Ao vivo: Senado vota proposta para suspender decreto de armas

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), sustou de maneira liminar parte dos textos editados por Bolsonaro, uma vez que eles iriam contra uma Lei, o Estatuto do Desarmamento.

O Plenário do Senado Federal tem, na pauta desta quinta-feira (15), seis projetos na sua pauta de votação. Um dos destaques é o Projeto de Decreto legislativo (PDL) 55/2021, que busca sustar os decretos do presidente Jair Bolsonaro que aumentam o posse de armas, e facilitam a aquisição de armamentos e de munição pela população.

Acompanhe ao vivo a sessão:

O texto foi pautado na última quinta-feira (8), mas o relator, o senador Marcos do Val (Podemos-ES), alegou que não teve tempo de analisar a questão. Aliado do bolsonarismo e entusiasta de armas, Marcos Do Val disse que não havia motivo para pressa em sustar o decreto.

O texto legal entraria em vigor na última terça-feira (13). Na noite de segunda-feira (12), a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), sustou de maneira liminar parte dos textos editados por Bolsonaro, uma vez que eles iriam contra uma Lei, o Estatuto do Desarmamento. O senador disse que irá cooperar com a decisão do Judiciário.

Também estão na pauta de hoje:
– Projeto de Lei (PL) 4.348/2019: Altera a legislação que regulamenta a regularização fundiária das ocupações incidentes em terras situadas em áreas de domínio da União ou do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, inclusive em áreas rurais fora da Amazônia Legal.Relator: Acir Gurgacz (PDT-RO).

– Projeto de Lei (PL) 458/2021: Dispõe sobre o Regime Especial de Atualização Patrimonial (REAP) de bens ou cessões de direitos de origem lícita referentes a bens móveis ou imóveis, declarados incorretamente ou com valores desatualizados por residentes ou domiciliados no País. Relator: Marcos Rogério (DEM-RO).

– Projeto de Lei (PL) 3.932/2020: Dispõe sobre o afastamento da empregada gestante das atividades de trabalho presencial durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020. Relatora: Nilda Gondim (MDB-PB).

– Projeto e Lei (PL) 1.855/2020: Dispõe sobre o atendimento prioritário a doadores de sangue e medula óssea. Relator: Omar Aziz (PSD-AM).

– Projeto de Lei (PL) 1.058/2021: Dispõe sobre a prorrogação de medidas de estímulo ao crédito e à manutenção do emprego e da renda. Relator: Carlos Viana (PSD-MG).

Fonte: Congresso em Foco

Bolsonaro e embaixador do Reino Unido falam sobre meio ambiente

Presidente almoçou com Peter Wilson e embaixador falou da preocupação do governo britânico com questões ambientais

O Presidente Jair Bolsonaro participou de um almoço na embaixada do Reino Unido em Brasília no início da tarde desta quarta-feira. O principal assunto com o embaixador, Peter Wilson, que está no Brasil desde janeiro deste ano, foi meio ambiente.

Segundo um dos presentes, o Governo do Reino Unido, se mostrou muito preocupado com o tema e vai se empenhar na redução das emissões a niveis globais. “Eles de fato parecem se preocupar com a questão ambiental, não é politicagem como trata o Macron”, comentou um integrante da reunião, ao lembrar os problemas diplomáticos com o presidente da França, Emmanuel Macron. 

Apesar do assunto espinhoso, o Governo Bolsonaro é alvo de críticas por questões ambientais, a conversa teria sido “aberta” e que o Presidente Jair Bolsonaro e o embaixador do Reino Unido tiveram uma boa conversa, “falaram francamente”, completou um participante do encontro.

O reino Unidos será cede da COP26, a 26ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que foi adiada para novembro este ano devido a pandemia de coronavírus.

Mais de 30 mil representantes do mundo deveriam se reunir na sessão que estava marcada para o fim do ano passado, na capital escocesa, Glasgow. No encontro seria discutido o aumento das promessas de redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Fonte: R7

‘Eu não sou ditador do Brasil’, diz Bolsonaro a apoiadores

Irritado ao ser cobrado pela situação política e econômica do Rio, presidente mandou apoiador falar com políticos locais

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar governadores e prefeitos pelas medidas de restrição à circulação adotadas para conter a disseminação da pandemia. “O pessoal fica reclamando… Quem fechou o comércio não foi eu. Quem te obrigou a ficar em casa não foi eu. Eu faço a minha parte”, disse o chefe do Executivo a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, na manhã desta terça-feira (13).

