Jornalista, que fazia freelancer para Estadão é demitido pelo prefeito de Rio Branco

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Jácome alegou que estava de folga do trabalho

O jornalista João Renato Jácome foi exonerado do cargo de chefe de gabinete na Secretaria de Meio Ambiente de Rio Branco (AC), depois que apareceu em coletiva de imprensa do presidente Jair Bolsonaro, na quarta-feira (24), durante dia normal de trabalho, para prestar serviço freelancer para o jornal “O Estado de S. Paulo”.

Jácome foi demitido pelo prefeito Tião Bocalom (Progressistas) no dia seguinte à coletiva em que tentou questionar o presidente da República a respeito de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, supostamente, favoreceu o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

“Presidente, qual a avaliação fez da decisão do STJ, ontem, de derrubar a quebra dos sigilos fiscal e…”, disparou, referindo-se ao julgamento realizado, na terça-feira (23), em que ministros da 5º Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) votaram a favor de um pedido da defesa do senador e anularam a quebra de sigilos fiscal e bancário no caso que envolve o ex-assessor Fabrício Queiroz.

Atento à má intenção do comunicador, Bolsonaro respondeu:

“Acabou a entrevista”.

Ao site O Globo, Jácome alegou que estava de folga do trabalho e, por isso, resolveu prestar serviços jornalísticos a outro veículo de comunicação. Mas, o prefeito Tião Bocalom desmentiu o jornalista e disse:

“Eu o demiti porque ele estava em horário de serviço, trabalhando para o jornal Estadão. Como comissionado, ele não poderia fazer isso. Ele diz que estava de folga, folga de quê? Não tem folga, não”, declarou.

Bolsonaro viajou ao Acre e sobrevoou as regiões afetadas pelas enchentes e alagamentos, entregou 13,5 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 e disponibilizou R$ 450 milhões para o Ministério do Desenvolvimento Regional apoiar estados e municípios no enfrentamento aos desastres naturais que vêm ocorrendo no país. Os recursos serão utilizados em ações de socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais.

Fonte: JCO

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