Mundo precisa retirar 1 bi de toneladas de CO2 do ar até 2025

Estudo afirma que projetos atuais de redução de emissão não darão conta de atingir quantidade prevista no acordo de Paris

Projetos em desenvolvimento irão remover apenas uma fração da quantidade de dióxido de carbono (CO2) do ar que precisa ser extraída até 2025 para que a meta do acordo global climático de Paris seja cumprida e evitar aquecimentos catastróficos, mostrou um estudo.

Mais de 190 países assinaram o Acordo de Paris, elaborado para limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius, mas mesmo com promessas de grandes reduções de emissões, muitos cientistas acreditam que tecnologias de remoção serão necessárias para chegar ao objetivo.

“Sem ações para entregar uma gigatonelada (Gt) de emissões globais negativas até 2025, manter o aquecimento global dentro da meta do Acordo de Paris de 1,5°C não será possível”, disse o relatório da Coalizão para Emissões Negativas (CNE, na sigla em inglês) e da consultoria McKinsey. 

Remoção do CO2

O documento aponta que os países irão precisar remover 1 bilhão de toneladas de CO2 da atmosfera até 2025 para cumprir a meta, e mais 1 bilhão de toneladas anualmente após isso.

Os atuais projetos em desenvolvimento podem remover apenas cerca de 150 milhões de toneladas de CO2 até 2025, o que é muito abaixo do necessário, segundo o relatório.

Entre os projetos de emissão negativa estão iniciativas de bioenergia com tecnologia para capturar e armazenar emissões de carbono, e tecnologias para capturar diretamente e armazenar emissões do ar e de soluções naturais climáticas, como o reflorestamento.

Atualmente a tecnologia para remoção é cara, e embora muitos países pelo mundo tenham iniciativas em andamento para precificar emissões de CO2, os preços ainda são muito baixos para incentivar novos projetos. 

O relatório diz que escalonar a tecnologia levaria a custos mais baixos, com uma média provável de custo entre 41 e 138 dólares por tonelada de CO2 removida até 2050.

Fonte: R7

O que são commodities?

Bens comercializados em todo o mundo movimentam mercado financeiro

As commodities movimentam o comércio e o mercado financeiro em países agrícolas e minerais. Nas últimas semanas, o Brasil tem surfado na mais nova onda delas e registrado queda do dólar, alta na bolsa e superávits recordes na balança comercial. Produtos importantes na pauta de exportação, elas estão presentes de forma significativa no dia a dia do brasileiro.

O conceito de commodity mudou ao longo do tempo, ganhando elementos. No sentido original, a palavra tem a raiz common (comum em português), que designa produtos com características semelhantes em qualquer lugar do planeta. Essa acepção engloba produtos agropecuários e minerais.

Com a evolução do comércio internacional e do mercado financeiro, a definição ganhou sentidos adicionais. Além de padrões mundiais similares, as commodities precisam ter produção em larga escala, capacidade de estocagem, baixa industrialização e alto nível de comercialização.

Essas características diferenciam, por exemplo, alimentos perecíveis, que não podem ser estocados, de safras de grãos que podem ser embarcadas para outro lado do planeta. As exportações precisam atingir um volume considerável para que o produto seja comercializado em larga escala. Dessa forma, as commodities podem ser definidas como bens primários com cotação internacional, como petróleo, soja, minério de ferro e café.

Os preços internacionais são definidos nas bolsas de mercadorias e futuros. A maior bolsa do planeta desse tipo fica em Chicago, nos Estados Unidos, onde são definidas as cotações dos contratos futuros e de opções da maioria das commodities. No Brasil, a antiga Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) se fundiu com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em 2008. Em 2017, a BM&FBovespa mudou de nome e passou a chamar-se B3.

Nos contratos futuros, produtores buscam se proteger de variações bruscas de preços, e especuladores querem comprar barato para vender caro. No mercado de opções, os contratos perdem a validade (“viram pó”, no jargão financeiro) em algumas situações.

