Pesquisa constata reinfecções de covid-19 com sintomas mais fortes

Estudo da Fiocruz reforça que a doença em forma branda não imuniza

Um estudo coordenado pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CDTS/Fiocruz) constatou quatro casos de reinfecção por covid-19 em que os pacientes tiveram sintomas mais fortes da doença na segunda contaminação, apesar de os dois episódios terem sido considerados leves, sem hospitalização. Em ao menos um desses casos, a reinfecção foi provocada pela mesma variante do primeiro episódio. 

A pesquisa será publicada na forma de artigo científico na revista Emerging Infectious Disease (EID), do Centro de Controle e Prevenção de Doença dos Estados Unidos (CDC). Além da Fiocruz, participaram pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa (Idor) e da empresa chinesa MGI Tech Co. Segundo o coordenador do estudo, o virologista do CDTS/Fiocruz Thiago Moreno, a constatação reforça que uma parcela da população que tem a doença na forma branda não desenvolve memória imunológica. 

“Demonstramos que um grupo de pessoas com sintomatologia leve para covid-19 teve um segundo episódio de covid um pouco mais forte, porque não foi capaz de gerar uma imunidade de memória depois do primeiro episódio. Assim como vários casos brandos de covid-19, esses indivíduos tiveram o controle dessa primeira infecção pela resposta imune inata, aquela que não forma uma memória consistente e de longo prazo”.

Os testes realizados mostraram que a defesa do organismo com base em anticorpos só foi formada nesses indivíduos após a segunda infecção. “Isso mostra também pra gente que uma parcela da população que teve a doença branda no primeiro episódio pode voltar a ter covid-19 depois de algum tempo, e não necessariamente ela será branda de novo”.

Moreno explica que a possibilidade de reinfecção com sintomas mais contundentes se dá independentemente de o indivíduo contrair a mesma variante do novo coronavírus ou uma nova. “A reinfecção pelo novo coronavírus é possível, e isso é algo similar com o que acontece com coronavírus sazonais humanos e até alguns coronavírus veterinários”, diz o pesquisador.

Os pesquisadores envolvidos no estudo acompanharam um grupo de 30 pessoas de março a dezembro de 2020 com testagens semanais. O objetivo do estudo não era investigar a reincidência da covid-19, e sim monitorar a segurança do grupo em seu local de trabalho. Diante das suspeitas de reinfecção constatadas, os cientistas se debruçaram sobre esses casos e comprovaram, por meio de sequenciamento, duas reinfecções. Nas outras duas, não havia material genético suficiente para o sequenciamento, mas os episódios da doença tiveram meses de intervalo com testes negativos. 

Thiago Moreno ressalta que o estudo não foi desenhado para ter representatividade estatística, o que significa que não é possível extrapolar a proporção de pessoas reinfectadas para toda a população. Além disso, ele acrescenta que, apesar de o estudo ter constatado sintomas mais contundentes no segundo episódio de covid-19 entre os quatro pesquisados, isso não permite interpretar um padrão para os casos de reinfecção.

As quatro pessoas que se reinfectaram com a doença não precisaram ser internadas em nenhum dos dois episódios e tiveram casos considerados brandos em ambos. Para o pesquisador, quanto mais brando for o quadro de covid-19, maiores são as chances de a memória imunológica não ser capaz de neutralizar o vírus em um segundo contato. 

Moreno recomenda que pessoas já infectadas mantenham os cuidados para a prevenção da covid-19 e explica que mesmo os exames laboratoriais comuns que permitem a detecção de anticorpos não são capazes de determinar se o corpo formou defesas neutralizantes. 

“O que esses testes, em geral, não medem é se essa memória vai servir para a gente só como um traço para saber se foi exposto ao vírus ou se é uma memória neutralizante, capaz de bloquear a infecção viral. Tem uma diferença de magnitude muito grande entre ter detecção de anticorpos e esses anticorpos de fato te protegerem contra a infecção”, explica ele, que acrescenta que não se surpreenderia se os casos de reinfecção relatados no estudo tivessem um terceiro episódio de covid-19. “Não agora por não ter feito essa memória, mas porque a sustentação dessa memória pode ser curta”.

