Semed confirma reinício das aulas remotas em Fevereiro

Segundo a secretaria às aulas seguem remotamente, mas já planeja uma ação de acolhimento para alunos e profissionais da Educação para o momento em que houver autorização das autoridades sanitárias para o retorno das aulas presenciais.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizou a primeira reunião do Comitê de Gestão e Decisão responsável pelo mapeamento dos riscos da saúde e pelos conteúdos pedagógicos e financeiros para o retorno às aulas. O objetivo da reunião foi a organização das unidades escolares neste momento de pandemia (Covid-19) e tratar sobre o reinício das aulas ainda de forma remota para 44 mil alunos da rede municipal de ensino.

De acordo com a secretária da Semed, Gláucia Negueiros, a reunião contou com a participação de coordenadores de Comissões Estratégicas dentro do Comitê criado ainda em 2020 para a elaboração do Plano de Retorno às Aulas Presenciais que terá constante atualização.

“Entre as medidas acordadas, ficou a criação de uma Comissão Itinerante de visitas às escolas visando à efetivação dos protocolos sanitários e organização do espaço escolar como, por exemplo, o distanciamento entre as carteiras nas salas de aula (capacidade de 30% a 50% dos alunos), totens de álcool em gel e tapetes sanitizantes e, ainda, a disponibilização de todos os equipamentos de proteção individual (EPIs)”, enumerou.

Gláucia enfatizou ainda que a Comissão Pedagógica já atua na organização do início do ano letivo de forma remota marcado para o dia 22 de fevereiro, planejando a Jornada Pedagógica, que será realizada na modalidade online entre nos dias 11 e 12 de fevereiro, que deverá ser transmitida ao vivo pela internet.

“Ainda assim, a Semed já planeja uma ação de acolhimento para alunos e profissionais da Educação para o momento em que houver autorização das autoridades sanitárias para o retorno das aulas presenciais. Para este momento, não há uma data concreta, pois os órgãos de saúde devem verificar a situação específica do município de Porto Velho”, disse a secretária da Semed.

GESTÃO DE PESSOAS

Já a Comissão de Gestão de Pessoas elabora um levantamento do número de servidores no quadro da Semed pertencentes ao grupo de risco, a fim de quando houver o retorno presencial consiga atender as unidades escolares. “Vale ressaltar ainda que, quando houver autorização de retorno, os servidores vão atuar de forma escalonada (rodízio), sendo na primeira fase apenas um dia presencial e os demais continuam com atividades remotas dando início desta forma ao ensino hibrido”, acrescentou.

SEM RETORNO PRESENCIAL

Segundo Gláucia Negreiros, durante conforme diálogo constante no Comitê formado por representantes do Conselho Municipal de Educação (CME), Sindicato dos Trabalhadores Em Educação no Estado de Rondônia (Sintero), Sindicato dos Professores e Professoras no Estado de Rondônia (Sinprof), Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, além do Ministério Público de Rondônia (MP/RO), percebe-se que se torna contraditório falar neste momento de um retorno presencial às aulas devido a observação da situação de casos de contaminados com a Covid-19 no município de Porto Velho.

Fonte: Comdecom

Vacinação contra covid-19 pode começar em fevereiro, diz Pazuello

Previsão vale se laboratórios cumprirem etapas burocráticas em 2020

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a afirmar hoje (16) que, no Brasil, a campanha de vacinação contra o novo coronavírus poderá começar em fevereiro de 2021 caso os laboratórios farmacêuticos cujas vacinas estão em fase adiantada de produção cumpram todas as etapas burocráticas até o fim deste ano.

“Se mantido o que o Instituto Butantan e a Fiocruz previam, ou seja, se a fase 3 dos estudos e toda a documentação das fases 1 e 2 forem apresentados e os registros das vacinas forem solicitados à Anvisa ainda em dezembro, nós, possivelmente, teremos as vacinas em meados de fevereiro para dar início ao plano [de imunização]”, declarou Pazuello a jornalistas após participar do lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Pazuello lembrou que, além do habitual trâmite de aprovação de medicamento, no qual a Anvisa precisa atestar a integral eficácia e segurança dos produtos a partir da análise minuciosa dos resultados de testes relatados pelos fabricantes, os laboratórios também podem pedir uma autorização para o uso emergencial, o que, se aprovado, lhes permitirá atender a um reduzido grupo de pessoas, conforme autorizado.


“O normal é o [processo de] registro em que, no caso de uma vacina produzida no Brasil, a Anvisa tem de avaliar toda a documentação e dar garantias da segurança do imunizante. Mas precisamos compreender que, dentro da pandemia, dada a velocidade de desenvolvimento de vacina, estamos diante de um outro modelo, que é o de uma autorização de uso emergencial que permita aos laboratórios distribuir vacinas a grupos específicos mesmo sem a conclusão dos testes clínicos e da avaliação de completa eficácia e de [possíveis] efeitos colaterais”, acrescentou o ministro, enfatizando que, nos Estados Unidos e no Reino Unido, o uso da vacina desenvolvida pela Pfizer foi autorizado em regime emergencial, antes que a empresa obtivesse o registro definitivo do produto.

O ministro enfatizou que não há registro de vacina contra a covid-19 em nenhuma agência reguladora no mundo todo. “E, no Brasil, não há nem solicitação de registro, nem pedido de uso emergencial. Se um laboratório nacional ou estrangeiro solicitar e obtiver da Anvisa a autorização de uso emergencial, estudaremos que grupos poderão receber a vacina em quantidades limitadas”, assegurou Pazuello, explicando que somente em um eventual caso de uso emergencial poderá ser exigida a assinatura de um termo de responsabilidade.

“Durante as campanhas de vacinação as pessoas não chegam a um posto de vacinação e assinam um termo de consentimento para tomar a vacina. Já o uso emergencial não é como uma campanha. Ele fica limitado a grupos específicos, que são voluntários. Logo, se um laboratório solicitar e a Anvisa autorizar o uso emergencial de alguma vacina [antes que ela tenha cumprido todas as etapas burocráticas prévias ao registro], as pessoas que participarem terão sim que assinar o termo de consentimento. E somente nestes casos”, explicou o ministro, voltando a dizer que, no que depender do Ministério da Saúde, a vacinação não será obrigatória.

“Não haverá obrigatoriedade por parte do governo federal em hipótese alguma, e sim campanhas que apresentem a todos o melhor a ser feito. A garantia [de eficácia e segurança] é o que vai fazer com que as pessoas sejam voluntárias”, ponderou o ministro, garantindo que, graças a capilaridade do Sistema Único de Saúde (SUS) e a estrutura do Programa Nacional de Imunização, em vigor desde 1973, o governo federal tem condições de distribuir as vacinas para os estados em um prazo de cinco dias após receber as primeiras doses.

“Precisamos ter a capacidade de controlar a ansiedade e a angústia para passarmos estes 45, 60 dias a partir de agora, que serão fundamentais para que se concluam os processos, sejam feitos os registros, produzidas as vacinas e iniciemos a grande campanha de vacinação”, disse o ministro.

Fonte: Agência Brasil

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