Segundo IBGE, Vilhena tem o maior número de aberturas de empresas em Rondônia

O município passou de 2.885 empresas para 3.255, um aumento de 12,8%.

Vilhena foi o município de Rondônia que apresentou o maior crescimento no número de empresas, unidades locais e organizações atuantes entre os anos de 2018 e 2019, segundo dados do Cadastro Central de Empresas divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade passou de 2.885 empresas para 3.255, um aumento de 12,8%.

O levantamento foi realizado entre cidades que possuem mais de 50 mil habitantes, sendo elas: Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Vilhena, Cacoal, Rolim de Moura e Jaru.

Em números absolutos, Porto Velho lidera o ranking do crescimento, com 545 novas unidades nesse período.

Já se considerar todo o estado de Rondônia, o aumento foi de 5%, passando de 34.570 empresas para 36.307. O índice de crescimento, no entanto, foi menor que a taxa brasileira (6,3%) e a da Região Norte (7%).

O IBGE também apresentou dados sobre as pessoas quem possuem uma ocupação no estado. Dos municípios, Porto Velho foi o único que apresentou uma redução, com 1,6% menos pessoas ocupadas. Enquanto isso, Vilhena e Rolim de Moura tiveram os maiores índices de crescimento, sendo 6,2% e 6,1% respectivamente.

Mais de 45% das empresas no estado são de comércio em geral ou atuam com reparação de veículos automotores e motocicletas, no entanto, o maior grupo de ocupados em Rondônia é o de funcionários públicos, que representam 29,4% do todo. Os trabalhadores do comércio são 27,4%.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Safra de grãos deve bater o recorde este ano, estima IBGE

Mesmo com queda, a previsão do mês de maio é que safra chegue a 262,8 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve render uma safra recorde de 262,8 milhões de toneladas em 2021. Apesar do resultado apresentar a segunda queda consecutiva na estimativa mensal, o volume representa aumento de 3,4% em relação à safra do ano passado, que alcançou 254,1 milhões de toneladas.

É o que revela a estimativa de maio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda na comparação com a estimativa de abril foi de 0,6%, ou 1,7 milhão de toneladas. Segundo o IBGE, a retração ocorreu por causa do atraso na colheita da soja, que levou à redução da janela de plantio do milho, além da baixa ocorrência de chuvas em estados produtores, como Paraná e Mato Grosso.

A área total a ser colhida teve alta de 3,9% em relação ao ano passado e chegou a 68 milhões de hectares. Na comparação com abril, a estimativa da área a ser colhida cresceu 119,7 mil hectares, o que representa acréscimo de 0,2%.

Milho

O instituto ressalta que a segunda safra do milho representa 73,9% da produção total desse grão e a estimativa da produção para essa safra caiu 4,4% em relação a abril – 3,4 milhões de toneladas a menos. A queda em relação à produção de maio de 2020 é de 4,3%.

Somadas, as duas safras de milho devem chegar a 99,2 milhões de toneladas, o que é 3,2% a menos do que a estimativa de abril. Na comparação anual, a produção total deve ser 3,9% menor, mesmo com os aumentos de 6% na área plantada e de 6,2% na área a ser colhida.

Soja

A soja, principal cultura do país, deve ter uma safra recorde este ano, com 132,9 milhões de toneladas, um aumento de 9,4% frente ao ano passado. Na comparação com abril, o aumento na estimativa é de 0,7%. De acordo com o IBGE, o crescimento se deve ao preço do grão no mercado internacional, que está vantajoso para o produtor brasileiro.

Arroz

A estimativa para a produção do arroz também cresceu, um aumento de 2,4% na comparação com abril, e deve chegar a 11,4 milhões de toneladas. Para o instituto, a produção é suficiente para abastecer o mercado interno, depois da alta no preço visto em 2020 devido ao aumento do consumo interno e ao crescimento das exportações. Em 2021, a produção do arroz deve ficar 2,8% acima da do ano passado, beneficiado pela seca no sul, que facilita a colheita.

Feijão

A produção de feijão deve chegar a 2,9 milhões de toneladas este ano, o suficiente para atender ao consumo interno. Na comparação com abril, a estimativa caiu 2,3%, mas está praticamente estável em relação ao que foi produzido no ano anterior, com 577 toneladas a menos.

