito por um jornalista e compartilhado pela emissora estatal CCTV, em sua conta de Weibo, plataforma semelhante ao Twitter.

Os laços entre os dois países estão em seu pior momento em décadas por causa de questões como comércio, tecnologia, a pandemia de covid-19, as reivindicações de Pequim ao Mar do Sul da China e a repressão a Hong Kong.

Fonte: Agência Brasil

China ordena que os EUA fechem consulado na cidade de Chengdu

Medida ocorre após governo de Donald Trump determinar encerramento das atividades da representação chinesa em Houston

O Ministério das Relações Exteriores da China pediu à embaixada dos EUA na manhã de sexta-feira (24) para fechar o consulado na cidade de Chengdu, no sudoeste do país, dias depois que governo de Donald Trump ordenou abruptamente o fechamento da representação chinesa em Houston, no Texas.

Em comunicado, o Ministério disse que “os EUA violam seriamente o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e prejudicaram gravemente a relação China-EUA.”

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De acordo o anúncio do governo chinês, “o Ministério também fez exigências específicas sobre a cessação de todas as operações e eventos pelo Consulado Geral”.

Proteção à propriedade intelectual

Na terça-feira (21), o governo dos Estados Unidos ordenou o fechamento imediato do consulado da China em Houston, Texas, em um movimento inesperado e que aumentou as tensões diplomáticas entre os países.

O Departamento de Estado dos EUA justificou a medida dizendo que se trata de uma ação para proteger a propriedade intelectual e informações privadas do país.

O governo chinês negou as acusações e afirmou que elas são “maliciosas” e tem o “único objetivo de difamar a China.” O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Wang Wenbin, disse que “o fechamento do consulado é uma medida completamente injustificada, e a China se reserva ao direito de retaliar”.

Fonte: R7

China diz que será forçada a reagir a fechamento de consulado

Chancelaria chinesa diz que decisão prejudicou severamente relações

A China alertou nesta quinta-feira (23) que será forçada a reagir depois que os Estados Unidos (EUA) determinaram o fechamento de seu consulado em Houston, uma medida que o Ministério das Relações Exteriores chinês disse ter “prejudicado severamente” as relações.

Washington deu 72 horas para a China fechar o consulado, “para proteger propriedade intelectual e informações particulares norte-americanas”, o que marcou uma escalada dramática da tensão entre as duas maiores economias do mundo.

No Twitter, o senador norte-americano Marco Rubio, membro do Partido Republicano e presidente interino do Comitê de Inteligência do Senado, descreveu o consulado de Houston como o “nódulo central da vasta rede de espiões e operações de influência do Partido Comunista nos Estados Unidos”.

Em seu briefing diário, o porta-voz da chancelaria chinesa, Wang Wenbin, descreveu as alegações norte-americanas como calúnia mal-intencionada.

“Em reação às ações insensatas dos EUA, a China precisa escolher uma reação necessária e salvaguardar seus direitos legítimos”, disse ele, sem especificar qualquer medida.

“Isso está destruindo a ponte de amizade entre o povo da China e dos EUA”, acrescentou.

O jornal South China Morning Post noticiou que a China pode fechar o consulado norte-americano de Chengdu, cidade do sudoeste chinês. O país cogita ainda fechar o consulado norte-americano de Wuhan, de onde os EUA retiraram funcionários no início do surto do novo coronavírus.

Hu Xijin, editor do Global Times, tabloide publicado pelo Diário do Povo do Partido Comunista, escreveu que fechar o consulado de Wuhan não causaria transtorno suficiente.

Hu disse que os EUA têm um grande consulado em Hong Kong e que é óbvio demais que o consulado é uma central de inteligência. “Mesmo que a China não o feche, poderia então reduzir seu pessoal a uma ou duas centenas. Isso fará Washington sofrer muito.”

Os outros consulados dos EUA na China estão em Guangzhou, Xangai e Shenyang.