Fonte: Agência Brasil

Fiocruz entrega 1º lote de vacinas contra a covid produzidas no Brasil

Pazuello, que está de saída do cargo, disse que o país vai vacinar metade da população até julho e controlar pandemia neste ano

Durante entrega de 500 mil doses do primeiro lote de vacinas contra a covid-19 produzidas pela Fiocruz em território nacional com insumos importados, nesta quarta-feira (17), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, garantiu que o Brasil vai imunizar metade da sua população até julho e a outra metade até o fim do ano, controlando assim a pandemia.

“Vamos controlar essa pandemia ainda no segundo semestre. Essa é a nossa missão e, para isso, precisamos das vacinas”, pontuou ele ao mencionar a contratação de imunizantes de sete laboratórios diferentes.

A cerimônia de entrega contou também com a presença do cardiologista Marcelo Queiroga, nome escolhido por Bolsonaro para assumir a pasta nos próximos dias no lugar de Pazuello.

Outras 580 mil doses da vacina serão disponibilizadas até sexta-feira (19), totalizando 1,8 milhão de doses entregues ao PNI (Programa Nacional de Imunizações). Com o registro definitivo concedido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Fiocruz tornou-se a detentora do primeiro registro de uma vacina contra covid-19 produzida no Brasil.

O ministro enfatizou ainda as medidas sanitárias para a proteção contra a covid-19. “O coronavírus veio para ficar e nós vamos controlar a pandemia com vacinação e novos hábitos, de usar máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento social”, completou Pazuello.

Queiroga classificou a produção dos imunizantes em solo brasileiro como o “início do maior programa de imunização contra a covid-19”. Ele avalia que os secretários de saúde de cada um dos municípios brasileiros são o “exército” para combater a pandemia. “Nossa tropa de choque está muito unida para, através de diálogo e da ciência encontras as soluções que o Brasil precisa”, destacou.

Pazuello ainda reafirmou que a transição do ministério é apenas uma continuidade do trabalho desenvolvido. “Vou entregar um ministério estruturado, organizado, funcionando e com tudo pronto. Ele, como médico, cardiologista e conhecimento técnico, vai poder navegar em prol da saúde do Brasil”, avaliou.

“Não é um dia de celebração, mas é um marco de um processo para que o Brasil atravesse toda essa grave crise sanitária, econômica, social e humanitária com a menor perda de vidas”, afirmou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

Nísia agradeceu o trabalho em conjunto com o Ministério da Saúde e enalteceu o trabalho de todos profissionais do instituto. “Estamos escalonado essa produção para entregar, a partir de abril a vacina totalmente nacionalizada”, afirmou.

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, integra o plano nacional de vacinação e está sendo aplicada por meio de uso emergencial desde janeiro a grupos prioritários. O imunizante é fabricado em Bio-Manguinhos com IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) que chegou ao Brasil a partir do dia 6 de fevereiro.

A expectativa da Fiocruz é chegar até o final do mês com uma produção de cerca de 1 milhão de doses do imunizante contra a covid-19 por dia. Nesta semana, o Ministério da Saúde também distribui mais 4,5 milhões de doses da vacina produzida pelo Instituto Butantan.

Fonte: R7

Fiocruz anuncia a chegada de 2 milhões de vacinas no Rio

Os imunizantes vão integrar o PNI do Ministério da Saúde. Mais oito milhões de doses serão importadas para o Brasil

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) confirmou a chegada, até o final da próxima semana, de mais dois milhões de vacinas prontas do Instituto Serum, um dos centros produtores da AstraZeneca na Índia.

A iniciativa tem o objetivo de contribuir com o fornecimento de vacinas para o PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde. 

A negociação com a AstraZeneca e Instituto Serum incluiu a aquisição de dez milhões de doses importadas, além de dois milhões de vacinas recebidas do mesmo Instituto indiano e que já foram entregues ao PNI no dia 24 de janeiro. O restante de oito milhões de vacinas serão importadas ao longo dos próximos dois meses, ainda sem uma confirmação de data.

Fonte: R7

Primeiro lote para produção da vacina Oxford chega ao Brasil hoje

Insumo permitirá produzir 2,8 milhões de doses da vacina contra covid

O primeiro lote do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção das vacinas Oxford/AstraZeneca na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem chegada prevista para as 17h50 deste sábado (5) no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. O IFA possibilitará a produção de mais 2,8 milhões de doses da vacina contra a covid-19, que já começou a ser aplicada no país a partir de 2 milhões de doses prontas importadas da Índia no mês passado.

