Polícia civil deflagra operação no combate a crimes contra crianças e adolescentes

Mandados foram cumpridos em 4 municípios do estado.

Operação da Polícia Civil foi realizada em quatro cidades de RO — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Operação da Polícia Civil foi realizada em quatro cidades de RO

Uma operação foi deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (17) para o combate a crimes contra crianças e adolescentes. Foram cumpridos 26 mandados de prisão em Porto Velho, Ji-Paraná (RO), Cacoal (RO) e Vilhena (RO).

A maior parte dos crimes abrangidos na Operação Rhéa são contra a dignidade sexual, como estupro de vulnerável. Participam da ação cerca de 100 agentes.

Segundo a Polícia Civil, o resultado da operação ainda deve ser divulgado, com a contabilização do número de prisões em cada cidade, pois a operação ainda está em andamento.

O nome da operação se refere à deusa mitológica Rhéa (ou Reia), que é a deusa da maternidade, tendo arriscado sua vida para a proteção dos filhos.

Fonte: G1/RO

PF faz operação para prender traficantes que levavam vida de luxo na fronteira entre Brasil e Paraguai

Operação cumpre 8 mandados de prisão e apreensões no valor de R$ 230 milhões em veículos, embarcações, aeronaves e imóveis do grupo.

Dinheiro apreendido durante o cumprimento de mandados — Foto: PF/Divulgação
Dinheiro apreendido durante o cumprimento de mandados

Traficantes de drogas que agiam na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, mantendo empresas de fachada e ostentando festas e carros de luxo são alvos da Operação Status, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (11).

A 5ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande expediu 8 mandados de prisão preventiva e 42 de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos nos estados do Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná, e também nas cidades paraguaias de Assunção e Pedro Juan Caballero.

Entre as apreensões, estão R$ 230 milhões em veículos, embarcações, aeronaves e imóveis do grupo.

A lancha, os jet ski e outros veículos normalmente usados em passeios na terra, que já foram apreendidos, estavam na Chapada dos Guimarães, região turística do Mato Grosso que fica perto de Cuiabá.

Segundo a PF, os traficantes usavam empresas de fachada ou de laranjas, como construtoras, administradoras de imóveis, lojas de veículos de luxo, para lavar dinheiro obtido com o tráfico de cocaína.

Jet skis apreendidos com o grupo suspeito de tráfico e lavagem de dinheiro — Foto: PF/Divulgação
Jet skis apreendidos com o grupo suspeito de tráfico e lavagem de dinheiro

O grupo contava ainda com uma rede de doleiros sediados no Paraguai, com operadores em cidades brasileiras como Curitiba, Londrina, São Paulo e Rio de Janeiro.

No Brasil, são apreendidos 42 imóveis, duas fazendas, 75 veículos, embarcações e aeronaves, cujos valores somados atingem R$ 80 milhões. No Paraguai, ação é feita em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas, e apreende 10 imóveis, no valor aproximado de R$ 150 milhões.

A operação foi batizada de “Status” em alusão à ostentação de alto padrão de vida mantida pelos chefes da organização criminosa, com participações em eventos de arrancadas com veículos esportivos de alto valor, contratação de artistas famosos para eventos pessoais e residências de luxo.

Caminhão de propriedade atribuída ao grupo alvo foi apreendido — Foto: PF/Divulgação
Caminhão de propriedade atribuída ao grupo alvo foi apreendido

Mandados

  • Campo Grande – 14 de busca e apreensão e três de prisão preventiva;
  • Ponta Porã – 9 de busca e apreensão;
  • Dourados – 2 de busca e apreensão;
  • Cuiabá – 3 de busca e apreensão e 1 de prisão preventiva;
  • Barra do Garças– duas fazendas com mandado de busca e apreensão;
  • Primavera do Leste– 2 de busca e apreensão;
  • Curitiba– 4 de busca e apreensão;
  • Londrina– 1 de busca e apreensão;
  • São Paulo – 5 de busca e apreensão;
  • Rio de Janeiro – 1 de busca e apreensão.

