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Anvisa suspende retenção de receita para ivermectina e nitazoxanida

Segundo agência, não há ameaça de desabastecimento de mercado

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revisou, durante reunião realizada nessa terça-feira (1º), a exigência de retenção de receita para os medicamentos ivermectina e nitazoxanida.  

“Neste contexto, verificou-se que os medicamentos Ivermectina e Nitazoxanida, no momento, não se encontram sob ameaça de desabastecimento de mercado. A alteração foi adotada visando garantir o acesso da população ao tratamento de verminoses e parasitoses bastante conhecidas e bem significativas”, diz a agência.

De acordo com a Anvisa, a medida faz parte do monitoramento de substâncias sujeitas a controle em virtude da emergência de saúde pública em função da pandemia relacionada ao novo coronavírus (covid-19).

“A decisão considera ainda que os dois medicamentos já são de prescrição médica e não vêm sendo utilizados em doenças e pacientes crônicos”. A medida começa a valer a partir da publicação no Diário Oficial da União.

*Com informações da Anvisa

Fonte: Aécio Amado A/B

Preço de medicamentos hospitalares sobe 16% na pandemia

Aumentos foram provocados pelo câmbio e demanda

O preço dos medicamentos vendidos aos hospitais do país subiu 16,4% durante os cinco primeiros meses da pandemia da covid-19 no Brasil, de março e julho. Os dados, divulgados hoje (20), são do Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e da Bionexo.

Segundo o levantamento, a alta foi impulsionada por três grupos de medicamentos utilizados no tratamento de pacientes com a covid-19: suporte ao aparelho cardiovascular, com elevação de 92,6%; sistema nervoso, de 66%; e aparelho digestivo e metabolismo, de 50,4%. Os aumentos principais foram de remédios relacionados a analgesia, anestesia, suporte ventilatório e suporte vital. 

Também apresentaram aumento expressivo os preparados hormonais sistêmicos, de 21,8%, e do sistema musculoesquelético, de 18,2%, utilizados nas unidades de terapia intensiva (UTI). 

“Entre os fatores que contribuíram para o aumento dos preços observado pode-se destacar dois. O primeiro deles, que tem impacto abrangente, foi a desvalorização cambial, que afeta o preço de medicamentos e insumos cujos mercados estão atrelados à moeda estrangeira. O segundo aspecto, mais específico, foi o aumento brusco da demanda das unidades de saúde por medicamentos associados aos cuidados dispensados aos pacientes da covid-19, principalmente aqueles em estado mais grave”, disse o coordenador de pesquisas da Fipe, Bruno Oliva.

Julho

Em julho, o preço dos remédios hospitalares registrou um avanço de 1,74%, resultado que representa uma aceleração menor em relação à variação observada no mês anterior, de 4,58%. No acumulado do ano, de janeiro a julho, o índice registra alta de 18,72%.

De acordo com a Fipe, entre os motivos que podem ter contribuído para a aceleração menor no último mês estão a estabilização da taxa de câmbio, a reestruturação gradual das condições de mercado, a queda dos casos de covid-19 nos grandes centros urbanos do país, e a readequação, ainda que parcial, das condições de oferta após o choque inicial.

Fonte: Fernando Fraga A/B

PF deflagra operação em Guajará-Mirim e desarticula esquema na compra de medicamentos

O nome da Operação, Dúctil, refere-se a algo que pode ser conduzido, direcionado,..

A Polícia Federal deflagrou  hoje (24) a denominada Operação Dúctil – Fase 2, visando desarticular esquema de fraudes na aquisição emergencial de materiais e insumos médico-hospitalares para atendimento das demandas da Secretaria de Saúde do município de Guajará-Mirim/RO no combate à pandemia do COVID-19.

A ação decorre de mais um trabalho conjunto entre a Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Ministério Público Federal, que resultou no cumprimento de 10 (dez) mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Rondônia.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Porto Velho/RO, São Miguel do Guaporé/RO e Guajará-Mirim/RO. Após a análise dos materiais apreendidos na primeira fase da operação, principalmente Smartfones e documentos, foram apurados indícios de apresentação de atestados de capacidade técnica falsos e possível atuação de empresários em conluio com agentes públicos da SEMSAU de Guajará-Mirim/RO para concretizar a compra sem cumprir as exigências legais.