Agência Brasil explica: commodities
Agência Brasil explica: commodities – Arte/Agência Brasil

Por Wellton Máximo – Agência Brasil

Comissão da OMS faz recomendações para evitar próxima pandemia

Relatório Covid-19: façam dela a última pandemia foi divulgado hoje

Um novo sistema global transparente deveria ser criado para apurar surtos de doenças, habilitando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a enviar pesquisadores com pouca antecedência e revelar suas descobertas, disse uma comissão de estudo da pandemia de covid-19 nesta quarta-feira (12).

A OMS deveria ter declarado o novo surto de covid-19 na China uma emergência internacional antes de 30 de janeiro de 2020, mas o mês seguinte foi “perdido” porque os países não adotaram medidas fortes para deter a disseminação do vírus, disse a comissão.

Em um grande relatório sobre a reação à pandemia, ospecialistas independentes pediram reformas ousadas na OMS e uma revitalização dos planos de prontidão nacional para evitar outro “coquetel tóxico”.

“É essencial ter uma OMS empoderada”, disse Helen Clark, copresidente da comissão e ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, à imprensa no lançamento do relatório Covid-19: façam dela a última pandemia.

Ellen Johnson Sirleaf, também copresidente do grupo e ex-presidente da Libéria, disse: “Estamos pedindo um novo sistema de vigilância e alerta que se baseie na transparência e permita à OMS publicar informações imediatamente”.

Ministros da Saúde debaterão as conclusões na abertura da assembleia anual da OMS, em 24 de maio. Diplomatas dizem que a União Europeia está estimulando os esforços de reforma da agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o que exigirá tempo.

Segundo o relatório, permitiu-se que o vírus SARS-CoV-2, que surgiu na cidade chinesa de Wuhan no fim de 2019, se transformasse em uma “pandemia catastrófica” que já matou mais de 3,4 milhões de pessoas e devastou a economia mundial.

“A situação na qual nos encontramos hoje poderia ter sido evitada”, disse Johnson Sirleaf. “Ela se deve a uma série de erros, lacunas e atrasos na prontidão e na reação.”

Médicos chineses relataram casos de pneumonia atípicas em dezembro de 2019 e informaram as autoridades. A OMS recebeu relatos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Taiwan e outros, disse a comissão.

De acordo com o relatório, o Comitê da OMS deveria ter declarado emergência de saúde internacional em sua primeira reunião de 22 de janeiro, em vez de esperar até 30 de janeiro.

O comitê não recomendou restrições de viagens devido aos regulamentos internacionais de Saúde da OMS, que precisam ser reformulados, segundo o documento.

Fonte: Agência Brasil

O mundo precisa de nós! A segurança alimentar de vários países depende do Agro brasileiro (veja o vídeo)

Não podemos baixar a cabeça e demonstrar subserviência canina a estrangeiros.

O Manhã de Notícias de hoje recebe o advogado Jorge Chediak, porta-voz do movimento pelo agronegócio, setor que está alavancando a economia do Brasil.

Parceria comercial não pode configurar-se em submissão. O Brasil é uma potência no agro e deve ser respeitado em sua soberania, pois o mundo precisa de nós, e não o contrário. Sem comida, não existe nada, nem mesmo a possibilidade de criar qualquer engenhoca eletrônica. Água e comida são tesouros inegociáveis, e isto não falta em nosso solo abençoado. Mas falta em muitos países que dependem de nós.

Mesmo sob ataque constante de ONGs, governos estrangeiros, militantes bem pagos, e até mesmo celebridades de Hollywood, o Brasil supera outras potências no agronegócio e segue firme em sua missão de alimentar o mundo.

Se uma nação planeja ter segurança alimentar, é impossível não negociar com o Brasil. E quem são os mercados que consomem os produtos brasileiros, quantos países estão se abrindo e buscando nossos produtos? É sobre isso e muito mais que o Manhã de Notícias vai falar hoje!

