Guerra da Ucrânia e Rússia podem causar risco de Milhões de desnutrição, com alta do preço do trigo

Alerta foi feito pela FAO e OCDE em função da guerra na Ucrânia

A guerra na Ucrânia, que paralisou as exportações de trigo do país, manterá os preços globais altos na temporada 2022/23, colocando milhões de pessoas em risco de desnutrição, disseram a agência de alimentos da Organização das Nações Unidas e a OCDE nesta quarta-feira (29).

A Rússia e a Ucrânia são o primeiro e o quinto maiores exportadores de trigo do mundo, respondendo por 20% e 10% das vendas globais, respectivamente, mas a invasão da Ucrânia pela Rússia e o fechamento do Mar de Azov e do Mar Negro praticamente interromperam as exportações.

As exportações de grãos da Ucrânia estão atualmente em apenas 20% da capacidade, já que os canais alternativos, como ferroviário e rodoviário, não são tão eficientes quanto as rotas marítimas, disseram a Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

As projeções da FAO/OCDE sugerem que os preços do trigo em 2022/23 podem ficar 19% acima dos níveis pré-guerra se a Ucrânia perder totalmente sua capacidade de exportação e 34% mais altos se, além disso, as exportações da Rússia forem reduzidas pela metade. A temporada 2022/23 começa em 1º de julho no Hemisfério Norte.

“Com a segurança alimentar já sob pressão, as consequências seriam terríveis, especialmente para os mais vulneráveis”, disse o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, durante uma apresentação do FAO/OCDE Agricultural Outlook 2022-2031.

Cerca de 20 milhões de toneladas de grãos deveriam deixar a Ucrânia até o final do próximo mês para dar espaço às safras deste ano e evitar a escassez de alimentos na África, disse a Comissão Europeia no mês passado. As negociações diplomáticas estão em andamento para abrir uma rota marítima alternativa.

Se as exportações russas fossem afetadas, a desnutrição aumentaria cerca de 1% globalmente em 2022/23, o equivalente a cerca de 8 milhões a 13 milhões de pessoas, dependendo da suposta gravidade da redução das exportações, disse a FAO em um estudo separado.

Um cenário que simula um grave déficit de exportação da Ucrânia e da Rússia continuando em 2022/23 e 2023/24, e assumindo nenhuma resposta de produção global, sugere um aumento no número de desnutridos em cerca de 19 milhões de pessoas em 2023/24.

Fonte: Agência Brasil

CN

Após bombardeios em Kiev, Rússia ameaça com novos ataques se Ucrânia receber mísseis

Putin declarou que, se a Ucrânia receber esse apoio militar, ‘então tiraremos as conclusões apropriadas e usaremos nossas armas’

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu ontem domingo (5) que Moscou atacará novos alvos se a Ucrânia receber mísseis de longo alcance do Ocidente horas depois de a capital ucraniana, Kiev, ter sido atingida pela primeira vez em semanas.

Se a Ucrânia receber mísseis de longo alcance, “então tiraremos as conclusões apropriadas e usaremos nossas armas (…) para atacar alvos que não atingimos até agora”, disse Putin, sem especificar a que tipo de alvo estava se referindo, segundo trechos de uma entrevista que será transmitida nesta noite pelo canal Rossiya-1.

Sistema avançado de mísseis

Os Estados Unidos anunciaram na semana passada que forneceriam à Ucrânia um sistema avançado de mísseis. Mais cedo, neste domingo, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, reportou bombardeios ao amanhecer a dois bairros da cidade, os primeiros contra a capital ucraniana desde 28 de abril.

A Rússia informou que, com esse ataque, destruiu veículos blindados entregues à Ucrânia por países do Leste Europeu.

“Mísseis de alta precisão e longo alcance disparados pelas forças aeroespaciais russas sobre o subúrbio de Kiev destruíram tanques T-72 entregues por países do Leste Europeu e outros blindados que estavam em hangares”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

Uma pessoa ficou ferida, e jornalistas da AFP viram as janelas de vários prédios explodidas.

Leonid, um morador de 63 anos que trabalha em um dos locais bombardeados, contou que ouviu três ou quatro explosões. “Não havia material militar ali, mas eles bombardeiam qualquer lugar”, denunciou.

Vasyl, de 43 anos, afirma ter ouvido cinco explosões. “As pessoas estão com medo agora”, assegurou, antes de voltar correndo para sua casa.