Fonte: G1

PF cumpre mandados contra suspeitos por roubo de equipamentos eletrônicos da União em Ji-Paraná

Os investigados podem responder por roubo a patrimônio da União e associação criminosa.

Uma operação foi realizada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (10) para cumprir dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão no município de Ji-Paraná (RO)

Dois suspeitos são investigados por uma suposta participação no roubo de equipamentos eletrônicos de propriedade da União. Os mandados da Operação FindMe foram expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal em Ji-Paraná.

Segundo a Polícia Federal, o crime aconteceu em junho de 2020. Dois celulares foram roubados, sendo um deles de propriedade de um órgão federal. Os aparelhos já foram recuperados.

As investigações apontaram os dois suspeitos como autores do crime, no entanto, até a manhã desta quinta (10) eles ainda não haviam sido localizados. Os investigados podem responder por roubo a patrimônio da União e associação criminosa.

A operação recebeu o nome de FindMe como referência a um aplicativo de localização de celulares perdidos.

Fonte: G1/RO

Justiça determina afastamento de Governador Witzel do cargo

Órgão também expediu mandados contra o presidente do PSC, Pastor Everaldo, e o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou o afastamento imediato do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), nesta sexta-feira (28). 

A medida tem validade de 180 dias. O STJ também expediu mandados de prisão contra o presidente do PSC, Pastor Everaldo, e contra o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão.

PF cumpre mandados no Palácio da Guanabara
PF cumpre mandados no Palácio da Guanabara

Os advogados de Witzel enviaram nota sobre a determinação do STJ: “A defesa do governador Wilson Witzel recebe com grande surpresa a decisão, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade. Os advogados aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis”.

A PF (Polícia Federal) faz a operação Tris in Idem na manhã desta sexta, desdobramento da Placebo, que investiga corrupção em contratos públicos do Executivo do Rio de Janeiro. 

Além de Witzel, o vice-governador do estado, Cláudio Costa (PSC) e o presidente da Assembleia Legislativa do estado, André Ceciliano (PT), são alvos da operação. 

As autoridades cumprem 17 mandados de prisão, sendo seis preventivas e 11 temporárias, e 72 de busca e apreensão. Além dessas medidas, em outro inquérito, o também  ministro do STJ Jorge Mussi autorizou o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão no estado do Piauí, objetivando coletar provas sobre suposto esquema de nomeação de funcionários fantasmas no governo fluminense para desvio de dinheiro público.

Os mandados estão sendo cumpridos no Palácio Laranjeiras, no Palácio Guanabara, na residência do vice-governador, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, além de outros endereços nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais e no Distrito Federal. Também está sendo alvo de busca e apreensão um endereço no Uruguai, local onde estaria um dos investigados cuja prisão preventiva foi decretada.

A defesa de Witzel afirmou que recebeu afastamento com “grande surpresa”.

Denunciado pela PGR

A PGR (Procuradoria-Geral da República) ofereceu uma denúncia nesta sexta contra Witzel, sua mulher, Lucas Tristão, Mário Peixoto, Alessandro Duarte, Cassiano Luiz, Juan Elias Neves de Paula, João Marcos Borges Mattos e Gothardo Lopes Netto.

De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), os alvos do processo são “pagamentos efetuados por empresas ligadas ao empresário Mário Peixoto ao escritório de advocacia de Helena Witzel. Também é objeto da denúncia pagamentos feitos por empresa da família de Gothardo Lopes Netto ao escritório da primeira-dama”. 

Segundo a acusação, a contratação do escritório de advocacia consistiu em artifício para permitir a transferência indireta de valores de Mário Peixoto e Gothardo Lopes Netto para Wilson Witzel.

Operação anterior

Em maio deste ano, Witzel foi alvo na operação Placebo, que investigava irregularidade na saúde durante a pandemia de coronavírus. 

O governador do Rio de Janeiro e a mulher dele, Helena Witzel, estão no centro das investigações de corrupção no combate à covid-19, que resultou em contratos de mais de R$ 2 bilhões de empresas e organizações sociais, principalmente, ligadas ao empresário Mário Peixoto, preso na operação Favorito em 14 de maio.

