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Partido de Witzel oficializa candidatura de ex-juíza para a prefeitura do Rio

O PSC – partido de Wilson Witzel, oficializou a candidatura da ex-juíza Glória Heloísa para a prefeitura do Rio.

O PSC quer repetir a fórmula de Wilson Witzel, e vai se dar mal.

Não conhecemos a candidata, mas se o partido acredita mesmo que o fato de indicar uma ex-juíza poderá conquistar o eleitorado, está redondamente enganado.

Com as tramoias de Witzel nós ficamos vacinados contra salvadores arautos da “justiça” e aprendemos que o fato de ter sido juiz não dá a ninguém um atestado de probidade, honestidade e bom caráter. Muito pelo contrário…

Hoje a confiança em juízes não anda lá essas coisas.

Segundo a notícia, a ex-juíza deixou a Justiça para se candidatar para a Prefeitura.

Ora… Só aí já é capaz de colocar um gigantesco mastodonte atrás da orelha.

Com que propósito alguém com uma função importante, estável e com uma remuneração acima da maioria dos mortais larga tudo para apostar numa carreira incerta e em eleições com resultados imprevisíveis?

Sinceramente, temos todos os motivos para não creditar ao PSC qualquer confiança, lembrando que ele tem um governador afastado e seu presidente está preso.

Está repetindo a fórmula, e temo que seja de um placebo. Meu voto não terá e espero que o povo carioca esteja atento aos sinais.

Por Marcelo Rates Quaranta

Maia diz que reunirá líderes para discutir situação de Flordelis

Parlamentar foi denunciada na segunda (24) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de ser a mandante do assassinato do ex-marido

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (26) que irá convocar para a próxima semana uma reunião com a Mesa Diretora e as lideranças para discutir a situação da deputada Flordelis, denunciada como a mandante da morte de seu ex-marido.

Presidente da câmara Rodrigo Maia

“Estamos aguardando o recebimento da documentação pelo MP do Rio e, na próxima semana, vou fazer uma reunião da mesa e depois com os líderes. Vamos discutir o assunto e ver de que forma a Câmara vai encaminhar esse assunto”, afirmou Maia.

“Vou reunir a mesa e os líderes e vamos decidir em conjunto. Não posso decidir tudo sozinho. Não é o melhor caminho”, completou.

A parlamentar foi denunciada na segunda-feira (24) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de ser a mandante do assassinato do ex-marido, o pastor Anderson do Carmo. Flordelis é acusada, pela Promotoria, de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, associação criminosa, uso de documento falso e falsidade ideológica. A suspeita nega as acusações.

Por ter imunidade prisional, Flordelis não foi presa. O benefício, garantido no artigo 53 da Constituição Federal, é concedido aos senadores e deputados como garantia de proteção contra prisão, exceto em casos de crime inafiançável. Ela foi suspensa pelo partido dela, o PSD.

O órgão não enviou ofício de prisão à Câmara dos Deputados. Vera Chemim, advogada constitucionalista com mestrado em administração pública pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), explica o procedimento caso o MP envie o documento: abre-se um processo na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para 10 sessões de defesa da acusada. Se o grupo decidir pelo deferimento do pedido, a matéria é encaminhada ao plenário, onde ocorre votação pela maioria dos votos.

Na condição de o resultado ser pela prisão, a ação é expedida ao STF (Supremo Tribunal Federal). O crime, contudo, não tem ligação com o mandato de Flordelis. Por isso, sem a prerrogativa de foro, o caso deve voltar à Justiça comum.

Fonte: R7

O balcão de negócios na distribuição de cargos ao Partido Social Cristão

Triste país de políticos (corruptos) mais interessados na distribuição do butim ou na fatia dos cargos do governo.

Com nove deputados na Câmara, integrantes da bancada do PSC cobraram nesta quarta-feira, 24, mais espaço no governo em troca do apoio que tem dado em votações – cerca de 90%, segundo as contas dos parlamentares. A reivindicação foi feita por integrantes da legenda em café da manhã com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. Fonte: Por Agência Estado.

É a velha política em ação continuando a dominar a nação em busca de seu espaço para tungar o Erário através da nomeação de cupinchas para os caragos da República.  

Não tem jeito. Renova-se o Parlamento, mas os vícios e as safadezas continuam impregnados no tecido político brasileiro.  A alternativa seria, talvez, a instituição do voto facultativo, a candidatura avulsa sem vinculação partidária e a criação do voto distrital puro. Ressaltando-se que o voto obrigatório, uma excrecência democrática, é o responsável pela eleição e reeleição de políticos mequetrefes, bem como pela baixa qualidade dos políticos nacionais.

Este país vai de mal a pior. Sai o Lulismo e entra o Bolsonarismo com promessas falaciosas de combater a velha política, o toma lá, dá cá, a corrupção, mas logo em seguida, em  busca de apoio político para não ser cassado, vai procurar o colo do Centrão, que o general de pijama Augusto Heleno cantarolou de ladrão.

Diferente do que pensam o deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) não é nada natural sob a ótica da moralidade pública parlamentar ir reivindicar espaço no governo para obter cargos ou outros benefícios. Os interesses políticos, eleitorais devem respeitar os princípios republicanos. Os interesses partidários não podem se sobrepor aos interesses da República, aos interesses da coletividade social.

Votar as propostas positivas de qualquer governo é dever ético e moral do parlamentar comprometido com o fortalecimento e desenvolvimento do país. Condicionar apoio ao governo, no Parlamento,  mediante a troca de interesses quaisquer,  é praticar a velha política que tanto tem denegrido a imagem dos congressistas e que o presidente Bolsonaro prometeu combater, mas decepciona ao procurar o Centrão. 

Parlamentar que se preze tem de se preocupar apenas com as suas funções constitucionais no Legislativo e não ficar pressionando governos a distribuir cargos a quem quer que seja, pois este filme já é velho conhecido da corrupção política brasileira.

Assim, quando se presencia o governo reunir-se com representantes do PSC para negociar a distribuição de cargos, a cena nos remete a um bando de urubus disputando o seu pedaço de carniça na mesa da imoralidade.

Por Júlio César Cardoso – Servidor federal aposentado Balneário Camboriú-SC