Covid-19: Queiroga pede que brasileiros se imunizem com a segunda dose

Vacinas usadas no Brasil funcionam contra variante delta, diz ministro

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pediu hoje (3) que os brasileiros se imunizem com a segunda dose das vacinas, como forma de proteção efetiva, inclusive contra o avanço da variante delta da covid-19. Queiroga participou, nesta terça-feira, do balanço da ação de vacinação em massa contra a doença, no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro.

“Sistemas de saúde mais consolidados do que o nosso, a exemplo do inglês, não conseguiram conter a propagação comunitária da variante delta. Os Estados Unidos também enfrentam o problema. Nós estamos assistindo, e isso acontece sobretudo com aqueles que não estão vacinados. As nossas vacinas funcionam contra essa variante. Aproveito para lembrar às pessoas que ainda não tomaram a segunda dose que voltem às unidades básicas de saúde. Para ter a proteção, é necessário [tomar] as duas doses”, disse Queiroga.

O ministro participou, na Clínica da Saúde Adib Jatene, dentro do Complexo da Maré, da vacinação de dois moradores. A comunidade foi alvo, nos últimos dias, de um experimento de vacinação em massa, com a aplicação de 33 mil doses. Nesta terça-feira, foi realizada na comunidade uma busca ativa de pessoas que ainda não tinham sido vacinadas.

Também participaram da solenidade o ministro do Turismo, Gilson Machado, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, a reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Denise Pires de Carvalho, e a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade.

Fonte: Agência Brasil

Ministério decide cancelar contrato para aquisição da vacina Covaxin

Auditoria da CGU descarta irregularidade em preço e prazo

O contrato do Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin, produzida pelo laboratório Bharat Biotech, será cancelado. A informação é dos ministros Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e Marcelo Queiroga (Saúde) que concederam entrevista coletiva, nesta quinta-feira (29), no Palácio do Planalto, em Brasília.

A medida foi tomada depois que uma auditoria da CGU para analisar questões relativas à legalidade do processo de contratação e importação da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde demonstrou irregularidades em documentos apresentados pela Precisa Medicamentos. A empresa era representante do laboratório indiano no Brasil, na negociação com o ministério. De acordo com Wagner Rosário, foram detectadas suspeitas de fraudes em dois documentos.

Um deles, entregue pela Precisa à pasta, era supostamente uma procuração da Bharat Biotech autorizando a representante a concluir a negociação e venda do imunizante ao governo federal. Essa suposta adulteração seguirá para investigação da Polícia Federal.

“A posição do Ministério da Saúde acerca dos fatos apurados pela CGU será de cancelamento do contrato. Todavia, em face da própria lei das licitações, temos que notificar a empresa contratada para que ela apresente defesa nos autos, mas o objeto que era a contratação de vacinas foi perdido”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Durante apresentação do relatório da CGU, os ministros ressaltaram que foi empenhado R$ 1,6 bilhão, mas nenhum centavo chegou a ser gasto na compra da vacina. O valor, segundo Wagner Rosário, obrigatoriamente deve ser realocado para a compra de outro imunizante.

A CGU também negou irregularidades nas invoices – espécie de fatura de compras internacionais – que previam pagamento adiantado referente 4 milhões de doses. De acordo com Rosário, os erros foram corrigidos e as invoices não chegaram a ser encaminhadas ao setor de pagamentos da Saúde.

Preço

A auditoria apontou ainda que não há relação com possíveis casos de corrupção ou desvio de dinheiro com a compra da Covaxin. Não houve, segundo a CGU, oferta de preço inferior a US$ 15, por vacina.

“A primeira e única proposta é de US$ 15. Não existe contrato de US$ 10, mas uma reunião que comenta que tem alvo de produção de vacina que fique em torno de US$ 10. Assistimos à reunião gravada e em nenhum momento há oferta de preço de US$ 10. Em outra reunião e, oficialmente, por documentos, o preço fechado apresentado sempre foi US$ 15. As contratações hoje a nível mundial são entre US$ 15 e US$ 18”, destacou Wagner Rosário.

A análise da CGU confirma a versão apresentada por Emanuela Medrades, da Precisa, em depoimento à CPI da Pandemia do Senado. A CGU também descartou que o valor acordado tenha sido 1.000% maior do que o anunciado inicialmente pela Bharat Biotech.

