Ismael Crispin pede mais transparência nas ações que envolvem a cadeia produtiva do leite

Produtores alegam variação de preço de um município para outro

Durante a reunião realizada na manhã desta segunda-feira (19), pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa de Rondônia para debater melhorias e o fortalecimento da cadeia produtiva do leite, o deputado Ismael Crispin (PSB) pediu mais transparência nas ações que envolvem o setor.

Segundo o deputado, a variação de preço de um município para o outro está provocando uma grande insatisfação entre os produtores. “A mesma empresa paga um preço em Nova Brasilândia e outro em São Miguel do Guaporé. Esse final de semana eu estive em diversas linhas nesses municípios e conforme relato dos produtores a diferença de preço chega a R$ 0,59”, disse.

Os produtores relataram também que alguns itens na nota fiscal emitida pelos laticínios são confusos. “Precisamos buscar a transparência, talvez através da Sefin, dos preços praticados pelos laticínios para dar tranquilidade aos nossos produtores e que eles possam entender realmente o valor real do seu produto”, indagou.

Outro ponto debatido pelo deputado, foi que os laticínios estão alegando estar com estoques em alta. “Contudo, os nossos produtores não entendem porque a busca insana pelo leite se eles estão com estoque alto. Os produtos têm essa informação como mentirosa. Precisamos pedir uma análise e posteriormente dar publicidade ao resultado. Caso a suspeita dos produtores esteja correta, é cabível entrar com uma ação judicial, no intuito de dar uma resposta aos produtores que tanto trabalham no Estado de Rondônia”, finalizou.

Texto: Laila Moraes – ALE/RO

Presidente Alex Redano garante que a Assembleia Legislativa está do lado do produtor de leite

Deputado defendeu ainda alternativas para valorizar quem acorda cedo para produzir leite

O presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano (Republicanos), disse durante reunião na manhã desta segunda-feira (19), que discutiu melhorias e fortalecimento da cadeia produtiva do leite, no plenário da Casa, que os deputados estaduais estão do lado do produtor de leite, que enfrentam prejuízos com o baixo preço pago pelos laticínios.

“A Assembleia Legislativa está do lado dos produtores rurais, está do lado de quem trabalha e produz, com muito esforço e suor. Os produtores de leite amargam prejuízos insustentáveis e estão mobilizados em todas as regiões do Estado, protestando contra os baixos preços do litro de leite que é pago pelos laticínios”, destacou.

Para o presidente, “tem alguém ganhando, pois o preço do leite nas prateleiras dos mercados não baixa, enquanto o produtor recebe um valor pequeno, que sequer cobre os custos de produção. Defendo que a concessão dos incentivos fiscais às indústrias, seja dada também levando em conta os produtores de leite, assegurando uma contrapartida e ao menos um preço mínimo aceitável”.

Redano alertou que “o que pode acontecer é perder a base: os produtores mudarem de ramo de produção, trocando o leite por outra atividade rural. Faço o compromisso aqui para tratar desse tema, inclusive em extraordinária. Os produtores aguardam uma solução, não podemos sair daqui sem algo concreto. O Governo deve sim interferir no preço do leite, inclusive usando recursos do fundo do Pró-leite, que dispõe de R$ 44 milhões”.

Alex Redano disse também que a reunião era muito aguardada pelos produtores. “Uma das maiores cobranças que os deputados têm recebido, através de visitas de produtores e das redes sociais. Agricultores estão se mobilizando e cobrando apoio para essa questão, que gera prejuízos em toda a cadeia produtiva do leite, que é parte importante de nossa economia”.

Por fim, Redano pontuou que “precisamos encontrar uma alternativa. Sei que é complexo, mas não pode continuar da maneira que está. Precisamos de um caminho, de uma saída, de um equilíbrio, para que quem acorda cedo pra tirar leite, tenha a devida valorização de seu trabalho”.

Fonte: Assessoria

Ismael Crispin defende mais uma vez direito dos produtores de leite e consumidores

Produtos derivados do leite estão com o preços em alta nos mercados

Diante da crise enfrentada pelos produtores de leite de Rondônia, o deputado Ismael Crispin (PSB) fez questão de fazer uso da tribuna da Assembleia Legislativa de Rondônia mais uma vez para destacar a necessidade de ações efetivas direcionadas para o setor.

