Mourão: ‘Relação com Bolsonaro não é simples, mas fico até o fim’

Vice-presidente reafirmou que, apesar dos problemas, presidente conta com a sua lealdade e honestidade: ‘Valores que aprendi’

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou na manhã desta segunda-feira que a relação com Jair Bolsonaro “não é simples”, mas não cogita renunciar ao governo.

“Toda hora sai comentários dessa natureza. Não é uma relação simples, nunca foi, entre presidente e vice. Nós não somos os primeiros a viver esse tipo de problema, mas o presidente sabe muito bem que ele conta comigo, minha lealdade acima de tudo, porque os valores que eu aprendi ao longo da minha vida eu aprendi e não abro mão deles: da lealdade, da honestidade, da integridade, da probidade. Então ele pode ficar tranquilo a meu respeito.

Desde o ano passado, Bolsonaro tem externado seu incômodo com a postura do seu vice, que por vezes, destoa do chefe em declarações à imprensa. Em junho, o presidente afirmou que “por vezes” ele atrapalha o governo. Em entrevista a uma rádio da Paraíba, o presidente disse que a função de vice é similar a do cunhado: “Você casa e tem que aturar, não pode mandar embora”, disse.

A relação ficou mais difícil depois de Bolsonaro anunciar o senador Ciro Nogueira (PP-PI) como ministro-chefe da Casa Civil, levando um dos líderes do Centrão para o coração do Palácio do Planalto.

Ao comentar a escolha, Mourão disse que parte dos eleitores de Bolsonaro, aqueles que teriam votado no presidente por uma questão programática, “podem até se sentir um pouco confundidos”.

No início de agosto, quando foi questionado sobre a possibilidade de concorrer a um cargo eletivo nas eleições de 2022, Mourão disse que não é necessário se desligar da vice-presidência. “Não é necessário me descompatibilizar. Se eu tiver que concorrer, a decisão vai sair mais para o final deste ano, porque precisa existir uma composição partidária”, sinalizou.

O vice-presidente, escolhido por Bolsonaro para compor a chapa da candidatura presidencial em 2018, avalia agora emplacar uma candidatura ao Senado no próximo ano e já flertou com a possibilidade de se lançar ao governo do Rio Grande do Sul.

Veto ao fundão

Sobre o veto ao fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões na sanção da LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias), quase três vezes o valor que os partidos receberam nas eleições de 2018, Mourão disse concordar com Bolsonaro.

“Pelo que eu vi, ainda vai ter muito empurra e puxa. Acho que o Congresso quer mais do que o presidente, e eu concordo com ele, do que seria reajustar pela inflação em relação ao que foi feito na eleição de 2018. Hoje eu vi um número de R$ 4 bilhões, então, vamos ver o que vai terminar isso aí.”

O Congresso Nacional pode rejeitar o veto de Bolsonaro, caso junte maioria nas duas Casas (257 votos na Câmara dos Deputados e 41 no Senado Federal). Neste caso, ele teria que promulgar a lei do mesmo jeito, o que poderia ser feito também pelo presidente ou pelo vice-presidente do Senado caso o chefe do Executivo se recuse.

Impeachment de ministros do STF

A respeito do pedido de impeachment do presidente contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, o general da reserva do Exército preferiu não polemizar. “Um pedido de impeachment, no fundo, acaba sendo uma posição política. O presidente já tem uma porção de pedidos que ingressaram na Câmara. Os dois ministros do Supremo é o Senado, né? É um processo que está previsto na Constituição e vamos aguardar os desdobramentos.”

A decisão de protocolar o pedido havia sido anunciada pelo presidente no último dia 14, em rede social, e incluía também o ministro Luís Roberto Barroso, que é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mas no pedido, elaborado pela AGU (Advocacia-Geral da União) com base no artigo 52 da Constituição e protocolado na última sexta-feira (20), se refera apenas a Moraes.

É a primeira vez na história que um presidente pede o impeachment de um ministro do Supremo. Bolsonaro disse que prepara um pedido separado contra Barroso.

Bolsonaro entende que o ministro extrapola suas atribuições em decisões como a da prisão de Roberto Jefferson (presidente do PTB) e também quando impediu a nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria Geral da Polícia Federal.

