PL sobre aumento dos salários do prefeito e vice é rejeitado na Câmara de Vereadores em Ji-paraná

Projeto foi votado, porém não foi aprovado, devido a uma intensa indignação mostrada por cidadãos que lotaram o auditório da Câmara.

Sob pressão, vereadores negam aumentos de salários em Ji-Paraná | Notícias  de Rondônia
População no auditório da Câmara de Vereadores de Ji-paraná

A Câmara Municipal de Vereadores de Ji-Paraná, na manhã desta terça-feira (15), rejeitou um projeto de lei que pretendia aumentar mais de 80% os salários do prefeito, do vice, secretários e dos vereadores, por forte pressão dos cidadãos indignados que lotaram o auditório da Câmara, na última sessão ordinária do ano da legislatura.

O projeto de lei, de número 3.947/2020, previa os aumentos da seguinte maneira: O salário do prefeito, que hoje é de R$ 13,4 mil, passaria a ser de R$ 24,1 mil, o que representa um aumento de mais de 80%.

O salário do vice-prefeito, que hoje é de R$ 9,1 mil, saltaria para R$ 20,5 mil, um aumento de mais de 130%.

O salário dos vereadores, que hoje é de R$ 9,1 mil, passaria a ser de R$ 14,1 mil, o que representa pouco mais de 50%.

E, por fim, os secretário, que hoje recebem R$ 9,1 mil, passariam a receber R$ 11 mil.

Um dia antes de o projeto entrar em pauta, teve seu teor divulgado nas redes sociais e o “coro” contrário à sua aprovação não teve uma voz favorável na Internet.

O presidente da Casa de Leis, vereador Joaquim Teixeira (MDB), que é o vice-prefeito eleito para o próximo mandato do executivo municipal, não colocou o projeto na ordem do dia, mas ele foi solicitado por meio de um requerimento. No momento da leitura do projeto, os cidadãos presentes na Câmara gritaram “não” e, em alguns momentos, chegaram até pedir que fosse feita uma redução salarial aos políticos da cidade.

Por fim,  o projeto foi votado, e não foi aprovado. Caso não haja uma sessão extraordinária, uma votação dessa natureza só poderá ocorrer ao final da legislatura dos legisladores eleitos e reeleitos para os próximos quatro anos.

Fonte: Assessoria

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