Pastor fez depósito de R$ 60 mil na conta de Milton Ribeiro, aponta investigação

Religioso é um dos suspeitos de tráfico de influência no MEC para liberar dinheiro para prefeituras

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou uma movimentação atípica na conta do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, de acordo com fontes junto à investigação. Segundo um relatório enviado pela entidade à Polícia Federal e ao Ministério Público, o pastor Arilton Moura teria depositado R$ 60 mil na conta de Ribeiro. O religioso é um dos suspeitos de envolvimento em um esquema de tráfico de influência na pasta.

Tanto Milton Ribeiro quanto Arilton foram presos na manhã desta quarta-feira (22) na Operação Acesso Pago, que cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão. O pastor Gilmar Santos, também suspeito de envolvimento no caso, foi detido em Goiânia. Todos os presos passam por audiência de custódia nesta quinta-feira (23). 

Fonte: R7

CN

‘Se a PF prendeu, tem motivo’, diz Bolsonaro após prisão de Milton Ribeiro

Presidente afirmou que prisão do ex-ministro é um sinal de que não há interferências políticas na Polícia Federal

O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou nesta quarta-feira (22) a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro por agentes da Polícia Federal. Ribeiro é investigado por tráfico de influência e corrupção na gestão dos recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

“Nós afastamos ele. Se tem prisão, é Polícia Federal. É sinal de que a Polícia Federal está agindo. Ele responda pelos atos dele. É um sinal de que eu não interfiro na PF. Se prendeu, tem um motivo. Se alguém faz algo de errado, vai botar a culpa em mim?”, disse. O presidente também afirmou que Ribeiro mantinha “conversa informal demais com pessoas da confiança dele” e que a corrupção “é zero” no governo atual. 

Bolsonaro convidou Ribeiro para assumir a chefia do MEC em julho de 2021 após a saída de Abraham Weintraub da pasta. Ele foi o quarto ministro a comandar a Educação em apenas um ano e meio de governo. 

Na época das denúnicas, o chefe do Executivo chegou a dizer que o pastor era alvo de “uma covardia”. “Milton, coisa rara de falar aqui: eu boto a minha cara no fogo pelo Milton, minha cara toda no fogo pelo Milton”, declarou Bolsonaro.

O ex-ministro foi preso em casa, em Santos (SP). Ele será levado a São Paulo e depois transferido para Brasília. O mandado de prisão de Ribeiro cita que ele é suspeito de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.

Ao todo, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão em Goiás, São Paulo, Pará e no Distrito Federal. Também foram presos os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas que atuavam no MEC.

As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal. A investigação corre sob sigilo. Em nota, o Ministério da Educação disse que “não compactua com qualquer ato irregular e continuará a colaborar com as investigações”.

Corrupção no MEC

O caso veio à tona em março após o vazamento de um áudio em que Ribeiro afirma privilegiar prefeitos que foram indicados pelos pastores. Na gravação, ele diz que foi um pedido do presidente Jair Bolsonaro. Dias depois, Ribeiro alegou que não houve influência do chefe do Executivo no caso e afirmou que o envio dos recursos da pasta aos estados e municípios é feito com base em critérios técnicos.

O prefeito de Boa Esperança do Sul, em São Paulo, Manoel do Vitorinho (PP), afirmou que o pastor Arilton Moura pediu a ele uma propina de R$ 40 mil para que o ministério disponibilizasse recursos para cidade para a construção de uma escola profissionalizante.

Segundo Arilton apresentou a oferta após uma reunião do então ministro da Educação Milton Ribeiro com prefeitos de cidades do interior de São Paulo em março do ano passado. De acordo com Manoel, o ministro não fez nenhuma promessa de que o MEC daria assistência financeira aos municípios, mas assistentes do MEC aconselharam os prefeitos a conversar com os pastores para negociar os repasses.

Segundo Manoel, ele e outros dois prefeitos foram levados por funcionários do ministério a um restaurante de Brasília, onde encontraram Arilton e Gilmar. No estabelecimento, Arilton conversou reservadamente com Manoel. De acordo com o prefeito, foi nesse momento que o pastor cobrou a propina.

