Fale conosco pelo WhatsApp(69) 99916-3250

Número de doadores de Sangue registra queda de 30% este mês

Estoque da Fhemeron baixou e já acendeu um alerta, pois pode faltar sangue em hospitais públicos e privados

Porto Velho, RO – O número de doadores de sangue caiu 30% em Rondônia nas duas primeiras semanas de julho, de acordo com levantamento da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron). A queda, já preocupante para a rede de hemocentro, é decorrente dos reflexos provocados pela pandemia da Covid-19.

A Fhemeron afirmou que julho sempre foi um mês com índice menor de doação de sangue, mas isso era provocado pelas férias escolares e viagens. Porém, em 2020, dezenas de doadores pararam de ir às unidades com receio de contaminação pelo novo coronavírus.

Com a queda de 30% no número de doadores em julho, o estoque da Fhemeron baixou e já acendeu um alerta, pois pode faltar sangue em hospitais públicos e privados de Rondônia.

“Essa questão da falta de sangue não é uma particularidade do estado, mas do Brasil inteiro. Isso tem refletido de forma preocupante em nosso estoque”, afirma Dimarães da Silva, assistente social da Fhemeron.

Todos os tipos de sangue estão com estoque baixo, principalmente A e O+, que corresponde a 70% da população.

Em entrevista, Dimarães pediu para que os doadores não deixem de ir à Fhemeron, pois todas medidas de segurança estão sendo adotadas no atendimento e coleta de sangue.

Para atender aos doadores, a Fhemeron funciona de segunda a sábado, das 7h15 às 12h, em esquema de agendamento. Os números são: (69) 3216-2234 ou 9 98464-0125 (WhatsApp).

Como ser um doador de sangue?

  • Tenha entre 16 e 69 anos;
  • Pese mais de 50 quilos;
  • Não esteja grávida;
  • Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);
  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Não seja Epilético;
  • Tenha doado sangue há mais de 60 dias (homem) ou 90 dias (mulher);
  • Tenha dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
  • Apresentar documento original com foto recente, que permita a identificação do candidato, emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).

Quais são os exames de triagem?

  • AIDS;
  • Sífilis;
  • Hepatite;
  • Doença de Chagas;
  • HTLV I/II;
  • Formas raras de Hemoglobina (anemias);
  • Grupos sanguíneos e Fator Rh.

O que pode me impedir de doar temporariamente?

  • Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas;
  • Gravidez;
  • 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
  • Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses);
  • Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;
  • Tatuagem/maquiagem definitiva nos últimos 12 meses;
  • Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses;
  • Qualquer procedimento endoscópico (endoscopia digestiva alta, colonoscopia, rinoscopia etc): aguardar 6 meses;
  • Extração dentária (verificar uso de medicação) ou tratamento de canal (verificar medicação): por 7 dias;
  • Cirurgia odontológica com anestesia geral: por 4 semanas;
  • Acupuntura: se realizada com material descartável: 24 horas; se realizada com laser ou sementes: apto; se realizada com material sem condições de avaliação: aguardar 12 meses;
  • Vacina contra gripe: por 48 horas;
  • Vacina contra sarampo ou com a BCG: por 30 dias;
  • Vacina contra rubéola: 14 dias;
  • Herpes labial ou genital: apto após desaparecimento total das lesões;
  • Herpes Zoster: apto após 6 meses da cura (vírus Varicella Zoster);
  • Febre Amarela: quem tomou a vacina deve aguardar 4 semanas; quem contraiu a doença deve aguardar 6 meses após recuperação completa (clínica e laboratorial); e quem esteve em região onde há surto da doença deve aguardar 30 dias após o retorno.

Fonte: G1/RO

Cresce o número de animais abandonados durante a pandemia

O assunto, assim como muitos outros desde que surgiu a pandemia, tem gerado incertezas até mesmo para os animais.

Porto Velho, RO – Os animais em Porto Velho também já sofrem as consequências da pandemia, doença causada pelo covid-19, aumentando o número de animais,  cachorros e gatos em situação de rua. O assunto, assim como muitos outros desde que surgiu a pandemia, tem gerado incertezas até mesmo para os animais.