Doses

Sobre a quantidade de doses, a oferta inicial da empresa foi de 12 milhões, mas as negociações avançaram para 20 milhões. Em relação aos prazos, não houve, segundo a CGU, celeridade indevida no processo.

Histórico

Produzido pelo laboratório indiano Bharat Biotech, o imunizante foi oferecido ao governo federal pela Precisa Medicamentos, então representante da farmacêutica no Brasil. O contrato da Covaxin se tornou alvo da CPI da Pandemia no Senado e do Ministério Público Federal, depois que o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, e o irmão dele, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), denunciaram “pressão atípica” dentro da pasta pela celeridade na compra da vacina.

Fonte: Agência Brasil

Rondônia recebe do MS mais uma remessa de imunizantes contra a covid-19

Estado já contabiliza mais de 1.181.588 doses de vacinas recebidas do Governo Federal.

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), recebeu do Ministério da Saúde (MS), na quarta-feira (28), na Central Estadual da Rede de Frio, em Porto Velho, mais uma remessa de imunizantes contra a covid-19, que serão destinadas às regionais de saúde de todo o Estado.

Neste lote foram recebidas 37.800 doses de vacinas, sendo 20.250 doses da AstraZêneca e 17.550 doses da Pfizer, para imunizar a população, prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação (PNO). Esta remessa contempla a 1° dose do seguinte público alvo:

  • Pfizer: gestantes, puérperas, comorbidades e pessoas com deficiência permanente, sendo da faixa etária entre 50 e 54 anos;
  • AstraZêneca: comorbidades e pessoas com deficiência permanente, trabalhadores do transporte aéreo, trabalhadores portuários, forças de segurança, de salvamento e forças armadas.

O diretor da Agevisa, Gilvander Gregório, destacou o desempenho nas aplicações da 1ª dose dos imunizantes, porém, com relação a 2ª dose, relatou dificuldades. “Parte da população perdeu o interesse e não procurou os pontos de vacinação, se vacinando apenas com a primeira dose, com a impressão de estarem imunizadas, também não está havendo uma busca ativa para receber a imunização ou há uma política negativa sobre os tipos de vacinas oferecidas”, disse.

Ele ainda salientou que “o Governo está preocupado, pois o cidadão deve tomar a segunda dose da vacina contra o coronavírus para estar protegido contra essa doença, porém, muitos não estão se atentando para esse detalhe. É preciso completar o ciclo de vacinação”.

A 32ª remessa de vacina será distribuída às Regionais de Saúde, sendo 6.291 para a Regional de Ji-Paraná, 3.090 para a Regional de Cacoal, 2.580 para a Regional de Vilhena, 3.967 para a Regional de Ariquemes, 3.098 para a Regional de Rolim de Moura e 18.774 para a Regional de Porto Velho.

Com essa nova remessa, Rondônia contabiliza o montante de 1.181.588 doses de vacinas contra a covid-19, recebidas do Governo Federal, sendo:

  • Coronavac: 422.308;
  • AstraZeneca: 568.000;
  • Pfizer: 156.780;
  • Janssen: 34.000

PLANO DE ACELERAÇÃO DA VACINAÇÃO

Durante a entrega de vacinas na Rede de Frio, a Agevisa anunciou o Plano de Aceleração da Vacinação contra a covid-19 em Rondônia para secretários e técnicos municipais de saúde, profissionais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e da Agevisa e o representante do Ministério da Saúde (MS).

O plano tem como principais premissas, a rapidez na distribuição das vacinas, realização de campanhas de divulgação de massa, monitoramento diário das coberturas vacinais, inspeções sanitárias em salas de vacinas, além de capacitações técnicas.

Para a coordenadora estadual da covid-19 da Agevisa, Flávia Serrano, o objetivo principal é melhorar os indicadores com relação a 2ª dose da vacina, pois todas as vacinas são importantes. “Estamos aos poucos retornando as nossas atividades laborais, sendo importante que a população em geral e os profissionais estejam vacinados, tendo uma imunidade coletiva. Por isso, é importante procurar o local de vacinação e completar as duas doses”.

Fonte: Agevisa

Servidores dos Correios e Bancários podem fazer cadastro para imunização contra covid na capital

Os novos grupos foram incluídos pelo Ministério da Saúde na semana passada.