Ao responder a um dos apoiadores, que pediu “atenção” ao Rio de Janeiro, o presidente afirmou que a população deve cobrar os representantes locais. “O que é atenção? Tem um governador  e prefeito lá. O que é atenção? Porque eu não quero sair daqui te enganando. O que é atenção? Qual problemática? Política? Lá o povo elegeu 70 deputados estaduais e 51 vereadores. Estados e municípios têm outras pessoas para tomar conta”, disse, demonstrando irritação.

“O PESSOAL FICA RECLAMANDO… QUEM FECHOU O COMÉRCIO NÃO FOI EU. QUEM TE OBRIGOU A FICAR EM CASA NÃO FOI EU. EU FAÇO A MINHA PARTE. É IMPRESSIONANTE: O PESSOAL EM VEZ DE DAR FORÇA PARA MIM, CRITICAM. EU NÃO SOU DITADOR DO BRASIL”, COMPLETOU O CHEFE DO EXECUTIVO.

Na sequência, o presidente voltou a criticar o STF (Supremo Tribunal Federal), o qual decidiu que os governos regionais têm liberdade para adotar medidas de combate à pandemia da covid-19, no exercício de suas atribuições e no âmbito de seus territórios. “Quem deu poderes para estados e municípios fazerem o que estão fazendo, inclusive ignorando a Constituição?”, criticou. 

Vale ressaltar que a determinação da corte não retira atribuições do governo federal. Conforme entendimento do STF, as medidas locais de contenção não inviabilizam a competência geral da União para estabelecer medidas restritivas em todo o território nacional, caso entenda necessário.

DURANTE A CONVERSA, UM DOS APOIADORES COMEÇOU A CHORAR, DIZENDO QUE A SITUAÇÃO DO PAÍS VAI MELHORAR. “VAI SIM. EU PEGUEI UMA CASA COMPLETAMENTE DESARRUMADA. PESSOAL QUER QUE EU ARRUME TUDO NA MESMA HORA. ESTOU ARRUMANDO”, AFIRMOU BOLSONARO.

Fonte: R7

Bolsonaro e Faria fazem primeira videochamada em 5G no Brasil

Presidente estava no Palácio do Planalto, em Brasília, e o ministro das Comunicações na sede da Nokia, em São Paulo

Bolsonaro e Fábio Faria fazem primeira chamada com 5G do Brasil
Primeira ligação com tecnologia 5G no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), realizaram nesta sexta-feira (9) a primeira ligação com a tecnologia 5G no país.

Bolsonaro estava no Palácio do Planalto, em Brasília, e Faria na sede da Nokia, em São Paulo.

O conselheiro Carlos Manuel Baigorri, relator do 5G na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), afirmou que o leilão da rede deve ocorrer até o fim do primeiro semestre de 2021.

A tecnologia do 5G estará disponível em todas capitais brasileiras até julho de 2022. Essa tecnologia permite o tráfego de dados até 100 vezes mais rápido que o padrão de quarta geração (4G), por utilizar um espectro de rádio mais abrangente, o que permite que mais aparelhos móveis se conectem simultaneamente, com mais estabilidade do que as redes atuais.

Fonte: R7

Bolsonaro critica aumento de 39% no gás natural

Reajuste foi anunciado pela Petrobras na segunda-feira

O presidente Jair Bolsonaro demonstrou irritação com o reajuste de 39% no preço do gás natural. Em discurso na solenidade de posse do novo diretor-geral da Itaipu Binacional, nesta quarta-feira (7), Bolsonaro considerou “inadmissível” a decisão da Petrobras, anunciada na segunda-feira (5).

“É inadmissível se anunciar agora, o velho presidente [da Petrobras] ainda, um reajuste de 39% no gás. É inadmissível. Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil, num período de três meses? Não vou interferir, a imprensa vai dizer o contrário”, criticou. 

O presidente fez referência ao presidente da estatal, Roberto Castello Branco, que deixará o cargo nos próximos dias, passando o comando da empresa para o ex-presidente de Itaipu Joaquim Silva e Luna, que acompanhou o discurso de Bolsonaro. Ele deverá ser confirmado como novo presidente da Petrobras na assembleia do Conselho Administrativo da empresa, prevista para o próximo dia 12.

O novo valor do gás natural valerá a partir do dia 1º de maio. Ao contrário de outros combustíveis, como gasolina e diesel, o gás natural é corrigido em intervalos regulares, a cada três meses. De acordo com a Petrobras, o aumento se deve à aplicação das fórmulas dos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio, nos meses anteriores. Logo, o preço que será praticado em maio, junho e julho, tem como referência as variações verificadas em janeiro, fevereiro e março. Durante esse período, o petróleo subiu 38%, seguindo a tendência de alta das commodities globais. Além disso, os preços domésticos das commodities também subiram com a desvalorização do real.

