Médicos Sem Fronteiras lamenta meio milhão de vidas perdidas pela Covid-19

Em carta aberta, organização humanitária condena com indignação o descaso à emergência sanitária que está causando a morte de brasileiros.

A todos que direta ou indiretamente sofrem conosco a dor de meio milhão de perdas,

Viver a perda de quem se ama é devastador, e eu me identifico com a sua dor. Nada menos que 500 mil vidas foram interrompidas pela COVID-19 no Brasil. MEIO MILHÃO de pessoas! Pais, irmãos, filhos, amigos, amores da vida… perdas irreparáveis. Essa catástrofe vivenciada de maneira única por cada um de nós, é também coletiva. Fez com que passássemos a viver em um estado de luto permanente no país, com o sistema de saúde à beira do colapso e, por parte do poder público, ainda estamos distantes de ver uma resposta efetiva, centralizada e coordenada à doença.

Como organização humanitária, temos o dever de condenar com indignação o descaso à emergência sanitária que está causando a morte de centenas de milhares de brasileiros. Como organização médica, é nossa obrigação esclarecer que muitas dessas mortes poderiam ser evitáveis. A insistente recusa em colocar em prática medidas de saúde pública baseadas em evidências científicas, como o distanciamento social e o uso de máscara, mesmo para quem já foi vacinado ou teve a doença, segue resultando na morte prematura de muitas pessoas e aumentando o risco do surgimento de novas variantes.

Onde pouco mais de 11% da população já tomou as duas doses da vacina, a COVID-19 segue infectando e matando milhares todos os dias no Brasil. E enquanto testemunhamos o sofrimento de brasileiros que perderam seus entes queridos e de profissionais da área de saúde exaustos, padecendo de graves impactos psicológicos e emocionais devido às condições de trabalho, assistimos também ao grande volume de informações falsas sobre a COVID-19 que circulam pelas comunidades do país, alimentando um ciclo de doença e morte.

É desolador perceber que essa desinformação muitas vezes é propagada por quem teria a responsabilidade de proteger a população. É inadmissível que, mesmo com 500 mil mortes, haja autoridades que defendam o uso de medicamentos sem eficácia comprovada, desprezando conhecimentos científicos e renegando medidas eficazes. Agir dessa maneira, neste momento, é nada menos que desumano. Pode ser óbvio, mas é necessário dizer que como o Brasil se encontra em uma situação de alta circulação e transmissão do vírus e ainda precisa avançar na vacinação, não usar máscaras neste momento contribui para manter alta a incidência da COVID-19. O resultado disso não é outro senão mais hospitalizações e mortes.

Esse impacto tem sido sentido com mais força entre os que estão mais expostos e vulneráveis e com menos acesso à saúde, mostrando outro efeito cruel da pandemia, o de ter escancarado nossas desigualdades históricas no acesso à saúde. Diversos estudos divulgados desde o início da epidemia de COVID-19 indicam que a própria doença, e também seus impactos sobre o sistema de saúde, afetaram de maneira mais cruel as populações negra e indígena, migrantes e refugiados.

Infelizmente, a COVID-19 ainda está longe de ser controlada. Enquanto houver pessoas desprotegidas, as vidas de nossos pais, filhos, irmãos, amigos, amores continuarão ameaçadas. Neste momento, mesmo com toda exaustão e ansiedade para que tudo acabe logo, temos de continuar juntos e firmes nessa batalha pela vida. Por favor, se proteja e cuide dos seus.

Renata Santos

Presidente do Conselho de MSF-Brasil

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Maradona: médicos são acusados de assassinato com intenção eventual

Entre os acusados por Procuradoria estão o neurocirurgião Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov

As sete pessoas acusadas pela morte de Diego Maradona foram intimadas, na quarta-feira, a uma instrução de investigação por suposto “assassinato com intenção eventual”, crime que inclui de 8 a 25 anos de prisão. Entre os acusados estão o neurocirurgião Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov.

A Procuradoria-Geral da República de San Isidro (periferia norte de Buenos Aires), a cargo do caso, mudou a capa de homicídio culposo (involuntário) para homicídio simples com fraude eventual (quando a pessoa não pode ignorar as consequências de suas ações).

Diego Maradona morreu no dia 25 de novembro, aos 60 anos, em uma casa alugada em um bairro privado ao norte de Buenos Aires, onde se recuperava de uma operação por causa de um hematoma na cabeça.