As categorias profissionais de bancários e trabalhadores dos correios de Porto Velho, já podem fazer o cadastro no aplicativo Sasi, para receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Segundo a prefeitura da capital, apenas após o cadastro desses trabalhadores, ” a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) vai poder programar a inclusão deles nas ações”.

O aplicativo pode ser baixado em aparelhos Android e em celulares da Apple. O sistema é autoexplicativo e para ativá-lo, o usuário deve digitar o código PVH21. Segundo a Semusa, já houve a inclusão dessas duas categorias na plataforma.

Na última pauta do Plano Nacional de Imunização, duas mil doses foram designadas para esse público.

Fonte; Semusa

Governo anuncia recursos para ampliação de equipes de saúde

Profissionais trabalharão na atenção primária

O Ministério da Saúde anunciou hoje (21) a disponibilização de recursos para a ampliação de equipes e de profissionais de saúde vinculados à atenção primária. O nome é dado à rede de acompanhamento e atendimento formada, por exemplo, pelos postos de saúde e pelas equipes de saúde da família.

De acordo com o ministério, serão liberadas verbas para contratação de 13.415 agentes comunitários de saúde, 1.791 equipes de saúde bucal, 3.374 equipes de saúde da família e 2.477 equipes de atenção primária.

A entrada em atuação dos profissionais, contudo, depende dos municípios. Esses precisam atender às exigências do ministério para receber os recursos e viabilizar a contratação dos novos profissionais.

“O Ministério da Saúde está se comprometendo a custear, mas o município precisa implantar. Os recursos começam a ser repassados a partir do momento que as equipes são de fato implantadas. Em alguns casos, os municípios já estavam fazendo e agora entramos com os recursos”, declarou o secretário de Atenção Primária a Saúde do Ministério, Raphael Câmara.

Pandemia

Na entrevista coletiva de anúncio da ampliação das equipes, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi questionado sobre a situação das vacinas contra a covid-19 Covaxin e Sputnik V.

A vacina indiana (Covaxin) teve sua contratação pelo ministério suspensa após denúncias, feitas pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, chefe de importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda, de superfaturamento e de pressões atípicas para contratação.

Já o imunizante russo (Sputnik V) foi adquirido por uma série de governos estaduais do Nordeste. Nos dois casos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação em caráter excepcional, mas impôs condicionantes.

Queiroga lembrou que a compra da Covaxin está suspensa para análise por recomendação da Controladoria Geral da União (CGU) e disse que a inclusão desse imunizante e da Sputnik V no Programa Nacional de Imunizações (PNI) será analisada.

“É preciso fazer análise de conveniência e oportunidade no momento em que temos mais de 600 milhões de doses de vacinas [compradas]. Se for do desejo dos governadores [do Nordeste] importar, pode importar. Mas para incluir no PNI é necessário que tenhamos os registros da Anvisa”, destacou Queiroga.

Variante delta

O ministro também foi perguntado sobre novas medidas diante do crescimento da variante delta do coronavírus no país. Até semana passada, foram confirmados mais de 100 casos. Hoje o Distrito Federal informou que a variante foi detectada na capital.

“A campanha de vacinação está sendo realizada. Temos adotado estratégias como reforçar vacinas nas regiões de fronteira. O cenário epidemiológico aponta melhora, com diminuição do número de casos e óbitos e internações. Se teve uma variante diagnosticada, resta saber se ela é de importância”, respondeu.

Adolescentes

Questionado sobre o início da vacinação de adolescentes em alguns estados, Marcelo Queiroga disse que a equipe do PNI está estudando a possibilidade e que irá se pronunciar após uma avaliação.

“É importante que estados e municípios não se adiantem com a inclusão de públicos que não foram incluídos no PNI”, recomendou.

Fonte: Lílian Beraldo A/B

Novas doses de vacina contra covid chegam em Rondônia

São mais 27.500 doses de vacina, sendo 10.300 da AstraZeneca e 17.200 doses da Coronavac.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), recebeu na terça-feira (20), na Central de Rede de Frios, em Porto Velho, mais um lote com 27.500 doses de vacina contra a covid-19, sendo 10.300 da AstraZeneca e 17.200 doses da CoronaVac.