Os empresários investigados já foram indiciados anteriormente no inquérito policial pelos crimes de fraude à licitação, falsidade ideológica e associação criminosa, por supostas fraudes em chamamentos públicos da Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia.

O nome da Operação, Dúctil, refere-se a algo que pode ser conduzido, direcionado, em menção aos prováveis direcionamentos das licitações.

Além disso, o termo possui relação com a situação dos investigados, que modificam o ramo de atividade da empresa, durante a pandemia, para participar de licitações milionárias realizadas pela Administração Pública.

Farmácias estão proibidas de venderem sem receita medicamentos para Covid

Medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina, a compra desses produtos em farmácias e drogarias será permitida apenas mediante apresentação da receita médica em duas vias.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), proíbe a venda sem receita em farmácias de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina As orientações estão na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 405/2020, publicada ontem no Diário Oficial da União . De acordo com a agência, a lista poderá ser revista a qualquer momento para a inclusão de novos medicamentos, caso seja necessário.

Ainda segundo a Anvisa, o objetivo da norma é impedir a compra indiscriminada de medicamentos que têm sido amplamente divulgados como potencialmente benéficos no combate à infecção pelo novo coronavírus, embora ainda não existam estudos conclusivos sobre o uso desses fármacos para o tratamento da doença.  A medida visa também manter os estoques destinados aos pacientes que já têm indicação médica para uso desses produtos, uma vez que os medicamentos que constam na resolução também são usados no tratamento de outras doenças, como a malária (cloroquina e hidroxicloroquina); artrite reumatoide, lúpus e outras (hidroxicloroquina); doenças parasitárias (nitazoxanida) e tratamento de infecções parasitárias (ivermectina). 

Compra

A compra desses produtos em farmácias e drogarias será permitida apenas mediante apresentação da receita médica em duas vias. Cada receita terá validade de 30 dias, a partir da data de emissão, e poderá ser utilizada somente uma vez. A resolução será revogada automaticamente a partir do reconhecimento, pelo Ministério da Saúde, de que não mais se configura a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional.

Farmácias e drogarias

Conforme previsto na resolução, todos os medicamentos que contenham as substâncias listadas na norma estão sujeitos aos procedimentos de escrituração no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). A escrituração dos medicamentos à base de hidroxicloroquina, cloroquina e nitazoxanida já era obrigatória desde a inclusão dessas substâncias nas listas de controle da Portaria 344/1998. Para os medicamentos à base de ivermectina, a entrada de medicamentos já existentes em estoque nas farmácias e drogarias antes da resolução não necessita ser transmitida ao SNGPC.

Fonte: Graça Adjuto A/B

Ao Vivo: Ministério da Saúde fala sobre medicamentos e insumos

Secretário executivo também atualiza cenário epidemiológico sobre Coronavírus no País.

Neste momento, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco; o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto; o diretor de Assuntos Internacionais, Flávio Werneck; e o diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do Sistema Único de Saúde, Angelo Denicoli; participam de entrevista coletiva sobre a distribuição de medicamentos e insumos para combate a covid-19.

Acompanhe ao vivo

O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado ontem (16), mostrou que o novo coronavírus atingiu 2.012.151 de pessoas, no Brasil, desde o início da pandemia. Desse total, 1.296.328 pacientes conseguiram se recuperar da covid-19, doença que causou a morte de 76.688 brasileiros. Atualmente, 639.135 pacientes estão em tratamento.

ANS retira teste para covid-19 de lista obrigatória de cobertura

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu retirar do rol de procedimentos obrigatórios dos planos de saúde os exames sorológicos, conhecidos como testes rápidos, para detecção da covid-19.

A ANS alegou que estudos e análises de diversas sociedades médicas e de medicina diagnóstica mostram controvérsias técnicas em relação aos resultados desse tipo de exame e a possibilidade de alto percentual de falso-negativo.

