O crepúsculo da hidra

Os comunas/socialistas são a Hidra de Lerna renascida em nosso país.

A Hidra morava em um charco escuro e misterioso, junto de um lago, cujo o nome era Lerna, daí deriva seu nome e era quase imortal. Tinha múltiplas cabeças que se regeneravam, assim que eram cortadas. Matava os homens com seu hálito, tal era a letalidade do veneno que expelia.

A Hidra comuna /socialista brasileira possui essas mesmas qualidades: habita um pântano tenebroso em uma vaga região do país, é quase imortal e tem inúmeras cabeças que quando cortadas se regeneram. Assassina a mente de incautos brasileiros com seu discurso venenoso, tal é o poder de sua peçonha.

A Hidra de Lerna nasceu de dois monstros da mitologia grega: Tifão, um gigante e Equidna, que era metade mulher e metade cobra. Deles herdou sua aparência anormal, sua quase imortalidade e seu gosto pelo horror. Hera, a esposa de Zeus, tomou para si a criatura recém-nascida, tinha planos de usá-la para aniquilar Hércules.

A Hidra comuna/socialista brasileira também nasceu de dois monstros: Marx e Engels. Foi adotada pelo italiano Antônio Gramsci, que a reeducou e modelou seu pensamento e seu modo de agir.

Gramsci disse a Hidra que ela só poderia tomar o poder se mudasse sua mentalidade, multiplicasse e transformasse suas cabeças assassinas em intelectuais, jornalistas, professores, partidos políticos, juízes e os utilizassem como instrumentos de mudanças. Só assim haveria o aniquilamento total dos homens tradicionais.

Hércules, o herói grego, enfrentou a Hidra de Lerna e travou contra ela longa batalha. Iniciou sua luta lançando centenas de flechas nas águas do charco, o que obrigou o monstro a sair do pântano que a protegia e vir à superfície. O Herói, então, partiu para uma luta com a Hidra, que se enrodilhou em torno de seu corpo. Hércules, com um bastão, esmagava rapidamente as cabeças assassinas, mas à medida que ia ceifando as cabeças, descobria espantado que de cada garganta mutilada nascia nova cabeça. Hércules mudou sua estratégia e pediu ajuda a seu primo Iolau que tocou fogo em um bosque vizinho, com esse fogo e usando um tição, queimava cada ferida onde Hércules esmigalhava uma cabeça, impedindo assim a formação de uma nova. Restou somente a cabeça central, a do meio, considerada quase imortal. Hércules a esmagou e enterrou a última cabeça com uma enorme pedra. Dessa forma a Hidra foi aniquilada.

Em 1985 a Hidra brasileira fechou o cerco sobre a nação. Em 1988 foram tomados de assalto todos os setores importantes do país e uma nova Constituição, chamada de “Constituição Cidadã”, foi empurrada garganta abaixo dos brasileiros, sob o argumento de que estavam saindo de uma Ditadura. Nela estabeleceram-se privilégios jamais vistos no Brasil, desde sua descoberta. Privilégios para o Supremo, com poderes iguais aos de deuses romanos; para juízes – que podem tudo; para Deputados e Senadores com salários e mordomias dignos da corte do Rei Sol francês.

Os três poderes formaram um triunvirato: Câmara, Senado, Supremo, que podem tudo e aplicam, até os dias de hoje, um torniquete no Presidente eleito, que nada pode. Abaixo desses poderes criou-se uma miríade de outros poderes: tribunais e estâncias superiores, procuradores, associações, sindicatos, todos com direitos previstos na tal “Constituição Cidadã”.

Direitos, direitos e mais direitos, numa fome insaciável, todos se alimentando nas tetas do Estado. Todos sendo aplaudidos por uma mídia corrupta, que também participava e servia de Porta-Voz, elogiando cada ato vergonhoso dos donos do poder e edulcorando-os, como se fossem atos para o bem da população e informando que todos esses atos são leis, estão na Constituição. Alguns exemplos: se os donos do poder vivem cercados de mordomias, sem qualquer tipo de preocupação com o amanhã e o povo tem preocupações e não tem mordomias é porque assim está escrito na “Constituição Cidadã”; se os que mandam no país estão ricos com o dinheiro vindo dos cofres públicos, através de altos salários, aditivos, adicionais e outras maracutaias é porque a “Constituição Cidadã” permite”; se o Supremo solta bandidos de alta periculosidade é porque a “Constituição Cidadã” consente. A “Constituição Cidadã” é a cabeça do meio da Hidra, a cabeça meio imortal.

Em 2018 o povo incorporou o Herói Hercules e resolveu enfrentar a Hidra brasileira. Não lutou com flechas, mas com o título de eleitor, usado em urnas eletrônicas que não são utilizadas em nenhum país do mundo. Isso obrigou a Hidra a botar a cabeça de fora, através dos institutos de pesquisa e dizer que o candidato que o povo queria, Jair Bolsonaro, perdia para todos, até para o Cabo Daciolo. A Hidra furibunda enroscou-se na população, como fez com Hércules, mas de nada adiantou. Perdeu a cabeça maior, a Presidência, mas não os poderes, não a cabeça do meio que é quase imortal.

Em 2020, nova batalha. Mesmo o povo ainda estando saturado do veneno da Hidra, mesmo ela ainda enroscada nas entranhas do povo, as várias cabeças petistas/comunas/socialistas das capitais foram decepadas e varridas do mapa político brasileiro. Mas não a cabeça do meio, quase imortal, que se chama “Constituição Cidadã”, onde se apoiam e renascem todas a cabeças cortadas.

Em 2022, o povo brasileiro, com paciência e resiliência, travará a batalha final e lutará como Hércules. Deverá usar seu bastão-voto para esmagar a cabeça dos senadores que se recusaram a julgar e condenar os Ministros do Supremo que atentaram contra o país. Usará seu bastão-voto para retirar de cena os Deputados Federais, Governadores comunas/progressistas e com seu bastão-voto deverá reeleger Bolsonaro, eleger Governadores, Senadores e Deputados Federais que tenham compromisso em rever artigos da “Constituição Cidadã,” através de uma Assembleia Constituinte e dela retirar todos os privilégios dos mamadores do estado.

Dessa forma, e não com golpe militar, mas através de seu bastão-voto, o Povo-Hércules esmagará e enterrará a última cabeça da Hidra quase imortal.

Foto de Carlos Sampaio

Por Carlos Sampaio*

*Carlos é Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

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