O gás natural é destinado principalmente para a indústria, geração de energia elétrica e veículos movidos a gás, com as residências respondendo por apenas 2% do consumo desse combustível no país, conforme dados de 2020 da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). O gás natural é diferente, portanto, do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, usado na grande maioria das residências brasileiras. Em 2020, o botijão de GLP acumula aumento de 17% nas refinarias.

Fonte; Fernando Fraga A/B

Guedes recomenda que Bolsonaro vete trechos do Orçamento de 2021

Favorável ao texto, o presidente da Câmara não vê motivos para abertura de um impeachment com base na proposta

O Orçamento de 2021 emparedou o presidente Jair Bolsonaro. De um lado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, que recomendou veto parcial ao projeto aprovado com o alerta de que o presidente Jair Bolsonaro corre o risco de um processo de impeachment. Do outro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), que não quer o veto e não vê motivos para a abertura de um processo de afastamento do presidente tendo como base o Orçamento.

A interlocutores, Lira diz que Guedes quer fazer “terrorismo”. Como é o presidente da Câmara o responsável por abrir um processo de impeachment, Lira afirma que um novo pedido com base nas mudanças feitas pelos parlamentares na lei orçamentária seria “apenas mais um na gaveta”. “Guedes não tem interlocução com o Congresso. Ele vai brigar com quem o apoia? Aí fica difícil”, disse Lira a interlocutores.

Nesta quarta-feira (31), Lira e Guedes estiveram reunidos no Planalto com a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Orçamento.

Bittar comunicou formalmente ao presidente que, após a sanção do texto, vai cancelar R$ 10 bilhões em emendas como forma de resolver o impasse. O cancelamento nas emendas permite ao governo direcionar recursos a despesas obrigatórias que foram subestimadas no Orçamento, como Previdência e seguro-desemprego. Para aumentar as emendas, o senador cortou R$ 26,5 bilhões em despesas obrigatórias.

Bittar disse que a decisão de cancelar parte das emendas foi tomada após reflexões entre lideranças e as presidências da Câmara e do Senado. Para Lira, o cancelamento já resolve o impasse. Não é o que acha a equipe econômica. O mercado financeiro também reagiu negativamente ao valor. Guedes não aceita esse valor e recomendou que o presidente não sancione o Orçamento alegando o risco de irresponsabilidade fiscal.

A consultoria da Câmara apontou insuficiência de R$ 32,7 bilhões após as alterações e omissões de despesas obrigatórias no projeto aprovado pelo Congresso. O parecer dos auditores já está na mão de parlamentares que requisitaram uma análise técnica dos consultores para basearem suas posições sobre o Orçamento aprovado na semana passada.

Para cumprir as despesas com benefícios previdenciários, o governo terá de encaminhar um novo projeto de lei para abrir crédito suplementar no Orçamento. O cancelamento de emendas, porém, só pode ser feito com aval dos autores dessas indicações, ou seja, os próprios parlamentares. Sem essa autorização prévia do Congresso, o governo só pode cancelar despesas sob o guarda-chuva do próprio Executivo.

Fonte: R7

Bolsonaro volta a citar estado de sítio: ‘Brasil deve voltar a trabalhar’

Presidente usa exemplo do funcionalismo para justificar e diz que auxílio é baixo porque é que o governo pode repassar à população

O presidente Jair Bolsonaro voltou a comparar, nesta quarta-feira (31), o endurecimento das medidas restritivas, adotadas por governadores e prefeitos, com o estado de sítio, uma mecanismo extremo que só pode ser adotado pelo chefe da nação em caso de comoção grave ou guerra.

Para o presidente, as autoridades devem aliviar as regras porque o trabalhador precisa voltar a ter renda.

“O BRASIL TEM QUE VOLTAR A TRABALHAR […]. ALGUNS DECRETOS TÊM SUPERADO EM MUITO O QUE SERIA ATÉ MESMO UM ESTADO DE SÍTIO NO BRASIL. NÃO É O PRESIDENTE QUE DECRETA. ELE PODE ATÉ MANDAR NO DECRETO PARA O PARLAMENTO, MAS SÓ DEPOIS QUE CÂMARA E SENADO CONCORDEM COM ISSO É QUE ENTRARIA EM VIGOR LÁ NA FRENTE”, JUSTIFICOU.

Bolsonaro voltou a endurecer o tom contra os lockdowns. “Essa política desses isolamentos, dessas medidas restritivas, com toque de recolher, com supressão do direito de ir e vir extrapola em muito até mesmo o estado de sítio. Eu apelo a todas as autoridades do Brasil que revejam essa política e permitam que o povo vá trabalhar”.

