Com leitos lotados para covid-19,Hospitais particulares da capital restringem atendimento

A decisão foi tomada para tentar amenizar a situação.

Dois hospitais particulares de Porto Velho anunciaram lotação máxima dos leitos de UTI e clínico que atendem pessoas infectadas com o Coronavírus. Na última quarta-feira (17) hospital Prontocordis suspendeu o atendimento a novos pacientes por 48 horas. Outros dois anunciaram que enfrentam sérios problemas.

No Hospital Central, o atendimento está sendo realizado para casos de Covid-19 que não precisam de internação, por conta dos leitos de UTI se encontraram lotados, segundo informou o gerente de enfermagem Matheus Rocha Leal. A unidade possui 22 leitos de UTI e mais de 80 leitos clínicos.
O gerente informou ainda, que o Hospital Central está dando todo o suporte para novos pacientes com sintomas de Covid-19 que procuram por atendimento. “Mas a internação não está sendo possível no momento”, disse.

Segundo o administrador do Hospital Prontocordis, Rafael Oliveira, a suspensão do atendimento para novos pacientes é em razão da ocupação máxima dos 12 leitos de UTI e dos 25 leitos clínicos ocupados por pessoas infectadas com o Coronavírus. “A decisão foi tomada para tentar amenizar a situação. Os atendimentos prestados nos leitos de UTI acabam sendo de longa permanência, então a rotatividade acaba sendo baixa. A demanda está sendo muito alta no momento”, afirmou.

Hospital particular suspende atendimento de emergência por 48 horas — Foto: Reprodução/Instagram

A coordenadora administrativa do Hospital 9 de Julho, Flávia Almeida, informou que a ocupação dos leitos de UTI e clínicos está chegando a sua capacidade máxima de internação.

O Hospital 9 de Julho conta com 15 leitos de UTI e 42 leitos clínicos. “Na segunda-feira (15) a unidade estava com 90% dos leitos ocupados, na terça-feira (16), 80% e na última quarta-feira (17) com 70%. É uma porcentagem que varia, pois depende da evolução clínica do paciente. O atendimento não está suspenso no momento, mas varia de acordo com o que o hospital pode fornecer de suporte”, finalizou Flávia Almeida.

Fonte: Rondônia Agora / G1

Covid-19: 15 pacientes de Rondônia devem ser transferidos para o Espírito Santo

O anúncio foi dado pelo próprio governo do estado em rede social.

15 pacientes com covid-19 de Rondônia, serão levadas ao Estado do Espírito Santo. A confirmação foi dada pelo governador Renato Casagrande, em uma rede social, na manhã deste domingo (07). “Sempre que for possível o ES estenderá as mãos para cuidar de quem mais precisa”, disse o governador.

O secretário de Saúde, Nésio Fernandes, também reforçou a informação a partir de uma rede social. Segundo Nésio, o acolhimento acontece após pedido do secretário de Saúde de Rondônia. “A crise de leitos se estende a outros Estados do Brasil”, postou.

Nos últimos dias, houve sobrecarga no sistema de saúde pública de Rondônia. Segundo o secretário de Saúde do Estado, Fernando Máximo, todos os leitos de UTI para tratamento de pacientes com Coronavírus estão ocupados. Além disso, há uma fila que não para de crescer de pessoas aguardando transferência.

Máximo afirmou que Rondônia não tem mais condições de criar novos leitos e que a transferência de pacientes para outros estados teve que ser retomada, mas agora para o Mato Grosso do Sul, uma vez que Cuiabá teve aumento significativo de casos e por isso não recebe mais doentes rondonienses.

Fonte: Rondônia Agora

Rio Grande do Sul recebe nesta terça-feira (26) pacientes com covid de Porto Velho, RO

No sábado (23), o prefeito da cidade, Hildon Chaves, afirmou que os leitos para pacientes com Covid-19 na capital de RO estão lotados.

50 pacientes clínicos com Covid-19 de Porto Velho, irão ser transferidos para o Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (26). Vinte deles serão enviados para o Hospital Universitário de Canoas, na Região Metropolitana, e os outros 30 ficarão em Porto Alegre: 10 no Grupo Hospitalar Conceição, 10 no Hospital de Clínicas e 10 no Hospital Vila Nova.

No sábado (23), o prefeito da cidade, Hildon Chaves, afirmou que os leitos para pacientes com Covid-19 na capital de RO estão lotados.

“A solidariedade não tem distância nem fronteiras”, resumiu o governador em exercício Ranolfo Vieira Júnior, nas redes sociais.

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) organiza uma operação de transferência desde o aeroporto Salgado Filho, na Capital, onde os pacientes devem desembarcar, até os hospitais.

“Somos todos brasileiros, somos todos SUS, que prevê o atendimento a todos os cidadãos. Então, neste sentido, o RS é solidário e se coloca à disposição do Estado de Rondônia para poder recepcionar, tratar e recuperar pacientes Covid”, disse a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.

A decisão foi tomada entre a SES e a secretarias municipais das cidades que vão receber os pacientes. “São pacientes clínicos que precisam de oxigênio e de outras demandas. O governo de Rondônia quer se precaver e evitar que esses pacientes acabem na UTI, porque o estado vive uma situação de pré-colapso. Se forem para a UTI, é possível que não recebam atendimento adequado”, explicou o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade.

