Seti promove Live sobre os impactos da pandemia na economia nesta sexta (17) em RO

Live tem o tema sobre: Inovação na prática: O caminho para a retomada. Transmissão será pelo Facebook

Seis especialistas na área de inovação e Startup vão ministrar

Para uma maior compreensão de empresários de Rondônia sobre o sistema de inovação e a capacidade de se reinventar durante o período de retomada da economia pós pandemia, a Superintendência Estadual Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi), vem auxiliando a classe com a realização de uma série de eventos online.
Na próxima sexta-feira (17), às 18h30, acontece a live: Inovação na prática: O caminho para a retomada.

Sérgio Gonçalves, superintendente da Sedi, destacou que é necessário a adaptação à nova realidade, sobretudo durante e após a pandemia. “Mais do que nunca é o momento de reinventar. A tecnologia e a inovação estão ajudando a minimizar os impactos econômicos na rotina dos cidadãos”, afirmou.

A transmissão ao vivo será gratuita e acontecerá por meio da plataforma do Facebook da Sedi, e terá como participante o superintende da Sedi, especialista em finanças, gestão executiva e gestão de varejo, ampla vivência como executivo de empresa nacional e multinacional. Marcelo Matos, Dra. Francilene Garcia, Procurador do Estado, Cássio Bruno, Andrews Botelho e o moderador da live, Thalles Gomes. Todos com amplo conhecimento na área de inovação e startup.

Fonte: Sedi

A cada 10 empresas fechadas em junho, quatro foram por pandemia

A maior parte (99,2%) das companhias que encerraram as atividades eram de pequeno porte, ou seja, com até 49 funcionários 

Setor de serviços foi o mais afetado pela pandemia
Setor de serviços foi o mais afetado pela pandemia

A cada dez empresas fechadas na primeira quinzena de junho, quatro foram por causa da pandemia, segundo a Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas empresas, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (16). 

Na primeira quinzena de junho, estima-se que o país tinha quatro milhões de empresas, sendo 2,7 milhões (67,4%) em funcionamento total ou parcial, 610,3 mil (15,0%) fechadas temporariamente e 716,4 mil (17,6%) encerradas em definitivo.

Ao total, 1,3 milhão de empresas encerraram as atividades no período, sendo 522,7 mil (39,4%) por causa da pandemia. Destas, a maior parte (518,4 mil, 99,2%) eram de pequeno porte (até 49 empregados), 4,1 mil (0,8%) de porte intermediário (de 50 a 499 empregados) e 110 (0%) de grande porte (mais de 500 empregados). 

Os setores mais prejudicados foram o de serviços, com 258,5 mil (49,5%) empresas fechadas, comércio, com 192,0 mil (36,7%), construção, com 38,4 mil (7,4%) e indústria, com 33,7 mil (6,4%). 

O coordenador de Pesquisas Estruturais e Especiais em Empresas do IBGE, Alessandro Pinheiro, afirma que a pandemia afetou mais as empresas ligadas à serviços prestados às famílias. 

“Os dados sinalizam que a Covid-19 impactou mais fortemente segmentos que, para a realização de suas atividades, não podem prescindir do contato pessoal, tem baixa produtividade e são intensivos em trabalho, como os serviços prestados às famílias, onde se incluem atividades como as de bares e restaurantes, e hospedagem; além do setor de construção”, diz Pinheiro. 

Impactos da pandemia nos negócios

A pesquisa aponta que entre 2,7 milhões de empresas em atividade, 70% afirmaram que a pandemia teve um impacto geral negativo sobre o negócio. Apenas 16,2% declararam que o efeito foi pequeno ou inexistente. Por outro lado, 13,6% afirmaram que a pandemia trouxe oportunidades e que teve um efeito positivo sobre a empresa.

Sete em cada dez empresas (70,7%) sentiram queda na venda de produtos ou serviços por causa da pandemia. 