O secretário da Sesau, Fernando Máximo, esclareceu que “as doses recebidas hoje serão distribuídas para as seis Gerências Regionais de Saúde (GRS), localizadas em Ji-Paraná, Cacoal, Vilhena, Ariquemes, Rolim de Moura e Porto Velho”, disse o secretário. Ele também explica que outras outras doses de AstraZeneca (39.500) e Pfizer (10.530) estão prevista para serem enviadas para Rondônia nesta quarta-feira (21).

DISTRIBUIÇÃO

Fernando Máximo disse também que tem recebido muitos questionamentos das Prefeituras em relação a quantidade de vacinas destinadas para cada município e esclareceu que “a divisão das doses é feita de acordo com o PNO do Ministério da Saúde que leva em conta a quantidade de pessoas por grupos prioritários e não a população de cada município”, frisou.

Até o momento, de acordo com o último boletim da Sesau, 48,7% da população vacinável já receberam a 1ª dose e 16.1% foram imunizados com a 2ª dose em todo o Estado, lembrando que os dados devem ser atualizados em tempo real pelas prefeituras.

Esse índice tende a aumentar com a redução no intervalo entre as duas doses. A medida foi adotada em Rondônia em relação a 2ª dose das vacinas AstraZeneca e Pfizer, para garantir a proteção contra a variante Delta do coronavírus que circula em todo o país. De acordo com o novo protocolo adotado pela Sesau, a 2ª dosagem de ambas possam ser aplicadas em 45 e 60 dias, respectivamente.

“SOS VACINAÇÃO”

O secretário da Sesau, Fernando Máximo, ainda salientou que “o Governo tem promovido, principalmente em municípios de fronteira, a mobilização “SOS Vacinação” para dar mais agilidade ao processo de imunização da população com as doses extras recebidas do Ministério da Saúde para esse fim”, finalizou destacando a agilidade na distribuição, que coloca Rondônia em 4º lugar no ranking nacional brasileiro de distribuição de imunizantes aos municípios. Os três primeiros são: Mato Grosso do Sul (MS), Distrito Federal (DF) e Rio Grande do Sul (RS), conforme dados do Sistema de Informação de Insumos Estratégicos (Sies) do Ministério da Saúde.

Fonte: Agevisa

Rondônia recebe mais de 20 mil doses de vacinas contra covid-19

A nova remessa é destinada aos trabalhadores de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e trabalhadores industriais do estado.

O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) recebeu do Ministério da Saúde, na quinta-feira (8), na Central Estadual da Rede de Frio, 20.610 doses de vacinas contra a covid-19, sendo mais 5.400 doses da CoronaVac e 15.210 doses da Pfizer.

De acordo com o diretor da Agevisa, Edilson Batista, essa remessa é destinada para trabalhadores de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, trabalhadores industriais e pessoas de 59 a 55 anos.

Das 20.610 doses, 4.114 é destinada à Regional de Saúde de Ji-Paraná; 1.983 para à Regional de Cacoal; 1.831 para à Regional de Vilhena; 3.203 para à Regional de Ariquemes; 1.966 para à Regional de Rolim de Moura e 7.513 para à Regional de Porto Velho.

As doses da Pfizer são para 1ª dose e as da CoronaVac para 1ª e 2ª doses. A imunização da população ocorre conforme prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação (PNO). Com esta nova remessa, Rondônia recebeu um total de 979.508 doses, sendo 372.108 da CoronaVac, 444.200 da AstraZeneca, 128.700 da Pfizer e 34.500 da Janssen.

Fonte: Agevisa

Saúde e Educação elaboram protocolo de retorno seguro às aulas

Aulas retornariam no mês de agosto

Os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Educação, Milton Ribeiro, defenderam hoje (8) o retorno dos estudantes às salas de aula. Os dois anunciaram a preparação de um protocolo de retorno e fizeram, de forma conjunta, um “apelo” a gestores municipais e estaduais para que comecem de imediato a preparação para essa retomada.

Segundo o ministro da Saúde, 80% dos professores do ensino básico já receberam a primeira dose da vacina, o que possibilitaria, a partir de agosto, um retorno seguro às aulas. “Temos apoio da Unicef, da Unesco, da OMS e da OCDE [para isso]. Há absoluto consenso de que vacinação não é pré-requisito para o retorno às aulas. Vamos, portanto, criar um protocolo conjunto que será estabelecido por portaria interministerial, estabelecendo as regras para o retorno seguro”, disse ele ao reiterar que a narrativa de que o Brasil vai mal na vacinação já estaria se dissolvendo.

