Bolsonaro admite a Biden alta do desmatamento da Amazônia

Presidente da República prometeu eliminar desmatamento ilegal no Brasil até 2030. Documento foi enviado nesta quarta (14)

Em carta enviada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) admitiu a alta de desmatamento na Amazônia e prometeu eliminar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030.

“Salientar essas medidas e resultados não é, para meu governo, um expediente superficial para escusarmo-nos de fazer mais e melhor. A ação do Estado e da sociedade precisam aperfeiçoar-se. Reconheço, por exemplo, que temos diante de nós um desafio de monta, com o aumento das taxas de desmatamento na Amazônia, que se vem verificando desde 2012”, afirmou Bolsonaro.

“Queremos reafirmar nesse ato, em inequívoco apoio aos esforços empreendidos por V. Excelência, o nosso compromisso em eliminar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030”, acrescentou.

O desmatamento na floresta amazônica brasileira atingiu um pico de 12 anos em 2020, mostraram dados oficiais do governo divulgados pelo Prodes, sistema de cobertura de satélite que dá a estimativa oficial de desmatamento do país.

No período entre agosto de 2019 e julho de 2020, a destruição da maior floresta tropical do mundo aumentou 9,5% em relação ao ano anterior, para 11.088 quilômetros quadrados, de acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que ainda são considerados prévios.

O documento foi enviado ao presidente norte-americano nesta quarta-feira (14) e contém, ao todo, sete páginas. O envio da carta ocorre dias antes do encontro com dezenas de chefes de Estado sobre mudanças climáticas – o convite partiu do próprio Biden e a reunião será realizada em 22 de abril e marca o retorno de Washington à primeira linha do combate às mudanças climáticas, depois de o governo de Donald Trump abandonar o Acordo de Paris sobre o clima.

“Reitero o compromisso do Brasil e do meu governo com os esforços internacionais de proteção do meio ambiente, combate à mudança do clima e promoção do desenvolvimento sustentável. Teremos enorme satisfação em trabalhar com V. Excelência em todos esses objetivos comuns”, disse Bolsonaro na carta.

Fonte: R7

Biden envia carta a Bolsonaro e promete parceria para frear covid

Mensagem é resposta ao cumprimento do presidente brasileiro após a vitória do democrata nas eleições americanas de 2020

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enviou uma carta ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e garantiu que a relação bilateral entre os dois países continua saudável e bem apesar da mudança de governo. O conteúdo foi divulgado nesta quinta-feira (18) pela Secretaria Especial de Comunicação Social do governo.

Durante o mandato de Donald Trump, Bolsonaro se aproximou dos EUA e viajou diversas vezes ao país para ter reuniões com o mandatário. Com a saída do empresário do poder, o presidente brasileiro questionou a legitimidade das eleições americanas e foi o último líder mundial a parabenizar Biden. A carta foi enviada ao Brasil no dia 26 de fevereiro.

Agora, em resposta ao comunicado do Brasil, o presidente Biden ressalta que os Estados Unidos e o país compartilham uma “trajetória de luta pela independência, defesa de liberdades democráticas e religiosas, repúdio à escravidão e acolhimento da composição diversa de suas sociedades”.

Biden também garante que não há limites para o que os dois países possam conquistar juntos e que seu governo está pronto para trabalhar e ajudar o Brasil, especialmente nas áreas de saúde, por conta do coronavírus, e do meio ambiente.

Biden destacou que ambos os países podem reunir esforços “no enfrentamento aos desafios da pandemia e do meio ambiente, em alusão ao caminho para a COP26 e para a Cúpula sobre o Clima, esta última a ser sediada pelos EUA em 22 de abril próximo”.

O americano também destacou que uma das responsabilidades dos dois governos é garantir que os países se tornem “mais seguros, saudáveis, prósperos e sustentáveis para as gerações futuras” e abriu as portas para uma maior colaboração e união entre os países em fóruns internacionais, nas questões ambientais e no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Confira a carta na íntegra:

“NOTA

Em atenção à mensagem de cumprimentos recebida por ocasião de sua cerimônia de posse como 46º Presidente dos Estados Unidos da América, o Presidente Joe Biden dirigiu carta de agradecimento ao presidente Jair Bolsonaro, datada de 26 de fevereiro último.

Ao referir-se às diversas vezes em que esteve no Brasil como vice-presidente, o presidente Biden sublinhou que não há limites para o que o Brasil e os EUA podem conquistar juntos. Destacou que as duas nações compartilham trajetória de luta pela independência, defesa de liberdades democráticas e religiosas, repúdio à escravidão e acolhimento da composição diversa de suas sociedades.