“Eu abordei o pastor buscando saber como funcionariam as demandas para os municípios, e ele me levou em uma mesa fora do restaurante. Ele me perguntou: ‘Prefeito, você sabe como funciona, né? Não dá para ajudar todos os municípios, porém eu posso ajudar o seu município com uma escola profissionalizante. Consigo te liberar [recursos] agora. Só que, para isso, eu preciso que você faça imediatamente um depósito de R$ 40 mil para ajudar a igreja”, detalhou Manoel.

O prefeito disse ter agradecido ao pastor, mas recusou a proposta. “Muito obrigado, mas para mim não serve, pastor”, teria respondido Manoel.

Fonte: R7

CN

Milton Ribeiro confirma à PF que recebeu pastores a pedido de Bolsonaro

Ex-ministro da Educação prestou depoimento no inquérito sobre suposto tráfico de influência de pastores no Ministério da Educação

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro confirmou em depoimento à Polícia Federal na tarde desta quinta-feira (31) que Bolsonaro pediu a ele que recebesse os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura no Ministério da Educação. Segundo, Ribeiro negou ter conhecimento de cobrança de propina, mas assumiu ter recebido os religiosos no ministério. Ele é investigado no inquérito sobre suposto tráfico de influência de pastores no Ministério da Educação.

O escândalo que envolve Ribeiro foi revelado em 22 de março, com o vazamento de um áudio do ex-ministro em que ele afirma que o governo prioriza repasse de verbas a partir de negociações com os pastores Gilmar e Arilton a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Os religiosos em questão não têm cargo oficial no governo. Diante das suspeitas que envolvem a pasta, Ribeiro foi exonerado na última segunda-feira (28), para evitar mais desgastes ao governo.

Na quarta-feira (30), o ex-ministro informou ao presidente da Comissão de Educação do Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), que não compareceria à audiência pública do colegiando desta quinta-feira (31). A ausência dele gerou reação entre os senadores. Integrantes da comissão ameaçam instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar suspeitas e convocar Milton.

“O caminho está aberto para a instalação da CPI do MEC. O Senado não vai se conformar com essa ausência do ex-ministro. As graves denúncias de corrupção no Ministério da Educação precisam ser esclarecidas, e a Comissão de Educação tem a responsabilidade e o dever de investigar esse escândalo”, disse Marcelo Castro, pelas redes sociais.

Fonnte: R7

CN

Milton Ribeiro acerta saída do governo para estancar desgaste

Acordo foi costurado entre o titular do Ministério da Educação e o presidente Jair Bolsonaro para evitar novos desgastes

Alvo de inquérito da Polícia Federal, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, vai pedir licença do cargo depois de ser apontado como suspeito de envolvimento em tráfico de influência dentro da pasta. A saída foi costurada com o presidente Jair Bolsonaro (PL) como a melhor solução para evitar mais desgastes pessoais e também ao governo, especialmente em ano eleitoral.  

A informação foi confirmada pela reportagem com fontes ligadas ao presidente. De acordo com os interlocutores, o ministro deve usar a licença para focar sua defesa diante dos inquéritos. Não fossem as denúncias, Ribeiro não deixaria o governo nem na reforma ministerial, que deve ocorrer agora no fim do mês de março.

Durante reunião no ministério, Ribeiro afirmou que o governo federal prioriza prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados por dois pastores (Gilmar Santos e Arilton Moura). O áudio foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo e, segundo o ministro, o pedido partiu do próprio Bolsonaro.

Após o escândalo vir à tona, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar o suposto esquema de tráfico de influência envolvendo o ministro da Educação e pastores que frequentam a pasta, mas que não têm cargo público. A investigação atende a uma determinação da ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A corporação vai avaliar se os religiosos influenciaram o envio de verba para municípios em troca de propina, se o ministro da Educação sabia das irregularidades e se colaborou com elas. Nas próximas semanas, a PF deve ouvir Ribeiro e os pastores. As diligências estão a cargo do delegado Bruno Caladrini.

