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Ex-assessores de Flavio Bolsonaro na Alerj sacaram mais de R$ 7 milhões

Flávio Bolsonaro é apontado em relatório do Coaf por movimentações financeiras suspeitas.

Os ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) são investigados por realizarem saques de pelo menos R$ 7,2 milhões. O montante corresponde a 60% do salário pago aos servidores com dinheiro público do estado do Rio. O grande volume de dinheiro sacado aponta para o esquema de “rachadinhas” no gabinete de Flávio quando ele ocupava uma cadeira na Alerj, segundo informações do jornal Estado de São Paulo.

Estes saques coincidem com os períodos em que Flávio efetuou pagamentos com dinheiro vivo, apontam as investigações. A soma inclui 24 ex-funcionários do então deputado estadual do Rio e não leva em consideração as movimentações financeiras feitas pelo ex-assessor Fabrício Queiroz. Investigadores acreditam que Queiroz seria o operador do esquema das “rachadinhas”. As defesas de Flávio e de Queiroz alegaram não haver irregularidades.Leia mais

As investigações apontam que em dezembro de 2012 o senador comprou dois imóveis em Copacabana, no Rio de Janeiro, efetuando o pagamento em dinheiro vivo. A suspeita do MP, é de que Flávio teria pagado R$ 638,4 mil ao vendedor além dos R$ 310 mil registrados oficialmente na compra. O parlamentar também efetuou o pagamento em espécie em 2008 ao comprar 12 salas no valor de R$ 86,7 mil.

O uso de dinheiro vivo é uma das maneiras mais comuns de lavagem de dinheiro, pois os repasses não deixam rastros no sistema financeiro. Para o MP, essas transações envolvendo o senador encobrem o esquema de “rachadinhas”.

Os 24 assessores investigados pertencem a três grupos, segundo a promotoria: 12 deles são ligados a Queiroz por graus de parentesco ou vizinhança; 10 seriam parentes de uma das ex-esposas de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, segunda ex-mulher do presidente; os outros dois seriam familiares do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em fevereiro deste ano na Bahia e um dos suspeitos de envolvimento no caso Marielle Franco.

Dos dez assessores do grupo ligados a ex-esposa do presidente, pelo menos seis sacavam mais de 90% do que recebiam. Os assessores ligados a Queiroz mantinham com frequência a prática de transferir ou depositar os próprios salários para o assessor. Nathalia Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, repassou a seu pai R$ 633 mil dos R$ 774 mil que recebeu da Alerj. Márcia Oliveira Aguiar depositou R$ 445 mil dos R$ 1,2 milhão que recebeu na conta do marido. Ela também efetuou um saque de R$ 423 mil.

Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quinta-feira (13), revogou a prisão domiciliar concedida a Queiroz e sua esposa. Ambos retornaram para prisão.

A defesa do senador afirmou ao jornal que todas as operações financeiras investigadas pelo MP do Rio foram legais. “Todas as operações financeiras do senador Flávio Bolsonaro e de seus familiares estão dentro da lei. As informações sobre as compras e vendas de imóveis foram detalhadas junto ao Ministério Público e todas os esclarecimentos já foram dados”, diz a nota de Flávio.

A defesa da família Queiroz afirmou ao jornal que os saques em dinheiro vivo não configuram “atividade irregular e não representa, sequer de modo indiciário, que tenham sido repassados a Fabrício Queiroz, ao invés de terem sido gastos com custeio de despesas dos próprios sacadores”.

Fonte: Congresso em Foco

Flávio Bolsonaro depõe e nega ter sido avisado sobre operação da PF

Senador foi ouvido hoje sobre suposto vazamento de investigação que mirava Queiroz.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) negou nesta segunda-feira (20), em depoimento ao procurador da República Eduardo Benones, ter tomado conhecimento prévio da deflagração em 2018 da Operação Furna da Onça, pela Polícia Federal.

Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, prestou o depoimento a Benones como testemunha, no próprio gabinete no Senado, acompanhado da advogada Luciana Pires.

