PGR quer perda de mandato de presidente e governadores que trocarem de sigla

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O caso está sob a relatoria do ministro do STF Luís Roberto Barroso

A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável a uma ação protocolada pelo PSDB no Supremo Tribunal Federal (STF) que tenta permitir que prefeitos, governadores, senadores e o presidente percam o mandato caso saiam do partido pelo qual foram eleitos. O caso está sob a relatoria do ministro do STF Luís Roberto Barroso.

A ideia é aumentar o princípio da infidelidade partidária para políticos eleitos para cargos majoritários. Se a regra estivesse em vigor, o presidente Jair Bolsonaro teria de apresentar uma justificativa, como perseguição política ou abandono de ideário político da sigla para deixar o PSL.

Hoje, apenas vereadores, deputados estaduais e federais podem perder o mandato caso troquem, sem justificativa, de legenda. Esses cargos são definidos de forma proporcional, ou seja, de acordo com o número total de votos que cada partido obteve no pleito são escolhidos os mais votados para ocuparem as vagas disponíveis. Já os políticos com mandatos majoritários são eleitos apenas com os votos destinados diretamente a eles.

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, argumenta que mesmo os prefeitos, governadores, senadores e o presidente tiveram ajuda de suas legendas para chegar ao cargo que ocupam.

“O que nós advogamos é que aqueles que receberam o dinheiro do fundo eleitoral, receberam recursos que foram viabilizados pelo compartilhamento do esforço coletivo de votos no partido no Brasil inteiro. Aquele que topou receber recursos no fundo se compromete em caso de eleição com o partido pelo mesmo princípio do compartilhamento coletivo no esforço de viabilizar o mandato. A Procuradoria-Geral da República agora traz e dá o parecer favorável trazendo novos elementos”, disse.

O chefe da PGR, Augusto Aras, escreveu no parecer favorável que “há de abranger o princípio da fidelidade partidária quaisquer detentores de mandato político, ainda que eleitos por meio do sistema majoritário nos Poderes Legislativo e Executivo, vinculando-se todos ao dever de compromisso com o programa e o ideário da legenda pela qual disputaram o pleito”.

“Tal imposição de lealdade à sigla – e aos eleitores representados – busca, em qualquer dos sistemas eleitorais, prestigiar o ideário político dos partidos políticos, presumindo que também os votos dados a seus candidatos sufraguem uma ideologia, um estilo ou um rumo de atuação política em particular”, consta no parecer da PGR.

Por Lauriberto Pompeu

Biden assina primeiros decretos do mandato e coloca EUA novamente no Acordo de Paris e na OMS

Grande parte deles revertendo medidas que foram tomadas por seu antecessor, o republicano Donald Trump

Como já havia antecipado durante a campanha, o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou seus primeiros decretos após tomar posse e colocou novamente os EUA no Acordo de Paris e na Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ao todo, Biden assinou 15 atos executivos já nesta quarta-feira (20). Grande parte deles revertendo medidas que foram tomadas por seu antecessor, o republicano Donald Trump.

Entre as medidas está o fim do veto à entrada de cidadãos de países muçulmanos nos EUA, a paralisação da construção do muro na fronteira com o México e a determinação de obrigar o distanciamento social e o uso de máscaras em prédios e áreas federais e por funcionários públicos do governo e terceirizados. As informações foram publicadas pela agência Reuters.

Durante a assinatura, Biden comentou que o ex-presidente Trump deixou uma carta “muito generosa” para ele no Salão Oval, mantendo uma tradição entre presidentes e seus sucessores.

“Porque era particular, não falarei sobre ela até que converse com ele, mas era muito generosa”, afirmou.

Joe Biden, de 78 anos, tomou posse nesta quarta-feira (20) como o 46º presidente dos Estados Unidos.

Biden venceu as eleições em 7 de novembro com ampla maioria dos votos: foram 306 votos eleitorais contra 232 de Donald Trump.

Fonte: Sputnik

Presidente Laerte Gomes faz balanço de mandato e agradecimentos

Ele elencou a transparência, economicidade e informatização como pilares de sua gestão

O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), fez um discurso de agradecimento e de avaliação dos seus dois anos de mandato, no comando do Parlamento Estadual, durante sessão extraordinária na tarde desta quarta-feira (16).