As autoridades ucranianas não identificaram os locais precisos das explosões por razões de segurança.

Severodonetsk ‘dividida’


Enquanto isso, no centro de Severodonetsk, cidade estratégica no leste da Ucrânia, estão ocorrendo “combates de rua” e as forças russas tentam controlar o Donbass.

Os russos perderam terreno nessa cidade, segundo o governador regional. “Os russos controlavam cerca de 70% da cidade, mas nos últimos dois dias foram repelidos.”

“A cidade está dividida, eles têm medo de se movimentar livremente”, garantiu Sergii Gaidai, governador da região de Lugansk, parcialmente controlada por separatistas pró-Rússia desde 2014 e da qual Severodonetsk é a capital administrativa ucraniana.

De acordo com Gaidai, o general russo Alexander Dvornikov “estabeleceu uma meta: entre agora e 10 de junho tomar Severodonetsk completamente ou controlar a rota Lyssytchansk-Bajmut”, que abrirá o caminho para Kramatorsk, a capital ucraniana de Donetsk, a outra maior região do Donbass.

“Todas as forças [russas] estão concentradas nessas duas tarefas”, disse ele.

O Ministério da Defesa russo declarou no sábado que unidades militares ucranianas estavam se retirando de Severodonetsk, “depois de terem sofrido perdas críticas durante os combates [até 90% em várias unidades]”, em direção a Lyssytchansk, uma grande cidade vizinha.

Mas o prefeito de Severodonetsk, Olexander Striuk, disse no sábado que os combates de rua continuam e que as forças ucranianas estão tentando “restabelecer o controle total” da cidade.

E a guerra segue em outras frentes. De acordo com o ministro da Defesa ucraniano, “a Rússia continua se esforçando para ocupar todo o nosso Estado”. O Kremlin sonha em “reunir as terras” que considera “suas”, como “Polônia, países bálticos, Eslováquia e outros”, disse Oleksi Reznikov.

Crimeia, Donbass, sul da Ucrânia: desde o início da invasão, a Rússia triplicou a área ucraniana sob seu controle para cerca de 125.000 km², ou 20% do país, segundo o presidente ucraniano Volodmir Zelenski.

Na frente sul, na região de Kherson, Moscou “continua a bombardear os territórios ocupados e as posições do Exército ucraniano”, anunciou a Presidência ucraniana, que teme uma crise humanitária nas áreas em mãos dos russos.

O porto de Mykolaiv também foi atingido por um míssil, assim como uma empresa agrícola no grande porto de Odessa, onde “armazéns foram danificados” e duas pessoas morreram, segundo Kiev.

Questão de sobrevivência


A guerra continua a pesar nas exportações de grãos, das quais os países africanos dependem.

Depois de seu encontro na sexta-feira com o presidente russo Vladimir Putin, o chefe de Estado senegalês e atual presidente da União Africana, Macky Sall, anunciou no sábado sua intenção de visitar a Ucrânia e “contribuir para o retorno da paz”.

Por sua parte, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia respondeu no sábado ao presidente francês Emmanuel Macron, que reiterou que não era necessário “humilhar a Rússia” para preservar as portas de saída diplomáticas.

“Todos nós faríamos melhor se nos concentrássemos em como colocar a Rússia em seu lugar. Isso trará paz e salvará vidas”, respondeu Dmytro Kuleba, acrescentando que a posição de Macron só pode “humilhar a França”.

Longe do campo de batalha, em Cardiff, os ucranianos vão tentar neste domingo mais uma vitória contra o País de Gales, com a qual se classificarão para a Copa do Mundo do Catar.

Fonte: R7

CN

UE condena desprezo da Rússia pela vida de civis

País atacou escola na Ucrânia usada como refúgio

A União Europeia (UE) manifestou consternação pelo “flagrante desprezo” da Rússia pela vida dos civis, ao atacar escola na Ucrânia usada como refúgio na região de Lugansk, no Leste do país.

Os 27 Estados-membros estão “consternados pelo ataque aéreo russo contra um edifício escolar em Belogorovka, região de Lugansk, em que, segundo se informa, morreram muitas crianças”, afirmou, no Twitter, o alto representante para a política externa, Josep Borrell.