Um procedimento de investigação criminal apura denúncia de vazamento da operação. A denúncia foi feita pelo empresário Paulo Marinho, ex-aliado do senador.

“Não teve vazamento. O senador nunca teve a informação de vazamento da Furna da Onça”, disse a advogada.

O procurador Eduardo Benones afirmou que as principais testemunhas do caso foram ouvidas e que a próxima etapa da investigação será ouvir policiais federais, agentes e delegados que participaram da operação e tiveram acessos aos documentos da ação.

A operação Furna da Onça investigou um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O vazamento da operação teria sido feito por um delegado, segundo o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado. Segundo Marinho, o encontro com o delegado teria ocorrido na porta da Superintendência da PF, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro disse que Marinho inventou “mentiras” sobre a operação.

“Eu não falei mais com ele [Paulo Marinho]. Ele está no projeto dele. Ele está mais interessado na minha vaga do Senado do que tomar conta da própria vida. Ele é pré-candidato a prefeito do Rio pelo PSDB. As pessoas têm que entender que na vida política tem que ser pelo próprio mérito, não querendo tacar pedra nos outros. Eu vou continuar trabalhando muito pelo Rio. Isso é página virada. Espero que o Ministério Público do Rio e a Polícia Federal tomem providências depois com relação a essas mentiras que ele inventou”, afirmou o senador ao deixar o Senado, após o depoimento.

De acordo com o relato de Marinho, o delegado teria adiantado que a operação atingiria pessoas do gabinete de Flávio Bolsonaro, ex-deputado estadual no Rio, entre as quais o então assessor Fabrício Queiroz, preso no mês passado sob suspeita de articular um esquema de “rachadinha” na Assembleia do Rio — pelo qual funcionários do gabinete devolviam parte dos salários para Queiroz. Durante as investigações da Furna da Onça surgiu o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou uma movimentação considerada atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de Queiroz.

O relatório do Coaf também citou como incompatíveis as movimentações financeiras do advogado Victor Granado Alves. Entre os negócios suspeitos pelos quais o advogado é investigado, há duas lojas de chocolate que pertencem à mesma franquia do senador. Alves trabalhou em 2017 como assessor de Flávio Bolsonaro que, à época, era deputado estadual.

Procurador

Após colher o depoimento do senador, o procurador Eduardo Benones disse que o parlamentar negou as afirmações que Paulo Marinho fez à Justiça.

De acordo com Benones, Marinho, ao prestar o segundo depoimento, disse que Flávio Bolsonaro participou de uma reunião em que o advogado Victor Granado Alves detalhou informações sigilosas da Operação Furna da Onça.

Segundo o procurador, Flávio Bolsonaro confirmou que participou do encontro, na casa de Marinho, mas negou que tenha havido “qualquer tipo de conversa por parte de Vitor Granado” sobre a operação da PF.

“Em relação ao depoimento do senhor Paulo Marinho, embora ele [Flávio] afirme que tenha estado nessa reunião do dia 13 de dezembro na casa do senhor Paulo Marinho, mas ele negou fundamentalmente que tenha havido qualquer tipo de conversa por parte do senhor Vitor Granado. Ele contradisse o senhor Paulo Marinho. Essa é a parte do Paulo Marinho falando sobre esse suposto vazamento da Operação Furna da Onça”, disse Benones.

Advogada

Luciana Pires, que faz a defesa do senador, confirmou que Flávio Bolsonaro se lembra da reunião na casa de Paulo Marinho. Luciana disse que, na ocasião, o senador estava procurando um advogado e que o encontro não vazou o contexto da Furna da Onça.

“Tem um ano e meio isso. Ele [Flávio] se lembra que teve uma reunião na casa do Paulo Marinho junto com o advogado dele, Victor, o advogado Christiano Fragoso, para procurar um advogado para ele. Nessa época, já estavam protagonizando a questão do Queiroz e ele queria um advogado para se defender. Não era para vazamento de Furna da Onça nem para Queiroz, nada nesse sentido”, afirmou a advogada.

Luciana Pires reafirmou que as falas de Paulo Marinho são uma “invenção espetaculosa” e que o empresário não apresentou provas que sustentassem seu depoimento.