Após enfatizar a responsabilidade comum dos dois líderes em tornar o Brasil e os EUA mais seguros, saudáveis, prósperos e sustentáveis para as gerações futuras, o Presidente Biden saudou a oportunidade para que ambos os países unam esforços, tanto em nível bilateral quanto em fóruns multilaterais, no enfrentamento aos desafios da pandemia e do meio ambiente, em alusão ao caminho para a COP26 e para a Cúpula sobre o Clima, esta última a ser sediada pelos EUA em 22 de abril próximo.

Ao final, o presidente Biden salientou que seu governo está pronto para trabalhar em estreita colaboração com o Governo brasileiro neste novo capítulo da relação bilateral.

Secretaria Especial de Comunicação Social / MCom”

Fonte: R7

Joe Biden toma posse como 46º presidente dos Estados Unidos

A cerimônia foi realizada com forte esquema de segurança

Joe Biden assumiu nesta quarta-feira (20) como o 46º presidente dos Estados Unidos em uma cerimônia com limitações provocadas pela pandemia de covid-19 e com forte esquema de segurança, após o ataque ao Capitólio no início do mês. A chapa democrata composta por ele e a vice-presidente Kamala Harris obteve os votos de 306 delegados contra 232 de Donald Trump.

Com a mão em uma Bíblia de 12,7 centímetros de espessura que está em sua família há 128 anos, Biden recitou as 35 palavras do juramento de “preservar, proteger e defender a Constituição” em uma cerimônia conduzida pelo juiz-chefe da Suprema Corte, John G. Roberts Jr., concluindo o processo às 11h49 (horário de Washington), 11 minutos antes de a Presidência formalmente mudar de mãos.

Biden chega à Presidência com a missão de unificar os Estados Unidos. Em tom conciliador, repetiu em vários momentos de seu discurso de posse que será o presidente de “todos os americanos”, “tanto para os que votaram em mim quanto para os que não votaram”.

“Hoje é o dia da democracia”, disse Biden ao iniciar seu discurso. “A política não precisa ser fogo que queima e destrói tudo em seu caminho”, afirmou. “Nós precisamos ser diferentes disso. Nós precisamos ser melhores que isso”, completou.

Em seu discurso, ressaltou os efeitos do novo coronavírus, que provocou morte de centenas de milhares de americanos e afetou a economia, e as mudanças climáticas como desafios da sua administração. Biden ressaltou ainda que é momento de união para enfrentar inimigos como raiva, ódio, extremismo, violência, doença, desemprego e desesperança.

“Superar esses desafios, restaurar a alma e garantir o futuro da América exige muito mais do que palavras e requer o mais elusivo de todas as coisas em uma democracia: a unidade”, argumentou Biden.

O presidente afirmou ainda que “a política não precisa ser um fogo violento, destruindo tudo em seu caminho”. “Cada desacordo não tem que ser uma causa para uma guerra total. E devemos rejeitar a cultura em que os próprios fatos são manipulados e até fabricados”, disse.

Cerimônia

O evento foi marcado por uma limitação de pessoas em virtude da pandemia de covid-19, que já provocou a morte de mais de 400 mil pessoas nos Estados Unidos. Além disso, o ataque ao Capitólio no dia 6 de janeiro fez com que a prefeitura de Washington reforçasse a segurança da cidade. Na tarde de ontem, 25 mil membros da Guarda Nacional aguardavam a chegada de Biden, mais que o dobro do efetivo de cerimônias passadas.

Apesar da tensão nos dias anteriores, a cerimônia ocorreu em clima de tranquilidade. Cerca de mil pessoas compareceram ao evento. Na área onde ficariam espectadores e convidados, 200 mil bandeiras americanas foram cravadas nos gramados do local. Os ex-presidentes americanos Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama participaram da cerimônia. O ex-vice-presidente Mike Pence também compareceu à transmissão de cargo.

Donald Trump não foi à cerimônia. A tradição de transferência de cargo não era rompida desde que em 1869 Andrew Johnson não compareceu à posse de Ulysses Grant. Em toda a história democrática americana, apenas três presidentes faltaram à transmissão de poder nos Estados Unidos: John Adams (1801), John Quincy Adams (1829) e Andrew Johnson.

A cerimônia teve apresentação de Lady Gaga, que cantou o Hino Nacional americano. A artista Jennifer Lopez cantou This is Your Land America the Beautiful, em um gesto à comunidade latina, falou em espanhol durante a música: “Liberdade e justiça para todos!”