Iniciamos nosso trabalho em 2019 e pudemos colocar em prática a nossa gestão, firmada em três bases: transparência, economicidade e informatização. Construímos os pilares, para chegar no resultado final, que não foi fácil. Economizar é difícil, você compra brigas, você ataca privilégios”, destacou.

O defensor público-geral Hans Lucas Immich, o juiz Rinaldo Fortes, secretário geral do Tribunal de Justiça, o conselheiro Paulo Cury, presidente do Tribunal de Contas do Estado e o chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, prestigiaram a sessão.

Em seguida, Laerte começou a fazer um balanço de sua gestão. “Fizemos o chamamento do concurso público, 30 anos depois. Foram 110 aprovados, chamados 78 e os demais ainda não foram chamados em razão da covid-19 e por estarmos há seis meses do fim do mandato e a lei veda. Implantamos um fluxograma de processos, num trabalho da nossa Controladoria. Fizemos a reforma administrativa, reduzindo de quase 700 para 300 cargos comissionados. Diminuímos cargos na presidência, e nos administrativos, estamos com 50% de efetivos e os outros 50% de comissionados”.

O presidente disse ainda que “hoje estamos aqui para votarmos o orçamento de 2021 e iniciarmos o recesso parlamentar, mas estaremos de sobreaviso, caso seja necessário deliberar sobre qualquer matéria em relação à pandemia do coronavírus”.

Em seguida, ele retomou à prestação de contas de seu mandato. “Saímos de um prédio pequeno, para esse prédio grandioso e colocamos pra funcionar, em toda a sua plenitude. Definimos um calendário de pagamento de servidores. Com o trabalho do deputado Dr. Neidson (PMN), a Casa implantou o Chameron, que está à disposição para a proteção das mulheres”.

Ele informou ainda que “passamos por uma das maiores auditorias do TCE na questão de pessoal e o relatório prévio mostra que não há nenhum quesito em que somos notificados. Muitos tinham uma ideia de uma casa desarrumada, mas não é verdade. Nosso portal de transparência é um dos mais eficientes e isso precisa ser valorizado. A TV Assembleia foi implantada e todo cidadão de Porto Velho tem acesso ao canal aberto. Quem sabe a rádio em breve e no futuro possamos levar pro interior a TV”.

De acordo com Laerte, “só consegue administrar e se planejar, se cortar despesas. Ando no meu carro, sem um monte de segurança, sem uma equipe imensa com diárias. acabamos com todos os aluguéis que esta Casa tinha, alguns há 30 anos. Tínhamos contratos com empresas para menor aprendiz e estágios e acabamos. Cortamos diárias e despesas e não abrimos mão da economicidade”.

Segundo o presidente, “economizamos algo em torno de R$ 70 milhões a R$ 80 milhões nesse período. Você consegue economizar nas coisas pequenas e médias. Com essa economia, investimos nos hospitais do Amor, no Santa Marcelina e São Daniel Comboni, em mais de R$ 20 milhões. Agora serão mais R$ 20 milhões para os municípios. É lá que a mão da Assembleia vai chegar, apoiando os municípios”.

Ele encerrou sua fala se declarando feliz com o trabalho realizado. “Eu fico muito feliz, cumpri minha missão. Saio leve e feliz. Agradeço a Mesa Diretora toda e aos demais deputados. Quando assumi, se dizia que a Assembleia iria atrapalhar o Governo. Isso nunca ocorreu, sempre agimos de forma republicana. Todos aprovamos matérias para beneficiar toda Rondônia. Poderes são separados, mas devem ser harmônicos. Agradeço ao apoio de todos. divergimos algumas vezes e concordamos muito mais, mas sempre nos respeitamos e trabalhamos para que o melhor para a população sempre prevaleça”.

Ao final, ele desejou sucesso ao futuro presidente, Alex Redano (Republicanos) e a futura Mesa Diretora. “Estarei para contribuir com o parlamento, para ajudar, se preciso. O Legislativo forte é sinal de democracia forte. Agradeço ao governador Marcos Rocha, com quem tivemos uma relação republicana e aproximada”.

O defensor público-geral Hans Lucas Immich agradeceu ao presidente Laerte Gomes pela parceria com a Defensoria Pública de Rondônia. Ele destacou a decisão de Assembleia em aumentar o percentual da Defensoria no orçamento anual, que permitirá melhor atendimento à população carente do estado.