As estimativas para o feijão são de queda de 0,3% na primeira safra, com total de 1,3 milhão de toneladas. A segunda safra foi estimada em 1 milhão de toneladas, 7,2% frente à estimativa do mês anterior. E a estimativa para a terceira safra de feijão é de produzir 578,4 mil toneladas, aumento de 2,7% frente à previsão de abril.

Café

Para o café, o crescimento previsto é de 4,3% frente a abril, mas houve queda de 21% na comparação anual. O café arábica deve chegar a 2 milhões de toneladas, um aumento de 6% em relação a abril e queda de 29,3% frente a produção de 2020. Para o IBGE, a queda é esperada, depois da safra recorde no ano passado, devido ao fato de o café ser uma cultura com bienalidade negativa, ou seja, produz muito em um ano e produz menos no ano seguinte.

Para o café canephora, também chamado de conillon, a produção deve alcançar 919,8 mil toneladas, um aumento de 0,9% em relação à estimativa de abril e de 6,3% em relação a 2020.

Outros

Houve redução também na estimativa da produção do algodão herbáceo em relação a abril, com -3,4% e 5,7 milhões de toneladas. Com relação à área plantada, a queda foi de 16%. O cacau também apresentou queda, com estimativa de -1,5% e total de 269,1 mil toneladas.

Por outro lado, a estimativa de maio apresentou variações positivas na comparação mensal para a produção do trigo (7,2% ou 527,2 mil toneladas), castanha-de-caju (7,2% ou 8,3 mil toneladas), aveia (4% ou 39,2 mil toneladas) e cevada (1,9% ou 8,2 mil toneladas).

Produção regional

Entre as regiões do país, quatro tiveram aumento em suas estimativas de produção de grãos, leguminosas e oleaginosas em relação à safra de 2020. O Sul deve crescer 10,8% e alcançar 81 milhões de toneladas, o Sudeste teve aumento de 6% na estimativa e deve produzir 27,3 milhões de toneladas, o Nordeste cresceu 5,3% e deve chegar a 23,8 milhões de toneladas e a Região Norte teve aumento na estimativa de 1,4%, com total de 11,1 milhões de toneladas. O Centro-Oeste, que responde por 45,5% da produção nacional, apresentou queda de 1,8% na estimativa para o ano e deve colher 119,5 milhões de toneladas.

Por Akemi Nitahara – Agência Brasil

Ministro diz que números do PIB apontam para crescimento forte

IBGE informou hoje que o PIB cresceu 1,2% no primeiro trimestre

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (1º), em Brasília, que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2021 aponta para um crescimento forte da economia este ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve crescimento de 1,2%, na comparação com os últimos três meses do ano passado. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no país.

Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 2,048 trilhões. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgados hoje, no Rio de Janeiro, pelo IBGE.

“A economia veio forte. Quero manifestar que a economia cresceu no trimestre 1,2% na margem e 1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, só no trimestre. O que sinaliza um crescimento bastante forte da economia esse ano”, afirmou Paulo Guedes, durante audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para tratar de cortes orçamentários das universidades públicas.

Tom otimista

Segundo o ministro, o resultado do PIB no primeiro trimestre é melhor do que o esperado pelo governo para este período do ano. Ontem (31), o ministro apontou a possibilidade de o PIB crescer até 5% neste ano.

“Como a economia caiu muito fortemente na pandemia do ano passado e, esse ano, a própria ampliação da vacinação, o avanço dos protocolos e o aprendizado de como se proteger durante a pandemia estão protegendo um pouco mais a economia. É possível que estejamos crescendo a taxas bem maiores”, argumentou.

Guedes acrescentou que o resultado também trouxe uma maior arrecadação para o governo. O ministro disse que, com esse aumento, vai ser possível realizar a liberação de recursos contingenciados [bloqueados] do orçamento.

“A arrecadação está vindo forte e, na medida em que essa arrecadação veio, o que a gente fez: a gente tinha bloqueado R$ 9 bi”, disse o ministro, ressaltando que o Ministério da Economia só bloqueou os recursos, mas não é responsável pelas rubricas contingenciadas. “Agora vamos desbloquear R$ 4,5 bilhões. Desses, cerca de R$ 1 bilhão deve ir para o Ministério da Educação”, disse o ministro.