No fim do mês passado, um relatório, feito por uma junta médica formada por 20 profissionais, concluiu que o capitão da seleção argentina campeã do mundo no México em 1986 “teria mais chance de sobrevivência” se tivesse tido uma internação adequada e em um centro de saúde polivalente. “Levando em conta o quadro clínico, clínico-psiquiátrico e o mal estado geral, deveria ter continuado a sua reabilitação e tratamento interdisciplinar em uma instituição adequada”, insistiu a junta.

Os especialistas indicaram que Maradona “não estava em pleno uso de suas faculdades mentais, nem em condições de tomar decisões sobre sua saúde” no momento em que deixou a clínica de Olivos, onde havia sido submetido a uma cirurgia na cabeça. Nos dias anteriores, o ex-astro do Napoli e do Barcelona havia insistido em deixar a clínica e se recusado a ser encaminhado para outro centro de saúde, segundo o seu médico pessoal, Leopoldo Luque, um dos investigados.

Entre as conclusões, a banca sustenta que “foram ignorados os sinais de risco de vida que apresentava” e os cuidados de enfermagem nestas últimas semanas “estão repletos de deficiências e irregularidades” e com falta de exames.

“A equipe médica assistencial representou plena e cabalmente a possibilidade do desfecho fatal em relação ao paciente, sendo absolutamente indiferente a essa questão, não modificando suas condutas e plano médico/assistencial traçado, mantendo as omissões prejudiciais acima mencionadas, abandonando ‘à própria sorte o estado de saúde do paciente'”, acusam os peritos no relatório.

Fonte: R7

Polícia Civil investiga desvio de insumos médicos de hospitais públicos de Rondônia

Equipamentos estariam sendo desviados do Hospital de Base e da Maternidade Municipal

Porto Velho, RO – Uma operação foi deflagrada na última quinta-feira (6) para investigar o possível desvio de materiais de hospitais públicos do Estado e de Porto Velho. Um mandado de busca e apreensão, expedido pela 1ª Vara Criminal da capital, foi cumprido.

Segundo informações da Polícia Civil, nessa primeira fase da Operação Zoés foram apreendidos materiais pertencentes ao Hospital de Base e à Maternidade Municipal, como: bomba infusora, monitor multiparâmetro portátil, sensor de oximetria portátil, hamper, eletrocardiógrafo, lençóis timbrados, entre outros.

As investigações começaram após denúncias de que um servidor vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) estaria desviando insumos hospitalares das unidades de saúde para serem utilizados em aulas de cursos particulares. Entre os equipamentos desviados, há produtos utilizados em pacientes que contraíram a forma mais grave da Covid-19.

Equipamento apreendido durante a Operação Zoés — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Equipamento apreendido durante a Operação Zoés — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil segue com as investigações para certificar a procedência dos produtos recuperados, retornar ao uso público os aparelhos apreendidos e chegar a outros envolvidos no esquema.

A operação foi realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) com apoio de outras duas delegacias.

Fonte: g1/RO

Paciente relata a falta de tratamento e a inexperiência de médicos em hospitais de Rondônia (veja o vídeo)

Em um vídeo de 03:28 minutos, um paciente fala o que está acontecendo nos hospitais

Em um vídeo publicado na internet, paciente diagnosticado com covid-19 relata o atendimento médico dispensado aos pacientes com covid-19 em hospitais de Rondônia. Ele conta com detalhes como os municípios, através das Unidades Básicas de saúde, vem tratando os pacientes diagnosticados com a doença.

Veja o que diz o paciente:

“Dia 26, fui diagnosticado com covid-19, fiz o exame e deu positivo o teste que eu fiz, aí o que eu fiz, procurei a Unidade de Saúde, eu não tenho como postar, mais no vídeo, você pode ver o resultado do exame. Daí o médico me passou aqui um atestado de 11 dias.

Agora, eu quero mostrar porque que as pessoas estão morrendo. Por que os hospitais estão lotados. Por que não tem vagas nas UTIs. Eu testei positivo pra covid-19, olha o que o médico me passou para tomar, esse médico aqui! O Dr. Marco Aurélio, lá de Pimenta Bueno – Rondônia, olha só o que ele me passou. Dipirona e esse outro remédio aí que é pra enjoo.