Governador

O governador Marcos Rocha, que se recupera da covid-19, participou da sessão por meio de transmissão remota e ressaltou a importância da união entre os poderes no enfrentamento do coronavírus que possibilitou a contratação de leitos clínicos e de UTIs, que ajudaram a salvar muitas vidas em Rondônia. O governador destacou que, mesmo em meio à pandemia, as políticas de austeridade surtiram resultado e o Estado se destacou na questão da transparência das contas públicas.

Marcos Rocha agradeceu à Assembleia pela apreciação da LOA, que é instrumento essencial para a realização das políticas públicas que irão beneficiar a sociedade rondoniense no ano de 2021. “Confio às vossas excelências a decisão em aprovar o melhor para o desenvolvimento do nosso estado. É dessa forma que nós trabalhamos durante o ano retrasado, ano passado, este ano e eu tenho certeza que ainda vamos produzir muito mais para nossa população”, declarou o governador.

Texto: Eranildo Costa Luna-ALE/RO

Davi Alcolumbre age para que Chico Rodrigues se afaste do mandato

Interlocutores do senador do Amapá alegam, que a situação do ex-vice-líder do governo prejudica o DEM nas eleições municipais.

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), articula um acordo para que o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) seja afastado do mandato. Interlocutores do senador do Amapá alegam, que a situação do ex-vice-líder do governo prejudica o DEM nas eleições municipais. Colegas do congressista tentam convencê-lo a tomar iniciativa de se afastar do mandato e de se licenciar das atividades partidárias. Chico Rodrigues foi flagrado na quarta-feira (14) com dinheiro nas nádegas durante a Operação Desvid-19, que apura desvios de recursos da saúde em Roraima. Na quinta-feira (15) ele foi destituído da vice-liderança do governo. O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do congressista por 90 dias. A decisão foi remetida para análise do plenário do Supremo em sessão marcada para a próxima quarta-feira (21).

Se o STF concluir o julgamento nesta semana e não houver a iniciativa do congressista de pedir para se afastar do mandato, o Senado deve analisar em plenário o afastamento na semana seguinte. O DEM solicitou ao STF que as informações sobre o inquérito que investiga o senador sejam compartilhadas. “O ato tem como objetivo analisar eventual desrespeito aos princípios éticos do Democratas, previstos estatutariamente, pelo senador Chico Rodrigues (RR)”, escreveu a legenda por meio de nota.

O partido tenta construir uma saída para que não seja prolongada a crise causada pela operação da Polícia Federal envolvendo o senador. Há a opção de ser aberto um processo de expulsão,  mas isso levaria tempo e precisaria obedecer trâmites do estatuto da sigla.

Fonte: Congresso em Foco

Datafolha confirma que Bolsonaro tem melhor índice desde o início do mandato

De acordo com o levantamento, 37% dos brasileiros consideram a gestão de Bolsonaro ótima ou boa, ante os 32% registrados em junho

O presidente da República, Jair Bolsonaro, alcançou seu melhor índice de aprovação popular desde o início do mandato, apontou pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha.

De acordo com o levantamento, 37% dos brasileiros consideram a gestão de Bolsonaro ótima ou boa, ante os 32% registrados na pesquisa de junho.

Até então, os melhores índices de aprovação do presidente haviam sido registrados em abril e maio deste ano, quando atingiu 33% de popularidade.

A pesquisa também mostra que a rejeição ao presidente caiu 10 pontos porcentuais, em comparação com o levantamento anterior.

Enquanto em junho, 44% dos entrevistados avaliaram o governo como ruim/péssimo, 34% o fizeram agora. O levantamento foi realizado via telefone com 2.065 pessoas entre os dias 11 e 12.

O aumento da popularidade do Bolsonaro ocorre no momento em que governo realiza pagamentos emergenciais de R$ 600 por mês para trabalhadores informais, totalizando mais de R$ 250 bilhões. O governo considera estendê-los por mais meses, visto que expiram em setembro.