Fonte; Kleber Sampaio A/B

IBGE estima que desempregados no Brasil são 14,4 milhões

É o que revela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

O número de desempregados no Brasil foi estimado em 14,4 milhões no trimestre encerrado em fevereiro, o maior contingente desde 2012, início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (30), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa alta de 2,9%, ou de mais 400 mil pessoas desocupadas em relação ao trimestre anterior, de setembro a novembro de 2020, quando a desocupação foi calculada em 14 milhões de pessoas.

Mesmo assim, segundo o IBGE, a taxa de desocupação ficou estável em 14,4% em relação ao trimestre anterior (14,1%), mas apresentou alta de 2,7 pontos percentuais na comparação com igual trimestre do ano passado, quando foi estimada em 11,6%.

Segundo a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, embora haja a estabilidade na taxa de ocupação, já é possível notar uma pressão maior com 14,4 milhões de pessoas procurando trabalho. A pesquisadora destacou que não houve, nesse trimestre, geração significativa de postos de trabalho, o que também foi observado na estabilidade de todas as atividades econômicas, muitas ainda retendo trabalhadores, mas outras já apontando um processo de dispensa como o comércio, a indústria e alojamentos e alimentação.

Trabalho informal

“O trimestre volta a repetir a preponderância do trabalho informal, reforçando movimentos que já vimos em outras divulgações – a importância do trabalhador por conta própria para a manutenção da ocupação”, disse Adriana, em nota.

De acordo com o IBGE, a estabilidade do contingente de pessoas ocupadas – aproximadamente 85,9 milhões no trimestre encerrado em fevereiro de 2021 – é decorrente da informalidade, com o aumento dos trabalhadores por conta própria. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o contingente de pessoas ocupadas apresentou queda de 8,3%, representando uma redução de 7,8 milhões de empregados.

Apenas a categoria de trabalhadores por conta própria, que totaliza 23,7 milhões de pessoas, apresentou crescimento (3,1%) na comparação com o trimestre anterior (setembro a novembro de 2020), significando a adição de 716 mil pessoas neste contingente. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador apresentou uma redução de 824 mil postos.

As demais categorias apresentaram estabilidade em relação ao trimestre anterior. Os trabalhadores do setor privado com carteira de trabalho assinada foram calculados em 29,7 milhões de pessoas. Os empregadores e trabalhadores do setor privado sem carteira assinada somam 9,8 milhões de pessoas. E os empregadores são 3,9 milhões de pessoas.

Estabilidade

A população fora da força de trabalho – que não estava nem ocupada nem desocupada na semana de referência – manteve-se estável em 76,4 milhões, quando comparada com o trimestre de setembro a novembro de 2020. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve expansão de 15,9% com o acréscimo de 10,5 milhões de pessoas.

A analista do IBGE disse, ainda, que esse é um indicador que cresceu muito em 2020, em função do afastamento das pessoas do mercado de trabalho, voltando a se retrair a partir de outubro e agora encontra-se estável.

“Essa população fora da força foi afetada pelas restrições de funcionamento das atividades econômicas e pelas medidas de proteção. Muitas deixaram de procurar trabalho, outras perderam o trabalho e não viam condições de se reinserir, parando de exercer pressão no mercado de trabalho. Quando confrontamos com fevereiro de 2020, a população fora da força de trabalho é muito maior em função da própria dinâmica que a pandemia trouxe para o mercado de trabalho”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Prévia da inflação pelo IPCA-15 cai para 0,6% em abril

Pesquisa foi feita pelo IBGE em 11 capitais

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, ficou em 0,6% em abril, 0,33 ponto percentual abaixo do índice de março: 0,93%. A informação foi divulgada hoje (27), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,82% e, em 12 meses, de 6,17%, acima dos 5,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2020, a taxa foi de -0,01%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em abril. O maior impacto (0,36 ponto percentual) e a maior variação (1,76%) vieram dos transportes, que desacelerou em relação a março (3,79%). A segunda maior contribuição (0,08 ponto percentual) veio de alimentação e bebidas (0,36%) e, na sequência, vieram habitação (0,45%) e saúde e cuidados pessoais (0,44%), com impactos de 0,07 ponto percentual e 0,06 ponto percentual, respectivamente.

