Abin nega ter dado informações sobre “guerra química” a Bolsonaro

O esclarecimento está em documento de resposta à requerimento da CPI da Covid.

Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) negou que a fala do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre as dúvidas da origem da covid-19 estejam baseadas em informações fornecidas pela organização. O esclarecimento está em documento de resposta à requerimento da CPI da Covid.

Em evento no Palácio do Planalt, em 5 de maio, Bolsonaro se referiu a uma possível Guerra Química encabeçada pela China por meio do novo coronavírus e insinuou que a covid-19 foi produzida em laboratório.

“É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou se nasceu por algum ser humano ingerir um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu o seu PIB? Não vou dizer para vocês”, disse Bolsonaro na ocasião.

A Abin ressaltou na resposta ao requerimento do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que as declarações dadas por Bolsonaro são de domínio público e citou informações de um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre as incertezas da origem do vírus. 

“O último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 30 de março de 2021 traz expressamente as hipóteses da fala do Presidente da República, entre outras 4. Embora o relatório tenha inicialmente considerado a hipótese do laboratório menos provável, sugerindo a descontinuidade dessa linha da pesquisa, após objeção de vários países, o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus acabou voltando atrás para tornar a incluir essa hipótese como oficial das pesquisas da OMS”, diz o documento.

Relações com a China

No documento,  o Diretor-Geral da Abin, Alexandre Ramagem,  descreveu que a situação das relações diplomáticas com a China “também são de domínio público” e não disse se a união entre os dois países estaria abalada devido às declarações do presidente Bolsonaro.  Ramagem apenas descreveu que as relações entre os dois países são “maduras, dinâmicas, complementares e com diversas oportunidades de expansão”.

As falas do presidente Bolsonaro sobre a China são um dos pontos investigados pela CPI da Covid. Para os integrantes da comissão, as manifestações do presidente podem gerar uma crise diplomática e  atrasar a vinda dos insumos para a produção dos imunizantes no Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Por Marília Sena

Lewandowski dá 5 dias para estados informarem estoque de seringas

Ministério da Saúde tinha informado falta de material em sete estados

O Distrito Federal e os 26 estados terão de informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a real situação dos estoques de seringas e agulhas para a vacinação contra a covid-19, determinou hoje (14) o ministro Ricardo Lewandowski. As informações servirão de subsídio para o ministro tomar uma decisão sobre uma ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade.

A Rede Sustentabilidade quer que o governo comprove o estoque de seringas e agulhas da União e dos estados para a vacinação de, pelo menos, quatro grupos prioritários para o plano de vacinação. Além de comprovarem os estoques, os governos locais terão de detalhar quantas unidades estão disponíveis para a imunização contra a covid-19 e quantas serão usadas em outras ações de saúde pública.

Caso falte insumos, o partido pede que o STF obrigue o governo a apresentar, em 48 horas, o planejamento de novas compras de seringas e agulhas para a execução das primeiras fases do plano de vacinação.

A decisão de Lewandowski vem um dia depois de o Ministério da Saúde informar, em ofício enviado ao Supremo, que sete estados não teriam estoque suficiente de seringas e agulhas para a aplicação de 30 milhões de doses nas primeiras fases do plano. Segundo a pasta, os estados com insuficiência de material são Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina. A pasta informou que requisitou 60 milhões de seringas às fabricantes nacionais do produto para distribuir aos estados.

Prefeituras

Por outro lado, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jonas Donizette, disse hoje (14), que a maioria dos 5.570 municípios brasileiros estará apta a iniciar a campanha de vacinação contra a covid-19 tão logo o Ministério da Saúde distribua os imunizantes autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Todas as cidades que se manifestaram disseram que estão preparadas para realizar a vacinação”, disse o presidente da entidade, logo após se reunir, em Brasília, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na manhã de hoje.

Fonte: Aline Leal A/B

Anvisa cobra de Fiocruz e Butantan informações sobre vacinas

Os pedidios adicionais são para uso em caráter emergencial

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou informações adicionais ao Instituto Butantan e à Fundação Oswaldo Cruz (Friocruz) sobre os pedidos de autorização de suas vacinas para o uso em caráter emergencial.