O reverendo Silvester Beaman, da cidade de Wilmington, Delaware, deu bênção no final da cerimônia de posse de Joe Biden.

Biden não realizará o desfile até a Casa Branca, substituído por um desfile virtual com a participação de pessoas de todo os Estados Unidos. Já o baile de posse será substituído por um especial de 90 minutos apresentado pelo ator Tom Hanks com a participação de vários artistas como Justin Timberlake, Bruce Springsteen, Bon Jovi e Demi Lovato. O evento será transmitido em vários canais, além das redes sociais.

Joe Biden

Joseph Robinette, conhecido como Joe Biden Jr. nasceu em 20 de novembro de 1942, em Scranton, no estado da Pensilvânia. O democrata é um advogado e político norte-americano, e foi vice-presidente de Barack Obama de 2009 a 2017.

Aos 78 anos, Biden obteve 81,2 milhões de votos em uma disputa acirrada, marcada pelo recorde de eleitores e a intensa polarização política. O presidente empossado assume o cargo com a missão de unificar os Estados Unidos.

Entre 1973 e 2009, Biden exerceu seis mandatos consecutivos como senador pelo estado de Delaware.

A vida de Biden foi marcada por tragédias pessoais. Em 1972, ele perdeu sua primeira esposa, Neila, e sua filha, Naomi, em um acidente de carro, no qual seus outros filhos Beau e Hunter também ficaram gravemente feridos. Biden casou-se novamente em 1977, com Jill Tracy Biden. Joe e Jill Biden têm uma filha, Ashley, nascida em 1981. Em 2015, seu filho Beau Biden morreu, aos 46 anos, em consequência de câncer no cérebro.

Assista na TV Brasil:

Kamala Harris

Senadora pela Califórnia, Kamala Harris será a primeira mulher e a primeira pessoa negra a ser vice-presidente dos Estados Unidos. No cargo, ela também acumulará a posição de presidente do Senado.

Nascida em 20 de outubro de 1964, Kamala Devi Harris é formada em artes pela Universidade de Howard e em direito pela Faculdade de Direito Hastings da Universidade da Califórnia.  Kamala Harris foi eleita procuradora-geral da Califórnia em 2010, reelegendo-se em 2014. Em 2016, elegeu-se senadora pela Califórnia. A vice-presidente é casada desde 2014 com o advogado Douglas Emhoff e não tem filhos.

Com o Senado dividido igualmente entre democratas e republicanos (50 cadeiras para cada partido), Kamala Harris terá o voto decisivo em muitos momentos cruciais, já que como vice-presidente exerce o poder de desempate. Um de seus primeiros atos oficiais no cargo será dar posse aos novos senadores democratas, Rapahel Warnock, Jon Ossoff.

Fonte: Agência Brasil

Biden planeja início de governo com medidas agressivas

Logo no primeiro dia, novo presidente pretende retornar ao Acordo de Paris e apresentar uma reforma imigratória, entre outros

Na próxima quarta-feira (20), o democrata Joe Biden tomará posse oficialmente como presidente eleito dos EUA e, segundo a imprensa norte-americana, não vai perder tempo para se distanciar das políticas adotadas por seu antecessor, Donald Trump.

Biden vai assumir o comando de um país mergulhado em uma profunda crise econômica, além de o mais atingido no mundo pela pandemia do novo coronavírus. Com isso, de acordo com o New York Times, o novo presidente vai baixar de dezenas de decretos nos primeiros dez dias, para colocar a administração para andar sem depender do Congresso.

Apenas no primeiro dia de mandato, o democrata pretende assinar decretos que incluem o fim de um veto de entrada de cidadãos de países islâmicos, a volta ao Acordo Climático de Paris, ampliar limites das moratórias de despejos e débitos estudantis, tornar obrigatório o uso de máscaras em prédios federais e em viagens interestaduais, além de ordenar que agências busquem meios de reunir famílias de imigrantes separadas na fronteira.

Tudo isso está em um memorando que circulou entre os membros da futura administração, assinado por Ron Klain, o futuro chefe de gabinete da Casa Branca. Além de todos os decretos, o governo pretende aprovar rapidamente o pacote de estímulo econômico de US$ 1,9 trilhão (cerca de R$ 10 trilhões) anunciado por Biden na semana passada.

Reforma imigratória

Outra medida de impacto, mas que ainda não tem um caminho bem definido é uma proposta de reforma imigratória, que poderá ajudar até 11 milhões de imigrantes ilegais a terem a possibilidade de obter a cidadania. Sem falar na promessa de campanha de vacinar até 100 milhões de pessoas contra a covid-19 nos primeiros 100 dias de governo.