O insumo foi fabricado no laboratório Wuxi Biologics, na China, de onde partiu às 20h35 da última quinta-feira (horário de Brasília). O laboratório chinês foi vistoriado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim do ano passado e é parceiro da farmacêutica europeia AstraZeneca, que desenvolveu a vacina com a Universidade de Oxford, do Reino Unido. 

Depois do desembarque, o IFA será transportado para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), na zona norte do Rio de Janeiro. Lá, após checagens de controle de qualidade, o insumo deve ser liberado na próxima quarta-feira (10) para descongelamento, já que precisa ser transportado a -55 graus Celsius. O degelo precisa ser feito lentamente, e somente na sexta-feira (12), deve ter início a formulação do lote de pré-validação, necessário para garantir que o processo de produção da vacina está adequado. 

Na formulação, o IFA é diluído em outros componentes da vacina, que, entre outras funções, garantem que a armazenagem possa ser feita em refrigeradores comuns, com 2 a 8 graus Celsius. Após a formulação, uma série de outros procedimentos como o envase e a rotulagem preparam a vacina para distribuição. Tal processo conta com rigorosos testes de qualidade, e a previsão é que o primeiro lote de pré-validação da vacina seja liberado para aprovação da Anvisa no dia 18 deste mês.

A Fiocruz esperava inicialmente o envio de 14 remessas de IFA ao longo do primeiro semestre, cada uma com insumo suficiente para produzir 7,5 milhões de doses. As duas primeiras remessas deveriam ter chegado em janeiro, e o contrato prevê que a fundação receba o suficiente para produzir 100,4 milhões de doses até julho. Apesar dos atrasos na chegada do insumo, a Fiocruz afirma que é possível manter o compromisso de entregar a mesma quantidade de doses.

Em fevereiro, em vez de dois lotes, cada um para 7,5 milhões de doses de vacina, a Fiocruz receberá três lotes, que, somados, terão o IFA necessário para produzir as mesmas 15 milhões de doses previstas inicialmente. A chegada dos dois próximos lotes de IFA está programada para os dias 23 e 28 de fevereiro, e a Fiocruz prevê entregar o primeiro milhão de doses prontas entre 15 e 19 de março, e mais 14 milhões de doses até o fim do mês que vem.

No fim de março, a escala de produção da vacina em Bio-Manguinhos deve aumentar de 700 mil doses por dia para 1,3 milhão de doses por dia, o que permitirá entregas maiores: 27 milhões de doses em abril, 28 milhões em maio e 28 milhões em junho. As 2,4 milhões de doses que completam o compromisso de 100,4 milhões devem ser entregues em julho.

Os termos do acordo entre a Fiocruz, a AstraZeneca e a Universidade de Oxford preveem que, inicialmente, o Brasil vai produzir a vacina com IFA importado. Posteriormente, Bio-Manguinhos vai nacionalizar a produção do insumo, o que deve ocorrer no segundo semestre, a partir de um processo de transferência de tecnologia.

Após a nacionalização do IFA, a Fiocruz prevê produzir mais 110 milhões de doses até o fim deste ano, chegando a um total de mais de 210,4 milhões de doses, o que faz da vacina Oxford/AstraZeneca a que tem mais doses programadas para serem aplicadas na população brasileira até o momento.

Segura e eficaz

A aplicação dos primeiros 2 milhões de doses que chegaram da Índia recebeu autorização de uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o pedido definitivo de registro da vacina no país está em avaliação, depois de ter sido concluído no mês passado. 

A vacina já foi autorizada pela autoridade sanitária do Reino Unido (MNRA) e também recebeu sinal verde da agência reguladora de medicamentos da União Europeia (EMA). Além do Brasil, outros países como Reino Unido e Índia já iniciaram a aplicação das doses.

A vacina de Oxford tem eficácia geral de 76% 22 dias após a aplicação da primeira dose, e de 82% após a segunda dose, que deve ser aplicada três meses após a primeira. Os dados foram publicados na revista científica The Lancet, uma das mais respeitadas do mundo.

Além de prevenir a doença em mais de 80% dos casos, a vacina apresentou 100% de eficácia contra casos graves e hospitalizações. Isso significa que, durante os estudos clínicos, ninguém que foi vacinado precisou ser internado.