Já 17,9% disseram que o efeito foi pequeno ou inexistente e 10,6% afirmaram aumento nas vendas com a pandemia. 

Metodologia da pesquisa

O IBGE afirma que a pesquisa vai acompanhar os efeitos da pandemia do coronavírus nos setores da indústria, construção, comércio e serviços. Os dados começaram a ser coletados em 15 de junho, por telefone com cerca de duas mil empresas.

Os resultados serão divulgados quinzenalmente. A primeira divulgação traz comparações entre a primeira quinzena de junho e o período anterior ao início da pandemia, em 11 de março. As demais trarão comparações com a quinzena imediatamente anterior.

Fonte: R7

Governo amplia prazo de redução de jornada e suspensões de contratos

Medida provisória aprovada pelo Congresso permitia interrupção do trabalho por dois meses, mas agora todos os cortes podem durar até 120 dias

O governo federal publicou neste terça-feira (14) decreto que prorroga o programa de redução de jornadas de trabalho e salários e a suspensão de contratos durante a pandemia do novo coronavírus.

A medida provisória (MP) foi sancionada no dia 6 de julho, após ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas previa a suspensão de contratos por até dois meses e redução de salários por até três. Com o novo decreto, o programa todo pode chegar a 120 dias.

O texto do decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que ficam prorrogados “os prazos para celebrar os acordos de redução proporcional de jornada e de salário e de suspensão temporária do contrato de trabalho e para efetuar o pagamento dos benefícios emergenciais de que trata a Lei nº 14.020, de 6 de julho de 2020”.

Fonte: R7

Prévia do PIB indica crescimento da atividade econômica em maio

Em abril, indicador do Banco Central havia despencado por causa da pandemia de coronavírus

 A prévia do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país, registrou crescimento da atividade econômica em maio, de acordo com o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), divulgado pelo BC (Banco Central) nesta terça-feira (14). 

O IBC-Br teve crescimento de 1,31% no mês. Em abril, o indicador havia despencado (-9,73%) devido à pandemia de coronavírus

A previsão do mercado financeiro é que a atividade econômica tenha retração de 6,1% em 2020. 

África pode ter mais 49,2 milhões de pessoas na pobreza extrema

De acordo com Banco de Desenvolvimento Africano, o impacto econômico do coronavírus é grande responsável por agravar essa situação

O impacto econômico da pandemia da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, pode empurrar 49,2 milhões de pessoas à pobreza extrema na África, segundo cálculos do AfDB (Banco de Desenvolvimento Africano).

De acordo com a instituição, as pessoas que vivem com menos de US$ 1,90 por dia, que se enquadram nessa faixa crítica, poderiam chegar a 453,4 milhões de pessoas em 2020, no melhor cenário.

Na situação mais crítica prevista pelo AfDB, a quantidade poderia ser de 462,7 milhões.

Antes da propagação do novo coronavírus, já havia uma expectativa de alta na pobreza
Antes da propagação do novo coronavírus, já havia uma expectativa de alta na pobreza

Antes da propagação do novo coronavírus, já havia uma expectativa de alta no número de africanos vivendo na pobreza extrema, que segundo o Banco de Desenvolvimento poderia chegar a 425 milhões.

Segundo as previsões, a Nigéria e a República Democrática do Congo serão os dois países em que a população será mais afetada economicamente pela pandemia da covid-19.

Previsões otimistas

O AfDB indica que, se houver boa gestão da crise sanitária, com redução da curva e reabertura da economia, a economia da África, como um todo, pode crescer em 2021 em 3%, após uma queda de 3,4% prevista no pior cenário para este ano.

As expectativas, no entanto, são mais otimistas que a do Banco Mundial, que aponta para uma retração neste ano no continente entre 2,1% e 5,1%. O FMI (Fundo Monetário Internacional), por exemplo, considera que a crise econômica e de saúde africana será “sem precedentes”.

Ainda de acordo com as previsões da AfDB, os setores de turismo, transporte e entretenimento terão maior dificuldade para se recuperar.