Segundo o Times, a legislação imigratória vai incluir os cerca de 450 mil jovens que fazem parte do programa DACA, criado no governo Barack Obama, que inclui pessoas que entraram nos EUA durante a infância e adolescência e cresceram como ilegais no país. Esse público foi um dos alvos preferidos de Trump durante seu governo, mas ele não conseguiu na Justiça encerrar as políticas do seu antecessor.

A projeto vai incluir uma ampliação de ajuda econômica a países da América Central, como Honduras, Guatemala e El Salvador, onde a violência e a falta de perspectivas levou milhares de pessoas a tentarem entrar nos EUA ilegalmente.

Fonte: R7

Trump diz que não irá para a posse de Joe Biden

Presidente dos EUA usou o Twitter para dizer que não estará presente na cerimônia de 20 de janeiro

O presidente dos EUA, Donald Trump, usou sua conta no Twitter nesta sexta-feira (8) para anunciar que não irá comparecer à cerimônia de posse do democrata Joe Biden no próximo dia 20 de janeiro. 

“A todos os que me pediram, não irei à posse no dia 20 de janeiro”, postou na rede social.

Essa é mais uma ruptura das tradições das eleições presidenciais nos EUA. Após o anúncio da vitória do adversário, Trump também se negou a reconhecer a derrota, algo sempre acontenceu nas outras disputas políticas no país.

Ainda não foi anunciado se o vice-presidente, Mike Pence, estará no cerimônia de posse no lugar para substituir o presidente.

Desde o resultado da eleição presidencial, em novembro do ano passado, Trump diz que o sistema eleitoral norte-americano foi fraudado para prejudicar a sua campanha. 

O republicano tem como argumento para usa teoria a derrota em estados que tradicionalmente não votavam nos candidatos democratas, mas que deram vitória a Biden, como a Geórgia.

Fonte: R7

Trump garante ‘transição ordenada’ após Congresso certificar Joe Biden

Em nota, presidente dos EUA disse que chega ao fim o ‘melhor primeiro mandato’ e volta a afirmar que eleição foi fraudada

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que vai deixar o cargo no dia 20 de janeiro e garantiu, nesta quinta-feira (7), uma “transição ordenada” de poder depois de o Congresso certificar a vitória do novo presidente americano, o democrata Joe Biden. 

“Embora eu discorde totalmente com o resultado da eleição e os fatos me confirmem, mesmo assim haverá uma transição ordenada em 20 de janeiro”, disse Trump em um comunicado.

A afirmação de Trump ocorre depois de uma confusão generalizada e a invasão por apoiadores do republicano ao Capitólio, em Washington. O ato resultou em, pelo menos, quatro pessoas mortas – uma mulher foi baleada dentro do local e a polícia não deu detalhes sobre as outras três vítimas. 

“Eu sempre disse que nós continuaríamos lutando para garantir que apenas votos legais fossem contados. Enquanto isso representa o fim do melhor primeiro mandato presidencial na história, é apenas o começo da nossa luta para fazer a América grande de novo”, disse o presidente, reforçando o slogan e as acusações sem provas de que as eleições foram fraudadas.

O democrata Joe Biden assumirá o cargo de presidente dos EUA no dia 21.  

Invasão ao Senado deixa mortos

Na tarde de quarta-feira (6), milhares de apoiadores de Trump invadiram o Senado durante a sessão que certificaria a vitória de Biden, forçando a pausa da cerimônia e o isolamento do local. 

Apoiadores lutaram contra a polícia e roubaram itens que estavam no local. Até o final da noite, foram confirmadas pelo menos 20 prisões, além dos quatro óbitos.

Fonte: R7

Trump tenta última manobra, mas Biden deve ser confirmado hoje presidente no Congresso

Estratégia tem chance praticamente zero de funcionar, mas pode levar a danos de longo prazo para a democracia, apontam os próprios colegas de partido de Trump

Dois meses após a derrota nas eleições presidenciais de 2020, o republicano Donald Trump tentará nesta quarta (6), seu último lance para impedir que o democrata Joe Biden ocupe a Casa Branca a partir de 20 de janeiro. Ele tenta convencer a maioria do Congresso a se recusar a certificar ao menos parte dos 306 votos obtidos pelo democrata no Colégio Eleitoral, contra 232 conquistados por Trump.

E diante da baixa chance de conseguir maioria entre os parlamentares, tenta persuadir o vice-presidente, Mike Pence, que presidirá a sessão no Congresso – e é o responsável por anunciar o vencedor – a buscar subterfúgios para não declarar a vitória de Biden.