Fonte: Nádia Franco A/B

Rondônia irá receber 13.000 doses da vacina AstraZeneca; veja a lista dos outros estados

Doses serão entregues neste domingo (24) em todas as regiões.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) liberou hoje (23), para distribuição aos estados, as doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela biofarmacêutica AstraZeneca, importadas da Índia. A logística de distribuição cabe ao Ministério da Saúde. No fim da tarde deste sábado, foram aplicadas as primeiras doses no Brasil.

Receberam a vacina o infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz) Estevão Portela e a médica pneumologista do Centro de Referência Professor Helio Fraga, também da Fiocruz, Margareth Dalcolmo. Os dois atuam na linha de frente da assistência a pacientes com covid-19 desde o início da pandemia e receberam as vacinas no Complexo da Fiocruz, na zona norte do Rio de Janeiro.

Após ser vacinada, a médica Margareth Dalcolmo disse que hoje é dia simbólico, de muita esperança e sobretudo de muita confiança nas instituições do país. Margareth Dalcolmo acrescentou que hoje também é um dia para homenagear os profissionais de saúde do Brasil inteiro que estão de plantão nas unidades de terapia intensiva (UTIs) e nas emergências, cuidando diretamente dos pacientes. VEJA QUANTO CADA ESTADO VAI RECEBER:

ACRE – 5.500
ALAGOAS – 27.500
AMAPÁ – 6.000
AMAZONAS – 132.500
BAHIA – 119.500
CEARÁ – 72.500
DISTRITO FEDERAL – 41.500
ESPÍRITO SANTO – 35.500
GOIÁS – 65.600
MARANHÃO – 48.500
MATO GROSSO – 24.000
MATO GROSSO DO SUL – 22.000
MINAS GERAIS – 190.500
PARÁ – 49.000
PARAÍBA – 36.000
PARANÁ – 86.500
PERNAMBUCO – 84.000
PIAUÍ – 24.000
RIO DE JANEIRO – 185.000
RIO GRANDE DO NORTE – 31.500
RIO GRANDE DO SUL – 116.000
RONDÔNIA – 13.000
RORAIMA – 4.000
SANTA CATARINA – 47.500
SÃO PAULO – 501.960
SERGIPE – 19.000
TOCANTINS – 11.500

Distribuição da vacina da Oxford vinda da Índia começa neste sábado

A carga com 2 milhões de doses será levada aos estados após passar por rotulação na Fiocruz 

Os 2 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca contra a covid-19 que vieram da Índia serão distribuídos aos estados a partir da tarde deste sábado (23). Segundo o governo federal, assim que acabar o trabalho de rotulagem feito pela Fiocruz, no Rio de Janeiro, o imunizante será transportado para São Paulo, de onde será distribuído pelo país.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmou que as doses serão priorizadas para o Amazonas, que vive caos no sistema de saúde após escalada de casos da doença. A proposta de destinar 5% do total para o estado foi feita pelos governadores. 

A carga chegou da Índia no final da tarde de sexta-feira ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Depois, foi levada para o Rio de Janeiro, onde fica o laboratório Bio-Manguinhos, da Fiocruz, para passar por checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português.

A previsão é que esse processo seja realizado até este sábado por equipes treinadas em boas práticas de produção. As vacinas devem ser liberadas para distribuição no período da tarde.

As vacinas foram armazenadas em seis caixas do tipo pallets, acondicionadas em envirotainers, pequenos containers utilizados para transportes de carga que necessita de controle de temperatura. Nesses envirotainers, as vacinas são mantidas na temperatura entre 2 a 8ºC”.

Segundo comunicado feito pelo Ministério da Saúde aos governadores, a previsão é que o trabalho de rotulagem seja feito durante a madrugada para no início da tarde deste sábado a carga possa retornar a São Paulo para começar a distribuição pelos estados.

Fonte: R7

Lacen e Fiocruz se unem para acelerar diagnóstico da covid-19 em RO

A parceria surgiu por conta da grande demanda de amostras recebidas da doença.

Em virtude do aumento no número de amostras recebidas para diagnóstico de Covid-19, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) alinharam uma parceria para reforço no diagnóstico de exames da Covid-19 em Rondônia. No último fim de semana, o Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz recebeu uma quantidade de 470 amostras para a extração de material genético e diagnóstico, por meio da técnica de RT-qPCR (exame que identifica a presença do vírus, confirmando ou não a Covid-19 na amostra analisada).

