Polícia flagra invasores ocupando área ao redor do Parque Estadual em RO

Segundo a operação, principal investigado estaria instruindo os demais em como invadir a unidade de conservação. As investigações começaram ano passado quando se descobriu que uma organização criminosa estava invadindo o Parque.

Um grupo formado por mais de 100 pessoas foi flagrado morando ao redor do Parque Estadual Guajará-Mirim. Parte dos ocupantes é alvo na operação Bico Fechado, deflagrada na quarta-feira (9).

A ação combate a ocupação, comércio e a exploração ilegal de recursos naturais no Parque e na área denominada “Bico do Parque”, localizada ao redor da unidade.

Segundo a promotora de justiça, Fernanda Alves Pöppl, foram construídos barracos ilegais por esses invasores. O principal investigado estaria instruindo os demais em como invadir a unidade de conservação, como omitir provas e como atrapalhar o trabalho de fiscalização.

“As investigações começaram ano passado quando se descobriu que uma organização criminosa estava invadindo o Parque. Vários líderes foram identificados ao longo desse tempo. Ontem foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, também foram decretadas medidas cautelares de bloqueio patrimonial”, disse a promotora.

Até o momento, já são mais de R$ 80 milhões apurados em danos ao meio ambiente. O Ministério Público ajuizou uma ação civil pública para desocupação da área e para ressarcimento dos danos ambientais gerados.

A operação é organizada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Guajará-Mirim, com o apoio do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Civil, por meio das Delegacias Regionais de Guajará-Mirim, de Nova Mamoré e do Departamento de Polícia Especializado.

Fonte: G1/RO

Invasores deixam fazenda Nossa Senhora Aparecida de forma voluntária, diz Sesdec-RO

Região da fazenda, invadida há cerca de dez meses por camponeses, vinha registrando tensão nas últimas semanas e estava previsto até o envio da Força Nacional à cidade de Chupinguaia.

A Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) informou nesta terça-feira (25) que os invasores da fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Chupinguaia (RO),decidiram desocupar a área de forma voluntária.

A área da fazenda, invadida há cerca de dez meses por centenas de camponeses, vinha registrando uma tensão nas últimas semanas e no fim de maio estava previsto até o envio da Força Nacional para a região. Na última semana, três homens e uma mulher foram presos suspeitos de organizar uma emboscada contra policiais.

Segundo a Sesdec, os camponeses decidiram deixar a área devido a uma “presença maciça e persistente da segurança pública nas imediações através do patrulhamento constante realizado pela Polícia Militar (PM).

“Com a impossibilidade de sucesso em concretizar novas ações criminosas na fazenda, [os invasores] decidiram recuar, retirando-se voluntariamente do local onde estavam homiziados, enquanto aguardavam ações do Estado para provocarem novo conflito”, diz a secretaria.

Que fazenda é essa?

A Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Chupinguaia, é uma das três fazendas que surgiram da divisão das terras da Fazenda Santa Elina, onde ocorreu o Massacre de Corumbiara. Por esse motivo, a área seria uma espécie de símbolo da luta dos camponeses pela terra. A área da antiga Fazenda Santa Elina foi invadida em 2020.

Fazenda Nossa Senhora Aparecida em Chupinguaia, Rondônia  — Foto: Gabryel Biavatti
Fazenda Nossa Senhora Aparecida em Chupinguaia, Rondônia — Foto: Gabryel Biavatti

A entrada na área foi organizada pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP), formada, em parte, por remanescentes do conflito da década de 1990. Eles ocuparam uma área total de 3,4 mil hectares.

Com a invasão dos camponeses, um dos sócios da fazenda contratou um sargento da PM para fazer segurança do imóvel. Esse policial ficou responsável por recrutar outros três policiais para o trabalho, com uma diária de R$ 900. Os demais contratados eram um frequentador de clube de tiro e um homem conhecido pela venda ilegal de armas e munições.

Invasão de fazenda em Chupinguaia completa nove meses

Invasão de fazenda em Chupinguaia completa nove meses

No último mês de março, o Ministério Público apresentou um pedido de busca e apreensão contra quatro policiais militares e outros dois homens pela suspeita de envolvimento com pistolagem (segurança privada contratada ilegalmente).

Em 29 de março, o juiz Roberto Gil de Oliveira determinou novamente o reintegração de posse na área no prazo de três meses, concedendo até 29 de junho para saída voluntária dos invasores.

Apesar do reinício da operação Paz no Campo, com envio de tropa para a localidade, havia grande resistência de contato para negociação por parte dos camponeses, inclusive com disparo de fogos de artifício contra o helicóptero da Secretaria de Segurança e bloqueio de vias de acesso.

Relatórios da PM apontavam que era praticamente “impossível ir ao encontro de tal grupo [LCP] sem que haja extremo risco de confronto armado”.

Fonte: g1/ro

Trabalhadores são roubados e torturados por invasores

Os invasores destruíram as casas dos funcionários, curral, além de outras dependências da fazenda

Abunã, RO – Cinco trabalhadores procuraram a Polícia Civil nesta quinta-feira (22) para denunciar que foram torturados e roubados por um grupo de invasores fortemente armados, na Fazenda Santa Carmem, localizada na Zona Rural, do distrito de Abunã, em Porto Velho.