Hoje, a África superou a barreira de 500 mil casos de infecção pelo novo coronavírus, sendo que quase 216 mil se concentram apenas na África do Sul.

Fonte: R7

Latam Brasil entra no processo de recuperação judicial do grupo nos EUA

Latam Airlines e afiliadas no Chile, Peru, Colômbia, Equador e EUA já tinham entrado em maio com pedido de proteção contra credores. Empresa segue negociando empréstimo do BNDES.

Associação prevê pior ano da história para o setor aéreo
Associação prevê pior ano da história para o setor aéreo

A Latam Brasil anunciou nesta quinta-feira (9) que entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos em razão dos impactos da crise do coronavírus nas operações da companhia.

O grupo Latam Airlines e suas afiliadas no Chile, Peru, Colômbia, Equador e Estados Unidos já tinham entrado em maio deste ano no processo de reestruturação de dívida sob a proteção do Capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos, que permite um prazo para que as empresas se reorganizem financeiramente. Naquela ocasião, entretanto, a Latam Brasil tinha ficado de fora.

“Tomamos esta decisão neste momento para que a empresa possa ter acesso a novas fontes de financiamento. Estamos seguros de que estamos nos movendo de forma responsável e adequada, pois temos o desafio de transformar a empresa para que ela se adapte à nova realidade pós-pandemia e garanta a sua sustentabilidade no longo prazo”, comenta Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil.

Em nota, o grupo informou que a entrada no processo de reestruturação financeira do grupo nos EUA visa “reestruturar sua dívida e gerenciar efetivamente sua frota de aeronaves, enquanto permite a continuidade operacional”, mas garantiu que “continuará a voar sem nenhum impacto nas suas operações de passageiros, cargas, reservas, vouchers ou pontos”.

Antes da entrada da afiliada brasileira no processo de recuperação nos EUA, o valor total da dívida a ser reestruturada estava estimado em US$ 14,9 bilhões.

Negociação com o BNDES

A empresa disse ainda que continua negociando um empréstimo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Este movimento pode facilitar o financiamento que está em negociação com o BNDES, além de oferecer uma opção mais segura ao Banco, já que o DIP (Debtor-in-possession) tem prioridade em relação a outros passivos da empresa”, acrescentou Cadier.

A reestruturação sob a proteção do Capítulo 11 da lei de falência dos Estados Unidos e é um processo semelhante à recuperação judicial no Brasil. A recuperação judicial serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas. É um processo pelo qual a companhia endividada consegue um prazo para continuar operando enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça.

Fruto da fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN, a Latam operava antes da crise 1.400 voos diários em 26 países, transportava 74 milhões de passageiros por ano e empregava 42 mil funcionários. Em abril, chegou a reduzir 95% de seus voos e em maio anunciou a demissão de 1.400 funcionários de suas filiais em Chile, Colômbia, Equador e Peru, como resultado da drástica redução de suas operações.

Entre as medidas adotadas pela companhia aérea em meio à crise decorrente da pandemia, está também a suspensão por tempo indeterminado das operação na Argentina.

Em meio à redução do número de voos, a participação da Latam Brasil no mercado doméstico foi de 25,2% em maio, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Fonte: G1

Governo e autoridades se reúnem para debater estratégias para saúde e economia em RO

O encontro foi para alinhar ações que tragam desenvolvimento para o Estado e benefício a população nos impactos causado diante da pandemia.

O governo de Rondônia se reuniu na quarta-feira (8), com representantes dos Poderes do Colegiado Superior do Estado. O encontro foi para dialogar e decidir estratégicas de minimização dos impactos da pandemia.
Na apresentação do Plano de Solvência Financeira apresentado pelo secretário de Estado de Finanças (Sefin), Luís Fernando Pereira da Silva, foi explanado que a pandemia acentuou a necessidade de investimentos nas áreas da saúde, economia, assistência social e segurança pública, e ao mesmo tempo se faz necessário manter as demais ações de desenvolvimento, a exemplo da recuperação de estradas.