Nesse momento, o Brasil sofre o pior surto de coronavírus do mundo depois dos Estados Unidos, com 3,2 milhões de casos e 105.463 mortes. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos

Fonte: R7

Hildon não vai tentar um segundo mandato e abre caminho para vários nomes na corrida municipal

Quem o Prefeito apoiará? Ele tem dito que ficará fora do processo eleitoral, ao menos no primeiro turno

Embora uma entrevista coletiva com a imprensa, programada para essa quinta tenha sido cancelada, para tratar do assunto, há muito pouca dúvida de que a decisão do prefeito Hildon Chaves já está tomada:  ele vai anunciar a decisão de não concorrer à reeleição, porque considera que o instituto da reeleição não é o melhor caminho; prefere um mandato único de cinco anos e defende a renovação na política. Acha que há gente com condições de gerir a Capital e que a hora é de ir em frente, com projetos pessoais, embora sua volta à política não tenha saído da pauta. Até porque 2022 está bem perto. Hildon fez um governo complicado no início, até porque herdou uma Prefeitura amarrada, inclusive com forte  protecionismo aos servidores, já que o ex prefeito Mauro Nazif fez o que mais sabe: sobreviver politicamente ligado ao funcionalismo. A herança também significou, entre outras coisas, um sistema de transporte coletivo destroçado e poucas obras estruturantes. Ao contrário do que prometeu na campanha, Nazif fez pouquíssimo para combater as alagações, que continuam infernizando a cidade até agora. A partir de uma reorganização na Prefeitura e com jogo de cintura político, Hildon Chaves começou também a cooptar o apoio de ex parlamentares federais, como Luiz Cláudio da Agricultura e Lindomar Garçon, trazendo-os (e suas muitas emendas) para seu lado, além de buscar apoio da atual bancada federal, Conseguiu imensos recursos, com os quais começou então a realizar obras vitais para a Capital. Resolveu a questão do transporte escolar, que era um inferno e está resolvendo a do transporte coletivo. Só não o fez até agora, porque a questão está judicializada. Um enorme pacote de obras está em andamento. Entre elas, a da total restauração da Praça Madeira Mamoré, certamente uma marca importante da atual administração, junto com o término dos viadutos e das pistas laterais da BR, feitas em parceria com o Dnit e da iluminação pública de Porto Velho, que melhorou muito. Nem todas ficarão prontas, mas não há dúvida de que a cidade, no geral, está bem melhor do que estava quando Hildon a recebeu. 

Quem o Prefeito apoiará? Ele tem dito que ficará fora do processo eleitoral, ao menos no primeiro turno. Mas certamente vai ficar ao lado de algum nome ligado a ele, à sua administração e ao seu partido, que lhe daria segurança de que suas obras, eventualmente alguma inacabada, serão concluídas no próximo mandato. Por enquanto, como surpresa, surge Thiago Tezzari, o competente homem da Emdur, que transformou a escura Porto Velho numa Capital iluminada. Mas há outras opções, como o parceiro Lindomar Garçon, ex deputado, que trouxe muitos recursos para o atual governo. E há os Carvalho (Mariana e Maurício), que também são sempre citados. Ao que se ouve nos bastidores, Mariana não quer, mas Maurício quer. Esperemos os próximos dias, para saber quem serão os candidatos governistas à sucessão do Prefeito que abriu mão de disputar, com grandes chances, um segundo mandato.

E AGORA, DEPUTADO LÉO MORAES?

Fica agora apenas uma dúvida: o jovem deputado federal Léo Moraes, que aparece sempre à frente, em praticamente todas as pesquisas na Capital, vai abrir mão do restante do seu mandato, para concorrer à Prefeitura e, se vencer, enfrentar a complexa administração municipal? Léo está, certamente, refletindo muito sobre o seu assunto. De um lado, há seu desejo pessoal de se manter em Brasília, onde tem sido um parlamentar de destaque em nível nacional, como líder do Podemos. Além disso, Léo tem ainda muitos projetos e emendas para o Estado. O problema é a cor local da política. A pressão duríssima que o deputado tem sofrido de aliados, parceiros, eleitores e daqueles que sonham em conviver com ele no poder é imensa. Léo tem colocado tudo isso na balança. Tem ainda alguns poucos dias para se definir. Mas, com a saída de Hildon da corrida, ele sabe: suas chances de ser o próximo Prefeito da Capital aumentaram muito.

MDB: ALIANÇA OU CHAPA PURO SANGUE?

A análise da sucessão municipal de Porto Velho, feita neste espaço, na edição da quarta-feira, excluiu, não sem motivo, uma candidatura que já vem com grandes chances, a ser homologada pelo MDB. O problema é que o partido tem o que falta para muitas siglas: nomes demais. Gente com peso eleitoral e com chances reais de chegar à vitória nas urnas. Por isso, sempre fica complicado se saber exatamente quais das lideranças serão as escolhidas para a próxima missão. Agora, pelo menos dois nomes podem ser citados como quentíssimos, nessa caminhada da sucessão: o do ex secretário de saúde, Williames Pimentel e do desembargador aposentado Walter Waltenberg. Mas há vários outros, como o ex secretário de Planejamento do governo Confúcio Moura (assim como Pimentel, que foi o secretário da saúde, do governo anterior), George Braga. Há sim outros pretendentes no partido, mas ao que tudo indica, a decisão final se dará em torno desse trio.