“Em 2019, fizemos um esforço muito grande para que os nossos empreendedores da área rural buscassem alternativas para não chegar a momentos como esses de hoje. Pedimos o fortalecimento das agroindústrias, de uma flexibilização ou da possibilidade de uma legislação que desse condições a esses produtores de seguir outros caminhos mesmo tendo essa produção”, apontou.

Segundo Ismael essa situação vem acontecendo ano após ano, mas precisa de uma alternativa saudável. “Um produtor me mandou mensagem dizendo que estava sendo coagido pela polícia como se fosse bandido. Os nossos produtores não são bandidos, mas eles estão exaustos de lutar pela valorização do seu produto e precisam de ações e não apenas de reuniões e mais reuniões que por muitas vezes ficam sem soluções”, destacou.

Ismael ressaltou ainda que o valor cobrado nas prateleiras dos mercados é uma das maiores preocupações. “Uma vez que baixa o valor do produto para o produtor é necessário baixar o valor para o consumidor final também, pois todos os produtos derivados do leite estão com o preço lá em cima”, finalizou.

Texto: Laila Moraes – ALE/RO

Pecuaristas protestam contra o baixo preço pago pelo leite em Rondônia

Durante protesto cerca de 10 mil litros de leite foram descartados.


Nesta terça-feira (6) um caminhão que transporta leite de propriedades rurais até laticínios foi parado por manifestantes em União Bandeirantes (RO), distrito de Porto Velho. Como forma de protesto cerca de 10 mil litros de leite foram descartados.

Os produtores rurais pedem o reajuste no valor do litro do leite. Em Rondônia os valores variam de acordo com cada laticínio, mas em média o preço do litro é R$ 1,20.

O estado tem mais de 28 mil produtores de leite que entregam mais de 1,6 milhão de litros de leite pro dia. Rondônia é o maior produtor de leite da Região Norte, e cerca de 40% do setor leiteiro aderiu a paralisação.

Pecuaristas protestam contra o baixo preço pago pelo leite em Rondônia — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Para a Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon), uma alternativa para preservar a cadeia produtiva do estado é aumentar o consumo do leite. Entre as propostas está oferecer o produto na merenda escolar por meio de programas governamentais.

O Sindicato de Laticínios do estado de Rondônia diz que o problema é recorrente, mas há expectativa de melhorias.

Por Thais Gomes, Rede Amazônica

Deputado Jean Oliveira pede implantação de política de preço mínimo para o produtor de leite

Parlamentar disse que o poder público precisa agir, porque os laticínios recebem incentivos fiscais

O deputado Jean Oliveira (MDB), na sessão plenária realizada na tarde desta terça-feira (6), disse que a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) deve formalizar uma proposta para o preço mínimo do leite levando em consideração o custo da produção e o lucro do produtor.

“Isso tem que ser uma regra. Baseado no que os laticínios baixaram o preço pago ao produtor se os custos da produção não reduziram, nem o valor que o consumidor paga nos supermercados?”, indagou o parlamentar.

Conforme o deputado Jean Oliveira, as indústrias receberam recentemente um incentivo fiscal, e em seguida começaram a pagar ao produtor 40% a menos pelo preço do leite. “O laticínio que não respeitar a política feita pelo Estado deve perder de forma proporcional o incentivo tributário. Não há como pagar menos do que o custo da produção e do lucro ao produtor”, acrescentou o deputado.

Jean Oliveira afirmou que não busca um culpado pela atual situação. “Não digo que é responsabilidade da indústria, que houve formação de cartel. No campo tem um ditado: cerca baixa é que deixa boi roceiro. O problema do preço do leite está acontecendo por falta de políticas públicas”, detalhou.

O parlamentar afirmou que já conversou diversas vezes com o secretário da Seagri, Evandro Padovani, sobre a necessidade de cuidar do pequeno produtor. “Já discuti com o Padovani ações de equilíbrio para a produção leiteira, e ele me disse que estava trabalhando para fazer o preço do leite ser respeitado a partir do custo da produção”, destacou.

O deputado Jean Oliveira disse que foi procurado por muitos produtores, que trabalham para não faltar alimento na mesa da população. “Atendemos os grandes centros consumidores. Em São Paulo se usa queijo de Rondônia nas pizzas”, citou.

Texto: Nilton Salina-ALE/RO

Pecuária de leite em Rondônia ganha reforço com início de projeto da Embrapa

Por meio do projeto Transtec, estão previstas ações de pesquisa e transferência de tecnologia para promover a transformação do setor no estado.