“A UE condena o flagrante desprezo da Rússia pela vida civil e apoiará os esforços para levar os responsáveis à Justiça”, acrescentou o chefe da diplomacia europeia.

No sábado (7), um bombardeio aéreo russo atingiu uma escola em Belogorovka, onde dezenas de pessoas tinham se refugiado, tendo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmado que há registro de 60 mortos. 

Segundo o governador local, Serguii Gaidai, as autoridades conseguiram resgatar 30 pessoas.

Belogorovka está localizada em uma das áreas onde ocorrem violentos combates entre tropas ucranianas e russas, na região separatista de Lugansk.

Fonte: Agência Brasil

CN

FMI: Europa deve usar política fiscal para lidar com guerra na Ucrânia

Há temor de que a Rússia pare de exportar gás e petróleo

Os governos europeus deveriam lidar com as consequências econômicas da guerra na Ucrânia por meio da política fiscal, para permitir que a política monetária se normalize diante da inflação elevada, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI), nesta sexta-feira (22), em Bruxelas.

Em sua perspectiva econômica regional para a Europa, o FMI informou que a guerra prolongada na Ucrânia aumentará o número de refugiados que se deslocam para o continente, agravará os gargalos na cadeia de suprimentos, elevará as pressões sobre a inflação e aprofundará as perdas de produção.

O maior risco é a Rússia parar repentinamente de fornecer petróleo e gás para a Europa, levando a perdas significativas de produção, especialmente nas regiões Central e Oriental, disse o FMI.

Petróleo e gás preocupam

O relatório informou que, para a União Europeia como um todo, uma interrupção completa de todas as importações russas de petróleo e gás pode significar uma perda de 3% do Produto Interno Bruno (PIB) em 2023, com impacto individual diferente de acordo com o grau de dependência das importações russas.

“A política fiscal é mais adequada do que a política monetária para lidar com os novos choques”, segundo o relatório do FMI.

“Estabilizadores fiscais automáticos devem ser autorizados a operar livremente, enquanto gastos adicionais são alocados para apoio humanitário a refugiados e para transferências para famílias de baixa renda e empresas vulneráveis, mas viáveis”, afirmou o Fundo Monetário Internacional.

Acrescentou que “com a inflação muito acima das metas, a política monetária deve manter o rumo da normalização. O ritmo de retirada do estímulo monetário deve variar de acordo com as circunstâncias econômicas, avançando mais rapidamente onde as expectativas de inflação correm o risco de se desancorar. É importante ressaltar que os formuladores de política monetária devem evitar o surgimento de espirais preços/salários”.

O FMI projetou nesta semana que, por causa da invasão russa da Ucrânia, o crescimento econômico nos 19 países que compartilham o euro será de 2,8% em 2022, 1,1 ponto percentual abaixo da previsão de janeiro.

Fonte: Agência Brasil

CN

Soldados ucranianos resistem em Mariupol

Cidade é ponto estratégico para Rússia

Soldados ucranianos resistiram neste domingo a um ultimato russo para rendição na já bastante danificada cidade portuária de Mariupol, que Moscou alega ter sido tomada pelas forças de seu país no que seria o maior prêmio de guerra em quase dois meses de conflito.

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, disse que as tropas em Mariupol ainda estão lutando, apesar da exigência russa de se render ao amanhecer.

“A cidade ainda não caiu”, disse ele ao programa “This Week”, da ABC, acrescentando que os soldados ucranianos continuam controlando algumas partes da cidade.

A Rússia disse no sábado que tinha o controle de partes urbanas da cidade, com alguns combatentes ucranianos permanecendo na siderúrgica Azovstal, com vista para o Mar de Azov.

Capturar Mariupol, o principal porto da região de Donbas, no sudeste ucraniano, seria um prêmio estratégico para a Rússia, que assim conectaria o território ocupado por separatistas pró-Rússia no leste com a região da Crimeia anexada por Moscou em 2014.

Depois de não conseguir superar a resistência ucraniana no norte, os militares russos reorientaram sua ofensiva terrestre em Donbass, mantendo ataques de longa distância em outros lugares, incluindo na capital, Kiev.

Fonte: Agência Brasil

CN

Zelenski acusa Rússia de ‘genocídio’ após descoberta de corpos em Bucha

Presidente da Ucrânia discursará ao Conselho de Segurança da ONU nesta terça-feira (5) sobre mortos em cidade próxima a Kiev

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, pediu, nesta segunda-feira (4), que se reconheça o “genocídio” supostamente promovido pelas tropas russas, no qual centenas de corpos foram encontrados perto de Kiev, provocando duras condenações e apelos para intensificar as sanções contra Moscou.

