População da Zona Leste, parece não assustar com o avanço da pandemia

As pessoas circulam livremente sem qualquer dispositivo de segurança. apesar das recomendações sanitárias.

Porto Velho, RO – Enquanto autoridades sanitárias tentam controlar a pandemia com sucessivas medidas de segurança e distanciamento para sair da quarentena, parte da população da Zona Leste e região, transitam normalmente pelas ruas e lugares públicos e privados sem qualquer protocolo de segurança, muitos, se quer usam máscaras e/ou protetores faciais e muito menos, uso de álcool em gel.

Em um rápido giro pelos bairros da periferia Leste – considerado os mais afastados da cidade -, a Reportagem do CN constatou que a maioria das pessoas que circulam no comercio local, não se deu conta da gravidade da pandemia.

As pessoas circulam livremente sem qualquer dispositivo de segurança. apesar das recomendações sanitárias. “A principal medida para evitar a propagação do vírus é o isolamento social e o uso de máscara são essenciais para evitar uma segunda onda de contaminação”.

Nesta quinta-feira, (6), a reportagem do Correio de Notícia foi às ruas e constatou filas em estabelecimentos e diversas pessoas sem proteção facial (máscaras e/ou protetores) em diversas regiões da cidade. Inclusive da Vigilância Sanitária e policiais.

Apesar de o uso ser obrigatório em todos os lugares (públicos e/ou privados), nessa parte da cidade, é comum vê adultos, idosos e jovens, sem o equipamento de proteção, sobretudo, correndo risco de contrair o novo coronavírus ou contaminar alguém. Varias pessoas, foram flagradas realizando compras sem máscaras. Nos pontos de ônibus também foi visto um aumento considerável de pessoas sem o uso do equipamento.

O jornal Correio de Notícia ouviu vários comerciantes da Zona Leste, para saber o impacto financeiro causado pelo período de isolamento social e como está a retomada das atividades, bem como a expectativa de vendas. A sócia-proprietária de uma loja de roupas e acessórios situada na Rua José Amador dos Reis, que prefere não ser identificada, disse que durante o período de inatividade de seu estabelecimento, “o impacto foi grande, foi assustador”, disse.

Sobre a retomada do comércio, a lojista comentou que não está feliz com a volta, embora seja necessária. “Ficou uma situação insustentável economicamente. Não estou feliz que abriu, não sei se é bom ou ruim, as consequências a gente só vai ver lá na frente, mas estou aliviada por mim e pelos colegas. Respeito o momento”, disse ela.

Por conta e risco da pessoas que ainda demonstram pouco ou quase nenhuma preocupação com o avanço da pandemia, a retomada plena das atividades econômicas tornou-se necessário, mesmo enfrentando ameaças de fechamento por parte das autoridades, entre os quais, pequenos e médios mercados por não estarem cumprindo com as medidas restritivas baixadas pelo Governo e a Prefeitura desta Capital.

Da Redação/CN | Por Xico Nery

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