A pecuária de leite tem grande importância econômica e social para Rondônia, que é o maior produtor de leite da região Norte e o sétimo do país. Mais da metade das propriedades rurais do estado praticam esta atividade. No entanto, cerca de 80% dos produtores de leite de Rondônia são de base familiar, com produção média de 67 litros diários por propriedade, e a produtividade de 4,4 litros/vaca/dia. Com a adoção de tecnologias, este cenário pode mudar, com mais produção, produtividade, desenvolvimento do setor e qualidade de vida no campo.

É o que propõe o projeto da Embrapa Rondônia de pesquisa e transferência de tecnologias para o fortalecimento da pecuária de leite no estado, denominado Transtec, que terá duração de cinco anos. “Com a implementação do Sistema de Produção de Leite da Embrapa sabemos que é possível obter o dobro da produção de leite de um sistema convencional/rudimentar. Isso pode ser comprovado em propriedades atendidas por programas da Embrapa em Rondônia. Porém, há potencial para se quadruplicar a produção, contanto que haja investimento financeiro por parte do produtor”, dimensiona o chefe de Pesquisa da Embrapa Rondônia, Henrique Cipriani.

O Transtec tem foco em estratégias e ferramentas para a formação e manejo de pastagens, manejo nutricional e reprodutivo do rebanho, controle da incidência de mastite e da qualidade do leite, bem como para gestão financeira da propriedade. As ações serão realizadas em todo o estado. Isso será possível por meio da implantação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs) e da capacitação continuada de multiplicadores (públicos e privados) para a difusão das tecnologias e boas práticas de produção, tanto as desenvolvidas durante o projeto, quanto às validadas e ainda não adotadas. Estas URTs servirão como verdadeiras salas de aula, ou mesmo “laboratórios” para o desenvolvimento e validação de novas tecnologias, além de perenizar os frutos do projeto e servirem de modelo para as demais propriedades.

Segundo o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Rondônia, Frederico Botelho, a capacitação continuada subsidia a tomada de decisão dos técnicos no campo e permite que as tecnologias sejam difundidas de forma participativa e adaptativa, conforme as necessidades do produtor. “Como resultado deste trabalho conjunto, queremos promover a qualificação da assistência técnica e um impacto positivo na produção e produtividade dos sistemas de produção de leite no estado”, explica.

As pesquisas serão desenvolvidas nos campos experimentais da Embrapa Rondônia, e em parceria com produtores rurais e indústrias lácteas do estado. Neste processo, será possível a avaliação de tecnologias como forrageiras, manejos reprodutivos e estratégias para melhoria da qualidade do leite e sanidade animal em uma diversidade de ambientes, tornando a validação mais confiável e aplicável à realidade do estado.

O Transtec foi viabilizado pelo convênio n° 130/PGE-2019, entre o Estado de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura – SEAGRI, e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, por meio da Embrapa Rondônia. Faz parte de um grande programa estadual financiado pelo Fundo PRO LEITE, denominado AGROLEITE, que tem como objetivo principal fortalecer a cadeia produtiva do leite no estado de Rondônia, atuando na melhoria da gestão, da produtividade e da qualidade, por meio do aperfeiçoamento profissional e gerencial, pesquisa e transferência de tecnologia, aplicação de práticas modernas, agregação de valor visando ampliação e acesso a novos mercados de forma sustentável. Também fazem parte do programa o projeto InovaTec, liderado pelo Sebrae-RO, o projeto Consultec, liderado pela EMATER-RO, e o projeto Investe Leite, liderado pelo Banco do Povo. O programa tem também a participação SEAGRI e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR-RO.

Para Evandro Padovani, Secretário de Agricultura de Rondônia, “o projeto Transtec é muito importante para o Estado e possibilitará que a Embrapa possa disponibilizar resultados de pesquisa para o aumento da produção do agronegócio do leite em Rondônia. Serão disponibilizadas variedades de forrageiras e diversas outras tecnologias. Haverá a implantação de Unidades de Referência Tecnológica, onde faremos dias de campo juntamente com a Embrapa para difundir os resultados de pesquisa e fazer que chegue até o produtor rural. Durante os próximos cinco anos, nós teremos um acompanhamento da evolução das propriedades rurais. O Transtec vai ser um divisor de águas entre a atual produtividade de Rondônia. Eu tenho certeza de que o Projeto vai revolucionar a produção leiteira no estado de Rondônia”.