Em reunião da diretoria da agência, transmitida online na quinta-feira (16), os diretores votaram pela suspensão dos efeitos da resolução que incluiu os testes IGA, IGG e IGM na cobertura dos planos.

Brasil recebe mais 4 milhões de máscaras para combate ao coronavírus

Procedente da China, chegou ao Brasil o 38º voo trazendo um carregamento de máscaras importadas pelo governo federal para o combate ao novo coronavírus (covid-19). 

O avião pousou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, por volta das 23h de ontem (16), com quatro milhões de máscaras N95, modelo mais indicado para proteger profissionais de saúde expostos ao vírus.

Desde 6 de maio, o país já recebeu 237 milhões de máscaras cirúrgicas e também do tipo N95 de um total de 240 milhões de unidades adquiridas pelo Ministério da Saúde. 

Fonte: A/B Liliane Farias

Governo zera tarifas de medicamentos usados no combate a Covid-19

Além dos remédios, a Camex zerou também a tarifa de máquinas para produção e embalagem de máscaras

Nesta segunda-feira, 13, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada ao Ministério da Economia, zerou o Imposto de Importação de 34 medicamentos usados no combate à covid-19.

Entre os fármacos beneficiados pela medida publicada, estão Ivermectina, Fondaparinux, Varfarina, Nitazoxanida, Edoxabana e Rivaroxabana.

Além dos remédios, a Camex zerou também a tarifa de máquinas para produção e embalagem de máscaras descartáveis de proteção respiratória. Agora as máquinas deverão fabricar pelo menos 400 máscaras triplas com orelhas elásticas de estrutura compacta por minuto.

O benefício vale até 30 de setembro.

Sesau realiza testagem rápida com Drive-thru em Vista Alegre do Abunã, RO

500 testes rápidos foram feitos na população e 35 pessoas testaram positivo para o covid-19.

Foram realizados 500 testes rápidos, destes 35 pessoas testaram positivo para a Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), realizou testes rápidos no sistema de drive-thru para detectar possíveis infectados com o novo coronavírus em Vista Alegre do Abunã. A ação aconteceu no último sábado (11), na Praça central do Distrito, ao lado da quadra da escola Maria Casaroto Abati.

Foram realizados 500 testes rápidos, destes 35 pessoas testaram positivo para a Covid-19, sendo que os positivados foram avaliados pela equipe médica e os que aceitaram o tratamento, assinaram um termo de responsabilidade e saíram com o kit de tratamento para o novo coronavírus.

A ação foi destinada para todas as pessoas que estavam apresentando sintomas gripais por mais de sete dias e o público foi atendido sem precisar sair dos veículos, através do sistema de drive-thru. A ação contou com o apoio da equipe do Hospital Regional de Extrema, do Posto de Saúde de Nova Califórnia e Vista Alegre do Abunã.

“O Governo de Rondônia realizou o 6º drive-thru, ação extremamente importante para avaliar o cenário epidemiológico do Estado diante da pandemia do novo coronavírus”, disse o secretário adjunto Nélio de Souza.

De acordo com o diretor do Hospital Regional de Extrema, Donizete Silva, a ação foi um sucesso, bem organizada e sem nenhum tumulto. “Ação estava destinada para acontecer em sistema drive-thru, porém os que chegaram a pé conseguimos atender na quadra de esporte da escola Maria Casaroto Abati, mantendo sempre o distanciamento, na sombra, tudo muito bem organizado”, disse o diretor.

Fonte: Sesau

Em entrevista Governo fala sobre as novas medidas no combate ao Covid-19 na capital.

Governador também afirmou que é contra o fechamento do comércio que a população precisa trabalhar. Ele também pediu para que os municípios distribuam os medicamentos de hidroxicloroquina para os casos de leves da doença.

As ações do governo de Rondônia para enfrentamento da pandemia e retomada da economia foram pontuadas pelo governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, durante entrevista a uma emissora de televisão. Ele fez um apelo para que, na luta travada contra a Covid-19, os municípios usem as armas que existem para salvar vidas, como a distribuição de medicamentos à população para tratamento precoce da doença.