Assista AO VIVO e compartilhe:

Fonte: JCO

Se a ONU fosse extinta, o Mundo Ficaria Melhor?

Opinião de quem trabalha há 27 anos na sede na ONU

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Quando tive a honra e o privilégio de me encontrar com o Dr. Deltan Dallagnol em Curitiba, ele comentou que a menção da ONU em sua página sempre gerava controvérsias.

Trabalho na sede da ONU em Nova York há mais de 27 anos. Como especialista em gestão pública, fui convidado a visitar mais de 85 países para tentar melhorar a forma como seus governos funcionam.

Depois de crescer vendo meu próprio país ser roubado durante tanto tempo, apoio fortemente a Operação Lava Jato, como a maioria dos brasileiros. Nunca pensei que veria políticos corruptos e milionários sendo presos. Gosto das medidas contra corrupção do atual Governo.

Espero que escândalos como mensalões, petrolões, rombos em fundos de pensão, no BNDES, nas Estatais, etc. fiquem no passado. Transparência na administração pública é um caminho correto para o desenvolvimento.

Somos a nona economia mundial, mas no recente Relatório de Governo Digital da ONU, por exemplo, ainda estamos na 54ª posição. Podemos melhorar.

O Brasil está estranhamente polarizado. Até remédios para tratamento de COVID-19 possuem coloração político-partidária. Enquanto políticos corruptos na esfera estadual e municipal usaram a pandemia para roubar, alguns criticam o Presidente por tomar comprimidos de cloroquina. Se alguém é contra um comprimido que não o tome. A questão não é direita X esquerda. São estertores de corruptos plutocratas reagindo contra um país inteiro que quer se desenvolver de forma mais ética e transparente.

Aparentemente aqueles que se colocam a favor do Governo se sentem na obrigação de criticar a ONU ou de elaborar fantasias mirabolantes sobre seus objetivos.

É importante esclarecer que não escrevo isso para defender meu emprego. Se fecharem a ONU amanhã, acho que não terei problemas para encontrar trabalho em vários países. Escrevo isso para que os brasileiros entendam um pouco melhor como criticar aqueles que se utilizam da ONU de forma errada para suas agendas políticas. Eles existem e são muitos.

O fato é que há no Brasil um grande desentendimento sobre a missão, funções e o propósito da ONU. Há razões para isso. Por isso acho muito importante, em primeiro lugar, separarmos a instituição ONU das pessoas que a utilizam para determinados fins. Em um exemplo histórico, quando Che Guevara subiu ao pódio da Assembleia Geral para dizer que fuzilava os inimigos de sua revolução ele prestou um grande desserviço aos objetivos de paz e imparcialidade da ONU.

Em segundo lugar, as pessoas confundem a ONU como instituição com as posições de seus países membros. São 193 países membros soberanos. A noção de soberania é medieval. O soberano podia deflorar as moças virgens de seu feudo, por exemplo. Hoje isso não acontece mais, mas a noção de soberania ainda existe. Em 2009, o ex-ditador da Líbia, Muammar Al-Qadhafi foi convidado para fazer um discurso de 5 minutos na Assembleia Geral da ONU. Ele falou por 96 minutos porque ninguém tinha autoridade para pedir que se calasse. A mesma coisa aconteceu quando Fidel Castro falou por 269 minutos (mais de 4 horas!) em 1960. Quem diz que a ONU quer implantar um “governo global” não tem a menor ideia que os primeiros inimigos desse tipo de globalização seriam os próprios países membros e seus poderosos líderes.

Em terceiro lugar: esses líderes discordam o tempo todo e isso não é culpa da ONU como instituição. A ONU não inventou a geopolítica internacional, mas precisa operar segundo suas regras.