Ele também citou decisões anteriores do Moraes no inquérito das fake news, que apura ameaças a ministros do Supremo. Entre elas, a determinação que censurou matéria da Crusoé que citava Dias Toffoli, realização de busca e apreensão contra o ex-procurador-geral Rodrigo Janot e a prisão do deputado federal Daniel Silveira.

7 de setembro

Questionado sobre eventuais riscos à democracia com as manifestações agendadas para o dia 7 de setembro, o vice-presidente Hamilton Mourão classificou a manifestação articulada em favor do governo, em 7 de setembro, como “fogo de palha”. “Isso aí tudo é fogo de palha, zero preocupação”, disparou o general da reserva.

Nesta segunda-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afastou o coronel da Polícia Militar, Aleksander Lacerda, por indisciplina. O oficial fez convocação nas redes sociais para as manifestações marcadas para 7 de setembro a favor do presidente Jair Bolsonaro e usou seu perfil em uma dessas redes para atacar políticos. Lacerda é chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 (CPI-7), que tem 5 mil policiais sob comando, convocou “amigos” para o ato a favor de Bolsonaro.

“Aqui em São Paulo não teremos manifestações de policiais militares na ativa de ordem política. SP tem a melhor PM do país, a mais bem treinada, a mais bem equipada, tem orgulho de seus policiais e de seus colaboradores e de seu comando, na figura do coronel Alencar. Não admitiremos nenhuma postura de indisciplina”, disse Doria.

Fonte: R7

Mourão afirma que não foi aconselhado a deixar o governo

“Eu fui eleito, pô”, esbravejou o vice-presidente ao negar renúncia após críticas do presidente Jair Bolsonaro

Após manifestar que permanecerá no governo “até o fim”, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira (2) que não foi aconselhado a renunciar ao cargo após ser criticado publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro. “Eu fui eleito, pô”, esbravejou ele.

Na última segunda-feira (26) Bolsonaro disse entrevista à rádio Arapuan, da Paraíba que a atuação do vice “por vezes” atrapalha o governo. O presidente comparou a função de Mourão a de um cunhado: “Você casa e tem que aturar, não pode mandar embora”, afirmou na ocasião.

Questionado sobre a possibilidade de concorrer a um cargo eletivo nas eleições de 2022, Mourão disse que não é necessário se desligar da vice-presidência. “Não é necessário me descompatibilizar. Se eu tiver que concorrer, a decisão vai sair mais para o final deste ano, porque precisa existir uma composição partidária”, sinalizou.

O vice-presidente, escolhido por Bolsonaro para compor a chapa da candidatura presidencial em 2018, tenta agora emplacar uma candidatura ao Senado no próximo ano e já flertou com a possibilidade de se lançar ao governo do Rio Grande do Sul.

Fonte: R7

Jornalista explica polêmica envolvendo Mourão (veja o vídeo)

O desafio de ser artista e conservadora

O Jornal da Noite de quinta-feira (04) recebeu a cantora Nathalia Oliveira, vocalista da banda Sépia, que está fazendo sucesso nas redes com paródias políticas. Ela, que se assume conservadora junto com outros integrantes da banda, falou sobre os desafios que os artistas de direita enfrentam no Brasil.

“Descobrimos que somos conservadores e entrei no ativismo, desde então, foi complicado, porque ser ativista e ser vocalista é como água e óleo, principalmente para as casas de eventos e entretenimento, a gente sabe que existe uma predominância da esquerda no âmbito cultural em geral”, ressaltou.

Nathalia comentou ainda sobre a repercussão das paródias.

“Além da descontração que a paródia pode trazer, surge também uma oportunidade de formar uma comunidade de artistas conservadores, uma coisa que está faltando. A esquerda está nisso há muito tempo, e precisamos nos preparar”, apontou.

No segundo bloco do programa, o jornalista Uelson Kalinovski comentou sobre os ataques que sofreu após reportagem sobre a demissão do assessor do vice-presidente Mourão.

“Me assusta um pouco essa caça às bruxas que surge contra os jornalistas no Brasil. Eu acho que o Brasil está chegando num extremismo quase sem volta, não precisava ser desse jeito”, ressaltou.