“A gasolina (5,49%) permanece como o produto com o principal impacto no índice (0,30 ponto percentual), ainda que com uma variação menor do que o mês anterior (11,18%). óleo diesel (2,54%) e o etanol (1,46%) tiveram altas, mas também inferiores às de março -10,66% e 16,38%, respectivamente”, informou o IBGE.

A alimentação no domicílio passou de queda de 0,03% em março para 0,19% em abril. O café da manhã ficou mais caro com a alta do pão francês (1,73%) e do leite longa vida (1,75%), cujos preços haviam recuado no mês anterior (-0,11% e -4,50%, respectivamente). As carnes continuam em alta (0,61%), embora com variação menor do que a de março (1,72%).

Reajuste causa impacto nos remédios

Segundo o IBGE, no grupo de saúde e cuidados pessoais, o reajuste, em 1º de abril, de até 10,08%, dependendo da classe terapêutica, acabou impactando o preço dos produtos farmacêuticos, que subiram 0,53%, após terem apresentado queda de 0,29% em março.

Todas as regiões pesquisadas apresentaram variação positiva em abril. O maior resultado foi observado em Brasília (0,98%), especialmente em função da alta no preço da gasolina (8,37%). A menor variação foi verificada na região metropolitana de Belém (0,39%), influenciada pela queda no preço do arroz (-5,25%).

Os preços do IPCA-15 foram coletados no período de 16 de março a 13 de abril de 2021 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 12 de fevereiro a 15 de março de 2021 (base).

O IPCA-15 abrange as famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes em 11 áreas urbanas: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

Fonte; Kleber Sampaio A/B

IBGE suspende concurso para o Censo 2021

A suspensão vale para mais de 204 mil vagas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira (dia 6) que suspendeu a realização das provas dos concursos para o Censo 2021. A suspensão vale para 181.898 vagas de recenseador e 22.409 vagas de agente censitário municipal e supervisor.

A decisão foi tomada por conta da aprovação, pelo Congresso, do Orçamento para este ano, que reduziu a apenas R$ 71 milhões o valor para realização da pesquisa, cerca de 96% o total de recursos destinados à realização do Censo Demográfico. O texto ainda não foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro.

O valor, segundo o instituto, inviabiliza a realização do Censo. Com isso, o IBGE decidiu suspender a realização das provas objetivas do concurso, para os cargos de agente censitário e recenseador, previstas de 18 de abril de 2021 e 25 de abril de 2021, respectivamente. Novas datas poderão ser definidas posteriormente, a depender da liberação de recursos.

“O IBGE informa, ainda, que avaliará com o Cebraspe um novo planejamento para aplicação das provas, a depender de um posicionamento do Ministério da Economia acerca do orçamento do Censo Demográfico”, diz o Instituto em nota.

O concurso
Os concursos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ofereciam 204 mil vagas temporárias para realização do Censo Demográfico 2021, com salários de até R$ 2.100 e oportunidades para praticamente todos os municípios do país.

Veja as vagas e salários:

  • 181.898 vagas para a função de Recenseador: remuneração por produção, de acordo com o número de domicílios visitados e questionários respondidos.
  • 5.450 vagas para a função de Agente Censitário Municipal: salário de R$ 2.100.
  • 16.959 vagas para a função de Agente Censitário Supervisor: salário de R$ 1.700

Para a função de recenseador, é exigido ensino fundamental completo. Para as funções de agente censitário, é exigido ensino médio completo. As vagas são distribuídas em 3.929 cidades para agente censitário.

A previsão para contratação era dia 31 de maio no caso dos agentes censitários, e em julho, para os recenseadores. O trabalho de campo do Censo 2021 começaria em agosto.

De agosto até outubro, cerca de 213 milhões de habitantes, em aproximadamente 71 milhões de endereços, seriam visitados pelos recenseadores nos 5.570 municípios do país.

Concurso do ano passado foi cancelado

O IBGE já havia cancelado o processo seletivo lançado no ano passado para 208 mil vagas para os mesmos cargos por causa da pandemia.

