Fale conosco pelo WhatsApp(69) 99916-3250

Ação da PRF e da Polícia Civil termina com 12 milicianos mortos em RJ

Agentes das instituições interceptaram um comboio com os suspeitos na estrada Rio-Santos, na altura de Itaguaí, na Baixada Fluminense

A Polícia Civil e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) participaram de uma ação que terminou, na última quinta-feira (15), com 12 suspeitos mortos, na estrada Rio-Santos, altura de Itaguaí, na Baixada Fluminense.

De acordo com as investigações, a quadrilha teria envolvimento com um grupo miliciano da zona oeste do Rio.

Os suspeitos estavam divididos em quatro carros roubados quando foram abordados por agentes da Polícia Civil e PRF. A quadrilha reagiu à ação dos policiais, o que teria iniciado a troca de tiros. 

Inteligência da Polícia Civil já monitorava grupo
Inteligência da Polícia Civil já monitorava grupo

Dos 12 suspeitos baleados, 11 morreram ainda no local. Apenas um suposto miliciano foi socorrido, levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo informações, o líder da milícia de Itaguaí, conhecido como Cabo Benê, estava entre os suspeitos mortos durante a ação. A Polícia Civil já havia tentado outras quatro vezes prender o grupo em operações similares.

A quadrilha estava sendo monitorada há, pelo menos, 15 dias. Os dados da inteligência da Polícia Civil apontam que frequentemente o grupo fazia o caminho entre a zona oeste do Rio e a Baixada Fluminense.

Em nota, a Polícia Civil informou que a ação foi comandada pela força-tarefa que pretende garantir a segurança das eleições 2020 na Baixada Fluminense. Em menos de 24 horas, agentes destacados da força-tarefa mataram 17 milicianos em operações nas cidades da Baixada.

Fonte: R7

Equipes buscam por sobreviventes de explosão que deixou mais de 100 mortos e 4 mil feridos no Líbano

Suspeita é de que a explosão aconteceu em um depósito de nitrato de amônio, um tipo de fertilizante, na zona portuária de Beirute.

Equipes de resgate e agentes de segurança trabalham no local de uma explosão que atingiu o porto de Beirute, Líbano — Foto: Hussein Malla / AP Photo
Equipes de resgate e agentes de segurança trabalham no local de uma explosão que atingiu o porto de Beirute, Líbano

Equipes de resgate buscam nesta quarta-feira (5) desaparecidos após a enorme explosão que devastou a área portuária de Beirute, capital do Líbano. A tragédia de terça-feira (4) deixou mais de 100 mortos, 4 mil feridos e 100 desaparecidos, segundo estimativa da Cruz Vermelha libanesa.

Nesta quarta, ainda há fumaça saindo do local da explosão, segundo a Associated Press. As principais ruas do centro da cidade amanheceram cheias de escombros, com as fachadas dos edifícios destruídas e veículos danificados.

Imagens de drones mostram que a explosão atingiu silos de trigo que ficavam no porto. Estimativas iniciais indicam que cerca de 85% dos grãos do país, que são majoritariamente importados, estavam armazenados nos armazéns que foram destruídos.

A suspeita é que a explosão tenha partido de um armazém que guardava nitrato de amônio, um tipo de fertilizante, com grande potencial explosivo quando exposto a altas temperaturas. O presidente Michel Aoun disse na terça que é “inaceitável” que 2.750 toneladas de nitrato de amônio fossem armazenadas por seis anos em um depósito sem a segurança necessária.

Equipes de resgate e agentes de segurança trabalham no local de uma explosão que atingiu o porto de Beirute, no Líbano, nesta quarta-feira (5)  — Foto: Hussein Malla/AP
Equipes de resgate e agentes de segurança trabalham no local de uma explosão que atingiu o porto de Beirute, no Líbano

Apesar de o país já ter sido alvo de terroristas e viver período de instabilidade política, não há evidência de que se trate de um atentado terrorista.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, declarou que o país enfrenta uma catástrofe e declarou luto oficial de três dias. Ele disse também que o governo irá investigar os responsáveis pelo armazém que funcionava no porto da capital desde 2014.