Aí, Cloroquina não pode, Azitromicina não pode porque diz que não está aprovado contra o covid e onde tem estudo dizendo que Dipirona e esse outro remédio aí está aprovado contra covid?

O paciente pergunta ao médico plantonista porque que ele não me passou Azitromicina, cloroquina?

Veja o que o Dr. Marco Aurélio respondeu:

“Ele falou que ele é proibido de estar passando isso daí. Ele é proibido pela Secretaria de Saúde do Estado de Rondônia – e falou que, se ele passar, ele recebe um processo administrativo e pode até ter o CRM dele cassado –, e continua: eu demorei 9 anos para conseguir o CRM dele e ele não vai perder o CRM…”

Então, é por isso que as pessoas estão morrendo nos hospitais! É por conta disso daí. Eu positivo pra covid e ele me passa um negócio desse daí – ele passou para um monte de gente, eles atendem 35 pessoas de manhã e 25 pessoas à tarde onde eu fui, na “Madre Teresa de Calcutá”, que é o espaço só para pessoas com covid-19 lá em Pimenta Bueno.

Essas pessoas que receberam esse receituário, provavelmente boa parte delas vão estar indo para o tubo ou depender de uma UTI porque Dipirona não trata covid – pessoas positivas recebendo isso daí. Eu sou um.

– Mas, Deus é tão bom que botou 2 almas boas na minha vida que conseguiu me vender esses remédios aqui. Cloroquina, Prednisona e Azitromicina e eu tenho tomada aí já tem uns três dias e estou me sentindo melhor.

Mas, é isso aí gente: “é por isso que as pessoas estão morrendo, é por causa disso daí” – isso estar acontecendo no estado de Rondônia e deve está acontecendo no Brasil inteiro. Por isso que as UTIs estão lotadas, eles não estão tratando as pessoas com casos confirmados de covid, eles estão deixando às pessoa ter a falta de ar e procurar o hospital quando já estiver na fase grave não estão tratando na fase inicial.

Ver se Dipirona vai tratar com vigente! É por isso que o povo, estão morrendo”.

A reportagem do jornal ‘Correio de Notícia’ entrou em contato com a Unidade Básica de Saúde “Madre Teresa de Calcutá” em Pimenta Bueno, através do telefone: (69) 3451-2122, para verificar como está sendo o atendimento e o monitoramento clínico dos paciente  diagnosticados com Covid-19, más não obtivemos resposta.

Veja o vídeo:

da Redação/CN

Prefeitura abre processo emergencial para contratação de médicos

A seleção terá apenas uma etapa de comprovação curricular do candidato realizada no ato de inscrição

A Prefeitura de Porto Velho abriu processo de Seleção Pública Simplificado destinado à contratação emergencial e temporária de médicos. A contratação de novos clínicos gerais e psiquiatras foi motivada pela necessidade de reforçar o atendimento da população nas unidades de saúde do município durante a pandemia da Covid-19.

Inicialmente o quantitativo de vagas é de 105, podendo ser redimensionado continuamente, considerando que o número de leitos geridos pode ser ampliado sistematicamente de acordo com a demanda de atendimento. Os cargos são para preenchimento em Porto Velho, Jaci Paraná, Rio das Garças, Joana D’Arc (Palmares/Morrinhos), União Bandeirantes e Calama. Entre os requisitos estão idade mínima de 18 anos e máxima de 59 anos.

Todos os procedimentos do edital serão realizados de forma remota. As inscrições serão realizadas exclusivamente através do site http://www.portovelho.ro.gov.br. Os candidatos deverão, obrigatoriamente no ato da inscrição, enviar a documentação original escaneada em arquivo único no formato PDF, sob hipótese alguma serão aceitos documentos que não estejam nesse formato ou que estejam ilegíveis.

A seleção terá apenas uma etapa de comprovação curricular do candidato realizada no ato de inscrição via internet. Os salários variam de acordo com a carga horária, seja ela de 20h ou 40h, podendo chegar a uma remuneração de R$ 7.696,61 + Auxílio Alimentação de R$ 300,00 + Grat. Especifica Médica.

A vigência do Contrato de Trabalho será de seis meses, a contar da data de assinatura do Contrato de Trabalho, ou pelo período que perdurar a pandemia do novo coronavírus, podendo o candidato ser dispensado ou ter seu contrato prorrogado por igual período, a depender do sucesso no combate a referida pandemia.