Lideranças e parlamentares religiosos defendiam a saída do ministro do comando do MEC. Em caráter reservado, afirmam que o escândalo respingou na categoria, apesar de os pastores envolvidos não terem ligação, e que isso pode causar efeitos negativos, com vistas às eleições deste ano.

Em nota, Ribeiro blindou Bolsonaro e negou que o presidente tenha pedido atendimentos preferenciais na alocação de recursos públicos. O presidente, por sua vez, disse na tradicional live, da última quinta-feira (24), que botaria a cara no fogo pelo ministro.

A reportagem acionou o Ministério da Educação e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Fonte: R7

CN

‘Peço minhas sinceras desculpas a quem ofendi’, diz Milton Ribeiro

Em audiência no Senado, ministro da Educação se retratou após declarações sobre a presença de crianças deficientes nas escolas

Milton Ribeiro foi chamado nesta quinta-feira (16) para participar de uma audiência pública na Comissão de Educação, Esportes e Cultura do Senado. O ministro da Educação foi convocado para explicar as declarações que prestou sobre a inclusão de crianças com deficiência em sala de aula e também sobre o acesso às universidades.

“O MEC (Ministério da Educação) afirma e reforça que as matrículas de alunos com deficiência devem ser feitas em escolas regulares, essa é a nossa meta”, declarou o ministro após ter declarado em entrevista que “deficientes atrapalham o aprendizado dos demais estudantes em sala de aula.

Ribeiro afirmou que o termo usado “foi um grande erro” e reconheceu que “as minhas colocações não foram as mais adequadas e imediatamente quando percebi isso, fui às minhas redes sociais para me desculpar as pessoas que magoei.”

Durante sua participação na audiência, ele também afirmou que conversou pessoalmente com o senador Romário (PL), que tem uma filha com síndrome de Down, para se desculpar por sua fala.

“Reitero aqui no Senado meu sincero pedido de desculpas a todos os que se sentiram ofendidos após as minhas declarações em entrevista”, declarou.

Ainda, justificando sua entrevista, o ministro explicou que as suas “declarações sobre os universidades era no sentido de reforçar a necessidade de ampliar o ensino técnico no país e em momento algum quis dizer que o filho do porteiro não poderia estudar, o que quero dizer é que não basta apenas ter diploma na parede, o mercado busca profissionais técnicos, repito: não estamos querendo fechar porta de universidades, mas queremos reforçar o ensino profissionalizante.”

“Não sou elista, penso que não adianta ter graduados sem ter onde trabalhar”, disse. “O estudante pega um financiamento estatal, termina com um diploma, sem emprego e uma dívida no banco, temos um milhão de inadimplentes no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).”

O ministro anunciou que deve ampliar vagas no curso superior por meio de universidade digital para atingir as metas do PNE (Plano Nacional de Educação). 

Fonte: R7

CN

MEC quer facilitar regulamentação de empresas de ensino superior

MEC quer facilitar regulamentação de empresas de ensino superior

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse hoje (27) a representantes de instituições privadas do ensino superior, que, entre as prioridades de sua pasta, está a de “simplificar” os trâmites burocráticos necessários para a regulamentação da iniciativa privada no ensino superior do país. Segundo o ministro, a avaliação remota feita nessas instituições pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) representa um passo dado pelo MEC nessa direção.

“O MEC foi, com o tempo, se transformando em um verdadeiro cartório, com instâncias e carimbos. Quero simplificar isso. Gostaria de ter no MEC uma secretaria de desregulamentação. No entanto, a lei impõe caminhos balizados por leis votadas e feitas no passado, mas que podem ser mudadas”, disse o ministro ao participar da abertura do 13º Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, promovido pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular.

Ribeiro acrescentou que algumas propostas de mudanças vêm sendo estudadas pelo governo “para que a regulamentação se baseie em outro paradigma, de não acreditar que todos os empresários da educação estejam sempre prontos para burlar a lei”.