Segundo o Conselho Superior da Polícia Civil do Estado de Rondônia (CONSUPOL), Criado desde 2017, o Núcleo de Proteção Animal (NPA), da Polícia Civil de Rondônia, tem atuado com atenção necessária aos maus tratos de animais. Porém, carece de uma infraestrutura maior para atuar em todos os pontos do Estado.  

Informações obtidas com exclusividade, ‘essa é mais uma medida favorável ao meio ambiente, que assegura aos animais, proteção e à sua própria sobrevivência’. No entanto, ‘o que se vê, é um cenário visível de judiação a cães e gatos, diz uma fonte policial ouvida pela reportagem.

O caso dos três cães lançados com as patas amarradas dentro de um rio na cidade de Vilhena, no Cone Sul do Estado, ainda chama a atenção dos cidadãos pelo alto grau de crueldade. Segundo o consultor José Ricardo Costa, ‘as penas para esse tipo de crime ainda são consideradas leves’.

Em Porto Velho, num rápido giro pela cidade, devido o avanço da pandemia causada pelo novo coronavírus, a Reportagem do Correio de Notícia constatou, que, ainda é muito grande o índice de animais soltos nas ruas. Da mesma forma, às denúncias de abandono de animais tem aumentado durante a pandemia.

A reportagem constatou que, o município ainda não tem uma legislação específica de combate pleno aos maus tratos de animais. Por outro lado, segundo José Ricardo, os vereadores ‘pouco se manifestam diante da falta de uma Comissão de Defesa de Direitos Dos Animais’.

Segundo ex-vereadores, ligados à saúde pública e educação -, ‘o Legislativo Mirim nem a Comissão de Meio Ambiente, assim como a Secretaria da área, em nada tem contribuído com o aperfeiçoamento da legislação em vigor’.

Entretanto, acredita-se que as denúncias de abandono de animais têm aumentado vertiginosamente, diz José Ricardo Costa. Segundo ele, sejam domésticos, domesticados, nativos ou exóticos, ‘os maus tratos que tem chegado é de arrepiar o coração’.

Em meio à pandemia de COVID-19, denúncias de abandono, como caso dos três cães de Vilhena, os números reais podem não estar sendo compilados pelas autoridades por falta de informações advindas das comunidades. Nos bairros mais distantes, a questão é, significativamente, ‘por falta de estrutura dos órgãos de controle’, diz Maria Cleonice Ferreira da Silva, 50, líder comunitária do bairro Mariana.

Por Xico Nery

Cresce o número de reclamações no atendimento dos Cras

Os serviços de acolhimento a pessoas em vulnerabilidade social estão paralisados.

Porto Velho, RO – Estamos no meio do ano, mas o número de reclamações de usuários do sistema Único de Saúde (SUS) na capital de Rondônia e nos Distritos de Porto Velho, respectivamente, cresce a cada dia, por causa da suspensão de parte dos serviços de atendimento ao público durante a pandemia do novo coronavírus.

É o caso da Unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRASS), localizado à Rua Fonte Boa, S/N, que fica próximo ao Residencial Cidade De Todos I, no bairro Socialista. Segundo os moradores, geralmente, durante a semana, ‘os serviços estão suspensos, nas sextas-feiras a unidade fica de portas fechadas’.

O município de Porto Velho possui cinco Centros de Referência de Assistência Social (CRASS) e um no Distrito de Jacy-Paraná (Rua José Salé, 2000, bairro Nova Jacy), a 90 quilômetros da Capital. Nessa unidade, segundo um ex-assessor do vereador Jacaré, ‘os atendimentos costumam está paralisados’.

– Das cinco unidades de referência vinculadas à Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (SEMASF), três estão localizados na Zona Leste: CRASS ‘Betinho’ (Rua União, 9618, antiga Igreja Universal, Irmã Dorothy, Rua Fonte Boa, S/N, Socialista) e ‘Paulo Freire’, Av. Amazonas, 3660, bairro Agenor de Carvalho.