Por sua vez, o governo de Rondônia, responsável pela assistência aos casos graves da doença, já criou 165 leitos de UTI e 365 leitos clínicos exclusivos para Covid-19, mas o pedido é de que medidas sejam adotadas na Atenção Básica, para que a população de Rondônia não precise passar pela Unidade de Terapia intensiva (UTI). Marcos Rocha esclareceu que a entrega de medicamentos é função dos municípios, mas que o Estado também tem entregue kits de medicamentos através da realização de drive-thrus.

Outra medida importante adotada no Estado foi a aquisição de 100 mil testes rápidos, para ampla testagem dos rondonienses. Rondônia já está, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), entre os três estados que mais testaram a população. Nos dois mutirões de testes rápidos da ação Mapeia Rondônia foram realizados mais de 2,5 mil testes na Capital.

‘‘Os drives-trhus não são uma obrigação do Estado, porque a atenção primária é dos municípios, mas nós precisamos entrar com essa postura, foi necessário que nós agíssemos’’, esclarece o governador. Também foram realizados drive-trhus do Estado em Cacoal, Ji-Paraná, Guajará-Mirim e no distrito de Extrema.

Pedido é que medidas sejam adotadas na Atenção Básica, para que a população não precise passar pela UTI

Para ajudar os municípios, Marcos Rocha disse ainda que requisitou do governo federal o apoio com hidroxicloroquina, para distribuir a todos os municípios.

NOVO DECRETO

novo decreto foi criado para que os municípios que estão se esforçando para equilibrar saúde e economia possam entrar em nova classificação de fases do Plano de Ação “Todos por Rondônia”.

Uma das principais novidades do decreto foi ter criado a possibilidade dos municípios mudarem de fase conforme a taxa de ocupação de leitos de UTI do município, antes era somente de acordo com a taxa de ocupação da macrorregião que pertencia o município.

‘‘Sou contra o fechamento de comércio porque sei que as pessoas precisam trabalhar, dependem disso para se alimentarem, e não acredito que a contaminação se dá nas empresas, pois se observa os cuidados, mas precisamos seguir a linha técnica, não podemos colocar vidas em riscos. Desta forma, o que muda com esse decreto é todos os municípios que tiverem leito de UTI próprios não ficam agregados à macrorregião. Nenhum município é obrigado a fazer leitos de UTI, mas há municípios pequenos que fizeram, não é justo que entrem no mesmo barco, tem que ter um diferencial’’, explica.

Atualmente 23 municípios estão enquadrados na fase 1 do Plano de Ação Todos por Rondônia, inclusive Porto Velho. De acordo com o decreto, o município que manifestar o interesse na reclassificação, deverá comprovar a disponibilização de novos leitos por meio de requerimento e documentos enviados à Sesau. Ainda segundo o decreto, os municípios poderão solicitar a reclassificação a qualquer tempo, devendo ser respeitado o intervalo mínimo de sete dias de permanência na última classificação para que essa seja efetivada.

Fonte: Secom-RO

Governo entrega remédios durante ação mapeia Rondônia em testagem rápida em RO

Medicamentos são entregues para tratar pessoas que testaram positivo para Covi-19 na capital.

Na manhã de sábado (4), no estacionamento do Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, a primeira pessoa a testar positivo para covid-19 foi também o segundo a chegar no drive-thru realizado. Maurino Ferreira, chegou cedo ao evento e relatou que já sentiu o mal-estar da doença, mas que se sentia bem no momento do teste rápido. Os sintomas gripais foram há cerca de uma semana, mesmo assim, Maurino saiu medicado da testagem rápida. Após atendimento médico, levou para casa cloroquina, azitromicina e dipirona, seguindo as diretrizes da Nota Técnica nº 9, do Ministério da Saúde.

A entrega dos medicamentos para o início imediato do tratamento de combate ao coronavírus foi defendida pelo governador coronel Marcos Rocha, durante a abertura do evento. Na ação esteve presente também o secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo que ajudou na distribuição dos medicamentos e orientações.