“Nossa legislação, no entanto, é feita dando a impressão de que todos são culpados. Queremos mudar a filosofia do MEC, e considerar todos inocentes até que se prove o contrário. Assim, quem eventualmente cometer deslizes ou agir de forma não ética, estes sofrerão maior dano, e não os que cumprem as tantas regras”, acrescentou ao dizer que tais medidas, a médio e longo prazo, “simplificarão a vida dos senhores nesse trabalho que é muito regulamentado”.

A proposta de avaliações remotas foi apresentada pelo Inep em abril. De acordo com a autarquia, a avaliação externa virtual in loco passará a ser feita integralmente online, com o objetivo de “melhorar o processo de avaliação do ensino superior brasileiro, especialmente diante do atual cenário causado pela pandemia da covid-19”.

As avaliações começaram a ser feitas em 26 de abril tendo como meta inspecionar remotamente a 11 instituições – número que a autarquia garante que incrementará gradualmente, mês a mês, até atingir a meta de 5 mil visitas no fim de outubro de 2021. Segundo Ribeiro, o objetivo é fazer cerca de 600 avaliações em junho; 700 em julho e 800 em agosto.

Nesse primeiro momento, a avaliação externa remota online não atenderá a todos os cursos. Medicina, odontologia, enfermagem e psicologia, por exemplo, continuarão sendo examinados presencialmente.

Aulas presenciais

O ministro disse aos representantes de instituições privadas de ensino superior que apoia “radicalmente o retorno [às aulas] com segurança”. “A aula presencial, para mim, é insubstituível. Todos equipamentos e ferramentas são úteis e necessários. A presença do professor e do aluno em sala de aula é algo que, para a construção do saber do aluno, é algo insubstituível”, defendeu Ribeiro.

O ministro acrescentou que o MEC tem estudado os riscos dessas aulas não presenciais. “O comprometimento na aprendizagem e potencial evasão escolar tem nos preocupado de maneira mais presente”, complementou.

Edição: Fernando Fraga A/B

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Milton Ribeiro defende volta às aulas presenciais no Brasil

“Educação não pode parar”, diz Ministro

O Ministro da Educação e professor Milton Ribeiro, usou o Twitter, nesta segunda-feira (11), para afirmar que o Ministério da Educação (MEC) e o Governo Federal não medirão esforços para garantir a segurança de alunos e professores na volta às aulas presenciais.

Ribeiro comentou e respostou a carta aberta do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) destinada às prefeitas e aos prefeitos eleitos de todos os municípios brasileiros.

Não pouparemos esforços para garantir a segurança de estudantes e professores na volta às aulas. A educação não pode parar e isso já é reconhecido por instituições internacionais como a Unicef. O ensino é um dever de todos e um compromisso do Governo Jair Bolsonaro”, declarou o professor, por meio da rede social.

No documento publicado pela Unicef, a entidade garante que o fechamento da maioria das escolas e o isolamento social têm impactado, profundamente, a aprendizagem, a saúde mental e a proteção de crianças e adolescentes do país. E que, apesar dos esforços em organizar as atividades online, “milhões de crianças e adolescentes não foram alcançados e perderam o vínculo com a escola.”

A Unicef, que é um órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), recomenda que “as escolas devem ser as últimas a fechar e as primeiras a reabrir em qualquer emergência ou crise humanitária.”

É fundamental empreender todos os esforços necessários para que as escolas de educação básica reabram no início deste ano escolar, em segurança. É um momento-chave que não podemos deixar passar.”, afirma o documento.

A reabertura das escolas será adaptada de acordo com as diferentes realidades locais, levando-se em consideração taxa de contágio, números de casos e óbitos. Além de questões sociais, econômicas e culturais de determinadas regiões do País.

Em outubro do ano passado, em visita à Goiânia, o ministro já tinha se declarado a favor do retorno às aulas, o mais rápido possível.

Na época, Ribeiro declarou:

O que queremos é retomar para que, ano que vem (2021), ao menos, parte das crianças, possa continuar num ritmo. Houve uma interrupção muito grande. […] O Governo Federal está fazendo de tudo para que as aulas retornem”, afirmou, em coletiva de imprensa.

Fonte: JCO

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