Ações de pesquisa

Pastagem – Está previsto no Transtec o desenvolvimento e validação de forrageiras com foco em amenizar a problemática da degradação de pastagens, principalmente a que está relacionada com ocorrência da síndrome da morte do capim-braquiarão (SMB) e a cigarrinha-das-pastagens. A diversificação trará impactos significativos, pois estas ocorrências se beneficiam de um ambiente de monocultivo. As variedades desenvolvidas no projeto atacam esses dois principais problemas, que implica, inclusive, na redução do consumo de agrotóxicos.

Reprodução – Também há previsão de desenvolver ferramentas para manejo reprodutivo de vacas leiteiras em condições de estresse nutricional e calórico, considerando as condições climáticas predominantes no estado. Este aspecto merece destaque, tendo em vista que a venda de bezerros é uma importante fonte de renda na atividade, assim como uma boa taxa de prenhez interfere diretamente na produção de leite.

Qualidade do Leite – Atividades para monitoramento e mapeamento dos pontos críticos de contaminação do leite em unidades de produção, fazem parte do projeto. Estes resultados são importantes para a definição de estratégias para o controle da qualidade do leite. Ações em parceria com produtores e a indústria podem fomentar a melhoria da qualidade do leite em Rondônia, garantindo um alimento saudável e mais nutritivo para os consumidores.

Ações de transferência de tecnologias e comunicação

Concomitante às ações de pesquisa, estão previstas atividades para implantação de 11 Unidades de Referência Tecnológica, que serão utilizadas como ferramenta para a disseminação e demonstração de tecnologias já desenvolvidas pela Embrapa para uso em sistemas de produção de leite a pasto. A seleção de tecnologias que serão implantadas em cada URT será feita com base em um diagnóstico inicial do sistema utilizado em cada propriedade e a implantação será realizada por um técnico com base em um plano trabalho elaborado pela Embrapa Rondônia.

Fazem partes destas ações a qualificação de técnicos para assistência em unidades de produção de leite em Rondônia, tanto de instituições públicas como privadas.  Para isso, estão previstos eventos de capacitação continuada, visitas e excursões técnicas, dias de campo e seminários durante os cinco anos de vigência do projeto. Para potencializar as ações realizadas e fazer com que as informações cheguem aos produtores, técnicos e sociedade, serão adotadas estratégias de comunicação para favorecer o acesso ao conhecimento.

Por Renata Silva (MTb 12361/MG)

Valor Bruto da Produção deve atingir R$ 13 bilhões este ano em RO

Produção de soja representa 13% do VBP de Rondônia

Conforme apontam os dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As cinco cadeias produtivas mais expressivas em relação ao VBP Estadual apontam que o valor bruto da produção (VBP) em Rondônia deve chegar a R$ 13 bilhões em 2020, é o que representa 32% do Produto Interno Bruto (PIB) rondoniense. As 5 são pecuária de corte com 57% de participação, soja com 13%, milho com 6,6%, café com 6,3% e leite com 5,1%.

Este indicador, para o Estado de Rondônia, tem demonstrado crescimento constante, acompanhando o comportamento do indicador nacional, que deve alcançar, aproximadamente, R$ 500 bilhões.

Já a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) estima que o VBP brasileiro em 2020 alcance os R$ 700 bilhões, com isso, obtendo um crescimento de 8,6% em relação a 2019. Rondônia possui desempenho expressivo neste indicador, alcançando crescimento de 60% nos últimos 10 anos, 30% de crescimento nos últimos cinco anos.

O VBP das lavouras cresce em média 6%, enquanto o VBP da pecuária cresce em média 8% ao ano. Esse resultado demonstra a força do setor agropecuário para a economia rondoniense, sendo o setor que mais cresce e considerado a base econômica do Estado.

O VBP é um indicador que demonstra a importância econômica das principais lavouras e pecuária para a economia tanto do Estado quanto do País. Seu cálculo envolve a relação entre o que foi produzido e o preço recebido pelo produtor.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, a produção e análise de dados são importantes para auxiliar na tomada de decisão, seja na gestão da iniciativa privada ou para políticas públicas, visto que expressa o comportamento dos dados no desempenho do esforço voltado para o desenvolvimento dos setores.

Fonte: Seagri

%d blogueiros gostam disto: