Municípios Rondonienses apresentam bons resultados no agronegócio e nas exportações, aponta IBGE

O setor movimentou em 2020 cerca de R$ 7 bilhões com a exportação de produtos agropecuários, um crescimento de 5,2% se comparado aos indicadores de 2019.

Transbordo de soja para tipo de barcaça que trafega pela Hidrovia do Rio Madeira

A maioria dos dez municípios mais populosos de Rondônia, a partir das estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de  Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 27 de agosto, apresenta bons indicadores de desenvolvimento econômico e figura no arco do crescimento do agronegócio. O setor movimentou em 2020 cerca de R$ 7 bilhões com a exportação de produtos agropecuários, um crescimento de 5,2% se comparado aos indicadores de 2019. Resultado da atuação do Governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO) e Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), que leva assistência às produtores rurais do estado.

Desde a elevação do ex-Território de Rondônia à categoria de Estado, a sua população mais que triplicou. Passou de 590 mil habitantes em 22 de dezembro de 1981 para mais de 1,8 milhão em 2021. Em comparação com a estimativa de 2020, a população de Rondônia teve aumento de 1,04% neste ano, passando de 1.796.460 pessoas no ano passado para os atuais 1.815.278 habitantes.

“Hoje temos mais de 1 milhão de habitantes e Rondônia foi um dos estados que mais cresceu fora da média e ainda cresce. Deu um salto rumo ao desenvolvimento sustentável e nossa força está no campo, no agronegócio”, enfatizava Gorayeb.

Ele atribuía o bom desempenho à prática da agricultura diversificada, uma agropecuária forte, piscicultura em crescimento e ao início do processo de industrialização dos derivados do leite com a instalação de grandes laticínios, frigoríficos e indústrias de torrefação de café. Mas lembrava que tanta pujança tinha que ser compartilhada com os esforços de cada migrante que veio para Rondônia, a partir dos anos de 1970 e 1980.

Entre janeiro e junho de 1984, haviam chegado mais de 82 mil pessoas ao estado e, até dezembro, seriam 130 mil. Para assentar um terço deste contingente de migrantes, o governo projetou investimentos de 12 bilhões de cruzeiros apenas para os projetos do Incra. Deste total, oito bilhões reservados para abertura de estradas vicinais, vias secundárias de escoamento da produção agrícola.

Já o historiador Aleks Palitot assinala que o primeiro projeto de colonização foi criado no município de Ouro Preto do Oeste, em 1970. Com o assentamento de cerca de 5 mil famílias, cada uma recebeu sua gleba de terra para à produção agrícola. Esse projeto, feito pelo Incra deu certo e vários outros tiveram sequência.

Veio depois o projeto Sidney Girão em 1971, na região de Guajará-Mirim, que deu origem ao município de Nova Mamoré, com o assentamento de mais de 4 mil famílias à época. Rondônia encontrava então sua nova vocação econômica. Se no passado, no século 18, teve o ciclo do ouro, com a construção do Forte Príncipe da Beira, em seguida deu-se o ciclo da borracha, fase da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) e das linhas telegráficas de Rondon, que cortava e atravessava o estado, e por último o ciclo agrícola, impulsionado por uma política de reforma agrária que gerou oportunidades e trabalho para milhares de desempregados de regiões mais pobres do país.

De 1970 a 1982, houve o maior surto migratório na história do Brasil, quando 500 mil pessoas vieram para Rondônia. “Nunca se viu isso no Brasil”, afirmou Palitot, acrescentando que “pessoas que vieram de várias regiões do país, por outro lado, isso ocasionou impactos ambientais, impactos nas populações nativas indígenas. Houve também o encontro do sulista, que veio derrubar floresta para plantar para poder produzir, em contraste com os seringueiros que exploravam a floresta em pé”.

A vinda de grandes levas de mineiros, capixabas, paranaenses, gaúchos, mato-grossenses e nordestinos atraídos pelo modelo de reforma agrária nas décadas de 1970 e 1980, deflagraram o processo de colonização e contribuiu para definir a matriz da agropecuária de Rondônia, por meio de projetos de assentamento rural implantados pelo Incra e a criação dos Núcleos Urbanos de Apoio Rural (Nuares), que deram origem à maioria dos municípios do interior.

O estado alcança agora mais de 1,8 milhão de habitantes – agosto de 2021- e seu Produto Interno Bruto (PIB) é estimado em R$ 45 bilhões. A prospecção mineral, principalmente a manual de ouro e cassiterita, no entanto, provocaram danos ambientais.

Estudos da MapBiomas, divulgados dia 30 de agosto último, revelam que a Amazônia abriga 72,5% da área minerada em 2020 e que o garimpo no país já é maior que a mineração industrial.

Certificado de área livre de febre aftosa aumenta procura por carne de Rondônia

Porto Velho, com 548.952 habitantes concentra a maior população e é a terceira capital mais populosa da região Norte, atrás apenas de Manaus (AM) e Belém (PA). Com forte vocação agropecuária, o município tem mais de 1 milhão de cabeças de gado. O seu rebanho bovino já é o quarto maior do país, segundo Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada pelo IBGE em 2019.