Vamos lembrar que a ONU foi criada em 1945 depois de duas sangrentas guerras mundiais. Desde a sua criação, refletindo a geopolítica mundial de 1945, o Conselho de Segurança da ONU foi formado por dois países comunistas (China e União Soviética, hoje Rússia) e três democracias ocidentais (EUA, França e Grã-Bretanha). Em 2020, a questão não é apenas direita X esquerda, mas ferozes disputas por mercados e esferas de influência.

Cada país membro é soberano e o Secretariado da ONU não pode questionar isso.

O fato é que não existe no planeta nenhum outro Fórum para discutir questões globais. Se a ONU não existisse, ela precisaria ser inventada.

Em conclusão, por que precisamos de um Fórum Global? Se você nunca deu um telefonema internacional, nunca enviou uma carta ou um e-mail a outro país, nunca fez uma viagem internacional de navio ou avião, nunca recebeu uma transmissão via satélite de um programa de TV, nunca usou um GPS, nunca fez uma transferência bancária nacional ou internacional, nunca consumiu nenhum produto importado, etc. é possível que você ache tudo isso irrelevante.

Além de discutir todos os acordos e protocolos internacionais, a ONU ainda cuida de manutenção da paz a pedido de seus países membros e envia remédios, alimentos e ajuda humanitária depois de terremotos, enchentes e tsunamis.

No início da Segunda Guerra Mundial a Alemanha nazista invadiu e dominou a Dinamarca em apenas seis horas enquanto o mundo assistia atônito. Hoje em dia, a Costa Rica pode existir sem um exército, o Reino do Butão pode exercer sua paz budista sem ser incomodado, o conflito de fronteira entre Guiana e Venezuela é discutido na Corte Internacional. Desde 1966, O Conselho de Segurança da ONU já estabeleceu mais de 30 sanções contra Angola, Coréia do Norte, Iran, Líbia, e também Al-Qaida e Taliban, entre outros.

Além disso, a ONU também gerencia o sistema estatístico mundial, publica relatórios anuais sobre desenvolvimento econômico e social, monitora o uso de tecnologias digitais para melhoria de governos e serviços públicos, defende a transparência nos governos através de parcerias internacionais, promove cooperação técnica entre países membros, elabora estudos sobre políticas nacionais e setoriais de desenvolvimento, monitora o uso do espaço para fins pacíficos, elabora protocolos sobre lixo espacial e lançamento de satélites, entre outras solicitações de seus países membros.

Acho importante que os brasileiros continuem criticando a ONU. Não necessariamente pedindo a sua extinção sem entender as suas atividades, mas cobrando mais objetividade e imparcialidade daqueles que distorcem a missão da ONU para atingir seus objetivos.

Por Jonas Rabinovitch*

*Arquiteto urbanista e Conselheiro Sênior da ONU para assuntos de inovação e gestão pública. Nota do autor: A visão expressa nesse artigo é do autor e não representa nenhuma opinião por parte das Nações Unidas ou de seus membros.

Vacina contra a Covid-19 promete ser a mais rápida da história

15 já estão em fase de testes, duas delas no Brasil.

O esforço dos cientistas para desenvolver uma vacina contra a Covid não tem precedentes na história. É uma corrida no mundo todo.

Duas vacinas consideradas mais promissoras vão ser testadas no Brasil.

A vacina é a chave para aquele tempo de antes da pandemia e, nesse ponto, a ciência está avançando no calendário em uma velocidade nunca vista antes.

A OMS recebeu em 31 de dezembro o primeiro alerta de um novo tipo de coronavírus em circulação. Seis meses depois, já são cerca de 140 vacinas em estudo; 15 na fase de testes em humanos. E a resposta à Covid-19 pode vir em um recorde histórico.

Duas das mais promissoras vacinas contra a Covid-19 passarão por testes no Brasil

A vacina contra a meningite, por exemplo, levou mais de 90 anos desde a descoberta do vírus até o registro na Agência de Saúde dos Estados Unidos. A da polio, 47 anos. Hepatite, 16. A do sarampo foi uma das mais rápidas: dez anos.