Confira:

Fonte: JCO

Mourão, Maia e Kim Kataguiri, tentaram o impeachment de Bolsonaro antes da vitória de Arthur Lira?? (veja o vídeo)

A motivação foi o vazamento de uma conversa entre Roesch e o assessor de um deputado federal

Trecho da matéria original publicada na revista A Verdade:

“O desespero de Maia, que teria chorado, gritado, esperneado e, segundo fontes de bastidores, até mesmo telefonado para ministros de Bolsonaro, vem dias depois de um acontecimento no mínimo intrigante, que é a demissão de Ricardo Roesch Morato Filho, chefe de assessoria parlamentar do vice-presidente General Hamilton Mourão.

E é nesse ponto que temos que ficar atentos.

Foi o próprio vice-presidente quem anunciou a demissão, no dia 29 de janeiro. A motivação foi o vazamento de uma conversa entre Roesch e o assessor de um deputado federal, cujo nome, por enquanto, segue em sigilo.

Há, entretanto, a desconfiança de que o assessor que recebeu as mensagens estaria a serviço do deputado federal Kim Kataguiri, líder do DEM, fundador do MBL, autor de um dos pedidos de impeachment e em campanha aberta pela derrubada de Bolsonaro. Isso porque, na mesma semana em que a conversa vazou, o parlamentar afirmou publicamente que “Mourão estaria formando novo governo”.

A equipe TV JCO em Brasília produziu matéria especial com o texto revelador do jornalista Uélson Kalinovski, publicado originalmente na revista A Verdade, que apenas juntou as peças de mais um possível quebra-cabeça envolvendo traições, tentativas de golpes, articulações espúrias e vale tudo pelo poder em Brasília.

Poderia ser uma novela, ou uma série de ficção sobre os bastidores nefastos da política, mas é apenas a realidade que o presidente Bolsonaro enfrenta para fazer valer a vontade do povo e permanecer à frente do Executivo.

Confira:

Fonte: JCO

Mourão faz fortes críticas a decisão de Marco Aurélio de soltar líder do PCC

“Por que tantas prescrições de processos envolvendo políticos?”

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, fez fortes críticas à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, de soltar o líder do PCC em São Paulo, André Oliveira Macedo, o “André do Rap”.

Segundo o general, a decisão não está de acordo com o que a sociedade deseja, pois se trata de um marginal de alta periculosidade.

“O que é indesculpável é a demora para julgar e determinar a pena de bandidos com alto grau de periculosidade”, disse Mourão.

E indagou:

“Por que tantas prescrições de processos envolvendo políticos?”, disse Mourão.

Fonte: CNN

Garimpo ilegal opera no AM sob vista grossa de ‘Mourão’

Operação Verde Brasil 2 envia informações contraditórias sobre combate à atividade na região

Apesar de a espessa fumaça dos incêndios florestais atrapalhar a visão, não há como perder a cena: diante da orla de Humaitá, no sul do Amazonas, dezenas de balsas de garimpo de ouro operam ilegalmente no rio Madeira, 24h por dia.

A atividade ocorre a algumas centenas de metros do 54º Batalhão de Infantaria de Selva do Exército, uma das unidades participantes da Operação Verde Brasil 2, iniciativa do governo Jair Bolsonaro de combate a crimes ambientais na Amazônia.

Com uma longa tradição de garimpo e um histórico de resistência violenta à fiscalização, Humaitá, a 700 km de Manaus, guarda outra particularidade. Trata-se da terra natal da família paterna do vice-presidente, o general do Exército Hamilton Mourão, responsável pela Verde Brasil 2.

A repressão ao garimpo já provocou reações fortes. Em outubro de 2017, os escritórios revoltados com uma operação que destruiu balsas.

Quase três anos depois, os órgãos continuam fechados. A sede do Ibama está tomada pelo mato, enquanto o ICMBio apenas reformou o prédio do seu escritório, que era alugado.

Livres dos órgãos ambientais federais e sem a intervenção do Exército, ao menos 70 balsas extraíam ouro no trecho do Madeira que corta Humaitá no final de agosto, quando a reportagem esteve na região. Por se tratar de um rio interestadual, a fiscalização é do governo federal.

Garimpo Ilegal

A atividade de garimpo no Madeira dura cerca de quatro meses, durante o período de seca.

Moradores da cidade afirmam que a presença de balsas aumentou neste ano, em meio à subida do preço do ouro e à ausência de fiscalização.

