Reino Unido está em momento perigoso da pandemia, diz premiê

Johnson informou que o uso de máscaras será obrigatório em bares, restaurantes e lojas e multas para que desrespeitar regra chega a R$ 1,3 mil

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson alertou nesta terça-feira (22) que o Reino Unido está em um momento “perigoso” de pandemia, durante uma intervenção para informar sobre novas medidas restritivas para conter o coronavírus.

Em nota na Câmara dos Comuns, Johnson informou que o uso de máscaras será obrigatório em bares, restaurantes e lojas de varejo, enquanto multas para quem não cumprir as medidas de segurança serão reforçadas.

O político conservador, que fará um discurso ao país esta noite, destacou o objetivo do governo de manter um “equilíbrio” entre a necessidade de salvar vidas e reduzir o impacto econômico das medidas, que se manterão em princípio por cerca de seis meses.

Johnson, que disse querer evitar outro confinamento total, reiterou várias medidas já adiantadas ontem à noite pelo executivo, como o fechamento de “pubs”, bares e restaurantes a partir desta quinta-feira (24) a partir das 10 da noite, como forma de reduzir os contatos sociais, principal fonte de infecções.
 

Ele também pediu aos britânicos que trabalhassem à distância, mas destacou que eles podem ir aos seus postos de trabalho se necessário.

Essas disposições correspondem à Inglaterra – em sua maioria obrigatórias a partir da próxima semana – enquanto as outras nações que formam o Reino Unido – Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte – decidirão que medidas vão tomar para controlar o vírus.

Os locais de trabalho na Inglaterra serão obrigados por lei a cumprir as medidas anti-covid de higiene e segurança, enquanto o plano original para relaxar a proibição de comparecimento do público em eventos esportivos será suspenso.

A partir da próxima segunda-feira (28), apenas 15 pessoas poderão comparecer a um casamento, disse Johnson, que realizou uma reunião do comitê de emergência, formado pelos ministros principais e da qual também participaram os responsáveis ​​de outras autonomias.

Como nova medida, o governo vai impor uma multa de R$ 1,3 mil (ou 200 libras esterlinas) para quem não usar máscara quando necessário.

Essas disposições, acrescentou o primeiro-ministro, visam reduzir o R ​​ou número reprodutivo da doença – que indica quantas pessoas uma pessoa infectada pode contrair – que atualmente está entre 1,1 e 1,4 no Reino Unido.

Aumento do nível

Diante o avanço das infecções, o governo elevou o nível de alerta do terceiro para o quarto nível, numa escala de cinco, o que reflecte um “elevado risco de transmissão” e a necessidade de medidas de “distância social”.

As novas medidas surgem depois de consultores científicos do governo alertarem que o Reino Unido pode atingir 50 mil infecções diárias por covid-19 em meados de outubro, se medidas concretas não forem tomadas para conter as infecções.

Fonte: R7

Ministério declara emergência fitossanitária por conta de nuvem de gafanhotos

A preocupação das autoridades, é o dano que os insetos possam causar às lavouras e pastagens, se houver infestação.

O governo Federal por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina devido ao risco de surto da praga Schistocerca cancellata nas áreas produtoras dos dois estados. A portaria com a medida está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (25).

O estado de emergência tem por objetivo permitir a implementação de plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais. De acordo com o ministério, a emergência fitossanitária é por um prazo de 1 ano.

A nuvem de gafanhotos está a cerca de 250 quilômetros da fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. A preocupação das autoridades do setor agropecuário e de produtores rurais é o dano que os insetos possam causar às lavouras e pastagens, se houver infestação.

A dieta do inseto varia, conforme a espécie, entre folhas, cereais, capins e outras gramíneas. Segundo informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho.

Em nota, o minstério informou que está acompanhando o fenômeno em tempo real e que “emitiu alerta para as superintendências federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região.

De acordo com a pasta, especialistas argentinos estimam que os insetos sigam em direção ao Uruguai. A ocorrência e o deslocamento da nuvem de gafanhotos são influenciados pela temperatura e circulação dos ventos.

O fenômeno é mais comum com temperatura elevada. Segundo o setor de Meteorologia da secretaria gaúcha, há expectativa de aproximação de uma frente fria pelo sul do estado, que deve intensificar os ventos de norte e noroeste, “potencializando o deslocamento do massivo para a Fronteira Oeste, Missões e Médio e Alto Vale do Rio Uruguai”.

A nota diz ainda que o gafanhoto está presente no Brasil desde o século 19 e que causou grandes perdas às lavouras de arroz na Região Sul no período de 1930 a 1940. “No entanto, desde então, tem permanecido na sua fase ‘isolada’, que não causa danos às lavouras.”

O ministério informa que especialistas estão avaliando “os fatores que levaram ao ressurgimento desta praga em sua fase mais agressiva” e que o fenômeno pode estar relacionado a uma conjunção de fatores climáticos.

A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul orienta os produtores rurais gaúchos a informar a Inspetoria de Defesa Agropecuária da sua localidade se identificar a presença de tais insetos em grande quantidade.

Uruguai

No Uruguai, país que faz fronteira com o Rio Grande do Sul, um comunicado do Ministério da Agricultura afirma que o país está monitorando constantemente a movimentação da praga, em parceria com autoridades argentinas.

O comunicado diz ainda que, embora seja pouco provável que os gafanhotos cheguem no país, caso isso ocorra exitste potencial para afetar a produção agrícola. O Uruguai solicita que, caso sejam vistos gafanhotos em território nacional, deve-se denunciar às autoridades competentes o mais rápido possível.

O ministro da Agricultura, Carlos María Uriarte solicitou ainda que não se utilizem pesticidas que possam matar abelhas contra os gafanhotos.

*Colaborou a repórter da Agência Brasil em Montevidéu, Marieta Cazarré

Fonte: Agência Brasil