Com 1,1 milhão de cabeças de gado, em nível nacional a capital rondoniense perde apenas para São Félix do Xingu (PA) — com 2,2 milhões —, Corumbá (MS) — com 1,8 milhão — e Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) — 1,2 milhão.

Em Rondônia, outros municípios também integram o ranking  dos maiores rebanhos bovinos como Nova Mamoré (730 mil cabeças), Jaru (517 mil cabeças), Buritis (516 mil cabeças) e Ariquemes (477 mil cabeças).

Com infraestrutura aeroportuária, porto fluvial alfandegado, terminais de embarque e silos de estocagem de grãos para exportação pela Hidrovia do Rio Madeira para Ásia e Europa, a capital desponta também como entreposto de oportunidades, negócios e serviços.

As estimativas demográficas do IBGE em 2021 levam em conta todos os 5.570 municípios brasileiros, e é um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, além de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

A capital rondoniense concentra 30,2% da população do estado, mas municípios com forte vocação para o agronegócio e indústria de transformação como Ji-Paraná (131.026), Ariquemes (111.148), Vilhena (104.517) e Cacoal (86.416) também se destacam neste ranking. Rolim de Moura (55.748), Jaru (51.469), Guajará-Mirim (46.930), Machadinho d’Oeste (41.724) e Buritis (41.043) completam a lista dos dez mais populosos do estado.

A maioria interliga-se com a BR-364, rodovia federal que se transformou em corredor de transporte das riquezas regionais e principal via de consolidação do transporte intermodal com a Hidrovia do Madeira, por onde são exportadas commodities da região para o mercado internacional.

São microrregiões com características e detentoras de bons índices de crescimento econômico e que movidas pela força de trabalho da gente que migrou para colonizar o estado, estão hoje no radar da política de desenvolvimento regional.

PAÍSES IMPORTADORES

As exportações cresceram mais de 35% neste primeiro semestre, cerca de R$ 3 bilhões e 100 milhões. Os cinco países que mais compram produtos e aquecem o agronegócio regional são a Turquia, China, Espanha, Hong Kong e Países Baixos, como a Holanda.

Rondônia exporta carne fresca e congelada, soja, milho, algodão, madeira entre outros produtos para vários países, entre eles, Coreia do Sul, Itália, Vietnã, Índia, China, Espanha, Israel, Alemanha, Rússia, Portugal, Egito, México, entre outros. Em 2020, as exportações alcançaram mais de US$ 1,37 bilhão, batendo recordes em relação aos anos anteriores.

Lideraram a pauta de exportações, nesse período, as carnes fresca e congelada (US$ 678 milhões) e  a soja (US$ 421 milhões). Uma das metas do Plano Estratégico de Governo é aumentar em 10% ao ano o valor de produtos exportados até 2023, na modalidade Free On Board (FOB – livre a bordo).

Assim, o governo atua forte na integração, lavoura e pecuária (ILP), contribuindo para que o estado saísse de um VBP de R$ 9,8 bilhões para R$ 15 bilhões até o final de 2020.

A soja é o grão considerado carro-chefe da pauta de exportação com cerca de R$ 2 bilhões e 800 milhões. O segundo produto, vendido para mais de 150 países, é a carne reconhecida pelas missões internacionais de inspeção como de boa qualidade e produzida agora em área com status livre de vacinação para febre aftosa.

Os três produtos com melhores cotações no mercado consumidor internacional são os derivados de carne (congelada, refrigerada, fresca). O rebanho bovino de Rondônia está estimado em mais de 15 milhões de cabeças. É ainda um dos grandes produtores nacionais de café, exporta madeira em prancha e comercializa vários produtos minerais, como o estanho (cassiterita) e o nióbio, item considerado estratégico e que entrou nos últimos meses na pauta de exportação, e encontrado no Brasil apenas em estados como Rondônia e na Bahia.

O tântalo (usado em aços, aviões, filamento de lâmpadas incandescentes, instrumentos cirúrgicos e dentários) é outro minério incluído na pauta de exportação, seguido do vanádio outro componente mineral muito procurado pela indústria farmacêutica por ter a capacidade de produzir no corpo humano efeitos parecidos como os da insulina.

Os municípios que mais exportaram seus produtos para fora do Brasil são Vilhena, em primeiro lugar com mais de 1 bilhão e 540 milhões, seguido de Porto Velho com R$ 829 milhões e Rolim de Moura, o terceiro da lista, com R$ 778 milhões.

Na edição de janeiro de 2020 do Boletim Informativo da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), elaborado pelo Agrodados, registra que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Rondônia alcançou R$ 15,2 bilhões, crescimento médio de 7% ao ano. O indicador ultrapassa a meta do Plano Estratégico de Governo de alcançar até 2023 o VBP no valor de R$ 14 bilhões.

Mesmo cenário em que a agricultura alcançou R$ 4,9 bilhões, com destaque para a soja (R$ 2,3 bilhões), milho (R$ 1,02 bilhões) e café (R$ 975,2 milhões). Já a pecuária representa R$ 10,2 bilhões, com destaque para bovinos (R$ 9 bilhões), leite (R$ 908,9 milhões) e suínos (R$ 1,6 milhões). A meta para a agricultura e pecuária era aumentar a produtividade em torno de 20% até 2023, já ultrapassada em 2020.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o agronegócio representa 21% do Produto Interno Bruto (PIB) de Rondônia, que gira em torno de R$ 45 bilhões e ocupa a segunda posição como setor que mais movimenta a economia regional.

O estado tem um grande potencial para produção de alimentos e se tornou o terceiro maior produtor de grãos da região Norte e o 14º do país, batendo recorde de produção na safra 2019/2020, com 2.405,3 mil toneladas. Segundo o anuário do IBGE, Rondônia é responsável por 4,1% da produção total da região Norte do Brasil, com aproximadamente 10,7 milhões de toneladas.

Destaca-se também como maior produtor de café conilon, milho, arroz e o algodão, e o terceiro maior produtor de soja. Fez ainda avanços significativos no plantio de culturas como amendoim, cacau, banana, cana-de-açúcar, feijão, laranja, mandioca, inhame, tomate, uva entre outros.

São produções vindas de pequenas propriedades da Agricultura Familiar que estão em constante evolução. “Nosso objetivo é ajudar o pequeno produtor a desenvolver suas produções com ajuda da assistência técnica, doação de insumos, novas tecnologias e muito mais. Com o apoio do governador, Marcos Rocha, vamos investir muito mais na agricultura familiar”, disse o secretário da Seagri, Evandro Padovani.

METADE DA POPULAÇÃO VIVE EM 5,8% DAS CIDADES

A divulgação anual das estimativas da população residente nos municípios brasileiros obedece ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013. As populações dos municípios foram estimadas por método matemático e é o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios.

Na última década, as Estimativas da População dos Municípios mostraram um aumento gradativo na quantidade de grandes municípios do país. No Censo de 2010, somente 38 municípios tinham população superior a 500 mil habitantes e apenas 15 deles tinham mais de 1 milhão de moradores. Já em 2021, eram 49 os municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes e 17 com mais de 1 milhão.

Mais da metade da população brasileira (57,7% ou 123,0 milhões de habitantes) está concentrada em apenas 5,8% dos municípios (326 municípios do país com mais de 100 mil habitantes).

Apenas 49 municípios do país com mais de 500 mil habitantes concentram aproximadamente 1/3 da população brasileira (31,9% da população do país ou 68 milhões de habitantes). Por outro lado, 3770 municípios (67,7%) que possuem menos de 20 mil habitantes, concentram 31,6 milhões de habitantes, o que corresponde a apenas 14,8% da população.

A população das 27 capitais mais o Distrito Federal supera os 50 milhões de habitantes, representando 23,87% da população total do país.

São Paulo segue como o estado mais populoso, com 46,6 milhões de habitantes, concentrando 21,9% da população total do país, seguido de Minas Gerais (21,4 milhões de habitantes) e do Rio de Janeiro (17,5 milhões de habitantes). Os cinco estados menos populosos, somam cerca de 5,8 milhões de pessoas estão na Região Norte: Roraima, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia.

As menores populações de Rondônia estão em Pimenteiras do Oeste (2.127 habitantes), Primavera de Rondônia (2.697), Castanheiras (2.923), Rio Crespo (3.843), Teixeirópolis (4.160), São Felipe d’Oeste (4.962), Cabixi (5.067), Santa Luzia d’Oeste (5.942), Cacaulândia (6.307) e Parecis (6.319).

Fonte: Seagri

Ipem fecha mês de agosto com mais de mil ações de fiscalizações e verificações em RO

De acordo com o levantamento, balanças comerciais apresentaram maior número de irregularidades no mês de agosto .

 O Instituto de Pesos e Medidas de Rondônia (Ipem), fez um balanço das fiscalizações realizadas no Estado no período de 1º a 31 de agosto. De acordo com o levantamento, 21 balanças comerciais, 15 bombas medidoras de combustível e sete impressoras de etiquetas de preços apresentaram irregularidades durante a ação do órgão.

A atividade do Ipem tem o intuito de coibir que o consumidor seja lesado no ato da compra de determinadas mercadorias em estabelecimentos comerciais, além de postos de combustível. Nessas ações, a cidade de Porto Velho aparece em primeiro lugar com nove bombas medidoras reprovadas, seguido por Chupinguaia com três irregularidades; além de Cacoal, Nova Brasilândia d’Oeste e Novo Horizonte do Oeste, ambas com uma reprovação cada. A maior incidência foi a má conservação de bombas de combustível. Dentre os problemas encontrados estão: a má conservação da bomba, com LED queimado além de mangueiras quebradas.

Nas ações em balanças comerciais, foram constatadas quatro infrações nos municípios de Alvorada d’Oeste e Presidente Médici. Também foram encontradas três irregularidades em São Miguel do Guaporé. Na atividade foram registradas duas reprovações nos municípios de Machadinho d’Oeste, São Francisco do Guaporé e Vale do Anari. Foram pontuadas falhas em Guajará-Mirim, Nova Brasilândia d’Oeste, Porto Velho e Seringueiras, ambas com uma.