A expectativa é de que a portaria com o protocolo de retorno às aulas seja publicada no início da semana que vem.

O ministro da Educação disse que o país “chegou ao limite”. “Somos um dos últimos países com as escolas fechadas. A perda é acadêmica, emocional e pode até ser considerada nutricional para muitas crianças”, disse ele ao criticar “a falta decisão política dos entes federados lá na ponta”.

Na avaliação de Ribeiro, “alguns estados e algumas redes infelizmente estão politizando o assunto de educação, tratando as crianças como peça de manobra política”.

Ele criticou também discursos que tem ouvido, segundo os quais seria necessário vacinar crianças antes de se dar início ao retorno das aulas. “Daqui a pouco o discurso vai ser vacinar os pais e avós, e aí não se volta mais”.

Dirigindo-se aos “narradores da narrativa de que tudo vai mal”, que segundo ele “regularmente tomam emprestados exemplos de fora para mostrar nossos erros”, Ribeiro disse que, agora, o país tem de “buscar exemplos de fora para mostrar que estamos errados em não restabelecer a aula presencial”.

Fonte: Claudia Felczak A/B

Saúde lança nova campanha de vacinação contra a covid-19

Foco será nos brasileiros que ainda não tomaram a segunda dose

O Ministério da Saúde lançou, hoje (7), a nova campanha para reforçar a importância da vacinação contra a covid-19. Um dos focos da iniciativa é convocar as pessoas para que não deixem de tomar a segunda dose do imunizante.

O ministro Marcelo Queiroga alertou que há cerca de 3,5 milhões de pessoas com a aplicação da segunda dose em atraso. Por isso, o esforço definido para essa nova campanha, que terá peças publicitárias divulgadas em veículos de mídia e na internet.

“A imunização é a principal arma para conter o caráter pandêmico. As vacinas que temos, com exceção de uma delas [Janssen], necessitam de duas doses. É fundamental que a população que tomou a primeira dose volte para tomar a segunda, pois só assim a imunização estará completa”, disse o ministro.

Queiroga defendeu que governo federal, estados e municípios devem reforçar a comunicação para estimular a procura das pessoas que já tomaram a primeira dose para que completem o ciclo dentro do prazo previsto.

Ele salientou que houve avanço na campanha de vacinação, com vários dias de junho com aplicação de mais de 1 milhão de doses diárias. A meta do ministério é imunizar todos os brasileiros com mais de 18 anos de idade até setembro com a primeira dose e até dezembro com a segunda dose.

Números

O secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Pereira, informou que os números vêm baixando, mas que a atenção deve ser mantida. “Ontem (6), tivemos boa notícia de não ter nenhuma morte no Amazonas. Temos visto nas curvas que a gente tem que de acordo com as faixas etárias vacinadas têm diminuído as internações, os casos e as mortes”, disse.

A secretária especial de Enfrentamento à Covid-19, Rosane de Melo, lembrou que as baixas nas curvas de casos e mortes não significam que os brasileiros devem desconsiderar os cuidados. “É preciso manter as medidas de distanciamento seguro, lavagem da mão, uso da máscara, que isso é importante para o controle dessa pandemia”, defendeu.

Intervalo

O ministro Marcelo Queiroga comentou sobre a variante Delta do coronavírus, que teve caso identificado em São Paulo, e sobre a possibilidade de redução dos intervalos entre a primeira e a segunda doses.

“A vacinas protegem contra as variantes. Os intervalos das vacinas foram decididos conforme as informações dos fabricantes. As decisões não são do ministério, mas tomadas em parceria com estados e municípios”, disse.

CPI

Ao ser questionado sobre a prisão hoje do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, durante depoimento na Comissão Parlamentar da Pandemia, o ministro disse que “o que acontece na CPI é problema do Congresso Nacional e o ministro da Saúde continua com o seu trabalho”.

Copa América

Com relação à testagem das pessoas contaminadas durante a competição da Copa América, Marcelo Queiroga disse que a grande maioria era formada por prestadores de serviço e que contraiu o vírus na sua comunidade.