Ela disse ainda que se Flávio Bolsonaro soubesse previamente da operação, não teria apoiado a candidatura de um dos alvos, André Corrêa, à presidência da Alerj.

“Ele [Flávio] explicou ao procurador da República que ele apoiava o deputado André Corrêa na época à presidência da Assembleia Legislativa e que se ele soubesse de algum vazamento da Furna da Onça, ele, obviamente, não apoiaria um alvo da Furna da Onça”, apontou a advogada.

Fonte: G1

Flávio Bolsonaro depõe às 14h sobre suposto vazamento de operação

Parlamentar deve receber procurador do Ministério Público Federal em seu gabinete, e será ouvido na condição de testemunha

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) prestará depoimento às 14h desta segunda-feira (20), ao MPF (Ministério Público Federal) sobre o suposto vazamento de informações da Operação Furna da Onça. 

Flávio falará com os investigadores na condição de testemunha, provavelmente em seu gabinete no Senado Federal. 

No sábado (18), em nota, a defesa do político, explicou o depoimento: “Para que a verdade seja restaurada o mais rápido possível, o senador Flávio Bolsonaro marcou a data para depor junto ao Ministério Público Federal. A previsão é de que o depoimento ocorra na próxima segunda-feira (20/07), quando um procurador da República irá ao encontro do parlamentar, em Brasília. Flávio Bolsonaro prestará depoimento na condição de testemunha”.

A Furna da Onça investigou deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e apontou movimentação financeira atípica nas contas do ex-assessor do hoje senador Fabrício Queiroz.

A acusação de vazamento foi feita pelo empresário Paulo Marinho, ex-aliado da família Bolsonaro.

Fonte: R7

Justiça do RJ decide destino de ação contra Flávio Bolsonaro sobre ‘rachadinhas’

Caso decidam por levar processo ao Órgão Especial, desembargadores podem anular atos tomados até agora na 1ª instância e, assim, possibilitar saída de Queiroz da cadeia.

Três desembargadores da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RJ julgam, na tarde desta quinta-feira (25), um habeas corpus a pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos – RJ).

Os defensores do parlamentar questionam a competência do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do TJ, para conduzir o processo que envolve Flávio Bolsonaro no esquema das chamadas “rachadinhas” — quando um parlamentar fica com parte dos salários dos funcionários de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O senador, filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), é apontado pelo Ministério Público estadual como chefe de uma organização criminosa.

A defesa de Flávio Bolsonaro considera que o Órgão Especial do TJ, formado pelos desembargadores mais antigos do tribunal, seria o competente para julgar o caso já que o senador era deputado estadual no período em que teriam ocorrido os fatos.

Já os investigadores do caso se apoiam em jurisprudência criada em tribunais superiores de que o foro encerra quando o mandato termina, assim o caso poderia permanecer com o juiz Itabaiana.

A sessão na 3ª Câmara será conduzida pelos desembargadores Suimei Cavalieri, relatora do caso, e os também desembargadores Paulo Rangel e Mônica Toledo.

Se a maioria ou todos decidirem por encaminhar o caso ao Órgão Especial, as decisões podem ser consideradas nulas, o que possibilita a liberdade de Fabrício Queiroz, ex-motorista e chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj preso há uma semana; e anularia o mandado de prisão contra Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Queiroz e até o momento foragida.

Pedidos na Justiça

O julgamento desta quinta-feira é mais um capítulo deste processo que apura o escândalo das chamadas “rachadinhas”. Desde o início das investigações, o senador Flávio Bolsonaro questiona a legitimidade do juiz Flávio Itabaiana de atuar no caso.

Em março, a desembargadora Suimei Cavalieri chegou a conceder uma liminar suspendendo a ação até que a Câmara se reunisse. Dias depois, ela reviu a decisão e manteve o andamento das investigações na 27ª Vara Criminal.

