Pequenos computadores revelam como morcegos caçam com eficiência

Trabalho foi publicado na revista Science Advances

Pesquisadores de uma equipe internacional publicaram um artigo na revista Science Advances descrevendo como os morcegos caçam usando apenas o som e no escuro completo. Para realizar a pesquisa, eles instalaram pequenos computados com etiquetas de gravação de eco e movimento nos maiores morcegos da Bulgária.

“Estamos tentando entender como os morcegos podem capturar as presas em um escuro completo usando apenas o som, sua voz e seus ouvidos. Fazemos isso ao prender pequenos computadores nas costas deles e isso nos permite gravar os ecos que estão retornando, logo, sua informação sensorial. Assim, podemos comparar isso aos dados sobre o comportamento no mesmo computador”, disse a pesquisadora Laura Stidsholt.

Com os computadores, que pesam 3 gramas, descobriu-se que morcegos são guiados pela ressonância fraca das presas, o que soaria como um sussurro para os humanos

“Neste caso, nós demonstramos que os morcegos realmente limitam o mundo que eles veem enquanto tentam capturar alimento e isso faz deles caçadores muito eficientes, porque eles colocam toda sua atenção na presa”, explicou Laura.

Fonte: Fábio Massalli A/B

Idaron alerta contato com morcegos e animais mortos e doentes podem transmitir raiva

Pessoas que sofreram ferimentos que tiveram contato com algum animal silvestre, devem procurar um médico.

O alerta é feito pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), sobre o contato com morcegos e com animais doentes ou mortos por raiva pode transmitir a doença para humanos. Toda pessoa que sofreu ferimentos causados por morcego ou algum outro animal silvestre ou doméstico deve procurar, imediatamente, o serviço de saúde, para orientações e possível tratamento profilático.

De acordo com o médico veterinário Dalmo Bastos Sant’Anna, do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros e das Outras Encefalopatias, casos da doença não têm sido registrados em humanos há vários anos em Rondônia, mas a morte de um adolescente de 14 anos, no Rio de Janeiro, chamou a atenção da Agência e fez ascender o alerta.

Segundo notícia veiculada, um adolescente de 14 anos, morador de uma comunidade rural, em Angra dos Reis, morreu em março, mas o caso só se tornou público nesta semana com a divulgação de um relatório da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro.

Conforme foi noticiado, o menino foi atacado por um morcego, após encontrá-lo no chão e chutá-lo, no final de janeiro. Os sintomas só apareceram em 22 de fevereiro. Em 7 de março, a vítima foi internada e posteriormente, transferida para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG/UFRJ), na capital carioca, já com suspeita de raiva humana. O diagnóstico foi confirmado em 20 de março e o jovem morreu dez dias depois.

“Atualmente, no Brasil, o morcego, tanto o hematófago quanto o não hematófago, tem se destacado na transmissão da doença para os seres humanos e, para evitar o contágio, é importante que as pessoas evitem manipular qualquer morcego encontrado, mesmo que esteja morto. Ressalta-se que morcegos voando durante o dia, ou encontrados pousados em locais iluminados ou claros, são considerados suspeitos de estarem doentes, portanto, nesses casos, o cuidado deve ser maior e também devem ser evitados”, informou Dalmo Bastos.

CONTROLE DA RAIVA

O Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), em todo território nacional, busca diminuir a prevalência da doença nos herbívoros domésticos, que são os bovinos, bubalinos, caprinos ovinos e equídeos, mas, devido a vários fatores, a raiva continua a se disseminar de forma preocupante, no meio rural, tendo o morcego hematófago, papel de destaque, como principal transmissor da doença.

“Além dos prejuízos econômicos, a raiva tem outro lado ainda mais preocupante, que é a possibilidade de transmissão às pessoas, através do contato com os herbívoros doentes ou mortos, como também com morcegos infectados”, alerta o médico veterinário. Para controlar a doença, o PNCRH tem como estratégias a vigilância epidemiológica, a orientação para a vacinação dos herbívoros domésticos, o controle de morcegos hematófagos da espécie ‘Desmodus rotundus’ e a educação sanitária.

PREVENÇÃO

  • Evite contato com animais que apresentam sinais de raiva ou que já estejam mortos;
  • Informe a morte de animais à Idaron;
  • Não toque em morcegos;
  • Quando detectar mordedura em seus animais, aplique a pasta vampiricida ao redor da ferida, por no mínimo três dias seguidos.

Fonte: Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril

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