Fonte: Comdecom

Hospital Regional de Campanha amanheceu sem médicos, neste domingo

Uma enfermeira foi chamada para assumir o plantão no lugar do médico no Hospital de Campanha

Guajará-Mirim, RO – O Hospital de Campanha e o Hospital Regional, ambos de Guajará-Mirim, estão sem médicos de plantão na manhã, deste domingo(21). A unidade de Campanha é voltado para atender aos pacientes com Covid-19 da região.

A denúncia foi feita por pacientes e por funcionários dos dois estabelecimentos de saúde, que procuraram representantes do Sindsaúde e o vereador Rivan Eguez, para mostrarem a situação. O diretor responsável pelos dois hospitais, Winston Ojope Cuellar, foi contatado e disse que não sabia da falta de médicos.

Winston conseguiu uma enfermeira para assumir o plantão no Hospital de Campanha e uma médica para o Hospital Regional.

Porém, a médica plantonista do Hospital Regional informou ao vereador que não poderá atender os pacientes do Hospital de Campanha, pois, tem um filho recém-nascido e que evitar a contaminação. Ela contou que só fará o atendimento em casos extremos.

A MÉDICA plantonista no Hospital Regional, informou a esse vereador, que NÃO PODERÁ ATENDER os pacientes no Hospital de Campanha/COVID, devido ter um filho recém-nascido e que evitará o máximo contaminar a criança.

Guajará-Mirim registrou no último boletim fornecido pela Secretaria Estadual de Saúde(Sesau), desde início da pandemia do coronavírus, em 2020, o município já registrou 136 mortos. Até sábado (20) foram 32 novos casos da doença confirmados e, felizmente, nenhum óbito.

Fonte: Rondoniaovivo

Burocracia e leis fora do seu tempo impedem que médicos entrem na guerra ao coronavírus, em Rondônia

Dezesseis mil médicos na primeira etapa do revalida

Quando a burocracia é mais forte do que a vida, há algo de muito errado. E não é no Reino das Dinamarca! É aqui mesmo, nesse país onde cada um puxa a sardinha para seu assado e onde o que importam são leis, mesmo que antiquadas e muito menos adequadas à nossa realidade. Como as que regem a questão da formatura de novos médicos. Um dos casos sintomáticos, por isso merecedor de comentário, está acontecendo aqui mesmo em Rondônia. Turma de formandos de uma importante faculdade local, a São Lucas, ingressou na Justiça, pedindo uma excepcionalidade: faltando pouco mais de duas semanas para a formatura, eles querem ajudar na guerra contra a pandemia, já que o Estado está precisando desesperadamente de médicos. Duas semanas. Como a instituição de ensino alega que não pode mudar o calendário de formatura e conclusão de curso, mesmo que por 15 dias, porque pode ser punida pelo MEC (olha só a burocracia burra!) os estudantes, com o apoio do Estado, ingressaram com mandado de segurança na Justiça Federal, expondo o caso, citando a urgência e grave crise na saúde, como motivos para um apoio especial à antecipação da formatura em alguns poucos dias. O pedido foi negado. A decisão, embora reconheça o momento de imensas dificuldades e a crise na saúde, considerou o pedido inconstitucional, mesmo na pandemia (olha só a lei, mais importante que uma oportunidade real de termos pelo menos mais 40 novos profissionais médicos atuando, de imediato, no Estado!).  A legislação tem que ser cumprida e os formandos só poderão atuar quando diplomados, na data especificada e forem cumpridas todas as demais exigências legais.  

Ainda dentro do mesmo pacote, há outra questão das mais importantes. Centenas de médicos formados no exterior (no caso de Rondônia, a maioria graduou-se na Bolívia), dependem do Revalida para poderem começar a trabalhar no Brasil. Essas provas não eram realizadas há muito tempo. Depois de grande pressão, foi feita a primeira etapa em novembro passado. A segunda parte das provas foi agendada para meados de março próximo. Ora, nesse momento de desespero, em que são necessários cada vez mais médicos para tratar de cada vez mais doentes, esperar quatro meses, no auge da pandemia, entre uma etapa e outra do Revalida, enquanto os hospitais estão cheios e a falta de médicos é absurda, não é um claro sintoma de má vontade? Há que se pensar, em casos como esses, como nosso país é complexo e, também por isso, tenhamos tantas dificuldades para enfrentar grandes crises, como a que estamos vivendo. Quando a burocracia e leis do passado, criadas quando não tínhamos nove milhões de casos de pessoas contaminadas por um vírus mortal, que já tirou nada menos do que 220 mil vidas, são mais importantes do que a guerra ao vírus, principalmente entre aqueles que poderiam ajudar a salvar milhares e milhares de pessoas, então não se pode fazer mais nada. A não ser lamentar!