Nos Estados Unidos, a eleição presidencial é indireta. Por isso, em novembro de 2020, os eleitores indicaram em quem os delegados de cada um dos 50 Estados deveria votar no Colégio Eleitoral, que se reuniu em dezembro. Tanto no voto popular quanto no Colégio Eleitoral, Biden venceu.

De acordo com a Constituição do país, cabe ao Congresso contar oficialmente esses votos e ratificar o resultado. Na história moderna dos EUA, nunca o veredicto das urnas foi alterado pelos parlamentares. Mas Trump, que afirmou na Geórgia essa semana que não reconhece a derrota e tem repetido falsas alegações de fraude eleitoral, pretende ser o primeiro a conseguir isso. As chances dele, no entanto, são praticamente nulas.

O que Trump fará?

A estratégia do republicano se desenrola em dois atos: a pressão por um lado sobre os parlamentares e, por outro, sobre o vice-presidente Mike Pence.

Embora a contagem dos votos pelo Congresso seja historicamente um rito protocolar, a lei americana permite que um deputado e um senador, em conjunto, apresentem um desafio aos votos do Colégio Eleitoral de um ou mais Estados e forcem tanto a Câmara quanto o Senado a confirmar a legitimidade dos votos.

Na semana passada, o senador republicano pelo Missouri Josh Hawley afirmou que levaria adiante a empreitada ao lado de seu colega de partido, o deputado Mo Brooks, que anunciara a intenção de questionar o resultado há mais de um mês.

A notícia agitou os republicanos. Em um gesto incomum, Trump abandonou sua casa de veraneio em Mar-a-Lago, na Flórida, ainda no dia 31 de dezembro, e voltou para Washington D.C. para tentar costurar a estratégia com o máximo de parlamentares. O republicano aposta na ideia como um último recurso, depois de perder mais de 50 ações judiciais nas quais contestava a eleição em tribunais de oito Estados e na Suprema Corte.

Em 31 de dezembro, Trump voltou para Washington D.C. para tentar costurar sua estratégia com o máximo de parlamentares
Em 31 de dezembro, Trump voltou para Washington D.C. para tentar costurar sua estratégia

Nos últimos dias, ao menos outros 12 senadores indicaram que se somariam à objeção, inclusive o senador pelo Texas Ted Cruz, que assim como Hawley tenta firmar seu nome como pré-candidato republicano à Presidência em 2024.

Cruz e os demais afirmaram tomar essas medidas diante de “alegações sem precedentes de fraude nos votos”, sem no entanto apresentar provas dessa fraude. Ainda não está claro qual será o alvo de questionamento dos republicanos, mas Trump tem tentado subverter os resultados em seis Estados principais nos quais perdeu: Pensilvânia, Arizona, Nevada, Wisconsin, Michigan e Geórgia.

“Não somos ingênuos. Esperamos que a maioria, senão todos os democratas, e talvez vários republicanos, votem de outra forma. Mas o apoio à integridade eleitoral não deve ser uma questão partidária”, justificaram-se os senadores liderados por Cruz em um comunicado conjunto.

Entre os que não apoiam explicitamente a medida de Cruz e Trump está o senador Mitch McConnell, líder dos republicanos no Senado e segunda figura mais poderosa do partido. McConnell demonstrou, nos bastidores, insatisfação com o movimento, reconheceu a vitória de Biden após os votos no Colégio Eleitoral em dezembro e tentou, sem sucesso, dissuadir os membros de sua bancada de lançar objeções.

Para ele, a estratégia de Trump encurrala os republicanos entre demonstrar lealdade ao popular presidente derrotado – que recebeu mais de 74 milhões de votos em novembro – ou proteger as bases centenárias da democracia americana. Como resultado, isso racharia o partido e o enfraqueceria para as eleições legislativas de 2022 e a presidencial de 2024.

Outros republicanos entusiastas de Trump até recentemente já se recusaram publicamente a embarcar na empreitada com ele no Congresso agora. Um dos mais notórios, o senador pelo Arkansas Tom Cotton afirmou que se alinhar à tentativa de mudar o resultado das urnas via Parlamento “basicamente encerraria as eleições (populares) presidenciais e colocaria esse poder nas mãos de qualquer partido que controle o Congresso”.

O papel de Mike Pence

E se o primeiro ato é arregimentar apoiadores entre os parlamentares, o segundo foco de ação de Trump nos últimos dias está em seu vice-presidente, o republicano Mike Pence.