De acordo com a direção do Lacen, estão sendo recebidas de 2.500 a 3.000 amostras, por dia. “Por meio dessa parceria com a Fiocruz, nós poderemos dar mais agilidade ao processamento das amostras, e, consequentemente, ampliaremos o nosso número de testagens diárias”, informou Cicileia Correia da Silva, diretora do Lacen. Segundo ela, o aumento considerável no envio de amostras, pelos municípios, começou a ser observado ainda na primeira quinzena de dezembro de 2020, “anteriormente, nós estávamos recebendo uma média de 800 a 1.000 amostras, diariamente, mas chegamos a receber cerca de 400 amostras” destacou.

Para a pesquisadora em Saúde Pública e chefe do Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz RO, Deusilene Vieira, o cenário mostra-se cada vez mais preocupante e exige a conscientização e o envolvimento de toda a população para que os números da Covid-19 voltem a patamares de redução e estabilização.

O médico infectologista do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem/Sesau), Juan Miguel Villalobos-Salcedo, esclarece que as medidas de restrição são necessárias para um controle mais eficaz da transmissão do vírus SARS-CoV-2. O especialista avalia que o aumento no número de casos de Covid-19 pode estar relacionado ainda às datas comemorativas de dezembro de 2020, e pontuou que em relação ao isolamento social, os resultados não são imediatos como todos esperam, “sendo necessário um período de 2 ou 3 semanas para que a redução nas taxas de transmissão do vírus seja verificada”.

Fonte: Secom-RO

Anvisa cobra de Fiocruz e Butantan informações sobre vacinas

Os pedidios adicionais são para uso em caráter emergencial

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou informações adicionais ao Instituto Butantan e à Fundação Oswaldo Cruz (Friocruz) sobre os pedidos de autorização de suas vacinas para o uso em caráter emergencial.

Em nota, o órgão destacou que, sem o conjunto das informações necessárias, à análise dos requerimentos de autorização não é possível cumprir o prazo estabelecido de até 10 dias.

A agência marcou para o próximo domingo (17) a reunião da sua diretoria colegiada para decidir sobre as solicitações do dois centros de pesquisa. O Instituto Butantan desenvolve a vacina CoronaVac, em parceria com a farmacêutica Sinovac. A Fiocruz firmou parceria com o consórcio do laboratório Astrazeneca e da Universidade de Oxford, do Reino Unido.

No caso do Butantan, a Anvisa disse em nota que já havia solicitado o restante da documentação no sábado passado (9). Essas informações são necessárias para avaliar os resultados da eficácia do imunizante no estudo clínico na Fase 3. Também são necessários dados adicionais para aferir a imunogenicidade da vacina na Fase 3 dos estudos clínicos.

No processo de exame da vacina da Fiocruz com o consórcio Astrazeneca/Universidade de Oxford também estão faltando informações. A Anvisa informou que solicitou à instituição dados de comparabilidade, estabilidade e transporte.

Em nota, o Instituto Butantan afirmou que desde o sábado (9), quando recebeu a primeira solicitação de complementação, tem feito uma força-tarefa para apresentar os dados que ainda não foram enviados. De acordo com o comunicado, as informações serão entregues “ainda nesta semana”.

Fonte: Agência brasil

Matéria-prima para fabricação de vacina deve atrasar, diz Fiocruz

Paralelamente, fundação aguarda importação de 2 mi de doses prontas da Índia para que Ministério da Saúde inicie vacinação

A chegada ao Brasil do insumo farmacêutico ativo (IFA) necessário para a produção pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da vacina contra covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca, que estava prevista inicialmente para sábado (9), agora deve ocorrer até o final do mês, informou nesta sexta-feira (8) a instituição.

De acordo com a Fiocruz, o prazo foi estendido por “precaução”, mediante trâmites burocráticos para a importação proveniente da China.

Ao mesmo tempo, a Fiocruz está negociando a importação de um número adicional de doses prontas do imunizante, além dos 2 milhões já negociados com o Instituto Serum, da Índia. Segundo a Fiocruz, caso seja possível adquirir mais doses, elas provavelmente também virão da Índia.

As 100,4 milhões de doses previstas para produção em Bio-Manguinhos no primeiro semestre deste ano serão feitas com IFA importado da China, a partir de uma fábrica da AstraZeneca já inspecionada e certificada pela Anvisa no fim do ano passado. 

Somente a partir de julho é que a Fiocruz terá concluído as adaptações necessárias para produzir o princípio ativo da vacina. A partir de então, será possível a fabricação de outras 100 milhões de doses. 

