Após vetar praias, Rio prepara mais restrições e vai antecipar feriados

Prefeito defendeu organização estadual para definir medidas conjuntas entre municípios da região metropolitana

Depois de fechar o acesso de banhistas e praticantes de atividade física nas praias, vetar o transporte fretado e proibir o estacionamento em toda a orla da cidade no final de semana, o Rio de Janeiro prepara mais restrições e planeja a antecipação de feriados para frear o contágio pelo novo coronavírus. 

Na próxima segunda-feira (22), o prefeito Eduardo Paes (DEM) deverá anunciar quais feriados serão adiantados e quando será a folga. O chefe do executivo municipal também prometeu endurecer as regras de circulação na cidade, especialmente com uma ação coordenada com outras cidades do estado.

“Na segunda-feira, vamos reunir o comitê científico, e vamos anunciar, provavelmente ainda na segunda-feira, medidas mais restritivas, que devem se dar no final da próxima semana. Vamos fazer, conforme anunciamos ontem, a antecipação de feriados, mas virão mais medidas restritivas”, prometeu.

O decreto que proíbe o acesso à areia, o estacionamento na orla e os ônibus fretados vale a partir da meia-noite de sábado (20) e termina na segunda-feira (22) – veja abaixo o que está vetado.

Para as medidas mais duras que serão tomadas surtirem efeito, Paes também falou em união dos municípios da região metropolitana. O prefeito disse que já conversa com o governador do estado, Claudio Castro, e com outros prefeitos para que possam definir essas restrições.

“Se essas medidas que a cidade vai tomar vierem isoladas, serão menos eficazes. Não vou deixar de tomar qualquer medida, porque município A ou B não tomou. Vamos tomar medidas, mas é importante que haja um comando estadual, uma organização estadual, e que haja uma organização com os demais municípios”, disse.

Desde o início da pandemia, a cidade do Rio registrou 216.908 casos confirmados de covid-19 e 19.583 óbitos, segundo dados do boletim divulgado na quinta-feira (18). Por outro lado, 7,3% da população da cidade já recebeu a primeira dose da vacina.

Saiba o que está proibido

– permanecer nas areias das praias, em qualquer horário, incluindo a prática de esportes, o banho de mar. Também está proibido o comércio fixo e itinerante, além da prestação de serviço de qualquer natureza;

– entrada de ônibus e demais veículos fretados na cidade. A exceção são aqueles transportam funcionários de empresas ou levam pessoas para os hotéis. No caso dos turistas, será necessário comprovar reserva de hospedagem;

– estacionar em toda a orla marítima. A exceção à regra vale para moradores, idosos, portadores de necessidades especiais, hóspedes de hotéis e táxis.

– o uso das pistas das avenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica e de ambos os sentidos das pistas de rolamento do Aterro do Flamengo como áreas de lazer.

Fonte: R7

Equipes buscam por sobreviventes de explosão que deixou mais de 100 mortos e 4 mil feridos no Líbano

Suspeita é de que a explosão aconteceu em um depósito de nitrato de amônio, um tipo de fertilizante, na zona portuária de Beirute.

Equipes de resgate e agentes de segurança trabalham no local de uma explosão que atingiu o porto de Beirute, Líbano — Foto: Hussein Malla / AP Photo
Equipes de resgate e agentes de segurança trabalham no local de uma explosão que atingiu o porto de Beirute, Líbano

Equipes de resgate buscam nesta quarta-feira (5) desaparecidos após a enorme explosão que devastou a área portuária de Beirute, capital do Líbano. A tragédia de terça-feira (4) deixou mais de 100 mortos, 4 mil feridos e 100 desaparecidos, segundo estimativa da Cruz Vermelha libanesa.

Nesta quarta, ainda há fumaça saindo do local da explosão, segundo a Associated Press. As principais ruas do centro da cidade amanheceram cheias de escombros, com as fachadas dos edifícios destruídas e veículos danificados.

Imagens de drones mostram que a explosão atingiu silos de trigo que ficavam no porto. Estimativas iniciais indicam que cerca de 85% dos grãos do país, que são majoritariamente importados, estavam armazenados nos armazéns que foram destruídos.

A suspeita é que a explosão tenha partido de um armazém que guardava nitrato de amônio, um tipo de fertilizante, com grande potencial explosivo quando exposto a altas temperaturas. O presidente Michel Aoun disse na terça que é “inaceitável” que 2.750 toneladas de nitrato de amônio fossem armazenadas por seis anos em um depósito sem a segurança necessária.

Equipes de resgate e agentes de segurança trabalham no local de uma explosão que atingiu o porto de Beirute, no Líbano, nesta quarta-feira (5)  — Foto: Hussein Malla/AP
Equipes de resgate e agentes de segurança trabalham no local de uma explosão que atingiu o porto de Beirute, no Líbano

Apesar de o país já ter sido alvo de terroristas e viver período de instabilidade política, não há evidência de que se trate de um atentado terrorista.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, declarou que o país enfrenta uma catástrofe e declarou luto oficial de três dias. Ele disse também que o governo irá investigar os responsáveis pelo armazém que funcionava no porto da capital desde 2014.

“Eu prometo que esta catástrofe não passará sem que os culpados sejam responsabilizados. Os responsáveis pagarão o preço” – Hassan Diab, primeiro-ministro

O nitrato de amônio se apresenta como um pó branco ou em grânulos solúveis em água e é seguro – desde que não aquecido. A partir de 210 °C, decompõe-se e, se a temperatura aumentar para além de 290 °C, a reação pode tornar-se explosiva.