“A realidade é que inexiste lei em sentido formal ou material a conferir ao paciente (Flávio Bolsonaro) foro por prerrogativa de função perante o Judiciário Fluminense, subsumindo o caso aos critérios de definição de competência do Código de Processo Penal. Não há interpretação razoável que permita forcejar a aplicação da exceção em detrimento da regra, não há lacuna a ser colmatada nas normas legais e, portanto, qualquer ilegalidade a ser sanada”, escreveu a desembargadora ao reconsiderar a decisão.

No tribunal que a decisão deste caso está indefinida. Mas há a expectativa da desembargadora Suimei manter o argumento e votar a favor da manutenção do caso junto à primeira instância.

Outro integrante da Câmara, o desembargador Paulo Rangel, já teve decisões em que atuou em defesa do foro. No caso de desempate, o voto da desembargadora Mônica Toledo será fundamental. Em um habeas corpus passado, ela se posicionou a favor da primeira instância.

O Ministério Público também deve modificar o seu parecer sobre o caso. A procuradora Soraya Gaya, que não integra o grupo que investiga o senador, opinou favorável à saída do caso da 27ª Vara Criminal por considerar que o Órgão Especial era competente para julgar casos envolvendo deputados. Nesta quinta, a procuradora Viviane Tavares atuará na sustentação oral sobre o caso.

Fonte: G1

Polícia Federal pede ao STF para ouvir Jair Bolsonaro

Depoimentos seriam sobre as investigação de interferência política na PF.

A Polícia Federal (PF) quer colher depoimento do presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura interferência política na PF, conforme denunciou o ex-ministro Sergio Moro. O pedido foi encaminhado no último dia 19 para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, pela delegada Christiane Correa Machado. As informações foram publicadas pelo Estadão.

No despacho, a delegada afirmou “que as investigações se encontram em estágio avançado” e por isso solicitou a oitiva do presidente da República.

O documento cita que o desenrolar da investigação chegou a envolver o caso do ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro, Fabrício Queiroz.

Após a afirmativa de Paulo Marinho de que Flávio soube com antecedência de que haveria investigações contra Queiroz, a defesa de Sergio Moro pediu para ter acesso a todo o inquérito policial que apura o caso.

Fonte: Congresso em Foco

Justiça do RJ autoriza a prisão da mulher de Fabrício Queiroz

Márcia Oliveira de Aguiar teve mandado de prisão expedido pelo Juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal. Fabrício Queiroz foi preso na manhã desta quinta-feira (18) no interior de São Paulo.

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a prisão de Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz. Ambos foram assessores parlamentares de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Fabrício foi preso no começo desta manhã em Atibaia, no interior de São Paulo. Até as 8h25, não havia informações se a prisão de Márcia também havia sido cumprida. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Márcia também trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, assim como duas filhas de Fabrício, Nathalia Mello de Queiroz e Evelyn Mello de Queiroz.

Márcia aparece na folha de pagamento da Alerj de agosto de 2017 como consultora parlamentar e salário de R$ 9,2 mil. Evelyn foi nomeada em dezembro de 2016 como assessora parlamentar, na vaga da irmã Nathalia.

Prisão de Queiroz

Fabrício Queiroz foi preso no começo da manhã desta quinta-feira em uma casa de Atibaia (SP), no interior de São Paulo. O imóvel pertence a Frederick Wasseff, advogado do parlamentar.

Ele foi levado para unidade da Polícia Civil no Centro da capital paulista, onde deve passou por exame de corpo de delito. Em seguida, ele deverá ser levado para o Rio.

Policial Militar aposentado, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”, segundo relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Ele trabalhou para o filho do presidente Jair Bolsonaro antes de Flávio tomar posse como senador, no período em que ele era deputado estadual no Rio.

Buscas em imóvel

Também na manhã desta quinta-feira, agentes do Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriram mandado de busca e apreensão em uma casa de Bento Ribeiro, Zona Norte do Rio, onde morava uma funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro.

O alvo do mandado foi Alessandra Esteves Marins. Ela faz parte da equipe de apoio no Rio a que o parlamentar tem direito. Vizinhos contaram que ela se mudou do imóvel há cerca de um mês.

Fonte: G1