PIMENTEL NA CABEÇA, GEORGE OU JAIME DE VICE

Pelo que se tem ouvido nos bastidores, tudo se encaminha para que Pimentel seja o escolhido, porque Waltenberg só aceitaria a indicação se ela fosse por consenso, o que, certamente, está muito longe de acontecer. Não há consenso no MDB há muitos anos. Lembremo-nos, por exemplo, das cenas de pugilato da última convenção que escolheu Confúcio Moura e Valdir Raupp como candidatos ao Senado. O presidente regional, Lúcio Mosquini, está acompanhando o caso de perto. A partir de uma declaração dele, se pode entender como é difícil que as coisas tenham anuência generalizada num partido tão grande. Mosquini disse que o MDB vai se aliar a outras siglas e que não terá candidatura puro sangue. O problema é que há uma ala, inclusive apoiada pelo grupo do ex governador e senador Confúcio Moura, para a formação de uma chapa com uma dupla emedebista: o próprio Pimentel encabeçando a chapa, com o ex secretário de Planejamento, George Braga, como vice.  Caso a chapa não seja puro sangue, o vice de Pimentel, que na última eleição foi o candidato da Capital com maior votação, poderá ser Jaime Gazola. São alternativas, que ainda não estão claras, dentro do maior partido do Estado.

SEIS ANOS DEPOIS, A NOSSA PONTE TEM LUZ

Não é conversa. Dessa vez é a mais pura verdade. Habemos luz! Seis anos depois de construída e entregue, a ponte do rio Madeira, no bairro da Balsa,   recebe sua iluminação. Um trabalho, aliás, feito com grande rapidez e qualidade, pela equipe da Emdur, comandada por Thiago Tezzari, que a realizou em parceria com o Dnit . Nesses anos todos, atravessar a ponte era um perigo, principalmente para pedestres e ciclistas, vítimas de constantes assaltos. Ou seja, uma obra de extrema qualidade, que custou mais de 200 milhões de reais, ficava às escuras à noite, durante todos esses anos. Nessa quarta, contudo, as coisas mudaram. O prefeito Hildon Chaves e sua equipe entregaram a nova e moderna iluminação a Led, que deixou a ponte muito mais bonita e extremamente mais segura para a população que a usa à noite. É mais um avanço para a cidade, que está precisando mesmo de muitas coisas boas. Lamentavelmente, o mesmo não ocorrerá na ponte sobre o rio Madeira na Ponta do Abunã. Além de estar muito atrasada, o projeto não contempla iluminação. Mas esperar que se faça tudo direitinho, nesse país, já é esperar demais, não é?

CRIADORA DA VACINA A EXPERIMENTOU NOS FILHOS

Há, em todo o mundo, grande expectativa por uma vacina que, finalmente, nos tire do desespero da dor, da doença e das mortes causadas pelo coronavírus. De quase uma centena em estudos e de seis praticamente prontas para o uso da população, a que parece ter tido melhores resultados até agora é a de Oxford. O tipo de vacina que impede o vírus de se espalhar no organismo, foi descoberto pela dra Sarah Gilbert, PHD e Professora Emérita da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Quando teve certeza de que a vacina que criou era viável e prevenia contra a doença que está apavorando o Planeta, a dra, Sarah fez algo até então inimaginável, para um experimento. Ela tinha tanta certeza de que a vacina era a cura para a Covid 19, que a aplicou em pessoas próximas. Seus filhos trigêmeos, ainda crianças, foram os primeiros a receber as doses. No Brasil, a vacina de Oxford está sendo desenvolvida em parceria com a Fiocruz, num dos seus braços, o Instituto Manguinhos, no Rio de Janeiro. O presidente Bolsonaro já liberou quase 2 bilhões de reais para o projeto, que pretende ter as primeiras 15 milhões de doses em dezembro; outras 15 milhões em janeiro de 2021 e atingindo 100 milhões de doses no final de maio do ano que vem. Até agora, todos os testes feitos com a vacina, inclusive nos filhos da cientista inglesa, demonstraram que ela protege mesmo o organismo contra o coronavírus.