Fonte: R7

PF cumpre 2 mandados e 6 de busca em investigação sobre contrato da transpetro

Suspeita é que estaleiro contratado por R$ 857 milhões foi usado para pagamento de propina.

A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta quarta-feira (19), dois mandados de prisão em São Paulo e seis de busca e apreensão em Alagoas e no Rio de Janeiro, na 72ª Fase da Operação Lava Jato.

A suspeita da força-tarefa é que um estaleiro contratado por R$ 857 milhões para fornecer navios pagou propina para um funcionário da Transpetro. O valor da propina, o nome do estaleiro e do funcionário não foram divulgados pela PF.

As ordens judiciais foram expedidas pela 13ª Vara Federal em Curitiba, e a operação foi batizada de “Navegar é Preciso”.

As investigações apontam que foi identificada uma organização criminosa que fraudava o caráter competitivo das licitações pagando propina a altos executivos da Petrobras e empresas a ela relacionadas como a Transpetro.

O esquema de corrupção e lavagem de dinheiro funcionava, segundo a PF, através da celebração de contratos de compra e venda de navios feitos pela Transpetro com o estaleiro através do Programa do Governo Federal para a reestruturação da indústria naval brasileira, conhecido como Promef.

Ainda conforme as investigações, a contratação teria sido feita desconsiderando estudos de consultorias que apontavam que o estaleiro não teria as condições técnicas e financeiras adequadas para a construção dos referidos navios.

Disfarce

O pagamento de propina ao então executivo da Transpetro, segundo a PF, teria sido disfarçado através de um contrato falso de investimento em uma empresa estrangeira, que previa o pagamento de uma multa de R$ 28 milhões, em caso de cancelamento do aporte.

O contrato foi feito entre uma empresa do grupo dos investigados relacionados ao estaleiro e uma empresa ligada ao executivo da Transpetro. A remessa dos valores da vantagem indevida teria sido feita por meio de várias transferências, através de contas bancárias no exterior.

Fonte: G1

Polícia civil cumpre mandados de prisão contra servidores do Banco do Brasil em RO

De acordo com as investigações, suspeitos estariam recebendo propina para facilitar saques de pessoas falecidas em RO e AC.

A operação Faces da Liberdade, deflagrada pela Polícia civil de Rondônia, cumpre na manhã desta sexta-feira(7), com o objetivo de reprimir fraudes em espólios e patrimônio de herdeiros de pessoas falecidas em Rondônia.

De acordo com agentes da investigação, funcionários do Banco do Brasil se uniam a falsificadores para subtrair dinheiro depositado de pessoas falecidas e lesar o patrimônio dos herdeiros.

Oito mandados de busca e apreensão e oito de prisão temporária foram expedidos pela Justiça contra suspeitos de envolvimento no esquema. As ordens são cumpridas nas cidades de Alta Floresta D’Oeste (RO)Ji-Paraná (RO), Assis Brasil (AC) e Rio Branco.

Operação mira funcionários do Banco do Brasil em Rondônia — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Operação mira funcionários do Banco do Brasil em Rondônia

A principal forma de atuação do grupo era através da falsificação de sentenças em processos de inventário e partilha e certidões e escrituras lavradas em cartórios extrajudiciais.

Os investigados iam à agência com a documentação falsa para fazer o saque e os empregados do banco, para dar cobertura à ação, deixavam de executar procedimentos de segurança aceitando a documentação falsa em troca de propina, conforme a polícia.

Os agentes identificaram a subtração com suspeita de fraude em pelo menos três contas bancárias de pessoas falecidas, chegando a um valor de R$ 9,5 milhões.

Ainda segundo a polícia, as investigações apontam para a prática dos crimes de peculato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e associação criminosa.

O nome da operação é uma referência a uma obra literária publicada por Affonso Arino de Mello Franco, um escritor, político, diplomata e escritor brasileiro que teve o espólio lesado no esquema.

A operação Faces da Liberdade é realizada pela 2° Delegacia de Repressão ao Crime Organizado com o apoio da Polícia Civil do Acre.