As vítimas relataram na delegacia que estavam na fazenda, quando foram cercados por cerca de 40 invasores, fortemente armados e ordenaram que eles parassem o que estava fazendo e mandaram todos deitarem no chão.

Em determinado momento, os invasores começaram a agredir fisicamente e moralmente alguns funcionários de maneira aleatória. Dois foram torturados com chutes nas costas.

Além de roubar os pertences das vítimas, os invasores destruíram as casas dos funcionários, o curral, além de outras dependências da fazenda. Os trabalhadores relataram que o bando usava rádio de comunicação.

Outras vítimas, que estavam na mesma fazenda, relataram que foram ameaçados de morte, tiveram vários objetos roubados e as casas foram derrubadas pelo bando criminoso.

Após derrubar as casas, os invasores deixaram as vítimas somente com a roupa do corpo. Eles chegaram a incendiar um carro que era usado pelos trabalhadores.

Sedam realiza operação para reintegrar área invadida em reserva extrativista RO

Governo estadual diz estar dando assistência às famílias de invasores. A ação aconteceu nos municípios de Machadinho D’Oeste (RO) e Vale do Anari.

Uma operação de reintegração da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) retirou dezenas de pessoas que estavam na área, localizada nos municípios de Machadinho D’Oeste (RO) e Vale do Anari (RO), na reserva extrativista Aquariquara. Oficiais de justiça também acompanharam a retirada.

Conforme a Sedam, a reintegração da área aconteceu após um estudo técnico com levantamento do número de pessoas que se encontravam no entorno da reserva. Durante essa checagem do local, foram constatados que haviam aproximadamente 500 pessoas na área.

Para fazer retiradas das famílias, foram utilizados 100 policiais na operação, que contou ainda com a participação de oficiais de Justiça e servidores da Sedam, Samu e Corpo de Bombeiros.

Barracos montados em área da reserva — Foto: Sedam/Reprodução
Barracos montados em área da reserva
Ao todo, foram encontradas 68 pessoas no novo acampamento. Estes invasores foram levados para escola na Vila São Marcos e depois encaminhados para seus destinos, com alguns ficando em uma escola no Vale do Anari. Outras pessoas apontadas no estudo técnico haviam deixado a área antes do cumprimento da reintegração, iniciada na sexta-feira (18).

Neste domingo (20), o governo de Rondônia informou ter ofertado logística e promovido assistência durante desocupação e reintegração de posse da zona de amortecimento.

A Reserva Extrativista Aquariquara foi invadida no final de setembro deste ano a polícia retirou os invasores e eles ficaram acampados no entorno da reserva.

No dia 7 de outubro foi concedida liminar para desocupação da área em 48 horas; os acampados foram comunicados, porém, devidos às condições, foi solicitado o estudo técnico.

Durante elaboração do estudo foi constatado que no local havia vários acampamentos montados, incluindo um auditório improvisado para reuniões. Também havia bandeiras e homens que vestiam camisetas com a palavra ‘segurança’.

Na visita feita, foi contabilizada in loco a quantidade de 83 barracos, compostos de lona, palha e troncos de árvores, de maneira bastante rústica e precária.

Apesar das algumas adversidades encontradas pelo caminho, todo processo foi realizado sem confronto entre a polícia e invasores.

Fonte: G1/RO

BPM realiza operação de reintegração de posse em machadinho, RO

No momento da operação, invasores iniciaram queimada em fazenda para tentarem intimidar agentes da BPM.

Policiais do 8° Batalhão de Polícia Militar (BPM) realizaram uma operação de reintegração de posse na fazenda Jatobá, localizada no município de Machadinho D’Oeste (RO), Vale do Jamari. Durante o cumprimento do mandado judicial, os invasores atearam fogo em uma pastagem para provocar queimada e assim intimidar o comboio policial.

A reintegração de posse iniciada no dia 28 de julho teve apoio do Núcleo de Operações Aérea (NOA) e Politec e, segundo o BPM, quando o helicóptero se aproximou da fazenda os invasores saíram correndo em meio ao matagal.

Acampamento é descoberto dentro de mata em fazenda de RO — Foto: 8°BPM/Divulgação
Acampamento é descoberto dentro de mata em fazenda de RO

Por terra, outra equipe policial adentrou na área de mata, onde foram encontrados alguns barracos, uma espingarda, rojão, uma motocicleta, roupas, colchões, utensílios domésticos e dois motosserras.

De acordo com a PM, o acampamento foi montado pelos invasores em uma área de difícil acesso.

Nos dois dias seguidos de deslocamento dos 40 policiais até o ponto do acampamento, os invasores colocaram fogo em uma grande área de pastagem. O objetivo era intimidar e impedir a aproximação do comboio policial.

Um suspeito foi preso flagrante por ter ateado fogo na fazenda invadida e o homem foi conduzido à delegacia. Ele deve responder por crime ambiental.

O mandado de reintegração de posse na fazenda foi autorizado pelo pode judiciário, “objetivando a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio, além de garantir a segurança física do Oficial de Justiça”.

Fonte: G1/RO