GASTO DE 1 MILHÃO E 500 MIL EM OBRA QUE CUSTARIA 5 MILHÕES

O DER começa a mostrar serviço com muito mais força, em algumas obras importantes no Estado. Uma delas refere-se à ponte sobre o rio Urupá, em Ji-Paraná, que é daqueles que bem sintetizam como os serviços públicos são tratados normalmente tanto em Rondônia como no resto do Brasil. A nova ponte, de quase 150 metros de extensão, com 13 metros de largura, com facilidade para passagem de dois carros, foi concluída em 2017, ainda na gestão de Confúcio Moura, ou seja, há quase três anos. Desde lá, prontinha, para aliviar o trânsito no local, hoje feito numa ponte estreita, onde passa um só veículo de cada vez e um tem que esperar de um lado até que o outro atravesse, a obra, concluída, está lá parada. Simplesmente porque não foram construídos os acessos a ela. O governador Marcos Rocha determinou ao novo diretor geral do DER, Elias Rezende, que os acessos fossem feitos pelo próprio órgão estadual, para diminuição de custos e para que não se perdesse tempo com novas licitações. Trinta dias depois do início dos trabalhos, um dos acessos já está bastante avançado e o outro começa a crescer também. Metade da obra está concluída. Em breve (não foi fixado um prazo final, ainda), a ponte será aberta ao tráfego, ligando a RO 135, que liga importantes áreas de Ji-Paraná, inclusive à BR 429. O custo final do trabalho será de cerca de um terço do inicialmente previsto, caso fosse licitado. Dos mais de 5 milhões de reais, o custo caiu para próximo a 1 milhão e 500 mil.

JEAN AGRADECE POR UMA NOVA CHANCE

Do susto de uma situação gravíssima, com a vida correndo perigo, para uma recuperação total, depois de longo tempo internado numa UTI e se submetendo a vários tratamentos: foi isso que aconteceu com o jovem deputado Jean Oliveira. Nesta semana, ele fez um emocionado discurso, na Assembleia, agradecendo a Deus pelo que chamou de “segunda chance”, além de agradecer à sua família, aos amigos e todos os que oraram pelo restabelecimento dele, atingido por uma dura forma da Covid 19. Contou que no início, não imaginaria que fosse passar pelo perigo que passou. “Entrei no  hospital andando e conversando e horas depois estava internado numa UTI”, relatou. Jean Oliveira afirmou ainda que “a gente começa a entender que existe um propósito na vida; que Deus é o dono de tudo e que a nossa família é o nosso grande esteio. Tenho 31 anos e aqui nesta casa, tenho colegas de mais idade, considerados do grupo de risco, que contraíram a doença, mas que não tiveram, graças a Deus, tantas implicações”. Ele agradeceu também a todas as equipes que o atenderam, durante a enfermidade.

CORONA E SEUS TRISTES NÚMEROS: 981 ÓBITOS

Os números do coronavírus no Estado da segunda-feira assustaram, mas é bom destacar que as 22 mortes registradas no boletim da Sesau da terça-feira, não foram de 24 horas, mas sim de quatro dias, que não haviam sido computados e o foram num mesmo boletim. Já na quarta-feira, a situação ainda preocupou, porque os 15 óbitos, embora não tenham acontecido no mesmo dia (mas que não haviam também sido registrados no boletim diário)  eleva o número de rondonienses que perderam a vida para 981 Eram 966 na segunda. Os novos casos computados (sempre lembrando que não se referem a apenas um dia, mas incluem casos que até agora não estavam nas estatísticas), chegaram a 581. Há hoje, no total, desde o inicio da pandemia,  46.061 contaminados, dos quais 38.312, ou 83 por cento, já estão curados. Temos, então, segundo os números oficiais da Sesau, somente 6.768 de casos chamados ativos. O total de pessoas internadas se mantém em queda, em relação à semana passada: hoje são 396 leitos ocupados, entre os comuns e os de UTI. Quase 143 mil testes já foram realizados no Estado, tornando Rondônia a região do país que mais realizou testes para detectar a doença, em relação à sua população.  

PERGUNTINHA

Para tentar se imunizar e aos seus familiares contra o coronavírus, se pudesse optar, você usaria a vacina chinesa, a russa ou a de Oxford?

Por Sérgio Pires/Coluna Opinião de Primeira 

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