Os representantes dos Poderes pontuaram que as demandas nos órgãos também sofreram acréscimos devido a pandemia. Ao mesmo tempo que novas demandas surgiram para todos os Poderes, houve queda de arrecadação de ICMS,  o que exigiu controle de gastos dos órgãos e a sensibilização do governo federal  que apoiou o Estado com auxílio financeiro.

Pensando em resolver juntos a superação dos desafios e impactos desse período de crise epidemiológica gerada pelo coronavírus, o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, presidiu a reunião, ouviu cada um dos representantes presentes e reforçou que preza pelo diálogo e alinhamento conjunto na tomada de decisões que beneficie de fato a população.

Governador Marcos Rocha com Representantes do Colegiado

”Essas reuniões do Colegiado Superior do Estado é importante, e a gente precisava fazer essa reunião para a conversar e encontrar  uma solução viável para todos, considerando as obrigações que cada órgão, e esperamos que cada um leve as informações passadas para avaliar junto com a equipe técnica, considerando o interesse comum de fazer o nosso Estado verdadeiramente crescer”, afirma o governador.

Segundo o secretário Luiz Fernando, o Plano de Solvência Financeira traz não só o cenário econômico demandando pela peculiaridades da pandemia, mas também medidas para retomada econômica no pós-pandemia. Ele considera o plano um instrumento essencial criado pelo Gabinete de Crise do Estado, e ressaltou que o documento preconiza os cuidados para manter investimentos.”É muito bom o diálogo sobre os grandes temas do Estado, esse colegiado tem uma relevância muito grande para garantir que o Estado continue caminhando no rumo certo”, considera.

O presidente do Tribunal de Contas de Rondônia também reforçou o contentamento com a iniciativa do governo em ouvir os Poderes.

As propostas apresentadas pelo Executivo para enfrentamento conjunto dos impactos econômicos da pandemia serão avaliadas pelos representantes dos órgãos e uma nova reunião será marcada para avançar nas medidas conjuntas para que Rondônia mantenha solidez fiscal em meio a pandemia.

Fonte: Secom-RO

MEC anuncia que Enem será em 17 e 24 de janeiro de 2021

Provas digitais vão ocorrer em 31 de janeiro e 17 de fevereiro

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que teve a aplicação adiada por causa da pandemia do novo coronavírus, foi remarcado para os dias 17 e 24 de janeiro, na sua versão impressa. A nova data para aplicação das provas foi divulgada hoje (8), durante coletiva de imprensa transmitida pela internet, que contou com a presença do secretário executivo da pasta, Antonio Paulo Vogel, que é o ministro interino, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes.

A versão digital do exame será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Já a reaplicação das provas está marcada agora para os dias 24 e 25 de fevereiro do ano que vem. Os resultados serão divulgados no dia 29 de março. 

“Entendemos que essa decisão não é uma decisão perfeita e maravilhosa para todos. Sabemos que não é. Então, buscamos uma solução técnica, tentando ver a data que melhor se adequa a todos”, afirmou Vogel, ao divulgar o novo calendário. Segundo ele, a definição das datas foi construída após diálogo com as secretarias estaduais de Educação e entidades que representam as instituições de ensino superior, tanto privadas quanto públicas.  

Segundo o presidente do Inep, serão adotadas medidas sanitárias durante a aplicação das provas, como uso de álcool gel e distanciamento adequado entre os estudantes. Os protocolos sanitários para aplicação das provas vão gerar um custo adicional de cerca de R$ 70 milhões para o governo federal, informou Alexandre Lopes.

“Estamos prontos para fazer essa execução em janeiro. Já estamos adotando as medidas necessárias, junto ao consórcio aplicador, para garantir a segurança sanitária durante a aplicação da prova, medidas relativas ao uso de álcool gel, uso de máscara, distanciamento e quantidade a alunos nas salas de aplicação do exame”, afirmou Lopes.