A previsão era receber quase 2 milhões de inscrições. Essa previsão foi mantida para este novo processo seletivo, que trouxe 4 mil vagas a menos.

Segundo o coordenador de Recursos Humanos do IBGE, Bruno Malheiros, essa redução de vagas se deveu à análise das áreas técnicas, que tiveram tempo para rever as necessidades do Censo.

Foram revistos detalhes operacionais tanto do processo seletivo quando da própria execução do Censo que viabilizaram ajustar o orçamento ao disponível na época. O orçamento para orçamento para 2020 para era cerca de R$ 2,3 bilhões. Com o adiamento do concurso, o governo reduziu este montante , à época para R$ 2 bilhões.

Quem se inscreveu na seleção do ano passado precisou fazer nova inscrição e pagar a taxa para garantir a participação na nova seleção.

Desde maio do ano passado, os inscritos na seleção cancelada podem solicitar o reembolso da taxa de inscrição através da Central de Atendimento do IBGE, pelo telefone 0800 721 8181. A ligação é gratuita. Basta informar nome e CPF para confirmação do cadastro e dados bancários (banco, nº da agência e conta bancária), em que seja o titular, para o recebimento do valor. Em janeiro, o IBGE iniciou a terceira fase de restituição da taxa de inscrição.

Fonte: Extra

Inscrições para o IBGE terminam nesta sexta-feira

Selecionados terão contrato com duração de três meses e irão trabalhar no censo 2021.

As inscrições para o processo seletivo que contratará temporariamente 182 mil recenseadores para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) terminam hoje (19). Os selecionados integrarão a equipe que trabalhará no Censo 2021, visitando todos os domicílios do país e entrevistando seus moradores.

Para concorrer a uma das vagas, é preciso ter o ensino fundamental completo. O contrato tem a duração inicial de três meses, podendo ser renovada por mais algum tempo dependendo da necessidade.

O salário é variável, de acordo com a produtividade do recenseador. Para calcular a remuneração, é possível fazer simulações no site do IBGE .

Segundo o IBGE, um recenseador que trabalhar 25 horas semanais em São Paulo deve receber, em média, R$ 1.629 por mês. Já um profissional que escolha o município de Carauari, uma área de difícil acesso no meio da floresta amazônica, receberá R$ 1.853 pela mesma jornada.

Para concorrer a uma das vagas de recenseador, é preciso acessar o site da Cebraspe, empresa organizadora do processo seletivo, e concluir a inscrição até as 23h59 de hoje. A taxa de inscrição é de 25,77 e pode ser paga até segunda-feira (22).

Os candidatos a recenseador farão as provas objetivas presencialmente no dia 25 de abril, seguindo os protocolos de prevenção da Covid-19.

Segundo o IBGE, a coleta de dados para o censo demográfico será realizada entre os meses de agosto e outubro. O questionário básico será aplicado a cerca de 71 milhões de domicílios particulares permanentes do país e terá 26 questões. O questionário da amostra, aplicado a 10% desse contingente, ou cerca de 7,1 milhões de domicílios, abarcará 76 questões, contemplando os seguintes temas: características dos domicílios, identificação étnico-racial, nupcialidade, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, deficiência, migração interna ou internacional, educação, deslocamento para estudo, trabalho e rendimento, deslocamento para trabalho, e mortalidade.

Texto ampliado às 13h

Fonte: Nádia Franco A/B

Sem auxílio emergencial, comércio deixa de faturar R$ 50 bilhões

Valor foi injetado diretamente no varejo no ano passado por meio de aplicativo em pagamentos por QR code ou cartão virtual

Com o fim do auxílio emergencial, o comércio deixará de faturar quase R$ 50 bilhões injetados diretamente em compras por pagamento digital. Segundo a Caixa Econômica Federal, somente por meio do aplicativo, o benefício movimentou em lojas e supermercados no ano passado R$ 47,6 bilhões, sendo R$ 35,5 bilhões em compras por cartão virtual e R$ 12,1 bilhões em QR Code.

O valor que deixará de ser gasto é apenas um dos impactos que o encerramento do programa pode provocar no setor.