DEZESSEIS MIL MÉDICOS NA PRIMEIRA ETAPA DO REVALIDA

Há ainda muitos detalhes importantes dentro do mesmo tema. Use-se o exemplo do CERO, o Centro especial transformado, com apoio de empresários locais, em um local de atendimento de doentes da Covid 19, com cerca de 30 leitos de UTI. Pelo menos dez leitos estão prontos, com toda a estrutura, para atender os pacientes, mas não há médicos. Em relação ao Revalida, mais de 16 mil médicos (quase nove mil mulheres e sete mil homens) fizeram a primeira prova, em novembro. Os resultados só sairão nos próximos meses, numa demora inexplicável. A partir daí, os aprovados – e a tendência é que o percentual seja alto – farão a segunda parte numa faculdade pública (aqui, certamente na Unir) e só depois do resultado, que só Deus sabe quando acontecerá, é que os que passaram nas duas fases, poderão começar a trabalhar no país. A questão avançou um pouco, como lembra o deputado federal Lúcio Mosquini, que tem batalhado muito na questão, com a mesma intensidade, por exemplo, da deputada Jaqueline Cassol e apoio de outros membros da nossa bancada federal. A partir de agora, será obrigada a realização de dois exames Revalida por ano no país. Antes, era apenas quando dava alguma vontade nas autoridades. Mosquini relata que dos 16 mil candidatos que fizeram a primeira prova (o dobro do Revalida de 2017, o penúltimo), nada menos do que 43 por cento são de profissionais formados na Bolívia.

PELO MENOS 600 RONDONIENSES JÁ FIZERAM A PRIMEIRA PROVA

Só de rondonienses, um número aproximado de 600, formados na Bolívia principalmente, já fizeram a primeira etapa do exame. Há também médicos de outros países que querem autorização para trabalhar aqui, neste imenso Brasil, incluindo algumas dezenas de cubanos que faziam parte do programa Mais Médicos, dos governos do PT e que se negaram a voltar para seu país.  Outra questão em grande debate no Congresso, agora, é a batalha para que o governo autorize todos os médicos que foram contratados por três anos, no programa Mais Médicos e que tenham registro no Ministério da Saúde, possam ser contratados emergencialmente pelos governos estaduais, neste momento de guerra à pandemia. Enquanto o país padece com falta de leitos, de oxigênio e de médicos, a burocracia e leis que não deveriam ser seguidas com todo o rigor, neste momento de exceção e de grande risco às vidas humanas, continuam dominando o cenário. Isso sem falar na absurda e doentia politização de temas como os que envolvem os profissionais da saúde; do tratamento precoce e da própria vacina salvadora.  No resumo da ópera: médico tem. O que falta é todos superaram a enorme burocracia e a má vontade para com os que não se formaram no Brasil.

MILHÕES DE VACINAS APLICADAS E NÃO HÁ REAÇÕES GRAVES

Uma lástima que não se sabe, ao certo, quando mais vacinas serão distribuídas Brasil afora. A verdade é que, das mais de 80 milhões de pessoas cobertas pelos programas de imunização contra o vírus em todo o mundo, não há nenhum registro até agora de reações graves, houve várias reações e até óbitos, mas não há oficialmente, ligação apenas com a imunização. O que se pode depreender é que a situação planetária, sob o mais violento ataque de um vírus, em pelo menos dois séculos, só pode mesmo ser contida pela vacinação em massa. Infelizmente, no Brasil, o próprio presidente da República está fazendo uma propaganda extremamente negativa das vacinas, ao invés de incentivar a população a se imunizar e toda a questão foi transformada numa doentia guerra política. Em Porto Velho, caminhando para 1.700 servidores da saúde já vacinados – tanto pela Coronovac quanto da Oxford – não houve também, até agora, qualquer registro de reação negativa e, nenhum dos organismos das pessoas já atendidas. No Estado todo, em que milhares de doses já foram aplicadas, entre as 70 mil doses distribuídas e grande parte já aplicada, igualmente inexiste informação de qualquer reação mais séria.