No final de junho, a Operação Verde Brasil 2 lacrou algumas balsas, segundo relatos da imprensa local. O operativo, porém, não teve impacto maior, e a atividade foi logo retomada. Depois, apenas a Marinha aparece para retirar as balsas do canal de navegação, sem impedir a extração do ouro, dizem os garimpeiros.

Nesta terça-feira (8), o Exército enviou à reportagem duas notas com números divergentes sobre o combate ao garimpo. Um balanço da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, com sede em Porto Velho, afirma que, em quatro meses, foram apreendidas apenas seis balsas de garimpo na região, que inclui Rondônia, Acre e o sul do Amazonas. Não há detalhes de datas ou locais.

Já uma resposta enviada pelo Comando Militar da Amazônia informou que a mesma operação apreendeu 93 dragas (balsas) de garimpo, das quais 27 entre os dias 3 e 5 de setembro. A localização das balsas tampouco foi informada.

Em ambos os balanços, não há relato de ouro apreendido.

Atividade ribeirinha

Rudimentares, as balsas de estrutura de madeira e teto de palha usam uma mangueira para aspirar o fundo do rio. A água enlameada escorre por um tapete, que retém o pó fino de ouro, e volta para o rio.

Esse movimento provoca o surgimento dos “arrotos”, acúmulos de sedimento que dificultam a navegação e seriam responsáveis pela erosão das margens. Há várias dessas ilhotas no trecho do rio que atravessa Humaitá.

Dentro da balsa, o forte barulho do motor, que expele um cheiro de óleo diesel, obriga a conversar aos gritos. Para separar o ouro, os garimpeiros usam mercúrio. A queima é feita dentro do cadinho, um equipamento parecido a uma pequena panela que consegue reter a maior parte do metal líquido, guardado para reutilização.

Diferentemente do que ocorre em outras partes da Amazônia, o garimpo tem empregado principalmente ribeirinhos da própria região. É o caso de Elanjo de Souza, 39, funcionário de uma das balsas perto de Humaitá junto de dois filhos adolescentes.

“Aqui em Humaitá, está todo mundo liso”, diz Souza. “A época do garimpo é quando corre o dinheiro na cidade.”

Com os bicos na cidade, ele ganha no máximo R$ 500 por semana. No garimpo, varia de R$ 1.000 a R$ 3.000 semanais.

Segundo os garimpeiros, cada balsa está produzindo de 50 a 70 gramas de ouro por semana. Quando a produção cai para baixo de 40 gramas, já é hora de procurar outro lugar.

Analfabeto, Souza também pescava e plantava, mas abandonou essas atividades três anos atrás. Ele diz que os peixes sumiram e as enchentes ficaram mais fortes depois da inauguração das usinas Jirau e Santo Antônio, um projeto iniciado durante o governo Lula (PT).

“Com a usina, fracassou o peixe. Não é mais o que era antes. O peixe vai e vem. Quando chega à barragem, como vai passar?”, afirma Souza. “Até as plantas não geram mais. Antes, era melancia, milho, tabaco. Agora, a enchente fica mais alta e mata tudo.”

Contaminação e regularização

Pesquisa feita em um dos afluentes do Madeira mostra que os peixes têm índices de mercúrio acima do permitido pela OMS (Organização Mundial da Saúde), segundo Marcelo Rodrigues dos Anjos, coordenador do Laboratório de Ictiologia e Ordenamento Pesqueiro do Vale do Rio Madeira da Ufam (Universidade Federal do Amazonas).

“A gente acredita que grande parte do pescado da bacia do Madeira esteja contaminado”, afirma Anjos.

A origem da contaminação de mercúrio, no entanto, não se restringe ao garimpo, segundo o pesquisador. Outra fonte importante são as crescentes queimadas na região, associadas ao desmatamento.

“O mercúrio está no solo, é removido, volatilizado e acaba, por meio de chuvas, sendo depositado nos rios”, afirma. Na água, o metal contamina principalmente animais no topo da cadeia.

Para Anjos, o melhor caminho é o da regularização do garimpo. “A ilegalidade promove um impacto muito maior. O que se deveria fazer é regular, por meio de cooperativas de garimpeiros, e criar protocolos que eles possam seguir a fim de minimizar o impacto previsto da atividade.”

A reportagem procurou o Ibama, que seria responsável por um eventual licenciamento ambiental, mas não houve resposta até a conclusão deste texto.

Fonte: F. de São Paulo | Por Fabiano Maisonnave e Lelo de Almeida