“Eu prometo que esta catástrofe não passará sem que os culpados sejam responsabilizados. Os responsáveis pagarão o preço” – Hassan Diab, primeiro-ministro

O nitrato de amônio se apresenta como um pó branco ou em grânulos solúveis em água e é seguro – desde que não aquecido. A partir de 210 °C, decompõe-se e, se a temperatura aumentar para além de 290 °C, a reação pode tornar-se explosiva.

Um incêndio, tubos superaquecidos, fiação defeituosa ou relâmpagos podem ser suficientes para desencadear tal reação em cadeia.

Ouvida a mais de 200 km

Região da explosão em Beirute, no Líbano — Foto: STR/AFP
Região da explosão em Beirute, no Líbano

A explosão no porto causou destruição em larga escala e quebrou o vidro de janelas a quilômetros de distância. Alguns barcos que navegavam próximos à costa do Líbano chegaram a ser balançados pela força da explosão. As explosões chegaram a ser ouvidas em Larnaca, no Chipre, a pouco mais de 200 km da costa libanesa.

Uma embarcação da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) foi danificada após a explosão no porto. Em um comunicado, os capacetes azuis informaram que alguns membros da missão de paz se feriram e foram transferidos para hospitais do país.

Pessoas feridas depois de explosão em Beirute, Líbano — Foto: Hassan Ammar/AP
Pessoas feridas depois de explosão em Beirute, Líbano

Após a explosão, barcos foram mobilizados para resgatar pessoas que foram jogadas ao mar, segundo a Cruz Vermelha.

A emissora libanesa LBCI informou que o hospital Hôtel-Dieu de France, no centro da capital libanesa, atendeu a mais de 500 feridos. O governo da capital pediu que os feridos fossem levados para atendimento em centros de saúde de fora da cidade.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a explosão “se parece com um terrível ataque” e disse que seu país está pronto para ajudar. E o Itamaraty disse em nota que o Brasil se solidariza com as vítimas da explosão no porto de Beirute.

Enfermeiro cuida de mulher ferida em explosão na zona portuária de Beirute, no Líbano — Foto: IBRAHIM AMRO/AFP
Enfermeiro cuida de mulher ferida em explosão na zona portuária de Beirute

Emmanuel Macron, presidente da França, disse em uma rede social que vai enviar voluntários da defesa civil e médicos “o mais rapidamente” para apoiar os hospitais do Líbano no atendimento aos feridos em Beirute.

O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison disse, em entrevista ao Channel 4 que há ao menos um australiano entre os mortos e que a Embaixada do país foi “fortemente comprometida”.

Homem ferido é examinado por um bombeiro perto do local da explosão em um porto de Beirute nesta terça (4) — Foto: Anwar Amro/AFP
Homem ferido é examinado por um bombeiro perto do local da explosão em um porto de Beirute

Embarcações brasileiras

Contra-almirante afirma que nenhum militar brasileiro se feriu em explosão no Líbano
Contra-almirante afirma que nenhum militar brasileiro se feriu em explosão no Líbano

A Marinha do Brasil informou que a Fragata Independência que integra a Força Tarefa Marítima (FTM) da Missão Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), havia deixado o Porto de Beirute pela manhã e, no momento da explosão, operava no mar. Já a Fragata Liberdade estava distante 15 km do local da explosão.

Nenhuma das embarcações foi atingida e ninguém ficou ferido.

Os militares brasileiros integrantes da Unifil e que trabalham na sede da missão, na região de Naqoura, não foram atingidos e estão bem.

A esposa de um oficial da Aeronáutica, que exerce a função de Adido de Defesa, Naval, do Exército e Aeronáutico do Brasil no Líbano, teve ferimentos leves por estar próxima a uma janela atingida pela explosão, mas passa bem.

Fonte: G1