“Não houve caso de contaminação entre as partidas. A estratégia funcionou bem. Detectamos a variante Gama. Antes da partida final, no sábado (10), vamos fazer um relatório detalhado com o balanço das ações na competição”, disse.

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Covid-19: pesquisadores criam teste barato para unidades de saúde

Um novo kit diagnóstico, desenvolvido por pesquisadores de instituições públicas brasileiras, é capaz de detectar o novo coronavírus em até 45 minutos, com baixo custo e alto grau de precisão. 

Covid-19: 1,7 mil mortes e 62,5 mil casos são registrados em 24 horas

As autoridades de saúde registraram, em 24 horas, 1.780 novas mortes em decorrência da covid-19 e 62.504 novos casos da doença. Os novos dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (6), que consolida informações levantadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

Fonte: Agência Brasil

Nenhuma dose de vacina vencida é repassada aos estados, diz ministério

Prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado

O Ministério da Saúde informou hoje (2), em Brasília, que nenhuma dose vencida de vacina contra a covid-19 é repassada aos estados e o Distrito Federal. Acrescentou que o prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado desde o recebimento até a distribuição. 

A divulgação da informação foi motivada pela publicação de uma matéria do jornal Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, cerca de 26 mil doses de vacinas da AstraZeneca teriam sido aplicadas após o vencimento em 1.532 municípios. 

Segundo o ministério, os estados são orientados a distribuírem imediatamente os imunizantes recebidos, sendo obrigação dos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) fazer o armazenamento correto e a aplicação das doses dentro do prazo de validade. 

Divergências no preenchimento de dados

Em nota, a prefeitura de Maringá (PR), apontada pela reportagem como o município que mais teria aplicado doses vencidas, afirmou que nenhuma dose fora da validade foi usada. Segundo o secretário de Saúde, Marcelo Puzzi, há divergências no preenchimento de dados no sistema eletrônico do SUS. 

“O lançamento no Sistema Conect SUS está diferente do dia da aplicação da dose. Isso porque, no começo da vacinação, a transferência de dados demorava a chegar no Ministério da Saúde, levando até dois meses. Portanto, os lotes elencados são do início da vacinação e foram aplicados antes da data do vencimento. Concluindo, não houve vacinação de doses vencidas em Maringá e sim erro no sistema do SUS”, explicou. 

A Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal também disse que é improcedente a informação sobre aplicação de vacinas vencidas. 

“Ocorre que nem sempre a vacina aplicada é registrada no sistema do Ministério da Saúde na mesma data em que foi administrada no paciente. Caso o digitador não altere esta data de aplicação na hora de fazer o registro no sistema, corre-se o risco de a vacina ser registrada como uma aplicação fora do prazo de validade”, afirmou a secretaria. 

A secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro declarou que recebeu do Ministério da Saúde todos os lotes de vacinas dentro do prazo de validade. Informou, também, que está verificando se houve aplicações de doses vencidas. 

Segundo o Ministério da Saúde, o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19 (PNO) orienta que doses aplicadas fora do prazo de validade não podem ser consideradas para imunização, sendo recomendado recomeçar o ciclo vacinal, respeitando intervalo de 28 dias entre as doses. 

Fiocruz 

Em nota, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que os lotes que estariam com prazo de validade expirado não foram feitos no Brasil. O órgão pertence ao Ministério da Saúde e é responsável pela produção nacional dos imunizantes da AstraZeneca contra a covid-19.

Segundo a Fiocruz, os lotes sob suspeita foram importados da Índia e são do tipo do imunizante da AstraZeneca chamado de Covishield. Os demais carregamentos foram enviados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).

“Todas as doses das vacinas importadas da Índia (Covishield) foram entregues pela Fiocruz em janeiro e fevereiro dentro do prazo de validade e em concordância com o MS [Ministério da Saúde], de modo a viabilizar a antecipação da implementação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, diante da situação de pandemia. A Fiocruz está apoiando o PNI [Programa Nacional de Imunização] na busca de informações junto ao fabricante, na Índia, para subsidiar as orientações a serem dadas pelo programa àqueles que tiverem tomado a vacina vencida”, informou a Fiocruz.

Fonte: Kleber Sampaio A/B

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