“São crimes de guerra e serão reconhecidos como genocídio”, disse Zelenski à mídia em Bucha, cidade ao noroeste da capital onde, no último fim de semana, foram encontradas dezenas de corpos vestidos como civis, alguns com as mãos amarradas nas costas.

Vocês estão aqui hoje e veem o que aconteceu. Sabemos que milhares de pessoas foram assassinadas e torturadas, com os membros decepados, as mulheres estupradas, as crianças assassinadas”, disse, vestindo um colete à prova de bala.

Zelenski discursará nesta terça-feira (5) em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia, que se concentrará a respeito dos corpos encontrados na cidade de Bucha.

A Rússia nega responsabilidade e sugeriu que as imagens eram montagens. É uma “provocação perversa de radicais ucranianos”, reagiu o embaixador-adjunto da Rússia nas Nações Unidas.

Os Estados Unidos, no entanto, disseram que vão buscar a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos do órgão internacional e o presidente Joe Biden pediu um “julgamento por crimes de guerra”.

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, “horrorizada” com as imagens de Bucha, pediu que todas as evidências fossem preservadas.

“Enterramos todos”

Ao recuperarem Bucha, as tropas ucranianas encontraram dezenas de corpos espalhados pelas ruas. A procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, afirmou que já abriu uma investigação. Anteriormente, Venediktova havia assinalado que foram recuperados os corpos de 410 civis.

O prefeito de Bucha, Anatoly Fedoruk, disse à AFP que 280 corpos foram levados a valas comuns porque era impossível enterrá-los nos cemitérios ao alcance dos disparos.

O servidor público Serhii Kaplychnyi disse à AFP que as forças russas inicialmente se recusaram a permitir que os moradores enterrassem seus mortos em Bucha.

“Disseram que, enquanto estivesse frio, deveríamos deixá-los lá”, afirmou. Quando finalmente conseguiram recuperar os corpos, “cavaram uma vala comum”, contou.

A Ucrânia também acusou a Rússia de “tratamentos desumanos” aos prisioneiros de guerra.

Guerra em Donbass

No leste, especialmente no Donbass controlado pela Ucrânia, a situação é “tensa”, disse o governador da região.

O exército está pronto para enfrentar as forças russas e a população civil deve se retirar o mais rápido possível, admitiu Pavlo Kyrylenko, em coletiva de imprensa em Kramatorsk.

Nesta cidade, mulheres, crianças e idosos embarcaram em trens no fim de semana para sair da região.

“O rumor é que algo terrível está por vir”, comentou Svetlana, uma voluntária que organizou a multidão na plataforma da estação. O pior conflito da Europa em décadas, causado pela invasão russa em 24 de fevereiro, deixa 20 mil mortos até o momento, segundo dados ucranianos.

Novas sanções

Nesta segunda-feira, a União Europeia começou a debater com “urgência” uma nova rodada de sanções contra Moscou, informou o chefe da diplomacia europeia Josep Borrell.

O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que há “indícios muito claros de crimes de guerra” em Bucha. Em uma entrevista à rádio francesa, afirmou que as medidas poderiam apontar contra o setor do petróleo e carvão russos, mas se absteve de mencionar o gás, tema que divide os europeus.

“Temos que implementar sanções fortes, mas, a curto prazo, o fornecimento de gás russo é insubstituível”, disse, por sua vez, o ministro alemão das Finanças, Christian Lindner. Interrompê-lo “nos prejudicaria mais do que a Rússia”, acrescentou.

Fonte: R7

CN

Assembleia-Geral da ONU pede ‘fim imediato’ da guerra na Ucrânia

A nova resolução foi aprovada pela comunidade internacional com 140 votos a favor, 5 contra e 38 abstenções

A Assembleia-Geral da ONU voltou a pedir, nesta quinta-feira (24), o “fim imediato” das hostilidades da Rússia contra a Ucrânia, assim como “qualquer ataque contra civis e alvos civis”, na segunda resolução em menos de um mês, que não é vinculante.