Os laços entre os dois países se deterioraram acentuadamente neste ano, por causa de questões que vão do coronavírus e da gigante de equipamentos de telecomunicação Huawei às reivindicações de Pequim ao Mar do Sul da China e à sua repressão a Hong Kong.

Editoriais da mídia estatal chinesa criticaram o fechamento do consulado em Houston, que viram como uma tentativa de culpar Pequim por fracassos dos Estados Unidos antes da eleição presidencial de novembro – o presidente Donald Trump aparece atrás de seu concorrente, o ex-vice-presidente Joe Biden, em pesquisas.

Fonte: Agência Brasil

Austrália fecha fronteira pela 1ª vez em 100 anos para deter a covid

Na outra ocasião, autoridades fecharam as fronteiras estaduais de Victoria e Nova Gales do Sul em 1919, durante a pandemia de gripe espanhola

A fronteira entre os dois estados mais populosos da Austrália fechou nesta de terça-feira (7) por tempo indeterminado, devido a um surto local de coronavírus.

A decisão marca a primeira vez em que a divisa com a vizinha Nova Gales do Sul foi fechada em 100 anos – autoridades impediram a circulação entre os dois Estados em 1919, durante a pandemia de gripe espanhola.

O número de casos de covid-19 de Melbourne, a capital de Victoria, aumentou nos últimos dias, o que levou as autoridades a imporem ordens rígidas de distanciamento social em 30 subúrbios e a colocar nove torres de moradias públicas em isolamento total.

O Estado relatou 127 infecções novas por covid-19 de domingo (5) para segunda-feira, seu maior aumento em 24 horas desde que a pandemia começou. Uma morte foi registarda, a primeira do país em mais de duas semanas, o que elevou o total nacional a 105.

“É a decisão sensata, a decisão certa neste momento, dados os desafios significativos que enfrentamos para conter o vírus”, disse Andrews aos repórteres em Melbourne ao anunciar o fechamento da fronteira.

Andrews disse que a decisão de fechar a fronteira, que entra em vigor às 23h59 de terça-feira, foi tomada juntamente com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, e com a premiê de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian. A única outra divisa interna de Victoria, com o estado da Austrália do Sul, já está fechada.

A interdição provavelmente será um golpe na recuperação econômica da Austrália, que ruma para sua primeira recessão em quase três décadas.

A Austrália está se saindo melhor do que muitos países durante a pandemia de coronavírus, já que teve pouco menos de 8.500 casos até o momento, mas o surto de Melbourne causou alarme. O país relatou uma média de 109 casos diários na semana passada – na primeira semana de junho a média foi de somente 9 casos diários.

Fonte: R7

São Paulo volta a fechar comércio de bares e restaurantes

Decisão partiu dos próprios donos de estabelecimentos, afirmam que ‘Reabrir agora é suicídio’.

Bares e restaurantes vão além do delivery - A Crítica de Campo ...
Restaurantes e Bares de SP voltam a fechar.

Um grupo de donos de bares e restaurantes de São Paulo decidiu manter as portas dos estabelecimentos fechadas mesmo com a autorização do governo do Estado para a reabertura. Entre os motivos alegados, estão a falta de segurança para funcionários e clientes, expectativa de baixo movimento e receio de falência.

A partir de segunda-feira (6/7), a gestão do governador João Doria (PSDB) passou a autorizar que estabelecimentos do setor voltem a funcionar depois de quase quatro meses de quarentena por causa da pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Para isso, os locais precisam seguir algumas regras, como horário fixo (das 11h às 17h), lotação de até 40% da capacidade, proibição de mesas nas calçadas e exigência de uso de termômetros e máscaras, além de distanciamento entre os clientes.

O governo classificou esse cenário — de flexibilização gradual da economia com restrições — de “amarelo”. A condição “verde” traria “abertura parcial”, e a “azul” seria o “normal controlado”.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Estado de São Paulo tinha no domingo (5/7) cerca de 320 mil infectados por coronavírus, além de pouco mais de 16 mil mortes por covid-19.