Mesmo com a pandemia de coronavírus, o comércio fechou o ano de 2020 com alta de 1,2%, de acordo com dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (10). Houve crescimento em setores como de material de construção (10,8%), móveis e eletrodomésticos (10,6%), farmácia (8,3%) e alimentação (4,8%).

Para o economista Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), o auxílio emergencial foi fundamental para o varejo e, se não houvesse o benefício, a queda teria sido muito maior.

“Porém, é importante que haja um cenário de previsibilidade a longo prazo. O que segura o consumo é o emprego. Precisa retomar a geração de emprego de forma mais forte, para que o consumo seja sustentável, não somente artificial, pelo auxílio emergencial”, afirma Dietze.

O cenário, explica o economista, ainda é de cautela nesse início de ano, com o fim do auxílio emergencial e aumentos expressivos nos preços dos alimentos, o que diminui o poder de compra da população. “Os varejistas vão ter que ficar mais atentos para poder postergar período de promoções para continuar atraindo o consumidor que não está seguro no seu emprego e tem medo dessa segunda onda de covid”, explica.

Volta do auxílio

O governo encerrou no fim do ano o programa que começou em abril e beneficiou 68 milhões de pessoas, com R$ 294 bilhões, principalmente trabalhadores informais e população de baixa renda, para minimizar os efeitos da pandemia de coronavírus. Mas a pressão política e econômica, com a escalada dos casos de covid-19 após as festas de fim de ano, fez o tema voltar à tona.

presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta quarta-feira (10) que um novo auxílio emergencial voltou à mesa de negociações, mas advertiu que “não há dinheiro no cofre” e qualquer pagamento será feito com endividamento do governo.

Apesar das resistências, o Ministério da Economia discute a possibilidade, mas desde que tenha um acordo com o Congresso para aprovação rápida de medidas de corte de gastos. No Congresso, já há pelo menos 14 projetos para estender o benefício até que a situação da covid-19 seja controlada no país.

Além disso, os novos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), colocaram a volta do auxílio como uma das prioridades das duas Casas neste primeiro semestre.

Retomada lenta

O economista Marcel Solimeo, da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), diz esperar que o benefício seja prorragado. “Foi muito importante porque impediu uma queda maior do comércio, especialmente no setor de alimentos e gêneros essenciais”, afirma Solimeo.

Para ele, a expectativa é que terá alguma prorrogação, mesmo com um valor menor. “A retomada está bastante lenta, isso torna indispensável que o governo consiga manter mais um pouco esses recursos.”

Fonte: R7

Com alta de preços em dezembro, Inflação de 2020 fica em 4,52%

Variação ficou acima do esperado por analistas ouvidos pelo Banco Central, que previam, na segunda-feira, aumento de 4,37%

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira (12) a inflação oficial do país em 2020, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Segundo o órgão, a variação de preços fechou o ano em 4,52%, maior taxa desde 2016.

O resultado deixa a inflação de 2020 acima do centro da meta estipulada pelo governo, de 4%. Mas ainda dentro do limite de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em levantamento do Banco Central, divulgado na segunda-feira (11), analistas do mercado apostavam em IPCA de 4,37%.

Também nesta segunda-feira o IBGE divulgou o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador que também mede a inflação no país, mas que leva em consideração apenas quem ganha até cinco salários mínimos. Em dezembro, ele ficou em 1,46%, acumulando alta de 5,45% em 2020.

O percentual de 5,45% obriga o governo federal a rever o reajuste já anunciado para o salário mínimo, que usava como base a projeção de 5,26%.

Habitação puxou o IPCA

O IPCA de dezembro subiu 1,35%, 0,46 ponto percentual acima dos 0,89% de novembro. Essa é a maior variação mensal desde fevereiro de 2003 (1,57%) e o maior índice para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%). Em dezembro de 2019, a variação havia sido de 1,15%. O grupo Habitação teve o maior impacto (0,45 p. p.) e variação (2,88%) no mês.

Todos os grupos pesquisados tiveram alta em dezembro, com destaque para o segmento de Habitação, que apresentou a maior variação (2,88%) no índice do mês.

Também tiveram importante impacto as variações do grupo Alimentação e Bebidas (1,74%), no qual houve desaceleração frente ao mês anterior (2,54%).