Com 140 votos a favor, 5 contra e 38 abstenções, a comunidade internacional aprovou por esmagadora maioria essa nova resolução, apresentada pela Ucrânia e promovida por México e França, sobre as “consequências humanitárias da agressão” russa.

Belarus, Coreia do Norte, Eritreia, Síria e Rússia votaram contra, como fizeram na primeira resolução adotada em 2 de março. China, Bolívia, Cuba, El Salvador, Nicarágua e Irã são alguns dos 38 países que se abstiveram nesta votação.

Em um mês, a guerra no Leste Europeu provocou o deslocamento de 10 milhões de pessoas, entre elas 3,5 milhões refugiadas, metade das quais crianças.

Uma segunda resolução sobre a situação humanitária proposta pela África do Sul, em cujo texto não foi mencionada a Rússia — desejo de alguns países, liderados por Moscou, que afirmam que o conflito não deve ser “politizado” — foi rejeitada por 67 votos contra, 50 a favor e 36 abstenções.

O embaixador ucraniano na ONU, Sergiy Kyslytsya, tentou evitar a votação da segunda resolução, considerando que o texto “nunca foi produto de consultas com a Ucrânia ou consultas regionais”, ao contrário da primeira.

Esta é a segunda derrota consecutiva sofrida pela Rússia após na véspera a resolução apresentada por esse país, também sobre a situação humanitária, ser rejeitada no Conselho de Segurança, que só obteve os votos positivos do representante de Moscou e da China, enquanto o os restantes 13 membros se abstiveram.

Em 2 de março, em uma decisão histórica, 141 países votaram a favor de outra resolução condenando a invasão russa contra 35 abstenções (incluindo China, Cuba, Nicarágua, El Salvador, Bolívia, Índia, Irã, Iraque, Cazaquistão ou Paquistão) e cinco votos contra (Coreia do Norte, Síria, Belarus, Eritreia e a própria Rússia).

Nesta quinta-feira, outras importantes reuniões estão sendo realizadas para discutir o confronto entre russos e ucranianos.

O presidente americano Joe Biden viajou para Bruxelas, em seu primeiro compromisso na Europa desde o início da invasão russa, para participar de encontros com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), com a União Europeia e com o G7, grupo das sete maiores economias do mundo.

Fala de Zelenski na Otan

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, falou na assembleia da Otan e pediu que a aliança envie equipamentos militares para ajudar na defesa do país contra o Exército russo.



“Vocês poderiam nos dar 1% de todos os seus aviões, 1% de seus tanques. Um por cento! Vocês têm pelo menos 20.000 tanques! A Ucrânia pediu que um por cento, um por cento de todos os seus tanques fossem doados ou vendidos para nós. Mas ainda não temos uma resposta clara”, declarou o líder ucraniano.

O secretário-geral da Otan afirmou na sequência que vai enviar mais tropas para a região e se comprometeu a dar o suporte necessário para que a Ucrânia se defenda de ataques biológicos, químicos, nucleares e cibernéticos

Fonte: R7

CN

Governo russo diz que não há progresso significativo em negociações de paz com a Ucrânia

Moscou acusa Kiev de paralisar as conversações de paz, fazendo propostas inaceitáveis à Rússia

O Kremlin disse, nesta segunda-feira (21), que as negociações de paz com a Ucrânia ainda não tiveram nenhum progresso significativo.

Moscou acusou Kiev de paralisar as conversações de paz ao fazer propostas inaceitáveis à Rússia. A Ucrânia disse que está disposta a negociar, mas não se renderá nem aceitará ultimatos dos russos.

Falando aos repórteres em uma teleconferência, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que ainda é necessário fazer progressos significativos nas negociações para que ocorra uma base para uma possível reunião entre o presidente russo Vladimir Putin e seu homólogo ucraniano Volodmir Zelenski.

“Para que possamos falar em uma reunião entre os dois presidentes, é preciso fazer o dever de casa. As conversações têm que ser realizadas, e seus resultados têm que ser acordados”, disse Peskov. “Não houve nenhum progresso significativo até agora.”

Peskov também reiterou que a Rússia estava mostrando mais disposição que os negociadores ucranianos nas conversações para trabalhar em prol de um acordo.

Fonte: R7

CN

China está do lado certo da história em guerra na Ucrânia, diz ministro das Relações Exteriores

Segundo a pasta, país ‘nunca aceitará qualquer coerção ou pressão externa’, em resposta a declaração de Joe Biden

A China está do lado certo da história em relação à crise na Ucrânia, e essa certeza só o tempo vai confirmar, disse o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, acrescentando que o posicionamento chinês está alinhado ao desejo da maioria dos países.