“Achamos os protocolos (de reabertura) vagos e, em alguns casos, sem sentido. Por que abrir apenas para o horário do almoço e fechar à noite? Não há nenhuma pesquisa mostrando que o coronavírus se propaga mais à noite”, diz Gabriel Pinheiro, dono da pizzaria Villa Roma, que tem duas unidades na capital: uma na região da avenida Paulista e outra no Tatuapé.

Segundo ele, a maior parte do faturamento do restaurante antes da pandemia vinha do período noturno, no jantar. O almoço, no entanto, reunia clientes que trabalham em prédios comerciais e de escritórios — hoje, em boa parte, fechados.

“Não faz sentido para nós abrir só de manhã se nossos clientes estão trabalhando em home office”, explica. “Ninguém vai sair de casa para almoçar fora nesse momento. As pessoas estão cozinhando ou pedindo por delivery.”

O empresário Gerson Higuchi, dono do restaurante Apple Wood, no bairro da Anália Franco, também tem a maior parte do seu faturamento à noite. “Quem vai vir almoçar se as pessoas não estão trabalhando nos escritórios?”, questiona.

‘Reabrir é suicídio’

Empresários ouvidos pela BBC News Brasil, que atendem hoje apenas por delivery, dizem temer que a reabertura dos restaurantes signifique um prejuízo financeiro ainda maior — e até a falência diante do aumento de gastos sem retorno no faturamento.

“Nós hoje operamos de maneira enxuta, com poucos funcionários. Suspendemos os contratos de 70% do nosso pessoal. Se reabrir, teria de trazê-los de volta sem perspectiva de que o faturamento iria aumentar novamente”, explica Gabriel Pinheiro, da pizzaria Villa Roma.

Fotos: A reabertura de restaurantes em SP - 06/07/2020 - UOL Notícias
Empresários afirmam que faturamento do restaurante antes da pandemia vinha do período noturno.

“Teríamos que recontratar os funcionários, aumentar o estoque e outros gastos, além de reformular a operação sem garantia de que o movimento volte a crescer. Vi pesquisas mostrando que a grande maioria das pessoas não está disposta a sair de casa ainda”, diz ele, que durante a pandemia demitiu 17 dos antigos 20 funcionários.

“Nós ainda não atingimos o pico da pandemia. Agora, no inverno, os casos podem aumentar e, possivelmente, o governo terá de fechar novamente o comércio. Entendo quem está desesperado, também estou. Mas preferi esperar do que reabrir agora e ter de fechar de novo daqui a 30 dias. Qualquer movimento que eu tome sem planejar muito bem pode ser fatal para minha empresa. Reabrir agora é suicídio, significa falência”, explica.

“Mesmo para reabrir, os proprietários precisam recontratar o pessoal e renovar estoque. Nem todo mundo consegue fazer isso hoje, então prefere ficar quietinho, fechado. Muita gente que reabrir terá mais prejuízo ainda”, diz.

Segundo ele, a Abrasel tem negociado uma flexibilização ainda maior, com aumento do horário permitido até o período noturno e o fim da restrição do uso de mesas nas calçadas — algo bastante popular em São Paulo e que foi proibido pela nova norma do governo do Estado.

“Nosso faturamento caiu 80%. Hoje não conseguimos nem pagar as contas, às vezes precisamos vender algumas coisas para compensar o prejuízo. Só estamos de pé porque somos pequenos e porque temos esperança de que em breve a situação vá melhorar”, diz.

“Os shoppings reabriram e continuam vazios. Já os bares são locais de celebração, e hoje não temos nada para celebrar. Entendo as pessoas que querem retomar os negócios, mas acho uma decisão equivocada. Não há garantia de que o investimento para a reabertura agora será recompensado”, afirma.

“O momento é crítico, a curva de infecção não baixou. A maioria dos meus funcionários usa transporte público para vir trabalhar. Não posso e não vou expô-los ao coronavírus”, diz.

Fonte: G1