Contribuíram para isso a queda nos preços do tomate (-13,46%) e as altas menos intensas nos preços das carnes (3,58%), do arroz (3,84%) e do óleo de soja (4,99%), cujas variações em novembro haviam sido de 6,54%, 6,28% e 9,24%, respectivamente.

Fonte: R7

IBGE: desemprego atinge 14,1 milhões no trimestre encerrado em outubro

População desalentada é de 5,8 milhões de pessoas

A população que procurou trabalho e não encontrou no trimestre encerrado em outubro cresceu para 14,1 milhões, 7,1% a mais que nos três meses finalizados em julho. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada hoje (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta acrescentou 931 mil à população desocupada e fez a taxa de desocupação aumentar 0,5 ponto percentual, chegando a 14,3%.

Segundo o IBGE, a população ocupada também cresceu no trimestre encerrado em outubro, chegando a 84,3 milhões. Esse contingente representa 48% das cerca de 175 milhões de pessoas em idade de trabalhar no país.

Além da desocupação, o instituto mede a subutilização da força de trabalho, que considera também pessoas que estavam disponíveis e gostariam de ter trabalhado mais horas naquele período. A taxa de subutilização caiu 0,7 ponto percentual no trimestre encerrado em outubro e chegou a 29,5%, somando 32,5 milhões de pessoas.

Desalentados

Ainda segundo a pesquisa, a população desalentada permaneceu em 5,8 milhões de pessoas, sem alterações significativas em relação ao trimestre anterior. Os desalentados são os trabalhadores desempregados que desistiram de procurar emprego e não são incluídos na taxa de desocupação.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores não teve variação significativa no trimestre analisado e ficou em R$ 2.529, o que representa um aumento de 5,8% em relação ao mesmo período de 2019. Apesar disso, a massa de rendimento real habitual de todos os trabalhadores caiu 5,3% na comparação interanual e atingiu R$ 207,9 bilhões.

Quatro grupamentos de atividades tiveram queda no rendimento médio real habitual quando o trimestre encerrado em outubro é comparado com os meses de maio, junho e julho:  Construção (-4,9%); Transporte, armazenagem e correio (-6,9%); Outros serviços (-6,8%) e Serviços domésticos (-4,7%). Já na comparação com o ano passado, somente os trabalhadores da indústria tiveram alta no rendimento médio.

Carteira assinada

A pesquisa divulgada hoje contabiliza 29,8 milhões de trabalhadores em empregos com carteira assinada no setor privado, 9,5 milhões em empregos sem carteira, 25 milhões de trabalhadores por conta própria e 4,7 milhões de trabalhadores domésticos. Há ainda 3,9 milhões de empregadores e 12 milhões de empregados no setor público.

A taxa de informalidade avançou no trimestre analisado e chegou a 38,8%, somando 32,7 milhões de trabalhadores. Nos três meses encerrados em julho, a taxa foi de 37,4%.

A população com emprego formal no setor privado teve uma alta de 384 mil pessoas no trimestre encerrado em outubro, em relação ao trimestre finalizado em julho.

Na mesma base de comparação, o grupo de empregados sem carteira assinada no setor privado aumentou 9%, o que em número absolutos representa 779 mil pessoas.

O grupo de trabalhadores por conta própria teve a maior alta em números absolutos, com 1,1 milhão de pessoas a mais, o que equivale a 4,9% de aumento. Já o de trabalhadores domésticos não teve variação significativa.

Segundo o IBGE, o número de trabalhadores ocupados cresceu no trimestre em quatro de dez grupamentos de atividades, na comparação com o período imediatamente anterior: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%), Indústria (3,0%), Construção (10,7%) e Comércio e reparação de veículos automotores (4,4%).

Em relação a 2019, o trimestre teve queda na ocupação em oito dos dez grupamentos analisados:  Indústria (-10,6%), Construção (-13,7%), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-11,2%), Transporte, armazenagem e correio (-13,4%), Alojamento e alimentação (-28,5%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (-4,0%), Outros serviços (-20,4%) e Serviços domésticos (-25,4%).

Fonte: Kleber Sampaio A/B