Já os problemas encontrados em impressoras de etiquetas de preços ocorreram no Vale do Anari com duas irregularidades, além de Porto Velho e São Francisco do Guaporé, ambas com uma.

No período de 1º a 31 de agosto foram realizadas 1120 verificações em todo Estado com 43 reprovações em instrumentos em 20 municípios, dentre eles: Alvorada do Oeste, Cacoal, Candeias do Jamari, Chupinguaia, Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Machadinho d’Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia d’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Pimenta Bueno, Porto Velho, Presidente Médici Rolim de Moura, Santa Luzia d’Oeste, São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, Theobroma e Vale do Anari.

As fiscalizações do Instituto cumprem todos os requisitos de segurança contra a covid-19, com as equipes mantendo o distanciamento necessário, utilizando máscaras faciais e álcool gel. O consumidor que encontrar, ou suspeitar de alguma irregularidade, pode informar à Ouvidoria do Ipem, pelo e-mail ouvidor@ipem.ro.gov.br ou pelo telefone 0800 647 7277.

Fonte: Ipem-RO

Segundo IBGE, Rondônia já ultrapassa mais de 1,8 milhão da população

Os maiores municípios do estado continua sendo a capital Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Vilhena e Cacoal.

Segundo a divulgação da estimativa populacional, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28), Rondônia atingiu 1.815.278 habitantes em 2021. A população brasileira foi estimada em 213.317.639.

Os maiores municípios de Rondônia continuam sendo Porto Velho (548.952 habitantes), Ji-Paraná (131.026), Ariquemes (111.148), Vilhena (104.517) e Cacoal (86.416), com destaque para a capital, que representa 30,2% da população do estado.

Rolim de Moura (55.748), Jaru (51.469), Guajará-Mirim (46.930), Machadinho d’Oeste (41.724) e Buritis (41.043) completam a lista dos dez maiores municípios rondonienses.

As menores populações do estado estão em: Pimenteiras do Oeste (2.127 habitantes), Primavera de Rondônia (2.697), Castanheiras (2.923), Rio Crespo (3.843), Teixeirópolis (4.160), São Felipe d’Oeste (4.962), Cabixi (5.067), Santa Luzia d’Oeste (5.942), Cacaulândia (6.307) e Parecis (6.319).

A divulgação anual das estimativas da população residente nos municípios brasileiros obedece ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013. As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos.

As populações dos municípios foram estimadas por método matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios. O método baseia-se na população estadual projetada e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010) e ajustadas. As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais que tenham ocorrido entre os municípios após 2010.

CONFIRA A ESTIMATIVA DE CADA CIDADE RONDONIENSE:

NOME DO MUNICÍPIO POPULAÇÃO ESTIMADA 
Alta Floresta D’Oeste22.516
Ariquemes111.148
Cabixi5.067
Cacoal86.416
Cerejeiras16.088
Colorado do Oeste15.213
Corumbiara7.052
Costa Marques19.255
Espigão D’Oeste33.009
Guajará-Mirim46.930
Jaru51.469
Ji-Paraná131.026
Machadinho D’Oeste41.724
Nova Brasilândia D’Oeste20.504
Ouro Preto do Oeste35.445
Pimenta Bueno37.098
Porto Velho548.952(1)
Presidente Médici18.165
Rio Crespo3.843
Rolim de Moura55.748
Santa Luzia D’Oeste5.942
Vilhena104.517
São Miguel do Guaporé23.147
Nova Mamoré32.184
Alvorada D’Oeste13.807
Alto Alegre dos Parecis13.268
Alto Paraíso22.258
Buritis41.043
Novo Horizonte do Oeste8.125
Cacaulândia6.307
Campo Novo de Rondônia14.391
Candeias do Jamari28.068
Castanheiras2.923
Chupinguaia11.755
Cujubim27.131
Governador Jorge Teixeira7.130
Itapuã do Oeste10.819
Ministro Andreazza9.461
Mirante da Serra10.691
Monte Negro16.158
Nova União6.822
Parecis6.319
Pimenteiras do Oeste2.127
Primavera de Rondônia2.697
São Felipe D’Oeste4.962
São Francisco do Guaporé21.088
Seringueiras11.846
Teixeirópolis4.160
Theobroma10.348
Urupá11.081
Vale do Anari11.545
Vale do Paraíso6.490

(1) População judicial do município de Porto Velho-RO: 494.013 habitantes. Processo Judicial nº 12316-40.2016.4.01.4100 – Seção Judiciária de Rondônia.

Fonte: IBGE

Soja de Rondônia assume liderança com produto mais exportado; confira a lista completa dos produtos

Estado alcançou mais de R$ 3 bilhões com exportações no primeiro semestre de 2021.

Dados do Governo de Rondônia, divulgados pela Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), apontam que o Estado alcançou cerca de R$ 3,1 bilhões em exportações no período de janeiro a junho de 2021, um crescimento de 35,77% frente ao mesmo período do ano passado. Nesse cenário internacional, ao menos 97% do montante exportado favoreceram cinco países: Turquia, China, Espanha, Hong Kong e Países Baixos.