A OMS considera hoje que a pesquisa de uma vacina contra o coronavírus em fase mais adiantada pode ser finalizada até o fim de 2020.

Desenvolvida pela Universidade de Oxford, a vacina está em testes no Brasil pelo Instituto D’or de Pesquisa e Ensino, da Rede D’or e pela Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. A Fundação Lemann está financiando a estrutura médica e os equipamentos da operação.

Os cientistas partiram de uma estratégia que já deu certo em vacinas contra outras doenças, como ebola e MERS, também causada por um tipo de coronavírus.

A técnica utiliza um tipo de vírus, o adenovírus que causa doenças respiratórias. Ele é modificado para se tornar mais fraco. Em seu interior é inserido o material genético do novo coronavírus, ou seja, esse vírus carrega pedacinhos do coronavírus, mas não é ele propriamente dito. Uma vez dentro do corpo humano, ele induz a produção de anticorpos e outras células de defesa para combater a doença.

Essa experiência anterior economiza tempo na hora dos testes.

O desenvolvimento de uma vacina tem a fase pré-clinica, quando os testes são feitos em laboratórios e em animais. A partir daí, vem a fase clínica, com voluntários humanos.

São três etapas diferentes: a cada passo, o número de pessoas aumenta e a metodologia muda. No fim deste processo, os pesquisadores precisam comprovar que a vacina é segura, gera anticorpos e não provoca efeitos colaterais importantes.

A pesquisadora da Unifesp, Sue Ann Costa Clemens, que comanda o estudo no Brasil diz que na pandemia, o processo regulatório acaba sendo mais flexível.

“Não se espera a análise completa de uma fase para se entrar na próxima fase, mas isso não quer dizer que as fases não sejam completadas; o estudo inteiro vai ser completado, a análise vai ser feita como no processo normal. “

Essa agilidade regulatória também favorece outra pesquisa bem adiantada: a chinesa, em parceria no Brasil com o Instituto Butantan. O projeto também herdou um conhecimento anterior: o desenvolvimento da vacina contra a Sars, provocada por outro coronavírus.

“Todas essas vacinas que estão mais aceleradas, elas herdaram um processo de vacina para outros coronavírus; mas não estamos perdendo nem qualidade cientifica nem qualidade ética e isso é uma boa noticia para todos, porque estamos conseguindo fazer tudo muito bem e muito mais eficientemente”, afirma Ricardo Palacios, médico de Pesquisas Clínicas do Instituto Butantan.

A indústria farmacêutica também está acelerando as etapas para produzir as doses de uma vacina que ainda nem está pronta.

“É um processo muito arriscado a vacina, mas agora devido ao risco que a doença faz, tanto os governos quanto as grandes empresas estão dispostos a investir mais dinheiro e arriscar mais pra acelerar esse processo”, afirma Ariane Cruz, pesquisadora pela University College of London.

É que mesmo com a pesquisa adiantada, ainda é cedo para dizer que a vacina vai sair de um dos estudos em teste no Brasil. Mas com uma força-tarefa mundial e com tanto investimento público e privado, as chances de uma descoberta aumentam e é bem possível que haja mais de uma solução para uma doença que desperta tantas dúvidas.

É o que diz a vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, a brasileira Mariângela Simão. Ela acredita que a ciência vai descobrir não uma, mas várias vacinas contra a Covid-19.

“Então é provável que se tenha mais do que um tipo de vacina disponível daqui um ano e um ano e meio. E é provável que elas tenham características diferentes por exemplo: você pode ter vacina que funcione bem para jovens e não funcione bem para pessoas acima de 65 anos.”

“E se dá mais de uma certo vai ser muito bom porque temos mais fábrica disponíveis para produzir mais vacinas para o mundo”, afirma Ricardo Palacios.

E não é só o tempo ultrarrápido de se chegar a uma vacina que é inédito.