Em nota, o órgão destacou que, sem o conjunto das informações necessárias, à análise dos requerimentos de autorização não é possível cumprir o prazo estabelecido de até 10 dias.

A agência marcou para o próximo domingo (17) a reunião da sua diretoria colegiada para decidir sobre as solicitações do dois centros de pesquisa. O Instituto Butantan desenvolve a vacina CoronaVac, em parceria com a farmacêutica Sinovac. A Fiocruz firmou parceria com o consórcio do laboratório Astrazeneca e da Universidade de Oxford, do Reino Unido.

No caso do Butantan, a Anvisa disse em nota que já havia solicitado o restante da documentação no sábado passado (9). Essas informações são necessárias para avaliar os resultados da eficácia do imunizante no estudo clínico na Fase 3. Também são necessários dados adicionais para aferir a imunogenicidade da vacina na Fase 3 dos estudos clínicos.

No processo de exame da vacina da Fiocruz com o consórcio Astrazeneca/Universidade de Oxford também estão faltando informações. A Anvisa informou que solicitou à instituição dados de comparabilidade, estabilidade e transporte.

Em nota, o Instituto Butantan afirmou que desde o sábado (9), quando recebeu a primeira solicitação de complementação, tem feito uma força-tarefa para apresentar os dados que ainda não foram enviados. De acordo com o comunicado, as informações serão entregues “ainda nesta semana”.

Fonte: Agência brasil

Covid-19: ministério atualiza informações sobre medicamentos e insumos

Secretário-executivo faz balanço das entregas

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, participa neste momento de coletiva de imprensa para atualização do balanço de entregas de medicamentos e insumos estratégicos no combate à covid-19.

Acompanhe ao vivo:

Fonte: Paula Laboissière A/B

TSE lança Coalizão de Checagem de informações para as Eleições 2020

Para combater a desinformação, notícias checadas a partir desse grupo serão publicadas na página “Fato ou Boato”, disponível no Portal da Justiça Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou nesta quinta-feira (1º) parceria com nove agências de checagem para criação da “Coalizão para Checagem – Eleições 2020”. Participam do projeto: AFP, Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, E-Farsas, Estadão Verifica, Fato ou Fake e UOL Confere.

A rede de checagem de fatos e de fornecimento de informações sobre o processo eleitoral integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020.

Por meio da parceria, as agências, o TSE e integrantes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) estarão em contato permanente para identificar notícias falsas sobre as eleições e encontrar, da forma mais ágil possível, respostas verdadeiras e precisas.

As notícias checadas a partir desse grupo serão publicadas na página “Fato ou Boato“, disponível no Portal da Justiça Eleitoral. A página também traz informações sobre o funcionamento da urna eletrônica e o processo eletrônico de votação e mais dados sobre checagem.

Por meio de parceria firmada com as operadoras de telefonia e o Conexis Brasil Digital, todos os sites do domínio da Justiça Eleitoral têm o chamado “zero rating”, ou seja, podem ser acessados sem cobrança ao pacote de dados do celular.

Papel da imprensa

Durante a cerimônia de formalização da Coalizão para Checagem, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, destacou o papel da imprensa e das agências de checagem para promover eleições limpas.

Segundo o ministro, a ideia é minimizar o impacto da desinformação nas campanhas eleitorais, sem interferir no conteúdo dessas manifestações, ou seja, “monitorar comportamentos provenientes de milícias digitais organizadas com financiamento privado e atuação concentrada para a difusão de mentiras e ataques”.

Nesse sentido, o presidente da Corte lembrou que não existe um dono da verdade, mas “a mentira deliberada e campanha de ódio têm dono, e a esses nós devemos combater”.