Pela Constituição, cabe ao vice-presidente da República conduzir a sessão conjunta entre Senado e Câmara. Logo, é Pence quem deverá ler os votos do Colégio Eleitoral, em ordem alfabética por Estado, e ao final, contabilizadas as cédulas, declarar o nome do vencedor. Trata-se de um papel cerimonial, mas sem protagonismo decisório, de acordo com a lei.

O que aconteceu em 2017 mostra bem isso. Depois da vitória de Trump sobre Hillary Clinton, alguns deputados democratas tentaram levantar objeção ao republicano, mas não contaram com o apoio de senadores do partido. O presidente da sessão, Joe Biden, então vice de Barack Obama, não permitiu que a tribuna se convertesse em palanque de democratas ressentidos pela derrota. Deu sucessivas marteladas na mesa para evitar discursos e repetia “está acabado”. Encerrou a sessão em apenas 35 minutos.

Agora, quando Joe Biden deve ser confirmado presidente, Trump espera que Pence se comporte de modo muito diferente do que o próprio Biden há quatro anos.

Nesta terça-feira, em sua conta de Twitter, o presidente postou: “O vice-presidente tem o poder de rejeitar deputados escolhidos de forma fraudulenta”, em uma referência aos votos do Colégio Eleitoral.

Não está claro de que modo Trump e seus aliados esperam que Pence se recuse a seguir o protocolo e formalizar a vitória de Biden. A lei, no entanto, não garante poder unilateral a Pence de derrubar o resultado eleitoral cravado no Colégio Eleitoral.

Pence está sob intensa pressão. Nos últimos dias, ele tem passado por sucessivas reuniões com o presidente e seus advogados na Casa Branca. Na última segunda, dia 4, em comício na Geórgia, Trump foi explícito sobre sua tentativa de persuadir o vice.

“Espero que Pence faça o que é preciso por nós. É claro que se ele não fizer, não gosto dele tanto assim”, afirmou o presidente a seus apoiadores, logo depois de fazer elogios ao vice. Em eventos públicos que tem feito, Pence tem sido sucessivamente pressionado por eleitores a “encerrar a roubalheira”, como eles dizem, ecoando falsas alegações de Trump.

Em nota divulgada na noite desta terça (5), Trump afirmou que a eleição presidencial foi ilegal e que Pence tem “diversas opções previstas na Constituição” para agir em relação ao resultado das urnas. “Ele pode ‘decertificar’ os resultados ou enviá-los de volta para os Estados para modificá-los e certificá-los. Ele também pode ‘decertificar’ os resultados ilegais e corruptos e enviá-los para a Câmara dos Representantes para um voto por bancada estadual (modelo de votação em que Trump teria maioria).”

Em seus pronunciamentos públicos, Pence tem sido evasivo sobre o que fará nesta quarta-feira. Essa semana, na Geórgia, em resposta a eleitores, ele afirmou: “Eu sei que todos nós temos nossas dúvidas sobre a última eleição. Quero assegurar a vocês que compartilho das preocupações de milhões de americanos sobre irregularidades na votação. Eu prometo que, na quarta-feira que vem, teremos nosso dia no Congresso”, afirmou.

Trump tem alguma chance de reverter a eleição?

Todos as desavenças entre senadores republicanos e a tensão em relação a Pence, no entanto, têm praticamente chance nula de produzir algum resultado prático.

Mesmo se todos os republicanos votassem a favor da objeção, para deslegitimar a vitória de Biden, o democrata ainda assim seria reconhecido como o vencedor. Isso porque esse tipo de manobra precisaria de maioria tanto na Câmara quanto no Senado para ser aprovada. Enquanto os republicanos têm maioria no Senado, os democratas controlam a Câmara e não apoiarão uma medida para barrar o presidente eleito de seu partido. E mesmo entre os republicanos, não há posição unânime sobre a objeção.

Ainda assim, a manobra não é inócua. O resultado pode ser um enfraquecimento da confiança dos cidadãos nas instituições nos EUA. As estimativas indicam que cerca de 180 parlamentares republicanos podem apoiar a tese de ilegitimidade de Biden e ecoar o sentimento existente em cerca de 1⁄3 dos eleitores americanos de que a eleição não foi justa, conforme levantou uma pesquisa publicada em meados de dezembro pelo Intituto YouGov e pela rede CBS News.

O cientista político Ian Bremmer, diretor da consultoria Eurasia Group, afirma que essa retroalimentação pode ser o pior dos efeitos da manobra política no Congresso. “(Há) Impacto zero no resultado da eleição. Mas ajuda a garantir que os apoiadores de Trump continuem a acreditar que a eleição foi roubada. Um péssimo resultado para o país”, escreveu Bremmer no Twitter.