Consulta pública

Em junho, o Inep chegou a realizar uma enquete virtual para saber em quais datas os estudantes gostariam de realizar a prova. Pelo levantamento, 49,7% dos estudantes preferiam que o Enem impresso fosse aplicado em 2 e 9 de maio de 2021 e o Enem digital em 16 e 23 de maio. Ao comentar a decisão de aplicar as provas entre janeiro e fevereiro, Lopes disse que levou em conta, além da própria enquete, as opiniões das instituições de ensino e das secretarias de educação.

“A enquete não seria o único parâmetro para definição da data, era mais um parâmetro. Entendemos que seria muito importante ouvir os secretários estaduais de educação, representados aqui pelo Consed, como também as instituições de ensino superior, tanto públicas quanto privadas. Todas as informações foram levadas em consideração. Com relação à enquete, mais da metade dos alunos optaram por dezembro e janeiro; maio foi menos de 50% dos alunos, então, mais da metade dos alunos preferiu dezembro e janeiro e a gente também está atendendo esse público”, argumentou.

Edição extra do Sisu

O ministro interino da Educação destacou que, caso seja um desejo das instituições de ensino, o MEC poderá abrir um terceiro período de inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2020. Normalmente, o Sisu é aberto duas vezes no ano, no primeiro e no segundo semestre.

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2020 estão abertas até o dia 10 de julho. Serão oferecidas mais de 51 mil vagas em instituições de ensino superior do país. 

Pela primeira vez, além dos cursos de graduação presenciais, o Sisu 2020.2 vai ofertar vagas na modalidade a distância (EaD). Além de ter feito o Enem de 2019, os interessados não podem ter zerado a redação. Estudantes que fizeram o exame na condição de treineiros também não podem participar.

Confira a divulgação das datas na TV Brasil:

*Matéria atualizada às 18h40 para inclusão detalhada de informações sobre as novas datas.

Fonte: Agência Brasil

Déficit primário vai superar 11% do PIB com novo auxílio, diz Mansueto

Secretário do Tesouro diz que despesa acima da arrecadação para combate à covid é equivalente a parte significativa do PIB e deve crescer

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou nesta segunda-feira (29) que o déficit primário em 2020 pode chegar a 11,5% do PIB (Produto Interno Bruto) com a prorrogação do auxílio emergencial, superando o cálculo anterior que era de 9,9%.

Ao comentar os resultados de maio, quando o déficit foi de R$ 126 bilhões, Mansueto diz que o rombo pode chegar a R$ 800 bilhões no ano. A previsão é que ele ficasse concentrado nos meses de abril a junho, quando ocorreriam as principais ações para o enfrentamento da crise econômica trazida pela pandemia de covid-19. Com a manutenção das quarentenas pelo país, o governo pretende agora ampliar benefícios como o auxílio emergencial.

Duas propostas são estudadas, segundo o secretário do Tesouro. Uma seria o pagamento de duas parcelas de R$ 600, e a outra, o pagamento de uma parcela de R$ 500, uma de R$ 400 e outra de R$ 300.

Dados mais detalhados serão divulgados na terça-feira (30).

Segundo Mansueto, após a crise do coronavírus ser superada, o Brasil terá de sair de um cenário de arrecadação reduzida. Ele prevê um ano de 2021 ainda com dificuldades. “Como haverá perda de arrecadação, temos um cenário bastante desafiador pela frente”, diz.

Despedida

Mansueto fez sua última apresentação mensal dos dados do tesouro nesta segunda. Ele deixará o cargo após atuar por quatro anos no governo, entre as gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Ele ainda disse que “foi difícil largar” e atribuiu as ações realizadas durante sua passagem pelo governo a um grupo de 600 funcionários públicos “competentes” que lhe deu suporte.

Seu sucessor, Bruno Funchal, também participou da entrevista coletiva desta segunda-feira e realizará as apresentações a partir de julho.

Fonte: R7