DE ACORDO COM BARROSO, É PRECISO INUNDAR A SOCIEDADE COM NOTÍCIAS VERDADEIRAS, E ESSE É UM PAPEL FUNDAMENTAL EXERCIDO PELA IMPRENSA PROFISSIONAL. DESSA FORMA, SERÁ POSSÍVEL ENFRENTAR AS CAMPANHAS DE DESINFORMAÇÃO, MONITORAR E ELIMINAR OS COMPORTAMENTOS INAUTÊNTICOS DE ROBÔS E PERFIS FALSOS. “O EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA DEPENDE DA LIVRE CIRCULAÇÃO DE IDEIAS, FATOS E OPINIÕES”, FINALIZOU.

Fonte: TSE

ALE-RO: Comissão discute sobre aumento dos preços no estado e pedem informações do Procon

Deputados querem esclarecimento sobre aumento nos alimentos, nos combustíveis e no material de construção

A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) se reuniu na manhã desta terça-feira (08), no plenarinho 02, na Assembleia Legislativa, quando reforçou a necessidade de se obter informações do Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), acerca do aumento de preços nos alimentos, no combustível, material de construção e outros produtos.

O deputado Aélcio da TV (PP), que preside a Comissão, deliberou, após a aprovação dos deputados Jair Montes (Avante) e Chiquinho da Emater (PSB), pelo convite ao coordenador estadual do Procon, Ihgor Rego, para prestar esclarecimentos à CDC.

O pedido de convite foi apresentado pelo deputado Jair Montes. “Há um aumento abusivo nos alimentos, e a sociedade precisa saber o que tem levado a esse reajuste todo, seguidamente? Como explicar o aumento do arroz, leite, feijão? Por outro lado, temos ainda a questão dos combustíveis, que sofre aumentos sem nenhuma explicação. Como o Procon pode agir frente a essas questões?”, destacou Montes.

Jair Montes sugeriu ainda a presença de algum representante da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), para esclarecer sobre a majoração.

Chiquinho da Emater aproveitou para pontuar que os preços do material de construção também foi bastante majorado, sem nenhuma razão aparente. “Foi um aumento assustador e também seria importante haver um acompanhamento do Procon nesse sentido”, observou.

Fonte: ALE-RO

Ismael Crispin cobra informações sobre descarte de resíduos de origem animal

A adoção da reciclagem dos resíduos animais com técnicas corretas de tratamento é essencial, pois eles possuem alto potencial poluidor

Preocupado com os impactos, que o descarte incorreto de resíduos de origem animal pode provocar ao meio ambiente, o deputado Ismael Crispin (PSB) solicitou da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), informações referentes aos procedimentos e orientações adotadas pelos abatedouros e programas da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), quanto à destinação e reaproveitamento dos resíduos na produção de matéria-prima.

Em sua justificativa, o deputado ressaltou que reaproveitar os resíduos de origem animal é uma solução ecologicamente correta e necessária para o Estado. “Rondônia é um dos principais produtores e exportadores de rebanho, destacando-se não só pela carne bovina, mas também pela suinocultura e avicultura. Como consequência, gera um grande volume de resíduos animais que precisam ser tratados e ter a destinação correta, transformando-se em matéria-prima gerando empregos e renda”, disse.

De acordo com o Analista Ambiental da Sedam, Edimar Filho, uma prática muito realizada no Estado é o reaproveitamento realizado em graxarias, divididas em dois tipos; unidades integradas aos frigoríficos: processam o sangue capturado, vísceras, sebo e restos de fragmentos de osso e carnes na própria unidade fabril e unidades independentes: processam resíduos animais oriundos de açougues, casas de carne, frigoríficos, hotéis e restaurantes.  

O Analista apontou ainda, que a secretaria analisa as medidas tomadas por cada empreendimento em relação aos seus resíduos gerados, avaliando, orientando e sugerindo novas medidas/ estudos quanto a necessidade de adequações e aprimorações.

Segundo a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), por ano, no Brasil, são gerados 65 kg de resíduos de origem animal per capita. Com um volume tão grande de sobras, há um risco considerável de degradação ambiental e a necessidade de reaproveitamento. A adoção da reciclagem dos resíduos animais com técnicas corretas de tratamento é essencial, pois eles possuem alto potencial poluidor. A reciclagem evita o apodrecimento de carcaças e resíduos animais a céu aberto.

Texto: Laila Moraes-ALE/RO