“Acho que isso nunca aconteceu na historia da humanidade que haja uma consolidação dos movimentos em torno de ter um produto que seja eficaz, seguro e que seja um bem público global, o que se quer dizer com isso, que o objetivo máximo tem que ser que não é ter lucro em cima disso, é paa proteger as populações, proteger a economia e todas as questões que estão sendo afetadas por essa pandemia”, diz Mariângela Simão.

Fonte: G1

Manhã com CN Rondônia: destaques desta sexta-feira, 26 de junho

O Correio de Notícia acompanha as notícias mais importantes desta sexta-feira (26), no Brasil e no Mundo, marcada pelo número crescente de mortes por COVID-19, pela nuvem de gafanhotos no sul do Brasil, pela nova resolução sobre a anexação da Cisjordânia por Israel e pela alteração do regime de exportação de armas nos EUA.

Brasil tem 1.180 mortes por COVID-19 em 24 horas

O Brasil registrou 1.180 novas mortes em função do coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com a atualização do levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa (meios de comunicação que formaram parceria para dar transparência a dados da COVID-19) junto às secretarias estaduais de Saúde. Com os números atualizados, o país chegou a 55.054 óbitos em razão da pandemia do novo coronavírus. Os estados com maior número de óbitos são São Paulo (13.759), Rio de Janeiro (9.450), Ceará (5.875), Pará (4.803) e Pernambuco (4.488).

Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante cerimônia em Brasília, Brasil, 23 de junho de 2020
© REUTERS / ADRIANO MACHADOPresidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante cerimônia em Brasília, Brasil, 23 de junho de 2020
SC e RS emitem alerta fitossanitário por causa de nuvem de gafanhotos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou emergência fitossanitária de caráter preventivo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina em função da praga de gafanhotos oriunda da Argentina, que atualmente já está no território do Uruguai. Na noite de quinta-feira (25), o ministério informou que os insetos não entraram em território brasileiro, devido a uma frente fria que mudou a direção da nuvem de insetos, e que o órgão segue monitorando a situação junto aos estados. Com o decreto de emergência sanitária, os estados poderão fornecer aos agricultores métodos para combater a praga, caso esta chegue ao Brasil. Leia mais sobre o avanço dos gafanhotos

Governo Bolsonaro tem reprovação de 44% e aprovação de 32%

Segundo última pesquisa Datafolha, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo no final da noite desta quinta-feira (25), o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem 32% de aprovação contra 44% de reprovação. A pesquisa foi feita a partir de uma amostra de 2.016 brasileiros em 23 e 24 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No levantamento anterior, feito em 25 e 26 de maio, a porcentagem de aprovação foi de 33% contra 43% de reprovação.

Palestinos comemoram resolução belga condenando anexação de parte da Cisjordânia por Israel

O ministro das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, Riyad Al-Maliki, saudou hoje (26) a resolução recém-adotada pelo Parlamento belga, pedindo medidas punitivas contra Israel caso este venha a anexar partes da Cisjordânia ocupada. O ministério palestino indicou que a resolução do Parlamento belga está alinhada com a criação de uma ampla frente internacional que rejeita a anexação, cujo objetivo é “criar um regime de apartheid na Palestina”.

Palestino discute com soldado israelense durante protesto contra o plano de Israel de anexar partes da Cisjordânia ocupada, no Vale do Jordão, em 24 de junho de 2020
© REUTERS / MOHAMAD TOROKMANPalestino discute com soldado israelense durante protesto contra o plano de Israel de anexar partes da Cisjordânia ocupada, no Vale do Jordão, em 24 de junho de 2020
EUA consideram acabar com autorização do Congresso na exportação de armas