Vários setores mantiveram a  economia rondoniense em alta, entre eles o agronegócio e a mineração. E mesmo no período mais intenso da pandemia do coronavírus, as exportações continuaram positivas.

De acordo com o gestor da Coordenadoria da Receita Estadual (CRE), Antônio Carlos, “na pandemia, as exportações não foram muito afetadas. Na verdade, elas foram muito mais estimuladas nesse período. Rondônia é um Estado produtor de alimentos, então as indústrias e produtores continuaram a mover o motor da economia nesse período”, destacou.

Em detalhes, dos dados divulgados pela Sefin mostram que: de janeiro a junho de 2019, antes da pandemia, as exportações somaram R$ 2,52 bilhões. No mesmo período do ano seguinte, 2020, foram R$ 3,95 bilhões de exportações para o mercado internacional, um aumento de 56,77% comparado a 2019. Já entre janeiro e junho de 2021, Rondônia a venda internacional de produtos se manteve em alta – R$ 3,1 bilhões –, sendo 35,77% maior que o ano passado.

Entre os municípios que mais exportaram no Estado, Vilhena ocupa o primeiro lugar com mais de R$ 1,54 bilhão. A capital, Porto Velho, vem em seguida com R$ 829 milhões em exportações. Rolim de Moura é o terceiro da lista, com R$ 778 milhões. Nestes municípios, a soja foi um dos produtos mais exportados com cerca de R$ 2,8 bilhões de exportações.

Os 15 produtos mais exportados no período de janeiro a junho deste ano são:

  1. Soja;
  2. Carnes desossadas de bovino congeladas;
  3. Carnes desossadas de bovino frescas
  4. Carnes desossadas de bovino refrigeradas;
  5. Madeiras perfiladas;
  6. Estanho em forma bruta;
  7. Algodão;
  8. Miudezas comestíveis de bovino;
  9. Bexigas e estômagos, de animais;
  10. Minérios de nióbio, tântalo ou vanádio;
  11. Outras madeiras tropicais serrada ou fendida;
  12. Milho em grão, exceto para semeadura;
  13. Madeira de ipê;
  14. Outras substâncias de animais, para preparação de produtos farmacêuticos;
  15. Armações e cabos, de ferramentas, de escovas e de vassouras, de madeira.

Segundo o coordenador da CRE, o Governo de Rondônia está empenhado em garantir a melhoria de todos os setores comerciais que são beneficiados pelas exportações, e que mais produtores locais possam desenvolver a economia do Estado, tornando-se referência na Amazônia.

Fonte: Sefin

Preço da casa própria fecha julho com maior alta mensal em 7 anos

Variação de 0,64% do Índice FipeZap em julho faz valor médio do metro quadrado construído no Brasil saltar a R$ 7.702

Os brasileiros que pensam em realizar o sonho da casa própria não têm muitos motivos para comemorar, já que o preço médio dos imóveis construídos abriu o segundo semestre com a maior alta mensal desde agosto de 2014, segundo dados do Índice FipeZap, que acompanha a variação do metro quadrado nas 50 principais cidades do Brasil.

De acordo com o índice divulgado nesta quarta-feira (4), o preço médio de venda de imóveis residenciais ficou 0,64% mais caro em julho. O número, que corresponde à maior variação percentual desde os 0,68% de agosto de 2014, mantém a trajetória de alta do indicador.

Com a movimentação, o preço médio do metro quadrado construído no Brasil subiu para R$ 7.702. Assim, para comprar um imóvel padrão, com 65 m² e dois quartos é preciso desembolsar, em média, R$ 500 mil.

As recentes variações correspondem ainda a uma alta nominal acumulada de 2,82% nos sete primeiros meses de 2021 e de 5,13% nos últimos 12 meses. Em ambos os casos, a variação apresentada pelo indicador é inferior à inflação oficial calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o período.

A alta nominal do FipeZap em julho foi impulsionada pelas variações de preço registradas em 15 das 16 capitais monitoradas, com destaques para Vitória (+2,74%), Curitiba (+1,79%), Goiânia (+1,75%), Florianópolis (+1,60%), Brasília (+1,59%), Fortaleza (+1,18%), Manaus (+1,14%) e Porto Alegre (+0,98%).

Municípios

Entre todas as cidades verificadas, São Paulo (SP) ultrapassou o Rio de Janeiro (RJ) como o local mais caro para se comprar um imóvel, com o preço do metro quadrado na casa dos R$ 9.569.

A liderança do índice ocorre com a variação de 0,42% dos valores na capital paulista ao longo do mês passado. Ao mesmo tempo, a alta verificada na capital fluminense foi de 0,21%, o que faz o preço médio dos imóveis anunciados na Cidade Maravilhosa chegar a R$ 9.565.

Na terceira colocação do índice, Brasília (DF) se manteve mais uma vez na frente de Balneário Camboriú (SC), Florianópolis (SC) e Itapema (SC) com o preço médio do metro quadrado construído estimado em R$ 8.469, contra R$ 8.278 e R$ 8.027 das cidades catarinenses.