Os pacientes ocuparão, em princípio, leitos de enfermaria. No entanto, há possibilidade de que o quadro se agrave e eles precisem de leitos de tratamento intensivo. Mesmo assim, o diretor garante que o RS está preparado para receber essas pessoas.

“Temos condições de suportar um eventual aumento de demanda e não temos receio em aceitar esses pacientes, colaborando com os estados do Norte, que estão em dificuldade neste momento”, garantiu Elsade.

A SES receberá nesta segunda-feira (25) um relatório com informações sobre o quadro clínico e a situação de cada paciente. Para a transferência entre o aeroporto e os hospitais, serão utilizadas ambulâncias básicas e avançadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Há possibilidade de a logística também envolver um micro-ônibus da Brigada Militar ou do Exército.

Em 14 de janeiro, o governo do RS já havia se colocado à disposição para receber pacientes de Manaus, em consequência do esgotamento da rede hospitalar da capital do Amazonas.

Até as 20h deste domingo (24), a taxa de ocupação dos leitos de UTI dos hospitais gaúchos era de 74,6%, apesar de haver 62 hospitais com notificações em atraso.

Fonte: Assessoria

Hospital Cândido para de receber novos pacientes por falta de cilindros de oxigênio em Ji-Paraná, RO

O hospital diz que atingiu a capacidade máxima de lotação em todos os leitos.

O Hospital Cândido Rondon (HCR) em Ji-Paraná (RO), informou ontem sexta-feira (15), que não consegue comprar cilindros de oxigênio e que por isso não receberá novos pacientes na unidade de saúde. O hospital diz que atingiu a capacidade máxima de lotação em todos os leitos destinados a pacientes com Covid-19.

“Estamos tentando ampliação de novos leitos, porém não estamos conseguindo comprar cilindros de oxigênio dos fornecedores que estão informando que não tem para pronta entrega e sem previsão de entrega por parte dos mesmos”, informou a administração do hospital em nota.

A administração do HCR reiterou que não falta oxigênio para os pacientes já internados e há o “suficiente para cuidar daqueles que já estão na unidade”, porém não existe a possibilidade atual de abertura de novos leitos.

“Dessa forma sugerimos que os novos pacientes procurem outras unidades hospitalares para evitar maiores complicações de saúde”, declarou o hospital.

Comunicado do Hospital Cândido Rondon em Ji-Paraná  — Foto: Reprodução/Facebook
Comunicado do Hospital Cândido Rondon em Ji-Paraná

O hospital possui 10 leitos de UTI, sendo que seis estão alugados para o estado para atender pacientes de Covid-19 e quatro são particulares. Desde novembro do ano passado o HCR sofre com a alta taxa de ocupação, e agora chegou ao limite.

Já o Hospital Municipal de Ji-Paraná possui 10 leitos instalados, mas eles não estão funcionando por falta de medicamentos. Ainda não há previsão da prefeitura para reativação desses leitos.

O secretário estadual de saúde, Fernando Máximo, descartou nesta sexta-feira (15) que o estado possa enfrentar um colapso referente a distribuição de oxigênio.

“As empresas têm nos relatado que não há perspectiva de falta de oxigênio em Rondônia. Há oxigênio suficiente para manter nossos pacientes, até uma reserva pra gente aumentar um pouquinho de leitos. É obvio que Manaus também achava que tinha oxigênio, mas aumentou tanto o número de pacientes que a rede acabou não suportando”, disse o secretário de saúde.

Fonte: G1/RO

Em Cacoal, ocupação de leitos de UTI para pacientes com covid estão lotados

De acordo com o diretor, os leitos clínicos tem situação semelhante, já que dos 18 leitos na unidade, apenas um está disponível.

Segundo o diretor do Complexo Hospitalar Regional de Cacoal, Jair Rocha, o Hospital Regional do município tem 28 leitos de UTI e todos estão ocupados.

“Situação bem tensa e difícil, porque a enfermaria também que dispõem de 18 leitos, só tem uma vaga. O que é ruim, porque os pacientes que estão na UTI, que evoluem para melhora, eles precisam ir pra enfermaria e eu não tenho leito em enfermaria e eu não tenho pessoal para abrir mais leitos. Eu não tenho técnico, eu não tenho médicos para abrir mais leitos”, explicou Jair.

O aumento dos casos de Covid-19 em Rondônia nos primeiros dias de janeiro ocasionou a lotação dos leitos de UTI no Hospital. De acordo com o diretor, os leitos clínicos tem situação semelhante, já que dos 18 leitos na unidade, apenas um está disponível.

O diretor ainda fala que os pacientes da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) apresentam melhoras, são transferidos para os leitos clínicos até terem condição de receber alta. Mas, se não há leitos disponíveis na enfermaria, os pacientes continuam ocupando os leitos de UTI, que poderiam ser usados por pessoas que apresentam quadros mais graves.

Porcentagem de ocupação dos leitos no Hospital Regional de Cacoal  — Foto: Divulgação/HRC
Porcentagem de ocupação dos leitos no Hospital Regional de Cacoal — Foto: Divulgação/HRC

Estão internados no Hospital Regional de Cacoal 45 pacientes com Covid-19, entre enfermaria e UTI.

Fonte: Rede Amazônica

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