João Batista recebe os medicamentos das mãos do secretário Fernando Máximo

A testagem rápida foi realizada no estacionamento do Palácio Rio Madeira com o objetivo de evitar a aglomeração da população e teve início às 9h. Maurino Ferreira, o primeiro caso positivo diagnosticado no drive-thru, aprovou a iniciativa.

Os pacientes positivados são submetidos a cinco dias de tratamento. Juntamente com o kit, segue a orientação de como devem ser ingeridos os medicamentos.

A ação envolveu mais de 150 voluntários, de diversas secretárias e órgãos não governamentais. Um exemplo foi a atuação universitários de uma instituição privada de Porto Velho, que realizaram a entrega de kits de higiene para as pessoas que receberam resultado positivo para covid-19. O objetivo da ação é contribuir com que as positivadas não disseminem o vírus.

O kit contém álcool em gel, álcool líquido, sabonete,  máscara e material informativo sobre a covid-19. No total foram entregues 305 kits durante a testagem rápida.

No apoio da ação foram disponibilizados 1.500 testes rápidos para ação. A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa) prestou apoio na logística de testes, além dos EPIs usados, como máscara, óculos de proteção, toucas e jalecos descartáveis para os profissionais que participaram da testagem rápida. Além disso, servidores participaram diretamente da ação.

Fonte: Sesau

OMS vê primeiros resultados de testes com medicamentos para covid-19

Cerca de 5.500 pacientes em 39 países foram recrutados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) deve obter em breve resultados de ensaios clínicos que está conduzindo com medicamentos que podem ser eficazes no tratamento de pacientes com covid-19, disse nesta sexta-feira (3) o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O programa da OMS começou com cinco braços analisando possíveis tratamentos para a covid-19: atendimento padrão; remdesivir; os medicamentos antimalária cloroquina/hidroxicloroquina; os medicamentos para HIV lopinavir/ritonavir; e lopanivir/ritonavir combinados com interferon.

No início deste mês, a OMS interrompeu o teste com cloroquina/hidroxicloroquina, depois que estudos indicaram que não mostravam benefício para quem tem a doença, mas ainda são necessários mais estudos para verificar se podem ser eficazes como medicamento preventivo.

Quem é Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS | Notícias ...
diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Cerca de 5.500 pacientes em 39 países foram recrutados até agora para o ensaio ´Solidariedade´”, disse ele em entrevista coletiva, referindo-se aos estudos clínicos que a agência da ONU está conduzindo pelo mundo.

“Esperamos resultados intermediários nas próximas duas semanas”, acrescentou.

Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, disse que seria imprudente prever quando uma vacina pode estar pronta contra a covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, que matou mais de meio milhão de pessoas no mundo.

Embora uma candidata a vacina possa mostrar sua eficácia até o final do ano, a questão é quanto tempo levará para a vacina ser produzida em massa, disse ele à associação de jornalistas da ONU em Genebra.

Atualmente, não existe vacina comprovada contra a doença, e 18 possíveis candidatas estão sendo testadas em seres humanos.

As autoridades da OMS defenderam sua resposta ao vírus que surgiu na China no ano passado, dizendo que foram movidos pela ciência. Ryan disse lamentar que as cadeias globais de suprimentos tenham sido interrompidas no início da pandemia, privando equipes médicas de equipamentos de proteção.

“Lamento que não houvesse acesso justo e acessível às ferramentas da Covid. Lamento que alguns países tenham mais do que outros e lamento que os trabalhadores da linha de frente tenham morrido por causa disso”, acrescentou.

Ele cobrou os países a identificarem novos surtos de casos, rastrear pessoas infectadas e isolá-las para ajudar a quebrar a cadeia de transmissão.

“As pessoas que se sentam ao redor de mesas de café e especulam e falam (sobre transmissão) não conseguem nada. As pessoas que perseguem o vírus conseguem conquistar as coisas”, disse.

Fonte: Agência Brasil