ROCHA FALA COM AUGUSTO NUNES, O JORNALISTA QUE O OFENDEU

Com a intermediação do empresário, jornalista e apresentador da SICTV/, Everton Leoni, o governador Marcos Rocha conversou, ainda na noite da quarta-feira, com o jornalista Augusto Nunes, editor do site R7 e que, em seu blog publicado naquele dia, ofendera a honra do mandatário rondoniense. Everton, o nome da Record em Rondônia, onde sua rede de emissoras transmite a programação nacional, junto com vários programas locais importantes e de grande audiência, fez a ponte para que o assunto fosse esclarecido por Marcos Rocha com o próprio Nunes, famoso nome do jornalismo nacional. Foi uma conversa longa, quando o Governador rechaçou as acusações de que teria havido desvios de vacinas e quando cobrou de Augusto Nunes a agressão injusta que sofreu. Segundo Rocha, o jornalista ouviu atentamente as ponderações e, no final da conversa, teria se desculpado. Esperava-se, ainda para esta quinta, um novo texto com a assinatura do grande nome da mídia brasileira, que se destaca também na programação da rádio Jovem Pan. Contudo, o novo texto de Nunes, publicado em seu blog, referiu-se unicamente ao caso das denúncias da oposição sobre a gastança, inclusive com leite condensado, do governo federal, com o título “A farsa do leite condensado”. Até à noite o jornalista não havia corrigido seu blog e muito menos se desculpado, como o fez durante a conversa com o chefe do governo rondoniense.

MAIS 25 MORTES NUM DIA, ENQUANTO 100 MIL ESTÃO RECUPERADOS

A situação é ainda muito grave, quando se analisam os números envolvendo a pandemia do coronavírus em Rondônia. A quinta-feira foi mais um dia de grande número de contaminados e de mortes, embora haja uma esperança de que, a partir dos próximos dias, comece a haver ao menos uma pequena queda. Segundo o Boletim 314 da Secretaria da Saúde do Estado, a Sesau, o 27 de janeiro trouxe novos 970 casos de contaminação e, infelizmente, mais 25 óbitos, dos quais nove foram registrados em Porto Velho.  Batemos a triste marca das 2.192 vidas perdidas para o vírus, enquanto estão nos hospitais nada menos do que 545 pacientes internados.O sistema hospitalar está chegando ao seu limite máximo, enquanto a Sesau anuncia para os próximos dias, novo acordo com o Hospital do Amor, para mais 12 leito de UTI. O hospital oferecerá toda a infraestrutura e pessoal, a um custo de 1 milhão de reais mensais, durante três meses. Também continua busca o chamamento a médicos para trabalharem nas 10 UTIs do CERO, que estão prontas para receber pacientes, mas não podem ser usadas por falta de profissionais da Medicina. Neste contexto de tantas notícias negativas, já que o vírus continue ganhando a guerra, há pelo menos dois aspectos a se comemorar. O primeiro é que superamos, num total de perto de 122 mil infectados, desde o começo da pandemia, os 100 mil recuperados, que superaram a doença. A outra é o número de testes realizados. Rondônia já fez 353.503 deles. Ou seja, numa população de 1 milhão e 700 mil pessoas, perto de 21 por cento de todos os rondonienses já tenham sido testados, num dos maiores índices, senão o maior, do país.

MEIO BILHÃO DO DINHEIRO PÚBLICO ROUBADO PARA AS VACINAS

Há uma chance real dos bandidos, assaltantes dos cofres públicos, que se locupletaram durante vários anos, afanando parte do dinheiro do pobre assalariado brasileiro, enfim ajudarem, mesmo que indiretamente, que o resultado das suas roubalheiras tragam algo de bom para a população brasileira. É verdade. Basta que as autoridades chamadas competentes tornem isso realidade, aceitando a oferta do comando da Operação Lava Jato, que sugeriu o uso de 550 milhões de reais apreendidos da safadeza desses criminosos para compra de vacinas contra a Covid 19, claro que distribuídas gratuitamente para a população. Toda essa fortuna, acima de meio bilhão de reais, está custodiada por ações judiciais de processos decorrentes da Lava Jato, no Rio de Janeiro. A Procuradoria da República no estado carioca, expediu ofícios à Advocacia Geral da União, à Procuradoria Geral do Estado, à Procuradoria Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal para verificar se há interesse na utilização do valor, para eventualmente adquirir milhares e milhares de vacinas. Nos processos da Lava Jato do Rio, estão custodiados em contas judiciais nada menos que R$ 552.574.264,16. Segundo a Procuradoria, há a expectativa de que o montante “aumente substancialmente” nas próximas semanas, em virtude de cumprimento de outras obrigações firmadas em acordos de delação premiada e de leniência.

PERGUNTINHA

Qual sua opinião sobre o duro ataque do presidente Bolsonaro à parte da imprensa, usando palavras de baixo calão, em resposta a notícias que ele chama de totalmente falsas?

Por Sérgio Pires

Projeto de Lei que irá beneficiar médicos que atuam no combate à Covid-19 é aprovado

O PL foi encaminhado e aprovado em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE).

O Governo do Estado Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) mais uma vez avança em suas ações, com a elaboração do Projeto de Lei nº 927/2021, que cria a verba indenizatória temporária para cargos de difícil provimento ou difícil lotação nas unidades hospitalares referência no tratamento ao coronavírus. O PL foi encaminhado e aprovado em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE), na manhã desta segunda-feira, 18.

O Projeto objetiva indenizar médicos que estão na linha de frente contra à doença, desde que atuem em unidades de difícil acesso. A gratificação temporária pode chegar até R$ 5 mil, variando de acordo com a área de atuação e carga horária dos médicos assistidos pela lei.

O objetivo do Governo do Estado é estimular a adesão de mais médicos para atenderem a população neste momento crítico da pandemia, uma vez que os leitos de UTI´s estão ocupados, mas faltam médicos. A aprovação da gratificação idealizada pelo Executivo Estadual.

Fonte: Secom-RO

Prefeito de Ji-Paraná chama médicos de ‘covardes’ (ouça o áudio)

Ji-Paraná enfrenta crise na saúde desde dezembro, com todas as 10 únicas UTI’s do hospital municipal sem funcionar por falta de medicamentos e respiradores.

O prefeito Isaú Fonseca (MDB), de Ji-Paraná (RO), está sendo alvo de críticas após ele chamar de “covardes” alguns médicos que teriam pedido demissão do hospital municipal, em meio à crise da pandemia da Covid-19. A declaração de Isaú foi durante uma live no início desta semana e o vídeo ganhou repercussão na internet (assista acima).

“Agora não tem o negócio de meio termo. Quer trabalhar, tá com a gente. Não tem miséria de pagar não. Quer trabalhar? Nós vamos pagar plantão, e vamos fazer de tudo para que você se sinta a vontade no local de trabalho. Estamos em pandemia, estão pedindo demissão. Os médicos ruins que não gostam de trabalhar, funcionários do hospital municipal, esses covardes estão pedindo demissão“, diz Isaú.

Na mesma transmissão, o prefeito afirma que iria fazer outra live para citar os nomes dos médicos que teriam pedido demissão da unidade.

Não tenho medo de falar não: Covardes! Covardes! Vocês são covardes, tá? O momento que o povo de Ji-Paraná precisa do teu trabalho para salvar a vida deles, seus covardes, estão cuspindo na cara do povo, estão virando as costas na cara do povo. Mas sinto muito, estamos em calamidade pública e vocês não vão poder sair, vão ter que atender, por força de lei”, afirma.

Após a repercussão do caso na internet, o prefeito Isaú Fonseca apagou o vídeo e pediu desculpas, afirmando que que não chamou a classe médica em geral de covardes, e sim a um ex-secretário de Saúde, que era servidor do hospital municipal e pediu exoneração do cargo.

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não informou o motivo do pedido de demissão da equipe médica.

O Conselho Regional de Medicina em Rondônia (Cremero) divulgou nota nesta quarta-feira (13) contra o prefeito de Ji-Paraná.

Os médicos de Rondônia vêm a público repudiar a declaração divulgada pelo prefeito de Ji-Paraná, que definiu os profissionais como covardes. Profissionais da saúde estão na linha de frente desta guerra contra o Coronavírus desde o primeiro momento, e várias vidas foram perdidas, na busca da recuperação dos contaminados. Na oportunidade o Cremero externa mais uma vez seu agradecimento, em nome de toda população, a todos estes que vêm sendo incansáveis no exercício de suas profissões”, diz a nota.

Até o último boletim do estado, Ji-Paraná tem 5.237 casos confirmados do novo coronavírus e 125 óbitos.

Crise na saúde de Ji-Paraná

A cidade tem enfrentado uma crise na saúde desde o fim do ano passado, quando as UTI’s do Hospital Municipal foram bloqueadas por falta de medicamento.

À época, a unidade de saúde com 10 leitos do UTI não tinha nenhum paciente, pois cinco foram bloqueados e os outros cinco já não estavam funcionando por falta de respiradores e medicamentos.

Com a falta de UTI na rede municipal, alguns pacientes precisaram ser transferidos às presas para a capital Porto Velho, que fica a 380 quilômetros de distância.

Após assumir o cargo como prefeito, Isaú Fonseca visitou o Hospital Municipal de Ji-Paraná na semana passada e afirmou estar trabalhando para liberar os leitos.

Ouça o Áudio:

Fonte: G1/RO

O cerco está se fechando, médicos entram com novo pedido de impeachment contra governador

Se for aceito, o processo pode durar até 180 dias.

O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), por meio de seu presidente, Mário Vianna, protocolou, nesta quarta-feira (16), na sede da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), um novo pedido de impeachment contra o governador Wilson Lima (PSC) e o vice, Carlos Almeida Filho (PTB), por improbidade administrativa nas ações de combate à pandemia da Covid-19.

Um outro pedido solicitado em maio deste ano e acatado pela Mesa Diretora da ALE, em julho, não prosperou. A Comissão Especial de Impeachment elegeu como presidente e relator, aliados do governador Wilson Lima e o processo recebeu parecer favorável ao arquivamento. Na época, a deputada Alessandra Campelo (MDB) foi a presidente e o deputado Dr. Gomes (PRP), relator.

O Simeam, corajosamente, chegou até a pedir, em 28 de julho passado, a anulação da formação da comissão de impeachment, alegando que os deputados estaduais eram “suspeitos de envolvimento em infrações criminosas investigadas pela Polícia Federal (PF).”

E completou informando que, com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a PF, durante a “Operação Sangria”, apreendeu “uma comprometedora lista, revelando fortíssimos indícios de recebimento de propina envolvendo o Gabinete do Governo e deputados estaduais do Amazonas, entre eles: Joana Darc, Mayara Pinheiro, Saulo Vianna e Terezinha Ruiz.”

Mesmo assim, a votação sobre o impeachment recebeu 12 votos a favor do parecer de arquivamento, seis pelo impeachment e cinco abstenções. E, por fim, os procuradores disseram que o Sindicato criava “hipóteses” de impedimento não prevista em lei; a fim de “cercear” parlamentares do pleno exercício do mandato com base em “deduções sem fundamentos”.

Mas, o Sindicato dos Médicos não se deu por vencido e, desta vez, além da denúncia sobre a falta de atendimento nos hospitais durante o pico da pandemia e da compra superfaturada de respiradores em uma loja de vinhos, fez novas revelações com base nas investigações da Polícia Federal e o relatório final da CPI da Saúde.

“Mesmo diante de todo o colapso da saúde pública, o governador Wilson Lima ainda quer destinar R$ 1,6 milhão ao ‘Peladão’, do grupo A Crítica (frise-se que o grupo A Crítica foi quem abraçou a vida profissional de Wilson Lima no início da carreira). E mais: Wilson Lima gastará mais de R$ 2 milhões com árvore de Natal”, diz o pedido apresentado na ALE.

O Simeam denuncia o caos da saúde no Amazonas, desde o começo da pandemia, alertando a Susam (Secretaria de Saúde), DPE (Defensoria Pública), MPE (Ministério Público), Aleam (Assembleia Legislativa) e outros órgãos sobre “as atrocidades cometidas por Wilson Lima, Carlos Almeida e sua trupe”. E chegou a afirmar que “os maiores prejudicados de tudo isso foram os cidadãos do Amazonas e os profissionais de saúde que, inclusive, alguns pagaram com suas vidas!”

A assessoria da Assembleia Legislativa informou que o pedido será encaminhado à Mesa Diretora da casa, que vai decidir se dará prosseguimento. Se for aceito, o processo pode durar até 180 dias.