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Campanha de vacinação em Porto Velho contra poliomielite, multivacinação e sarampo começa nesta sexta-feira

Semusa confirma que todas as unidades de saúde da capital estão abastecidas com as doses e população será atendida das 7h30 às 17h30.

A mobilização faz parte do Dia Nacional da Vacinação, que ocorre em todo país no dia 17 de outubro, e em Porto Velho, começa hoje (16). As campanhas para imunizar crianças, jovens e adultos se estendem até 30 de outubro.

A Semusa informou ainda que todas as unidades básicas de saúde da capital estão abastecidas com as doses e atenderá a população no ‘Dia D’ das 7h30 às 17h30. Nos outros dias, a população pode ir a uma unidade de segunda a sexta-feira no mesmo horário.

Cubatão participa da Campanha Contra Poliomielite e Sarampo - Diário do  Litoral
Começa nesta sexta-feira o “Dia D” em Porto Velho nesta sexta-feira (16)

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa):

  • campanha contra a poliomielite é direcionada a menores de cinco anos.
  • no caso da multivacinação, que é quando o paciente tem a cardeneta de vacinação atualização, é para crianças e adolescentes menores de 14 anos.
  • já a dose contra o sarampo tem como público-alvo adultos entre 20 e 49 anos.

Pais e responsáveis precisam levar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), além da carteira de vacinação. Também é preciso usar máscara e obedecer o distanciamento social imposto por causa da pandemia do novo coronavírus.

Orgulho do Madeira

A campanha também acontecerá na sexta no Residencial Orgulho do Madeira, das 8h às 13h. A Semusa explicou que a Divisão de Imuninização, junto dos síndicos do condomínio, está organizando os trabalhos para evitar aglomerações.

A mobilização acontecerá na Municipal Maria Francisca Jesus Gonçalves. Neste mesmo dia, outros serviços de saúde à comunidade serão disponibilizados, como assistência para diabéticos e hipertensos, além de consultas médicas e odontológicas.

Vacina contra a poliomielite

  • A vacina é oferecida o ano inteiro em todos os postos de saúde.
  • Uma criança deve tomar ao menos três doses da vacina para estar imunizada: 1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; 3ª dose aos 6 meses.
  • Há um reforço da vacina aos 15 meses. Nesse reforço, são administradas duas gotinhas.
  • O Ministério da Saúde realiza campanhas nacionais duas vezes ao ano. Mas a vacina pode ser aplicada a qualquer momento.

Vacina contra o Sarampo

  • São necessárias duas doses para se proteger: quando a criança completa 12 meses e, a segunda, aos 15 meses.
  • Durante a epidemia no ano passado, também passou a ser adotada a chamada dose zero, aplicada em crianças de com seis meses de idade.
  • Adultos de qualquer idade que não possuem as duas doses também devem procurar os postos de saúde para regularizar a situação vacinal.

Fonte: Semusa

Começa hoje em todo país campanha de vacinação contra Poliomielite

Mobilização vai até 30 de outubro

Começa hoje (5) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite para crianças de até 5 anos. A mobilização vai até o dia 30 de outubro em postos de saúde de todo o país. Os órgãos de saúde alertam que a população deve procurar o serviço mesmo com a pandemia de covid-19, pois a vacina é de extrema importância para manter as crianças imunes à doença. No sábado (17), a vacinação será reforçada com o dia de mobilização nacional.

Também a partir desta segunda-feira, inicia-se a campanha nacional de multivacinação. Crianças e adolescentes menores de 15 anos, não vacinados ou com esquemas incompletos de qualquer vacina, devem comparecer às unidades de saúde para atualizar a caderneta de vacinação.

No público-alvo da campanha contra a poliomielite estão crianças menores de 5 anos de idade, com estratégias diferenciadas para crianças com até 1 ano incompleto e para aquelas na faixa etária de 1 a 4 anos. A depender do esquema vacinal registrado na caderneta, a criança poderá receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), como dose de reforço ou dose extra, ou a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), como dose de rotina.

A estimativa do Ministério da Saúde é que haja no país 11,2 milhões de crianças nessa faixa etária. A meta é imunizar 95% desse público.

Doença

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos e, em casos graves, pode levar a paralisias musculares, em geral nos membros inferiores, ou até mesmo à morte. A vacinação é a única forma de prevenção.

A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária são fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes.

Não existe tratamento específico para a poliomielite, todas as pessoas contaminadas devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas de acordo com o quadro clínico. Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dor de cabeça e no corpo, vômitos, espasmos e rigidez na nuca. Na forma paralítica ocorre a súbita deficiência motora, acompanhada de febre, flacidez e assimetria muscular e persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.

As sequelas são tratadas por meio de fisioterapia e de exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.

Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (VIP, aos 2, 4 e 6 meses) e mais as doses de reforço com a vacina oral bivalente (VOP, gotinha). A medida está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio. Essa vacinação propicia imunidade individual e aumenta a imunidade de grupo na população em geral.

No Brasil, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem ocorreu em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a certificação de área livre de circulação do vírus. No cenário internacional, hoje, existem dois países endêmicos para a doença: o Paquistão e Afeganistão.

O Ministério da Saúde orientou a rede pública a adotar medidas de prevenção contra a covid-19, para garantir a segurança das pessoas que comparecerem aos postos.

Entre as orientações para as unidades de saúde estão garantir a administração das vacinas em locais abertos e ventilados; disponibilizar local para lavagem das mãos ou álcool em gel; orientar que somente um familiar acompanhe a pessoa a ser vacinada e realizar a triagem de pessoas com sintomas respiratórios antes da entrada na sala de vacinação.

De acordo com o ministério, até o momento não há contraindicação médica para vacinar pessoas com infecção pelo novo coronavírus. Caso alguma pessoa com covid-19, suspeita ou confirmada, esteja hospitalizada ou em unidade de saúde com sala de vacina, ela deve receber as doses de acordo com o calendário nacional de vacinação.

A campanha nacional também visa a conscientizar a população sobre a importância da vacinação para a proteção contra diversas doenças, no âmbito do Movimento Vacina Brasil, lançado no ano passado com o objetivo de combater as fake news e aumentar a cobertura vacinal da população.

Fonte: Liliane Cardoso e Graça Adjuto A/B