“A China nunca aceitará qualquer coerção ou pressão externa e se opõe a quaisquer acusações e suspeitas infundadas contra o país”, disse Wang a repórteres na noite de sábado (19), de acordo com um comunicado publicado por sua pasta neste domingo (20).

Os comentários de Wang foram feitos depois que o presidente dos EUA, Joe Biden, advertiu seu colega chinês Xi Jinping, na sexta-feira (18), das “consequências” caso Pequim ofereça apoio material à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Durante a videochamada, Xi disse a Biden que a guerra na Ucrânia deve terminar o mais rápido possível e pediu às nações da Otan que mantenham um diálogo com Moscou. Ele, no entanto, não atribuiu a culpa à Rússia, de acordo com as declarações de Pequim a respeito da ligação.

Wang disse que a mensagem mais importante enviada por Xi é que a China sempre foi uma força fundamental na manutenção da paz mundial.

“Sempre defendemos a manutenção da paz e a oposição à guerra”, disse Wang, reiterando que a China fará julgamentos independentes.

“A posição da China é objetiva e justa, e está de acordo com o desejo da maioria dos países. O tempo provará que as reivindicações da China estão do lado certo da história.”

Também no sábado, o vice-ministro das Relações Exteriores, Le Yucheng, disse que as sanções impostas por nações ocidentais à Rússia por causa da invasão da Ucrânia são cada vez mais “ultrajantes”.

Os Estados Unidos e seus aliados europeus e asiáticos impuseram sanções abrangentes à Rússia por causa da invasão, iniciada em 24 de fevereiro, que eles chamam de guerra de agressão perpetrada pelo presidente Vladimir Putin. O mandatário russo alega ter lançado a “operação especial” para desmilitarizar e “desnazificar” a Ucrânia.

Ainda que reconheça a soberania da Ucrânia, Pequim afirma repetidamente que a Rússia tem preocupações legítimas de segurança que devem ser discutidas e pede uma solução diplomática para o conflito.

Fonte: R7

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Bolsonaro diz que guerra pode provocar insegurança alimentar

Em visita ao Senai Cimatec de Salvador, na Bahia, presidente afirmou que Brasil é uma das últimas democracias no mundo

Com o avanço da guerra da Rússia na Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o conflito coloca a “humanidade em risco” e também pode gerar “insegurança alimentar”. “O que está em jogo? A vida da humanidade, quase oito bilhões de habitantes, bem como pela insegurança alimentar”, disse ele durante visita à instalações do Senai Cimatec, em Salvador, na Bahia, nesta quarta-feira (16).

No início do mês, o presidente havia dito que o país corria o risco de ter aumento no preço do potássio ou a falta do minério, um dos principais produtos utilizados na matéria-prima de fertilizantes.

Em meio ao alerta que se acendeu para o Brasil com o conflito europeu, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) foi ao Canadá para tratar sobre relações comerciais para fornecimento de fertilizantes.

O Brasil importa 85% do produto usado nas lavouras do país, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos. Boa parte desse montante é comprada do país comandado por Vladimir Putin.

No evento desta quarta, Bolsonaro comentou sobre alimentos transgênicos, produzidos com plantas geneticamente modificadas. “Estive visitando um país que é menor que o estado de Sergipe e lá, entre tantas coisas que vi, também me falaram do botão transgênico.  É um país onde a precipitação pluviométrica é menor que o nosso interiorzão do Nordeste”, disse.

“E eles têm o botão transgênico. O que é isso? É uma figura de linguagem, mas quando ele apertar aquilo lá, ele vai ter produtividade inigualável porque, no momento de falta de comida, ninguém vai perguntar se aquele alimento é transgênico ou não”, acrescentou.

Durante o discurso, o presidente voltou a criticar ações feitas pelos governos petistas e avaliou que o país é uma das últimas democracias no mundo.

“Por que o mundo está de olho em nós? Além de sermos, ainda, depende de vocês, uma das últimas democracias no mundo. A liberdade se mantém todo dia. É uma guerra diária. E nós temos forças para lutar contra o mal. Não é direita contra esquerda. É o bem contra o mal.”

Fonte: R7

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