Ele nota ainda que nenhum dos senadores reeleitos nas mesmas cédulas de voto que alegam agora ter sido manipuladas questionou os votos que conduziram eles próprios ao Congresso.

Coube a um deputado republicano apontar publicamente essa contradição de seus correligionários. No último domingo, o deputado republicano Chip Roy, do Texas, se opôs à posse de 67 deputados eleitos nos seis Estados em que Trump contesta o resultado. Ele, que já se posicionou publicamente contra a objeção a Biden pelos colegas, justificou seu ato simbólico dizendo que “seria confundir a razão humana básica se os resultados presidenciais enfrentassem objeções enquanto os resultados do mesmo processo para o Congresso escapassem sem o escrutínio público”.

Entre parte dos republicanos, têm se espalhado a percepção de que as ações de Trump podem atentar contra o sistema democrático e até mesmo contra as premissas do partido. O senador Jerry Moran, do Kansas, afirmou que recusaria a objeção: “(Por ser) um republicano conservador devo seguir estritamente a Constituição dos EUA”.

Mas o primeiro senador republicano a denunciar publicamente os riscos da empreitada, Ben Sasse, de Nebraska, acusou os colegas de tentarem obter ganho pessoal ao surfar na popularidade do presidente derrotado e lançar mão de uma medida populista que, segundo ele, trará “danos de longo prazo” ao país. “Adultos não apontam uma arma carregada para o coração de um governo legítimo”, criticou Sasse

Fonte: R7

Joe Biden toma vacina contra covid-19: “Dá muita esperança”

A imunização de Biden foi transmitida ao vivo

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, se vacinou na segunda-feira (21). O político tomou hoje a primeira dose da vacina da Pfizer/BioNTech em Delaware. A imunização de Biden foi transmitida ao vivo como parte da campanha de incentivo à vacinação no país.

“Isso dá muita esperança. Estou fazendo isso para que pessoas se sintam seguras para tomar a vacina, na vez delas. Tomei a vacina agora, minha mulher Jill tomou vacina mais cedo e ela adorou. Eu, também!”, disse o democrata.

Biden pediu que a população continue seguindo as recomendações de distanciamento social. “Isso é só o começo. Nós estamos conseguindo as vacinas, a vacina da Moderna também está a caminho, mas vai levar tempo. Enquanto isso, não quero parecer ácido, mas as pessoas precisam ouvir os especialistas.”

Fonte: congresso em Foco

Biden pede que Trump admita derrota nas eleições dos EUA

Após a confirmação da vitória no Colégio Eleitoral, o presidente eleito afirmou que Trump deve ‘respeitar a vontade do povo’

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, pediu nesta segunda-feira (14) para que o atual mandatário, Donald Trump, reconheça a derrota nas eleições de novembro, agora que o Colégio Eleitoral confirmou a vitória do democrata nas urnas.

“Respeitar a vontade do povo é parte essencial da nossa democracia. Inclusive quando vemos esses resultados difíceis de aceitar. Mas essa é a obrigação de quem assumiu o dever jurado de respeitar a Constituição”, disse o democrata em discurso.

Biden fez seu discurso mais direto até o momento condenando os esforços de Trump para deslegitimar as eleições. Minutos antes, o Havaí, estado mais ocidental do país, encerrou a votação do Colégio Eleitoral, confirmando 306 delegados para Biden e 232 para Trump.

“Os 306 votos eleitorais são os mesmos recebidos por Donald Trump e pelo vice-presidente Mike Pence quando ganharam em 2016. Naquela época, Trump considerou sua vantagem no Colégio Eleitoral uma vitória contundente. Segundo seus próprios padrões, estes números (306 a 232) representaram uma clara vitória naquele momento, e eu sugiro, respeitosamente, que também o faça agora”, afirmou Biden.

O candidato democrata classificou sua vitória como “clara”, lamentou que nem as recontagens em vários estados nem as derrotas judiciais “pararam as infundadas afirmações sobre a legitimidade dos resultados”, condenando as tentativas do republicano de reverter a vontade popular.

“Ainda bem que a Suprema Corte, de maneira unânime, rejeitou completa e imediatamente estas tentativas. O tribunal enviou uma clara mensagem ao presidente Trump de que não faria parte de um assalto sem precedentes à nossa democracia”, comentou Biden, sugerindo que Trump “vire a página”.

“Nesta batalha pela alma dos EUA, prevaleceu a democracia. A integridade das nossas eleições permanece intacta. Agora, é a hora de virar a página, de nos unirmos”, afirmou.

