Baleia diz que Maia será bem-vindo no MDB. Saída do DEM precisa de solução jurídica

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (MDB-SP), afirmou que ainda não há nenhuma definição sobre se o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai se filiar ao MDB, mas declarou que ele seria bem-vindo caso decida entrar nos quadros do partido. “Já fiz o convite para ele se filiar. Será bem vindo ao MDB”, disse.

Mais de um mês após o rompimento com o DEM, Maia ainda não formalizou uma entrega de pedido de desfiliação ao diretório nacional. Aliados do deputado do Rio de Janeiro afirmam que ele ainda precisa achar uma saída jurídica para sair da legenda sem perder o mandato pelo qual foi eleito em 2018.

Como a eleição para uma vaga na Câmara é proporcional, ou seja, os votos no partido também contam para definir quem são os eleitos, Maia só pode sair do DEM sem perder o mandato caso comprove que foi perseguido ou que a legenda mudou seu programa ideológico. Outra possibilidade é que haja um acordo com o comando do DEM e a direção da sigla permita o deputado sair do partido e manter o mandato.

O assunto de desfiliação de Maia está congelado no DEM. Desde que rompeu com o partido, o ex-presidente da Câmara tem feito duras críticas ao presidente da legenda, ACM Neto. A aliados, Neto  tem afirmado que, mesmo com ele fora do DEM, não descarta uma reconciliação com Maia, mas isso só aconteceria com um gesto público do deputado do Rio de Janeiro de retirar as críticas que fez. Nas redes sociais, Maia classificou ACM Neto como “mau caráter”.

Segundo disse Maia em entrevista ao jornal Estado de São Paulo há uma semana, a saída do DEM é irreversível. O racha com o partido se deu na campanha que elegeu seu sucessor na presidência da Câmara. O candidato apoiado por Maia era Baleia Rossi. Porém, no meio da disputa, o presidente do Democratas, ACM Neto, não conteve um movimento da bancada da sigla de apoiar a chapa do atual presidente Arthur Lira (PP-AL) – apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Congresso em Foco

MDB deve definir candidatura no Senado nesta terça

Simone Tebet é a favorita

A bancada do MDB no Senado deve definir nesta terça-feira (12) quem vai escolher para concorrer à presidência da Casa. Concorrem à indicação os senadores Eduardo Braga (AM) e Simone Tebet (MS) e ambos trabalham para um acordo para que a candidatura seja definida hoje.

A ideia é anunciar o candidato nesta tarde, após reunião de recepção da bancada aos novos senadores filiados Rose de Freitas (ES) e Veneziano Vital do Rego (PB).

O principal concorrente do partido é o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que já conseguiu o apoio do PSD (11 senadores), PT (6), Pros (3), Republicanos (3) e PSC (1). Os partidos somam juntos 29 senadores.

No cenário atual, a senadora Simone Tebet é o nome com mais força para ser candidata pelo MDB. Ontem (11), o PT, que mantinha diálogo com Eduardo Braga, decidiu apoiar Pacheco.

Além da definição dos candidatos, os emedebistas tentam fechar nesta semana o apoio do Podemos (10 senadores) e do PSDB (7). Se confirmadas as alianças, o candidato do MDB lideraria um bloco de 32 senadores.

“Vamos tentar encaminhar a definição do MDB e o nosso candidato vai conversar com os partidos, será da competência do candidato conversar com os partidos”, disse o líder do MDB, Eduardo Braga, ao Congresso em Foco.

Simone crê que a disputa pelo comando do Senado está equilibrada e que o MDB pode avançar em apoios nesta semana. “Só somar as bancadas, MDB, PSDB e Podemos, fora demais … somam 30”, disse a senadora ao site.

Por Lauriberto Pompeu

Líderes do governo desistem de presidência do Senado e MDB fica entre Simone e Braga

Os nove senadores PP ainda não definiram data para fechar uma posição, mas a cúpula do partido espera que seja nesta semana.

Os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE), e no Congresso, Eduardo Gomes (TO), desistiram de disputar a indicação do MDB para a presidência do Senado. A decisão foi confirmada com um dos colegas de bancada de Gomes e Bezerra.

Desta forma, a escolha da candidatura do partido está entre a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MS), e o líder da sigla, Eduardo Braga (AM). A ideia é definir o nome até o fim desta semana.

As desistências dos senadores governistas acontecem após o presidente Jair Bolsonaro confirmar que apoia o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) como sucessor de Davi Alcolumbre (DEM-AP). A candidatura do mineiro é articulada pelo atual presidente do Senado e conta com o apoio do PSD (11 senadores), Pros (3) e Republicanos (3).Leia mais

Pacheco e os dois pré-candidatos do MDB se movimentam nesta semana para garantir o maior número de alianças na disputa.

Os seis senadores do PT tendem a apoiar Pacheco, mas uma ala do partido não descarta uma composição com o MDB. Dentro do MDB, Braga é quem mais dialoga com os petistas.

PSDB, com sete senadores, tem proximidade com Simone Tebet e o nome dela também tem simpatia no Podemos, com 10 senadores.

Os nove senadores PP ainda não definiram data para fechar uma posição, mas a cúpula do partido espera que seja nesta semana. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), não descarta nem o apoio a Pacheco, nem a algum candidato do MDB. “Estamos analisando tudo”, disse.

O primeiro partido a se reunir para definir posição é o PT, que se encontra nesta segunda-feira (11). Também estão previstos encontros do MDB na quinta-feira (14), e uma reunião conjunta do PSDB e Podemos também na próxima quinta.

Fonte; congresso em Foco

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