“O Banco do Brasil informa que colabora com as autoridades na investigação do caso, com o repasse de subsídios no seu âmbito de atuação e que segue os trâmites previstos em seu processo de gestão disciplinar para casos de envolvimento de pessoa do seu quadro funcional”.

Fonte: G1/RO

PF prende secretário de transportes de SP em operação da Saúde

São cumpridos 6 mandados de prisão e 11 mandados de buscas em SP, RJ, DF e GO. Grupo é suspeito de fazer conluio em contratações dirigidas

Secretário de Transportes de SP foi preso hoje em casa em São Paulo pela PF
Secretário de Transportes de SP foi preso hoje em casa em São Paulo pela PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a operação Dardanários para desarticular um esquema que envolvia empresários e agentes públicos com a finalidade de realizar contratações dirigidas, especialmente na área da saúde. Entre os presos está o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

A força tarefa da Lava Jato iniciou esta ação para barrar desvios na saúde no Rio de Janeiro e em São Paulo, envolvendo órgãos federais.

Apreensão de R$ 50 mil no DF

Apreensão de R$ 50 mil no DF
Apreensão de R$ 50 mil no DF

O juiz federal Marcelo Bretas expediu seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de Petrópolis (RJ), São Paulo e São José do Rio Preto (SP), Goiânia (GO) e Brasília (DF). Os mandados judicias foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

O secretário do governo Doria foi preso em casa, nos Jardins, área nobre da capital paulista. A PF também está em um imóvel ligado a Alexandre Baldy em Brasília. No local, foram apreendidos R$ 50 mil em dinheiro. 

No Rio, as equipes saíram da Superintendência da PF, na Praça Mauá, no fim da madrugada.

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A ação é um desdobramento das investigações realizadas no âmbito das operações Fatura Exposta, Calicute e SOS, deflagradas pela Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF no Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público Federal.

Os presos vão responder pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa e serão encaminhados ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da justiça.

O nome da operação faz referência aos agentes de “negócios”, atravessadores que intermediavam as contratações dirigidas.

Fonte: R7

Polícia faz megaoperação em São Paulo contra o tribunal do crime

Até agora 16 pessoas foram presas, mais de 40 quilos de drogas apreendidos e 3 armas localizadas. São cumpridos 44 mandados de busca e 25 de prisão

Polícia faz megaoperação em São Paulo contra o tribunal do crime

A Polícia Civil realiza uma megaoperação nesta quinta-feira (30) contra o tribunal do crime de São Paulo. Até o momento, 16 pessoas foram presas, mais de 40 quilos de drogas apreendidos e três armas localizadas.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a ação é coordenada pela 8ª Delegacia Seccional, com apoio das demais seccionais, para cumprir 44 mandados de busca e apreensão e 25 mandados de prisões temporárias concedidos pela Justiça.

Após seis meses de investigação, os policiais identificaram a organização criminosa especializada em tráfico de drogas, ocultação de bens e lavagem de dinheiro, assim como a existência de um tribunal do crime.

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Participam da operação 334 policiais civis em 141 viaturas. O alvo é uma das maiores facções paulistas. Nesta quinta, foram apreendidos cinco carros, um deles usado no transporte do dinheiro, e uma moto. Algumas mulheres foram conduzidas à delegacia para averiguação.

A operação é uma continuação das investigações da Polícia Civil após a prisão de Wislan Ramos Pereira, conhecido como Jagunço, em abril. Ele seria o responsável pela execução de pessoas “julgadas e condenadas” por integrantes da facção. Ao menos sete corpos enterrados foram encontrados pela polícia.

Fonte: R7

PF deflagra ‘operação mercado das armas’ contra tráfico Internacional em oito estados

As armas de fogo eram importadas do Paraguai

Policiais federais fazem hoje (29) uma operação contra o tráfico internacional de armas e acessórios. A Operação Mercado das Armas cumpre um mandado de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão em oito estados brasileiros: Paraná, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

A operação foi desencadeada depois que investigações da Polícia Federal identificaram a atuação de um grupo criminoso na importação, transporte e remessa de armas de fogo e acessórios a vários estados brasileiros.