Em relação às unidades, Elizabeth Paranhos, Rua Marechal Deodoro, 1827 (entre Paulo Leal e Almirante Barroso, na Zona Norte e Oeste, “Dona COTINHA” fica na Rua Samaumeira, 3238, no bairro Eletronorte (Zona Sul) e a unidade “Theodoro Cromo”, atende à Rua José Salé, 2000, bairro Nova Jacy, no distrito de Jacy-Paraná, a situação não é diferente.

Por conta dessa situação, nossa equipe de reportagem entrou em contato por telefone, na tentativa obter informações sobre as atividades do CRASS, mas, não obtivemos resposta.

Por Xico Nery | Redação/CN

MPF, MP/RO, MPT, DPU e DPE buscam na Justiça ampliação do número de leitos de UTI em hospitais privados de Rondônia

Município de Porto Velho já soma mais de 260 óbitos por covid-19 e 8.632 casos confirmados

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado de Rondônia (MP/RO), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Estado (DPE) propuseram ação civil pública com pedido de liminar na última quarta-feira (17) para tentar garantir o pleno atendimento das operadoras de planos de saúde e hospitais credenciados aos usuários acometidos ou com suspeita da covid-19 em Rondônia. Uma das medidas requeridas foi a ampliação de leitos hospitalares de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), dotados de respiradores e insumos necessários com incremento de leitos entre 50% e 100% de sua capacidade atual para esses pacientes.

Também em caráter de urgência, os órgãos pediram que as empresas operadoras de planos de saúde e os respectivos hospitais realizassem a contratação emergencial de médicos, enfermeiros e outros profissionais necessários, em número suficiente para operar os novos leitos clínicos e de UTI a serem instalados, fornecendo-lhes os EPIs (máscaras, gorros, aventais e luvas) em qualidade e quantidade suficiente para atendimento com segurança dos pacientes com a confirmação ou suspeita de covid-19.

O ajuizamento da ação levou em consideração a crise sanitária instalada não apenas no estado, mas em todo o mundo, em razão da pandemia que tem provocado cenário de crise na área da saúde em escala global. Nos últimos dias, Rondônia bateu o recorde de mortes diárias pela doença, tendo a notícia obtido repercussão nacional. Segundo dados oficiais da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), já são 8.632 casos confirmados de covid-19 e mais de 260 óbitos em Porto Velho.
 
Conforme destacam os autores da ação, nesse contexto crítico, chamam a atenção as respostas apresentadas por operadoras de planos de saúde e hospitais da rede privada, quando questionados sobre a estrutura de atendimento para casos da doença. Nos informes, constatou-se a baixa quantidade de leitos disponíveis para o atendimento de pacientes com coronavírus, em especial no que diz respeito aos leitos de UTI. Para se ter ideia, algumas dessas unidades sequer contam com leitos de UTI próprios. Em outros hospitais foi constatada a existência de equipamentos como respiradores em quantidade insuficiente para atender a demanda.

Embora os autores da ação tenham expedido recomendações aos hospitais e às operadoras para a implementação de melhorias nos serviços de atendimento, o que se observou foi, de um modo geral, adoção de providências em nível insuficiente. Diante dos fatos, o MPF, o MP/RO, o MPT, a DPE e a DPU requerem medida liminar para que as empresas operadoras de planos de saúde e os respectivos hospitais credenciados, solidariamente, dentro de suas atribuições, procedam acerca da ampliação do número de leitos de UTI, dotados de respiradores e todos os insumos necessários, com incremento de leitos entre 50% e 100% de sua capacidade atual, para os usuários com suspeita ou confirmação de estarem infectados com a covid-19, mediante a utilização do espaço físico de consultórios médicos, ambulatórios, enfermarias, salas de cirurgia e apartamentos.
 
Os outros pedidos na ação referem-se à apresentação de planos de contingência atualizados para o enfrentamento da doença, aquisição de medicamentos e insumos e, ainda, providências para transporte de pacientes, no caso de algumas operadoras de plano de saúde. A ação é assinada pelos procuradores da República Gisele Bleggi e Raphael Bevilaqua, pela promotora de Justiça Daniela Nicolai Lima, pelo procurador do Trabalho Carlos Alberto Lopes, pela defensora pública da União Thaís Gonçalves Oliveira e pelo defensor público do estado Eduardo Borges.

Fonte: Assessoria de Comunicação