O governo do presidente Donald Trump está considerando terminar com um sistema de quase 40 anos de notificação do Congresso sobre a revisão e proibição de vendas de armas ao exterior. A Casa Branca, frustrada com os atrasos nas vendas para a Arábia Saudita em particular, está considerando a possibilidade de mudar esse processo, embora não tenha tomado uma decisão final. Assessores do Congresso disseram na noite de quinta-feira (25), que o fim do processo de revisão foi contestado por membros de ambos os partidos, tanto no Senado quanto na Câmara de Deputados dos EUA, segundo a revista Foreign Policy. Leia mais sobre a autorização

Pompeo: redução de tropas na Alemanha visa combater ameaça chinesa à Índia

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, atribuiu nesta sexta-feira (26) a medida para reduzir as tropas americanas (em quase dez mil soldados) na Alemanha à necessidade de enfrentar ameaças em outros países, incluindo a suposta ameaça chinesa à Índia e ao Sudeste da Ásia. Ao enfatizar a importância de reposicionar as tropas de acordo com a natureza atual dos conflitos, Pompeo falou sobre as “ações militares provocativas” do Exército Popular de Libertação da China (PLA) e os “confrontos mortais nas fronteiras da Índia”.

Homenagem em Nova Deli aos soldados do Exército indiano mortos em confronto na fronteira com tropas chinesas na região de Ladakh, em 26 de junho de 2020
© REUTERS / ANUSHREE FADNAVISHomenagem em Nova Deli aos soldados do Exército indiano mortos em confronto na fronteira com tropas chinesas na região de Ladakh, em 26 de junho de 2020
Índia acusa China de concentrar armas e tropas perto da fronteira

Nova Deli afirmou que “o lado chinês tem concentrado um grande contingente de tropas e armamentos ao longo da Linha de Controle Real (LAC) desde o início de maio”, indo na contramão dos acordos bilaterais entre os dois países. O Ministério das Relações Exteriores da Índia declarou na noite de quinta-feira (25) que o envio pela China de tropas e armamentos pesados e as “mudanças de comportamento” também foram agravadas por reivindicações injustificadas e insustentáveis”. Enquanto a Índia já perdeu 20 soldados durante os confrontos, a China ainda não revelou o número de baixas.

Com Informações da Sputnik

Coronavírus: OMS espera produção de milhões de doses da vacina ainda este ano

Organização Mundial da Saúde está elaborando planos para ajudar a decidir quem deveria receber as primeiras doses uma vez que uma vacina seja aprovada.

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que centenas de milhões de doses de uma vacina contra a Covid-19 possam ser produzidas neste ano e dois bilhões de doses até o final de 2021, disse a cientista-chefe Soumya Swaminathan, nesta quinta-feira (18).

A OMS está elaborando planos para ajudar a decidir quem deveria receber as primeiras doses uma vez que uma vacina seja aprovada, afirmou a cientista.

A prioridade seria dada a profissionais da linha de frente, como médicos, pessoas vulneráveis por causa da idade ou outra doença e a quem trabalha ou mora em locais de alta transmissão, como prisões e casas de repouso.

“Estou esperançosa, estou otimista. Mas o desenvolvimento de vacinas é uma empreitada complexa, ele envolve muita incerteza”, disse. “O bom é que temos muitas vacinas e plataformas, então, se a primeira fracassar ou se a segunda fracassar, não deveríamos perder a esperança, não deveríamos desistir.”

Cerca de 10 vacinas em potencial estão sendo testadas em humanos na esperança de que uma possa se tornar disponível nos próximos meses para prevenir a infecção. Países já começaram a fazer acordo com empresas farmacêuticas para encomendar doses antes mesmo de se provar que alguma vacina funciona.

Swaminathan descreveu o desejo por milhões de doses de uma vacina ainda neste ano como otimista, acrescentando que a esperança de até dois bilhões de doses de até três vacinas diferentes no ano que vem é um “grande se”.

A cientista afirmou que os dados de análise genética coletados até agora mostraram que o novo coronavírus ainda não passou por nenhuma mutação que alteraria a gravidade da doença que causa.

Fonte: Agência Brasil