Um incêndio, tubos superaquecidos, fiação defeituosa ou relâmpagos podem ser suficientes para desencadear tal reação em cadeia.

Ouvida a mais de 200 km

Região da explosão em Beirute, no Líbano — Foto: STR/AFP
Região da explosão em Beirute, no Líbano

A explosão no porto causou destruição em larga escala e quebrou o vidro de janelas a quilômetros de distância. Alguns barcos que navegavam próximos à costa do Líbano chegaram a ser balançados pela força da explosão. As explosões chegaram a ser ouvidas em Larnaca, no Chipre, a pouco mais de 200 km da costa libanesa.

Uma embarcação da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) foi danificada após a explosão no porto. Em um comunicado, os capacetes azuis informaram que alguns membros da missão de paz se feriram e foram transferidos para hospitais do país.

Pessoas feridas depois de explosão em Beirute, Líbano — Foto: Hassan Ammar/AP
Pessoas feridas depois de explosão em Beirute, Líbano

Após a explosão, barcos foram mobilizados para resgatar pessoas que foram jogadas ao mar, segundo a Cruz Vermelha.

A emissora libanesa LBCI informou que o hospital Hôtel-Dieu de France, no centro da capital libanesa, atendeu a mais de 500 feridos. O governo da capital pediu que os feridos fossem levados para atendimento em centros de saúde de fora da cidade.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a explosão “se parece com um terrível ataque” e disse que seu país está pronto para ajudar. E o Itamaraty disse em nota que o Brasil se solidariza com as vítimas da explosão no porto de Beirute.

Enfermeiro cuida de mulher ferida em explosão na zona portuária de Beirute, no Líbano — Foto: IBRAHIM AMRO/AFP
Enfermeiro cuida de mulher ferida em explosão na zona portuária de Beirute

Emmanuel Macron, presidente da França, disse em uma rede social que vai enviar voluntários da defesa civil e médicos “o mais rapidamente” para apoiar os hospitais do Líbano no atendimento aos feridos em Beirute.

O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison disse, em entrevista ao Channel 4 que há ao menos um australiano entre os mortos e que a Embaixada do país foi “fortemente comprometida”.

Homem ferido é examinado por um bombeiro perto do local da explosão em um porto de Beirute nesta terça (4) — Foto: Anwar Amro/AFP
Homem ferido é examinado por um bombeiro perto do local da explosão em um porto de Beirute

Embarcações brasileiras

Contra-almirante afirma que nenhum militar brasileiro se feriu em explosão no Líbano
Contra-almirante afirma que nenhum militar brasileiro se feriu em explosão no Líbano

A Marinha do Brasil informou que a Fragata Independência que integra a Força Tarefa Marítima (FTM) da Missão Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), havia deixado o Porto de Beirute pela manhã e, no momento da explosão, operava no mar. Já a Fragata Liberdade estava distante 15 km do local da explosão.

Nenhuma das embarcações foi atingida e ninguém ficou ferido.

Os militares brasileiros integrantes da Unifil e que trabalham na sede da missão, na região de Naqoura, não foram atingidos e estão bem.

A esposa de um oficial da Aeronáutica, que exerce a função de Adido de Defesa, Naval, do Exército e Aeronáutico do Brasil no Líbano, teve ferimentos leves por estar próxima a uma janela atingida pela explosão, mas passa bem.

Fonte: G1

Procon-RO orienta população sobre lei que proíbe cortes de serviços públicos

A nova lei sancionada que proíbe o desligamento de água e energia por falta de pagamento não poderá ser feito na sexta-feira, sábado, domingo, feriado.

Energisa interrompe fornecimento de energia em várias cidades a ...
nova lei sancionada que proíbe o desligamento de energia

Com a sanção do governo federal da lei  Lei n°14.015, de 2020, que proíbe a suspensão da prestação de serviços públicos como água e energia elétrica na sexta-feira, final de semana, feriado ou no dia anterior ao feriado por inadimplência do usuário, reforça a Lei estadual nº 4.660, de 26 de Novembro de 2019, a iniciativa é vista como mais uma medida que chega para fortalecer o direito do consumidor.

De acordo com o Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-RO), a Lei determina que o consumidor seja comunicado previamente sobre o desligamento por não pagamento e o dia a partir do qual será realizada a interrupção do serviço. Outro ponto importante é que, caso a concessionária interrompa o abastecimento sem que o consumidor tenha sido notificado, a responsável pelo fornecimento ficará sujeita à multa e não poderá cobrar taxa de religação.

Atualmente, as concessionárias de serviços públicos informam os clientes sobre contas em aberto, mas não sobre o dia do desligamento.

Segundo o coordenador do Proncon-RO, Ihgor Rego, a Lei estadual nº 4.660 estava sendo impugnada ao argumento de que cabia ao Congresso Nacional legislar sobre o assunto.

“Agora já não existe mais dúvida sobre a importância e exigência no cumprimento da Lei. Temos uma na esfera estadual e federal, e as empresas poderão ser punidas administrativamente pelo Procon”, reforçou o coordenador.

Em caso de dúvidas, o consumidor poderá entrar em contato por meio dos canais de atendimento do Procon: Telefone 151; Whatsapp (69) 98491-2986 ou (69) 98482-0928, ou pelo perfil no Facebook Procon Rondônia.

Fonte: Procon-RO

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