Vitória (ES) completa a lista de cidades com o preço médio do metro quadrado mais caro do que a média nacional. Na localidade, cada espaço mínimo de terra sai por, em média, R$ 7.866.

Na outra ponta do índice, a cidade de Betim (MG) segue com o metro quadrado mais barato do Brasil, de R$ 3.077). O município mineiro é seguido por São José dos Pinhais (PR) e Pelotas (RS). Nos municípios, cada espaço mínimo de terra está avaliado em R$ 3.670 e 3.727, respectivamente.

Fonte: R7

Segundo Detran, número de acidentes de trânsito caíram 21,38% no ano de 2020 em RO

Em 2020, dos 11.380 acidentes de trânsito registrados em Rondônia, 8.607 envolveram  motociclistas

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Rondônia, mostra que nos dados da Coordenadoria de Registros de Estatística e Acidentes de Trânsito (Renaest) que concluiu o Anuário de 2020, apontam que houve redução de 21,38% no número de acidentes de trânsito se comparado a 2019, caindo de 10.748 para 8.450.

Acidentes com vítima não fatais também tiveram redução, de 14.080 em 2019 para 11.380 em 2020, entretanto o número de vítimas fatais teve um aumento considerável se comparado de um ano para o outro, sendo 378 vítimas em 2019, e 417 mortes em 2020. Conforme informação do Detran, a falta de respeito aos preceitos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), excesso de velocidade e avanço ao semáforo são as principais causas de acidentes de trânsito no Estado.

Os motociclistas e os passageiros são as maiores vítimas. Em 2019 foram registrados 13.702 sinistros de trânsito, dos quais 10.932 envolvendo de motocicletas. Deste total, 9.183 eram condutores e 1.749 passageiros. Já em 2020 foram registrados 11.380 acidentes, envolvendo 8.607 motociclistas, sendo 7.346 condutores e 1.261 passageiros.

Em 2020, 245 pessoas perderam a vida em sinistros de trânsito fazendo uso de motocicleta, sendo 226 condutores e 29 passageiros, contra 210 vítimas fatais em 2019, 189 condutores e 21 passageiros. Acesse o Anuário de 2020.

O diretor-geral do Detran, Neil Gonzaga, especialista em trânsito, comenta que o Departamento tem trabalhado tanto na parte educativa quanto na repressiva para um trânsito ordeiro e seguro para todos, exemplo são os números que comprovam a redução no índice de acidentes de trânsito.

“Com a pandemia da covid-19 os serviços de entregas aumentaram muito e os entregadores na ânsia de chegar rápido ao ponto de entrega desrespeitam a sinalização de trânsito colocando a própria vida em risco e a de terceiros também”, explicou Neil Gonzaga.

TIPOS DE ACIDENTES REGISTRADOS EM 2020

  • 1º – colisão transversal – 2.187;
  • 2º – queda – 1.413;
  • 3º – colisão lateral – 1.152,
  • 4º – traseira – 693;
  • 5º – colisão frontal – 390;
  • 6º – choque com objeto fixo – 338;
  • 7º – atropelamento pedestre – 312;
  • 8º – atropelamento animal – 217;
  • 9º – capotamento – 159;
  • 10º – tombamento – 147 e
  • 11º – engavetamento – 13.

Fonte: Detran-RO

Com avanço da vacinação, índice de casos ativos e internações por covid-19 reduz em RO

Levantamento, mostrou que desde o dia 19 de abril de 2021, não existem filas de espera por leito de UTIs no estado.

Estado tem queda de números de filas de espera em Utis

Rondônia já recebeu do Ministério da Saúde quase 1 milhão de doses de imunizantes contra covid-19, sendo 372.108 da CoronaVac, 444.200 da AstraZêneca, 128.700 da Pfizer e 34.500 da Janssen (dose única). Esse avanço na vacinação em massa reflete na queda do número de casos de covid-19 e, consequentemente na redução de internações e óbitos em decorrência da doença.

Os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs), que tiveram a quantidade ampliada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), para absorver a demanda da população no pico da pandemia, agora começam a ficar vazios pelo aumento de pessoas protegidas contra a doença, pela testagem em massa com isolamento dos positivos e pelas campanhas de conscientização massificadas pelo Executivo Estadual.

De acordo com levantamento feito pelo Grupo de Trabalho Técnico-Científico de Enfrentamento a Covid-19, apresentado pelo secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, o principal impacto do avanço da vacinação foi na relação entre casos ativos e internados.

O secretário pontuou ainda que desde o dia 19 de abril de 2021, não existem filas de espera por leito de UTIs em Rondônia. Conforme levantamento da pasta, são 86 dias em queda na média móvel de casos novos da doença e as ocupações de leitos vem alternando entre quedas e estabilidade há mais de 80 dias.

Além da vacina como o grande fator para essa nova fase de enfrentamento da covid-19, outras estratégias adotadas pelo Governo de Rondônia foram consideradas fatores importantes para redução de casos, a exemplo das edições do testagem em massa por meio de drive-thrus que permitem o isolamento dos casos positivos e, assim, é um complemento para quebrar a cadeia de transmissão do vírus.