Pedido de uso emergencial

A Fiocruz encaminhou nesta sexta-feira à Anvisa o pedido de uso emergencial das 2 milhões de doses da vacina que chegarão da Índia.

O objetivo é disponibilizá-las, assim que aprovadas pela agência, ao Ministério da Saúde para que inicie o plano de vacinação.

O governo trabalha, na melhor das hipóteses, em começar a vacinação no país entre 20 da janeiro e o início da fevereiro.

O processo, diferente do registro sanitário (mais amplo e definitivo), tem prazo estipulado pela própria agência para ter um desfecho nos próximos dez dias, desde que não haja pendências.

Ontem, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o Brasil depende basicamente da produção nacional da Fiocruz e do Butantan (CoronaVac) para suprir a demanda. 

Segundo ele, as importações de vacinas como da Pfizer/BioNTech, Janssen e Moderna resultariam em quantidades muito pequenas para um programa de vacinação de mais de 150 milhões de pessoas. 

Eficácia e segurança

A vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford tem eficácia média de 70,4% para proteger contra a covid-19 e “perfil de segurança aceitável”, de acordo com uma análise preliminar dos resultados da última fase de testes em humanos publicada na revista científica The Lancet.

A proteção foi de 62,1% para os voluntários que receberam duas doses completas do imunizante e subiu para 90% entre aqueles que receberam meia dose seguida de uma dose completa no intervalo de um mês.

Entretanto, a AstraZeneca admitiu que o esquema que mostrou maior eficácia ocorreu devido a um erro.

A infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, afirmou, em entrevista, que a constatação mais importante é a de que nenhum dos participantes que tomou a vacina teve quadros graves de covid-19.

“Então, é uma vacina que se mostrou altamente eficaz para as doenças graves, diminuindo assim a necessidade de hospitalização”, explicou.

Ainda segundo a análise dos estudos clínicos, a vacina tem poucos efeitos colaterais e eles “são menores em intensidade e número em adultos mais velhos, com doses mais baixas, e após a segunda dose”.

Fonte: R7

Governo afirma que Índia não proibiu exportação de vacinas

Em nota conjunta, Ministérios das Relações Exteriores e da Saúde se manifestam sobre importação de imunizantes pela Fiocruz

O governo federal, por meio dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, divulgou nesta terça-feira (5), em nota, que “não há qualquer tipo de proibição oficial do governo da Índia para exportação de doses de vacina contra o novo coronavírus produzidas por farmacêuticas indianas”.

“As negociações entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Serum da Índia para a importação pelo Brasil de quantitativo inicial de doses de imunizantes contra a covid-19 encontram-se em estágio avançado, com provável data de entrega em meados de janeiro”, afirma o comunicado.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, se reuniu na segunda-feira (4) com o embaixador da Índia, em Brasília, para tratar do assunto. “A Embaixada do Brasil em Nova Delhi, por sua vez, está em contato permanente com autoridades indianas para reforçar a importância do início da vacinação no Brasil”, destaca.

 A nota se refere ao caso de importação de 2 milhões de doses da vacina de Oxford pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) do Instituto Serum, na Índia, que havia anunciado, no domingo (3), que as exportações só seriam permitidas em março, depois que 100 milhões de doses já estivessem sido utilizadas localmente. Nesta terça-feira (5), o Instituto, junto à outra farmacêutica indiana, a Bharat Biotech, afirmou que vai fornecer doses para outros países, além do abastecimento interno. 

A Fiocruz havia recorrido ao Ministério das Relações Exteriores para tentar garantir as primeiras doses da vacina. A fundação depende dessa importação, já aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para iniciar a imunização no país. A previsão para começar a produzir a vacina no Brasil, na unidade de Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro, é no segundo semestre.

O Instituto Serum é o maior produtor de imunobiológicos do mundo, que fabrica, inclusive, a vacina tríplice viral utilizada no Brasil. 

A vacina de Oxford começou a ser aplicada na segunda-feira (4) no Reino Unido. Trata-se da principal aposta do governo brasileiro contra a covid-19, que tem acordo para compra e transferência de tecnologia. 

A previsão é que a Fiocruz solicite uso emergencial da vacina no Brasil para a Anvisa até esta quarta-feira (6). Já o pedido de registro deve acontecer até o dia 15, segundo a fundação.

Fonte: R7

%d blogueiros gostam disto: