Tensão na Ucrânia: Rússia e Bielorrússia iniciam exercícios militares

Mais de 100 mil militares estão nas fronteiras, segundo o Pentágono

Embora nos últimos dias, depois das negociações com o ocidente, tanto Kiev quanto Moscou tenham mostrado disposição para conversações, com o objetivo de pôr fim à crescente tensão e evitar conflito, o Kremlin parece não dar trégua à escalada nas fronteiras da Ucrânia. As Forças Armadas da Rússia e da Bielorrússia deram início, nesta quinta-feira (10) a exercícios militares conjuntos – situação que não atenua o receio de possível invasão russa do território ucraniano e que os Estados Unidos (EUA) creem que seja uma forma de reforçar a presença militar nas fronteiras.

“Continuamos a observar, inclusive nas últimas 24 horas, capacidades suplementares chegando de outras regiões da Rússia em direção à fronteira da Ucrânia e Bielorrússia”, afirmou o porta-voz do Pentágono, John Kirby, 

Segundo ele, já estão nas fronteiras “mais de 100 mil” militares. Vladimir Putin “continua a reforçar sua capacidade militar”, acrescentou Kirby, destacando que essa intervenção “continua a desestabilizar, o que já é uma situação muito tensa”.

Com o início dos exercícios militares conjuntos da Rússia e Bielorrússia, Moscou colocou em território bielorrusso um arsenal de 30 mil militares, dois batalhões de sistemas de mísseis terra-ar S-400 e vários aviões-caça. Entretanto, Kiev já respondeu, ordenando a realização de exercícios militares em resposta a essa ameaça, no momento em que se abre mais uma frente na guerra civil no leste da Ucrânia.

Valery Gerasimov, chefe das Forças Armadas da Rússia, chegou nessa quarta-feira (9) à Bielorrússia e será responsável por supervisionar os exercícios militares, que vão decorrer ao longo dos próximos dez dias. Segundo a Reuters, imagens de satélite mostram que grande parte do arsenal russo foi colocado na fronteira bielorrussa com a Ucrânia.

Exercícios militares

À semelhança dos Estados Unidos, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também acredita que as ações são pretexto para a Rússia aumentar a presença militar na região, considerando que Kiev, a capital ucraniana, fica a apenas 200 quilômetros da fronteira com a Bielorrússia.

O Kremlin, no entanto, continua a negar a intenção de invadir a Ucrânia e garante retirar os militares da Bielorrússia quando concluídos os exercícios, denominados Allied Resolve. O objetivo, segundo o vice-ministro da Defesa da Rússia, Aleksandr V. Fomin, é “desenvolver diferentes opções para neutralizar conjuntamente as ameaças e estabilizar a situação nas fronteiras”.

Segundo o Ministério da Defesa da Ucrânia, há, atualmente, mais de 127 mil soldados russos posicionados perto das fronteiras ucranianas, cercando toda a região norte do país. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirma que o número de militares russos na Bielorrússia é “a maior movimentação russa desde a Guerra Fria”.

“Estima-se que sejam mais de 30 mil soldados, além de membros de operações especiais, caças, sistemas de defesa antiaérea e mísseis de capacidade nuclear”, diz Stoltenberg em comunicado. 

O líder da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, é aliado do presidente russo, Vladimir Putin. Em 2020, o Kremlin apoiou Lukashenko, após eleição que gerou protestos e confrontos violentos.

“Lukashenko não será capaz de resistir a dar território bielorrusso para quaisquer fins que a Rússia precise, seja para treinar, usar instalações militares bielorrussas, bases aéreas, talvez até mesmo o sistema de defesa aérea”, disse Artyom Shraibman, analista político bielorrusso, ao Guardian.

À BBC, um porta-voz do Kremlin justificou os exercícios conjuntos, alegando que tanto a Rússia quanto a Bielorrússia estão enfrentando “ameaças sem precedentes”.

O embaixador da Rússia na União Europeia, Vladimir Chizhov, afirmou à emissora britânica que o país ainda acredita que a diplomacia pode ajudar a diminuir a crise na Ucrânia.

Esforços diplomáticos

Os esforços diplomáticos para atenuar o clima de tensão entre o ocidente e Rússia, suscitado pelos receios europeus e norte-americanos em relação à potencial invasão russa da Ucrânia, prosseguem hoje, em nova jornada de negociações e de reuniões em várias frentes e diferentes níveis. Depois de Paris, em janeiro, Berlim sedia nesta quinta-feira, nova reunião de conselheiros políticos do Formato Normandia (Rússia, Ucrânia, Alemanha e França).

Na segunda-feira (7), o presidente francês, Emmanuel Macron, encontrou-se, em Moscou, com o seu homólogo russo e, no dia seguinte, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Kiev. Macron assegurou ter recebido promessas de Putin de que não haveria “escalada” militar.

Ontem, a Casa Branca adiantou, em nota, que Joe Biden entrou em contato com Macron para saber o resultado dos encontros com Putin e Zelensky.

“Falaram sobre tentativas diplomáticas e de dissuasão, realizadas em contato próximo com os nossos aliados e parceiros, em resposta à presença de militares russos nas fronteiras da Ucrânia”, diz o documento.

Segundo a porta-voz de Biden, Jen Psaki, a Rússia “caminha em direção a uma escalada e não o contrário”.

Também o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, estará hoje em Bruxelas e depois em Varsóvia, em atividade diplomática de apoio aos aliados da Otan.

Fonte: Agência Brasil

CN

Protestos contra junta militar no Sudão deixam três mortos

Segundo médicos, 300 pessoas foram feridas com munição real, balas de borracha e gás lacrimogêneo pelas forças de segurança

Três manifestantes morreram em um novo dia de protestos no Sudão contra os militares, que chegaram ao poder com um golpe há mais de dois meses, informaram nesta quinta-feira (6) médicos e testemunhas.

Os três foram vítimas de disparos efetuados “pelas forças golpistas”, afirmou a associação independente Comitê Central de Médicos.

Um manifestante morreu depois de receber “um tiro na cabeça” e outro foi baleado na pelve na cidade de Omdurmã, em frente à capital, Cartum, informou o comitê. O terceiro morreu no norte de Cartum, após receber tiros no peito, detalhou.

Os médicos também afirmaram que mais de 300 pessoas foram feridas por munição real, balas de borracha e gás lacrimogêneo.

Sessenta pessoas foram mortas pelas forças de segurança desde o golpe de Estado de 25 de outubro de 2021, segundo os médicos. Liderado pelo comandante do Exército, Abdel Fattah al-Burhan, o golpe pôs fim à transição para um governo civil pleno, quase dois anos depois da queda do ditador Omar al-Bashir, que estava havia três décadas no poder.

Primeiro-ministro e rosto civil da transição, Abdallah Hamdok foi detido e, depois, reinstalado pelo general Burhan, passado um mês do golpe. Mas em 2 de janeiro ele renunciou após um dia de manifestações violentamente reprimidas.

Sem rendição

Nesta quinta-feira, milhares de sudaneses voltaram às ruas para protestar contra o governo militar. Segundo testemunhas, as forças de ordem lançaram gás lacrimogêneo contra os manifestantes que avançavam até o palácio presidencial e a sede do Exército em Cartum.

“Não há interesse em prolongar o vazio estatal”, disse Taher Abouhaga, um dos assessores de Burhan, citado pela agência oficial de notícias Suna. “Este vazio deve ser preenchido o mais rapidamente possível”, acrescentou, sugerindo que o governo estava se preparando para nomear um novo primeiro-ministro.

Apesar da repressão letal, a Associação de Profissionais do Sudão, que liderou a revolta contra Bashir em 2019 e o faz contra o Exército desde o golpe de outubro, convocou novas manifestações para exigir um governo civil pleno.

“Continuaremos nos manifestando até conseguirmos que a nossa revolução e o governo civil voltem à normalidade”, afirmou o manifestante Mojataba Hussein, 23 anos. “Não vamos parar até recuperarmos o nosso país”, reforçou o manifestante Samar al-Tayeb, 22.

Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Noruega pediram na terça-feira aos militares que não nomeassem um novo chefe de governo unilateralmente. Isso “prejudicaria a credibilidade” das instituições de transição “e promoveria o risco de mergulhar o país no conflito”, alertaram.

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, pediu ontem aos policiais que “deixem de usar força letal contra os manifestantes”.

O general Burhan promete realizar eleições em julho de 2023.

Fonte: R7

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Irã realiza exercícios militares perto da fronteira com Azerbaijão (VÍDEO)

O Irã desconfia da profunda cooperação militar do Azerbaijão com Israel

O Exército do Irã iniciou exercícios perto do Azerbaijão e exibiu suas capacidades militares perto de um vizinho com o qual está cada vez mais cético por seus laços com o Ocidente e Israel.

O Exército do Irã deu início nesta sexta-feira (1º) a exercícios perto da fronteira com o Azerbaijão. Artilharia, drones e helicópteros participarão dos exercícios, informa a agência Associated Press, sem entrar em detalhes sobre quanto tempo vão durar as manobras ou onde exatamente vão ocorrer os treinamentos. Ocasionalmente, o Irã realiza tais eventos dizendo que deseja avaliar a prontidão para o combate e demonstrar capacidades.

Os exercícios ocorrem em meio a tensões crescentes ao longo da fronteira. De acordo com a mídia, o Irã desconfia da profunda cooperação militar do Azerbaijão com Israel. Na quinta-feira (30), inclusive, a República Islâmica expressou suas preocupações ao embaixador do Azerbaijão em Teerã, Ali Alizadeh.

“Não toleramos a presença e atividade contra nossa segurança nacional do regime sionista próximo às nossas fronteiras […]. E vamos realizar todas as ações necessárias a esse respeito”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amirabdollahian.

Amirabdollahian descreveu as relações entre o Irã e o Azerbaijão como “importantes”, mas insistiu que o Irã tinha o “direito” de realizar os exercícios.

No início desta semana, o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, disse que estava surpreso com os exercícios planejados.

Fonte: Sputnik

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Bolsonaro entrega medalhas a campeões olímpicos militares, no Rio

Solenidade foi no centro de treinamento Almirante Adalberto Nunes

Os atletas militares que se destacaram nas Olimpíadas de Tóquio receberam medalhas do presidente Jair Bolsonaro. A solenidade foi realizada nesta quarta-feira (1), no Centro de Treinamento Físico Almirante Adalberto Nunes (Cefan) no Rio de Janeiro.

Foram homenageados cinco dos oito atletas que subiram ao pódio no Japão: Ana Marcela, da maratona aquática; Herbert Conceição, Abner Teixeira e Beatriz Ferreira, do boxe; e Daniel Cargnin, do judô.

Eles integram o Programa Atleta de Alto Rendimento (Paar), do Ministério da Defesa, que apoia 549 atletas, que recebem remuneração, assistência médica, acompanhamento nutricional e estrutura para treinamento.

Em seu discurso, Bolsonaro lembrou do tempo em que era atleta e destacou a dificuldade que participar de competições de alto nível, como os medalhistas olímpicos, que têm minutos ou segundos para garantir a vitória, fruto de anos de treinamento.

“Eu me coloco no lugar de vocês, no Japão. Vocês nos proporcionaram momentos de alegria. Meus cumprimentos a vocês”, disse o presidente, após entregar uma medalha especial ao boxeador Herbert Conceição.

Dos 302 atletas que se classificaram para Tóquio, 92 eram militares, sendo 44 da Marinha, 26 do Exército e 22 da Aeronáutica.

Também estiveram presentes na solenidade, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto; o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno; o comandante da Marinha, almirante de esquadra Almir Garnier Santos, e o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, entre outras autoridades.
 

Fonte: Denise Griesinger A/B

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Saída dos EUA do Afeganistão mostra que intervenções militares estão condenadas a fracasso

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, gesticula durante reunião em Pequim, China.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que a retirada das tropas americanas do solo afegão demonstra que as intervenções militares, bem como a política de imposição de valores alheios, estão condenadas ao fracasso.

“A retirada das tropas dos EUA do Afeganistão indica que a intervenção militar arbitrária em outros países, bem como a política de imposição de seus próprios valores e sistema social a outros Estados, estão condenadas ao fracasso”, disse o diplomata chinês Wang Wenbin durante um briefing.

Em 30 de agosto, o diplomata referiu que a comunidade internacional deve respeitar a soberania e integridade territorial do Afeganistão.

Na semana passada, o Ministério do Comércio da China anunciou que Pequim está pronta para cooperar com a comunidade mundial para facilitar a reconstrução pacífica do país da Ásia Central. O porta-voz do ministério ressaltou que o comércio entre a China e o Afeganistão totalizou US$ 550 milhões (R$ 2,85 bilhões) em 2020. Durante a primeira metade deste ano, o comércio aumentou em 44% para US$ 310 milhões (R$ 1,6 bilhão), conforme os dados da pasta.

Após a tomada do poder pelo Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) em 15 de agosto, o presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin discutiram a situação no Afeganistão. Ambos os presidentes ressaltaram a importância de priorizar “alcançar a paz o mais rápido possível” no país e não deixar a “instabilidade se disseminar” aos Estados vizinhos.

Além disso, o chanceler da China Wang Yi disse, durante uma ligação telefônica com o secretário de Estado americano Antony Blinken em 17 de agosto, que Pequim está disposta a cooperar com os Estados Unidos no Afeganistão para prevenir uma guerra civil e para impedir que o país se torne um terreno fértil para o terrorismo.

Na segunda-feira (30), Washington anunciou a retirada completa das tropas do país e o fim da missão lá por quase 20 anos. O aeroporto de Cabul está agora sob o controle total do Talibã.

Fonte: Sputnik

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Rússia não quer ver militares dos EUA na Ásia Central, diz chanceler russo

O diplomata destacou que atualmente está sendo discutido o futuro do Afeganistão

Na terça-feira (24), o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que a Rússia não quer ver soldados norte-americanos nos países da Ásia Central, isso os tornaria alvos.

O chanceler afirmou que a Rússia duvida que qualquer país da Ásia Central queira ser um alvo, instalando tropas norte-americanos em seu território.

“Primeiro, temos o espaço de segurança comum, e neste espaço há responsabilidades. Estou falando do Tratado de Segurança Coletiva, que prevê a aprovação por todos os aliados das questões ligadas à instalação de forças armadas estrangeiras em seu território”, afirmou Lavrov durante coletiva de imprensa.

A causa principal revelada por ele é que os EUA queriam, na hora de sair do Afeganistão, instalar uma parte de sua infraestrutura, armamento e soldados no território dos países vizinhos para ter possibilidade de atacar o Afeganistão, se o país “se portar mal”.

Anteriormente, Lavrov também declarou que nem os países da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, nem o Uzbequistão estão interessados em colocar forças dos EUA em seu território após sua retirada do Afeganistão.

Comentando as palavras do chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, que disse que o Afeganistão não deve acabar nas mãos da Rússia, Lavrov afirmou que é lamentável que tais pessoas elaborem a linha de comportamento da UE.

“Se o chefe da diplomacia da União Europeia pensa em tais categorias, então tenho pena dos Estados-membros, que são obrigados a ouvir e, provavelmente, a apoiar tal filosofia”, segundo Lavrov.

Na semana passada, Josep Borrell declarou que a UE não pode deixar que a Rússia e China controlem a situação em torno do Afeganistão. O diplomata destacou que atualmente está sendo discutido o futuro do Afeganistão, a possível formação de um governo de unidade nacional onde possam participar diferentes forças políticas, incluindo representantes do anterior governo afegão.

Fonte: Sputnik

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Militares realizam operação na Amazônia (veja o vídeo)

Os militares combatem ações de criminosos na Floresta Nacional (Flona) de Jamari

A Operação Samaúma mal começou e já está dando resultado! Militares das Forças Armadas, juntamente com as Polícias Civil e Militar, além do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), apreenderam, na terça-feira (14/7), 700 metros cúbicos de madeira em ação na Floresta Nacional (Flona) de Jamari, a menos de 300 km de Porto Velho, em Rondônia.

A apreensão realizada pelo Comando Conjunto da Amazônia equivale a 60 caminhões com toras de madeira, sendo que o metro cúbico de cada madeira foi avaliado em R$ 2 mil.

A Operação Samaúma, de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ambiental, conta com mais de 3.000 militares na região amazônica combatendo crimes ambientais.

Confira:

Fonte: JCO

CN

Talibã declara ser contra instalação de militares turcos no Afeganistão após retirada dos EUA

A decisão da Turquia é precipitada e viola nossa soberania, nossa integridade territorial, e contradiz nossos interesses nacionais

O Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) anunciou que se opõe à instalação de militares da Turquia no território afegão, já que isso viola a soberania do Estado.

Anteriormente, o ministro da Defesa da Turquia, Hulusi Akar, afirmou que Ancara se propôs a assegurar a proteção do aeroporto de Cabul após a retirada de tropas norte-americanas, se em troca for cumprida uma série de condições. Mais tarde ele informou que a decisão final ainda não foi tomada e que negociações com os Estados Unidos e o Afeganistão estão em andamento.

“A decisão da Turquia é precipitada, isso é violação de nossa soberania, da integridade territorial, e contradiz nossos interesses nacionais. O Emirado Islâmico [nome do sistema administrativo dos talibãs] condena veementemente esse passo da Turquia e considera que isso vai provocar problemas entre os povos da Turquia e do Afeganistão”, conforme declaração dos talibãs.

Nota-se que o Talibã vai qualificar a presença de militares estrangeiros de qualquer país como ocupação. Os talibãs avisaram Ancara que se as tropas turcas ficarem no solo afegão, eles vão enfrentar sua resistência e a responsabilidade pelas consequências ficará nos ombros “dos que interferem nos assuntos internos”.

“Nossa política não muda: nós procuramos relações positivas com todos os países em uma base de reciprocidade. Nós não interferimos nos assuntos internos dos outros e não vamos permitir que ninguém interfira nos nossos”, anunciou o movimento.

Em junho, o conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos EUA, Jake Sullivan, anunciou que a Turquia planeja manter a segurança do aeroporto de Cabul após a saída dos EUA do Afeganistão. De acordo com suas palavras, isso foi discutido pelos presidentes dos dois países, Joe Biden e Recep Tayyip Erdogan.

O representante especial do presidente russo no Afeganistão, o diretor do segundo departamento da Ásia no MRE russo, Zamir Kabulov, declarou que os correspondentes planos da Turquia violam os compromissos com os talibãs.

Em 8 de julho, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que os EUA vão terminar a retirada das tropas do Afeganistão até 31 de agosto. Anteriormente, a Casa Branca tinha estipulado que as forças norte-americanas deixariam o país até 11 de setembro. No momento, no país permanecem menos de 10.000 militares de países-membros da OTAN e parceiros da aliança, incluindo 2,5 mil americanos. Sua tarefa principal é a instrução e preparação das forças de segurança afegãs.

Fonte: Sputnik

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Bolsonaro autoriza volta de militares à Amazônia

Forças Armadas vão coibir o desmatamento no Amazonas, Rondônia e Mato Grosso

O Conselho Nacional da Amazônia Legal, comandado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, apresentou nesta terça-feira (6) uma lista de 26 municípios que serão o foco da atuação das Forças Armadas na prevenção e repressão a delitos ambientais.

As localidades estão situadas em quatro estados: Amazônia, Rondônia, Pará e Mato Grosso.

Os detalhes da Operação Samaúma, como foi batizada a nova incursão de militares na região, foram apresentados durante reunião entre Mourão e alguns ministros do governo federal, ocorrida na Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Brasília. O encontro não foi aberto à imprensa.

Além do vice-presidente, participaram os ministros Braga Netto (Defesa), Bento Alburquerque (Minas e Energia), Joaquim Álvaro Pereira Leite (Meio Ambiente) e representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Ministério da Agricultura e Casa Civil.

A autorização para o emprego das Forças Armadas na Amazônia Legal foi dada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 28 de junho, por meio de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O período abrangido pelo decreto vai de 28 junho a 31 de agosto.

A escolha dos municípios prioritários foi feita pelo grupo gestor do Conselho Nacional da Amazônia Legal com base na maior quantidade anual de alertas de desmatamento.

No Amazonas, foram selecionados os municípios de Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã. No Mato Grosso, as ações vão se concentrar em Apiacás, Aripuanã, Colniza, Cotriguaçú, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Peixoto de Azevedo e Paranaíta. No Pará, serão fiscalizados os municípios de Altamira, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, São Félix do Xingu e Trairão. Em Rondônia, as ações ocorrerão em Candeias do Jamari, Cujubim, Itapuã do Oeste, Machadinho D’Oeste e Porto Velho.

Pelo decreto, a atuação dos militares ocorrerá exclusivamente em áreas de propriedade ou posse da União, como terras indígenas, áreas federais de preservação, imóveis da União, entre outros. A ação em outras áreas somente poderá ser realizada se houver pedido do respectivo governador do estado ao presidente da República, o que já foi feito no caso de Rondônia.

Desde 2019, foram autorizadas duas operações das Forças Armadas na Amazônia, chamadas Verde Brasil 1 e 2. A mais recente delas se encerrou em abril.

Fonte: Agência Brasil

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