Rondônia tem também uma das maiores proporções de curados do Brasil, sendo, segundo o secretário, quase o dobro da média nacional. ‘‘Isso se deve ao fato de a pandemia ter avançado mais no Estado. Infelizmente tivemos muitas mortes, mas também muitas recuperações e boa parte dessas pessoas recuperadas apresentarão imunidade por um determinado período causando, assim, uma desaceleração da doença’’.

As mortes decorrentes dessa doença também têm reduzido. A maior média móvel foi de 48 óbitos registrada em março. Atualmente, a média móvel é de oito óbitos. Desta forma, a média móvel diária de óbitos em Rondônia é aproximadamente 16,7% do que foi o passado ou seja, uma redução de aproximadamente 83,3%.

Fonte: Sesau

Segundo a Semusa, cerca de 800 pessoas ainda não retornaram para tomar a 2ª dose da vacina CoronaVac em RO

O perfil dos atrasados não foi divulgado.

A Divisão de Imunização de Porto Velho informou nesta semana que cerca de 800 pessoas ainda não retornaram para tomar a segunda dose da vacina CoronaVac, que imuniza contra a Covid-19.

Pela recomendação do Ministério da Saúde, quem tomou a primeira dose da CoronaVac deve receber a segunda entre 14 e 28 dias.

No entanto, segundo a Divisão de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), cerca de 800 pessoas não voltaram dentro da data programada e estão ‘atrasadas’ na proteção contra o coronavírus. O perfil dos atrasados não foi divulgado.

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das vacinas contra a Covid-19 testadas e já aprovadas necessitam de duas doses para conferir uma taxa de proteção aceitável.

Quem só tomou uma dose da vacina corre mais risco de se infectar, em comparação com pessoas que completam o esquema vacinal. Com mais vírus circulando, cresce a chance de surgir novas variantes.

A primeira dose vai provocar um estímulo da resposta do nosso sistema imune e a segunda dose ajuda a prolongar essa proteção.

Mesmo fora do prazo é preciso completar a imunização para obter uma boa resposta imune. Para receber a segunda dose, basta aparecer no ponto de vacinação com o cartão de imunização onde indica a data que tomou a primeira dose.

Fonte: Semusa

Segundo Ipea, pandemia ainda provoca impactos no mercado de trabalho

Taxa de desocupação ficou em 15,1%

A melhora da atividade econômica e o crescimento da população ocupada não foram suficientes para reduzir o impacto provocado pela pandemia da covid-19 no mercado de trabalho, que segue com alta no desemprego, subocupação e desalento. A avaliação faz parte da análise do desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas para 2021 apresentado, hoje (28), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em março, o estudo mostra que a taxa de desocupação ficou em 15,1%, o que representa 2,3 pontos percentuais acima do resultado do mesmo período do ano anterior. O crescimento do contingente de desalentados também indica que o mercado de trabalho não se recuperou. Nos últimos 12 meses, o número de pessoas com idade de trabalhar que estavam fora da força de trabalho por conta do desalento avançou de 4,8 milhões para quase 6 milhões, uma alta de 25%.

Desemprego

Segundo a pesquisadora do Grupo de Conjuntura do Ipea e autora do estudo, Maria Andréia Lameiras, os níveis de desemprego ainda estão ruins porque a cada dia que passa, mais gente volta para o mercado de trabalho para procurar emprego, o que não ocorria no período inicial da pandemia.

“Muita gente deixou de procurar emprego por medo de contágio, porque sabia que a situação econômica estava muito ruim e a probabilidade de conseguir um emprego era muito pequena e porque existiu o auxílio emergencial que, bem ou mal, deu segurança ao trabalhador de ficar em casa se protegendo e ter algum meio de subsistência”, informou em entrevista à Agência Brasil.

A movimentação da economia que apresentou sinais de melhora no primeiro trimestre de 2021, o avanço da vacinação e o valor menor do auxílio emergencial, segundo Maria Andréia, estão fazendo as pessoas procurarem mais o mercado de trabalho o que vai continuar impactando o nível de desemprego.

“Todas as pessoas que ficaram desempregadas na pandemia e, também têm chegado para este contingente, as pessoas que estavam inativas e sem procurar emprego. Quando chega ao mercado de trabalho sem uma colocação é considerado um desempregado e, por isso, o contingente de desempregados continua crescendo e vai continua crescendo, porque o movimento de retorno só tende a crescer nos próximos meses”, afirmou.

Informalidade

O estudo indica ainda que a recuperação da ocupação vem ocorrendo de maneira mais intensa entre os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria, que integram os segmentos informais do mercado de trabalho. O contingente de trabalhadores sem carteira e por conta própria registraram recuos menos expressivos no primeiro trimestre de 2021 com retrações de 12,1% e de 1,3% respectivamente, do que no trimestre móvel encerrado em agosto de 2020, quando os recuos foram de 25,8% e de 11,6%. Para a pesquisadora, a melhora da recuperação da ocupação pelos informais já era esperada.