As armas de fogo eram importadas do Paraguai, com a ajuda de atravessadores, e transportadas, por correios ou transportadoras privadas, para seus destinos no Brasil escondidas dentro de equipamentos, como rádios, climatizadores e panelas elétricas.

“Um dos acessórios importados do Paraguai e comercializado pelos investigados é o denominado Kit Roni que, em um de seus modelos para uso exclusivo com pistolas de airsoft, era transformado para uso com armas de fogo e munições reais, tornando o equipamento em uma espécie de submetralhadora, podendo-se utilizar carregadores estendidos e seletores de rajadas. A importação desse acessório era realizada de forma ilegal, sem os certificados necessários e vendidos por plataformas virtuais sem o fornecimento de notas fiscais”, informa nota divulgada pela Polícia Federal.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico internacional de armas de fogo e acessórios, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.

Fonte: Valéria Aguiar A/B

PM de Rondônia é alvo de operação que investiga fraude em licitação

De acordo com informações Um dos alvos da operação é um oficial da Polícia Militar de Rondônia que entre os anos de 2016 e 2018, ocupou cargos de confiança junto ao Poder Executivo do Estado.

Operação da Polícia Civil cumpre mandados de prisão e buscas ...
Operação investiga irregularidades na licitação para aquisição de software, tablets para a implementação do Sistema Mobile.

A Polícia Civil de Rondônia com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, descobriu um esquema de fraudes no processo de licitação do Sistema Mobile da Polícia Militar de Rondônia (PM-RO). A plataforma é responsável pelos registros online de boletins de ocorrências.

São cumpridos nesta terça-feira (28), dois mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão, em Porto Velho, Ji-Paraná (RO), Buritis (RO) e Canoas (RS) durante a “Operação Mobilis”.

A investigação começou a partir de uma denúncia anônima informando supostas irregularidades na licitação para aquisição de software, tablets e demais acessórios para a implementação do Sistema Mobile. Segundo apurado na “Operação Mobilis”, há existência de vínculo entre servidores públicos e o sócio proprietário da empresa ganhadora do certame.

Um dos alvos da operação é um oficial da Polícia Militar de Rondônia que entre os anos de 2016 e 2018, ocupou cargos de confiança junto ao Poder Executivo do Estado.

Com a quebra do sigilo telemático dos investigados, os agentes confirmaram que antes e principalmente durante o processo licitatório, servidores públicos do estado de Rondônia e o sócio proprietário da empresa, mantiveram inúmeros contatos e trocas de documentos com o objetivo de tornar essa empresa a vencedora da licitação.

Conforme a assessoria de imprensa da Polícia Civil, destaca-se que os investigados “tentaram inviabilizar qualquer forma de concorrência, seja concedendo prazo exíguo para o desenvolvimento do software, estipulando parâmetros que sabidamente apenas seus fornecedores exclusivos poderiam disponibilizar e, por fim, caso todas as outras medidas não fossem suficientes, pretendiam desclassificar o concorrente, na prova de conceito”.

Com as informações privilegiadas e a “certeza que iriam ganhar”, a empresa investigada começou a desenvolver o sistema antes mesmo da primeira fase do processo licitatório, pois os servidores disponibilizaram os dados estratégicos da Secretaria de Segurança Pública, sem autorização. E a empresa ainda começou o treinamento com policiais militares em várias regiões do estado.

O esquema dos investigados resultou em aquisições pelo Estado de Rondônia na ordem de R$ 3.446.593,60.

Um dos servidores públicos de Rondônia, após o estreitamento da relação com o sócio proprietário da empresa, passou a trabalhar como sócio oculto da mesma, fomentando a melhoria e disseminação do sistema e atuando como “garoto propaganda” e desde então, utilizando-se do projeto e da projeção do seu cargo público, passou a tentar replicar a fraude em outros estados.

A Polícia Militar informou que não vai se pronunciar até o fechamento da investigação.

Fonte: G1/RO