Normalmente, a votação do Colégio Eleitoral é um mero trâmite burocrático, mas neste ano ganhou grande importância devido às tentativas de Trump de deslegitimar o processo.

O presidente em fim de mandato, que deixará o posto no dia 20 de janeiro, moveu várias ações judiciais em estados decisivos para as eleições alegando, sem provas, que houve fraude nos votos por correio, método usado por vários americanos devido à pandemia.

Fonte: R7

Colégio Eleitoral confirma vitória de Joe Biden nos EUA

Os 528 delegados do colégio se reuniram nesta segunda para realizar a etapa indireta da eleição, e ratificaram os resultados de 41 dias atrás

Após 41 dias de contagens e recontagens de votos e de tentativas malsucedidas de reverter o que foi dito pelas urnas, o Colégio Eleitoral dos EUA ratificou, nesta segunda-feira (14), o resultado da eleição presidencial norte-americana de 3 de novembro: o democrata Joe Biden será o 46º presidente do país.

Ao longo do dia, os delegados se reuniram em todos os 50 Estados que são representados no colégio. Até às 19h30, Biden já havia conquistado 302 votos. O número mínimo para ser eleito é de 270 votos.

Ainda faltam os quatro delegados do Havai para que Biden confirme a estimativa de 306 votos. Até o momento, ninguém contrariou a votação popular. 

Apesar das eleições abertas, são os delegados que oficializam os votos que elegem o presidente americano. Eles não precisam, necessariamente, seguir o desejo da maioria da população do estado que representam. Apesar disso, não é comum haver infidelidade ao resultado das urnas.  

Na votação popular, Biden conquistou 81.282.896 votos, ou 51,6% do total, a maior votação da história do país. Por sua vez, Trump foi a segunda pessoa mais votada em uma eleição, com 74.222.484 votos (46,8% do total).

Os votos por escrito serão todos enviados para o Congresso dos EUA. Em 6 de janeiro, após a Câmara dos Representantes tomar posse, os envelopes vão ser abertos e as cédulas, contadas para confirmar mais uma etapa da eleição. A posse de Biden está marcada para o dia 20 de janeiro de 2021.

Votação protegida

Após semanas de indefinição, em que os advogados da campanha de Trump e outros representantes republicanos entraram com dezenas de recursos em diversas esferas da Justiça norte-americana, tentando alterar o resultado da eleição a favor do presidente, o dia transcorreu em relativa tranquilidade, apesar de alguns Estados precisarem tomar medidas de segurança.

O Arizona realizou a reunião de seus delegados em um local não anunciado, para evitar protestos e ameaças que se intensificaram junto com as acusações de fraude, sem provas, feitas por Trump e sua campanha.

Em Michigan, um parlamentar republicano foi afastado do Congresso estadual após afirmar em uma entrevista que estava ajudando a organizar protestos contra o resultado das eleições e que não poderia garantir que ninguém sairia ferido deles.

Ao contrário de anos anteriores, houve poucos votos “rebeldes” nos Estados. O partido vencedor em cada unidade da federação escolheu delegados fiéis para confirmar seus votos no Colégio. Em 2016, Trump perdeu cinco votos no Colégio e Hillary Clinton, dois. Os sete delegados votaram em outros candidatos.

Os resultados

Confira abaixo quantos votos cada um dos candidatos teve e em quais Estados

– Joe Biden – 27 Estados, 306 votos

Biden venceu em Vermont (3 votos), New Hampshire (4), Illinois (20), Nevada (6), Delaware (6), Geórgia (16), Connecticut (7), Nova York (29), Pensilvânia (20), Virgínia (13), Rhode Island (4), Wisconsin (10), Arizona (11), Maryland (10), Novo México (5), Minnesota (10), Colorado (9), Washington-DC (3), Michigan (16), Maine (3*), Nebraska (1*), Washington (12), New Jersey (14)

– Donald Trump – 24 Estados, 232 votos

Trump venceu em Tennesee (11 votos), Indiana (11), Mississipi (6), Oklahoma (7), Arkansas (6), Carolina do Sul (9), Iowa (6), Carolina do Norte (15), Ohio (18), Kentucky (8), Kansas (6), Dakota do Sul (3), Alabama (9), Louisiana (8), Utah (6), Flórida (29) , Virgínia Ocidental (5), Idaho (4), Dakota do Norte (3), Wyoming (3), Maine (1*), Nebraska (4*), Alaska (3), Texas (38), Missouri (10)

* – Os Estados de Maine e Nebraska são os únicos que dividem os delegados por distrito eleitoral em vez de dar todos para o candidato vencedor.

Fonte: R7

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