“Porque primeiro foi o segmento mais afetado pela pandemia que foi o de serviços e de comércio. Segundo porque a gente já tinha visto que a pandemia causou menos estrago no setor formal. O emprego com carteira acabou sendo um pouco mais preservado durante a pandemia, porque é o trabalho com melhor qualificação, o trabalhador consegue fazer home office, então, foi de fato mais preservado. O informal foi mais atingido e é compreensível que, na retomada, acabe liderando”, comentou.

A pesquisadora destacou que, embora apresentasse sinais de recuperação no período de pré-pandemia, a situação do mercado de trabalho não era excepcional.

“Vem a pandemia e piora ainda mais, sendo que a gente já estava partindo de um ponto que não era excepcionalmente bom. Só que, quando a gente olha a foto do último trimestre, há indícios de melhora, porque a gente está vendo que a ocupação que caiu fortemente no segundo semestre, ela já começa a melhorar, claro que quando compara com o número de ocupados de um ano atrás a gente ainda está com taxa de negativa, mas quando olha a margem essa taxa negativa está cada vez menor”, disse.

Mais atingidos

A análise mostrou ainda que, no primeiro trimestre de 2021, se comparado ao mesmo período de 2020, a taxa de desocupação foi maior para as mulheres (17,9%) do que para os homens (12,2%). Além disso, os mais jovens seguem como os mais prejudicados, com taxa de desocupação de 31%; enquanto o desemprego dos mais idosos é menor (5,7%). Na escolaridade, os trabalhadores com ensino médio incompleto e completo foram os mais impactados pela pandemia na relação com as taxas de desocupação, que avançaram de 20,4% e 14,4% para 24,4% e 17,2%, de 2020 para 2021, respectivamente. Já os trabalhadores com menor taxa de desemprego, no período, foram os que possuem ensino superior (10,4%).

Nas regiões, a alta do desemprego foi generalizada. Com exceção de Roraima e do Amapá, todas as unidades da federação registraram aumento da desocupação este ano. As maiores taxas ficaram com Pernambuco (21,3%), Bahia (21,3%), Sergipe (20,9%), Alagoas (20%) e Rio de Janeiro (19,4%).

Perspectivas

O cenário é favorável para 2021, de acordo com a economista Maria Andreia Lameiras. “Para os próximos meses, a expectativa é que o movimento de recomposição da força de trabalho se intensifique. O avanço da vacinação combinado à retomada mais forte da atividade econômica deve ampliar a geração de empregos”, destacou.

A expansão da ocupação, entretanto, não será suficientemente forte para reduzir a taxa de desemprego no período devido ao esperado aumento da força de trabalho (com mais pessoas procurando emprego).

Pré-pandemia

A pesquisadora acredita que, mantido o cenário atual, o mercado de trabalho poderá voltar ao nível pré-pandemia no primeiro trimestre de 2022.

“No primeiro trimestre de 2022, acho que a gente volta para o nível pré-pandemia. Mantido o cenário atual. A gente está imaginando que não vai ter nenhuma grande variante [de covid-19], nenhum distúrbio político no país. A gente está imaginando com as informações que tem hoje de uma economia que está ganhando força. Tudo leva a crer que a gente vai ter a ocupação aumentando no segundo semestre e no primeiro trimestre do ano que vem, de maneira que a gente deve pensar o primeiro trimestre de 2022 próximo do patamar que a gente tinha”, completou.

Fonte: Agência Brasil

Segundo IBGE, Vilhena tem o maior número de aberturas de empresas em Rondônia

O município passou de 2.885 empresas para 3.255, um aumento de 12,8%.

Vilhena foi o município de Rondônia que apresentou o maior crescimento no número de empresas, unidades locais e organizações atuantes entre os anos de 2018 e 2019, segundo dados do Cadastro Central de Empresas divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade passou de 2.885 empresas para 3.255, um aumento de 12,8%.

O levantamento foi realizado entre cidades que possuem mais de 50 mil habitantes, sendo elas: Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Vilhena, Cacoal, Rolim de Moura e Jaru.

Em números absolutos, Porto Velho lidera o ranking do crescimento, com 545 novas unidades nesse período.

Já se considerar todo o estado de Rondônia, o aumento foi de 5%, passando de 34.570 empresas para 36.307. O índice de crescimento, no entanto, foi menor que a taxa brasileira (6,3%) e a da Região Norte (7%).

O IBGE também apresentou dados sobre as pessoas quem possuem uma ocupação no estado. Dos municípios, Porto Velho foi o único que apresentou uma redução, com 1,6% menos pessoas ocupadas. Enquanto isso, Vilhena e Rolim de Moura tiveram os maiores índices de crescimento, sendo 6,2% e 6,1% respectivamente.

Mais de 45% das empresas no estado são de comércio em geral ou atuam com reparação de veículos automotores e motocicletas, no entanto, o maior grupo de ocupados em Rondônia é o de funcionários públicos, que representam 29,4% do todo. Os trabalhadores do comércio são 27,4%.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

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