Para explicar a própria posição, o presidente usou o exemplo do funcionalismo público. “Nós servidores públicos federais, estaduais e municipais temos, todo mês, depositados nas nossas contas recursos. […] Agora, a maior parte da população, incluindo 40 milhões de autônomos, perderam quase tudo”, disse.

“Auxílio emergencial é pouco”

Bolsonaro destacou que os informais tiveram sua renda zerada por causa da pandemia e disse que “a fome está batendo cada vez mais forte na casas dessas pessoas, que lacrimejam os olhos quando veem que não tem o mínimo para dar aos filhos”. O presidente sinalizou a possibilidade de agravamento da miséria até convulsões sociais.

“Temo por problemas sociais gravíssimos no Brasil. O auxílio emergencial é um alento, é pouco, inclusive, reconheço. Mas é o que a nação pode dispensar à população”, frisou.

Ao finalizar, Bolsonaro repetiu novamente os riscos dos “efeitos colaterais” da pandemia que, segundo ele, “não podem ser mais danosos do que o próprio vírus”.

“A fome mata muito mais do que o próprio vírus. Temos que enfrentar a realidade, não adianta fugir do que está aí. Para mim, é muito fácil entrar no politicamente correto, mas não traz soluções para nós”, disse.

Fonte: R7

Deputados rejeitam projeto que aumentaria poder de Bolsonaro

Major Vitor Hugo e Hugo Motta pediram urgência para tramitação da matéria, mas pedido não foi pautado por rejeição de líderes

Terminou frustrada a tentativa de deputados de votar a toque de caixa um projeto que ampliaria os poderes do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia, com possibilidade de intervenção em produção de bens e convocação de civis, como ocorre nas guerras. 

Líderes partidários protocolaram, nesta segunda-feira (29), requerimento de urgência para a análise do projeto de lei 1.074/2020, que permite a decretação da Mobilização Nacional nos casos de situação de emergência de saúde pública, como a pandemia de covid-19

O requerimento, no entanto, não chegou a ser incluído na pauta desta terça-feira (30) por rejeição da maior parte dos líderes partidários. 

O texto do projeto estabelece que o chefe do Executivo pode tomar as medidas de Mobilização Nacional, hoje permitidas apenas em caso de ataque de forças estrangeiras ao país, também em caso de pandemia. O projeto, portanto, ampliaria os poderes do presidente Bolsonaro e foi visto por deputados de centro e da oposição como uma tentativa de golpe. 

“A aprovação do projeto da mobilização nacional permitiria que Bolsonaro assumisse imediatamente o comando de todos os servidores civis e militares, e até convocar quem não é servidor. Isso significa assumir o comando das polícias civis e militares. Não tem outra palavra: GOLPE!”, disse o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) em suas redes sociais. 

“Enquanto Bolsonaro faz queda de braço com os comandantes das Forças Armadas, no Congresso o líder do PSL quer votar com urgência um PL para o presidente decretar “Estado de Mobilização Nacional” mesmo que não estejamos em guerra. Estamos mobilizados para impedir este absurdo”disse a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS). 

O requerimento de urgência, que não foi pautado, foi assinado pelos deputados federais Major Vitor Hugo (PSL-GO), autor da proposta, e Hugo Motta (Republicanos-PB).

Durante a pandemia, o poder Executivo poderia com a proposta convocar entes federados para integrar o esforço; reorientar produção, comercialização, distribuição e consumo de bens e da utilização de serviços; intervir nos fatores de produção públicos e privados; requisitar a ocupação de bens e serviços e convocar civis e militares.

Com a proposta, seria criado o Sinamob (Sistema Nacional de Mobilização), que consiste no conjunto de órgãos que atuam de modo ordenado e integrado, a fim de planejar e realizar todas as fases da decretação. Participam os seguintes órgãos: Defesa, Justiça, Relações Exteriores, Planejamento, Ciência e Tecnologia, Fazenda, Casa Civil, Gabinete de Segurança Institucional e Secretaria de Comunicação.

O Sinamob responderia pela área política, econômica, social, psicológica, de segurança e inteligência, de defesa civil, científico-tecnológica e militar. Contudo, esse mecanismo só é decretado se houver aprovação pelo Congresso Nacional.

Em sua justificativa, o deputado argumenta que o Estado de Sítio é diferente da Mobilização Nacional.

“Enquanto o Estado de Defesa e o Estado de Sítio têm, entre suas medidas, a restrição a direitos e garantias individuais e coletivos, como o direito de reunião, o sigilo das comunicações e a liberdade de ir e vir, a Mobilização Nacional tem por objetivo precípuo a reunião de esforços nacionais no campo da logística, da produção, da comercialização e da distribuição de bens e serviços, de modo a resguardar a sustentação material da população e do Estado durante a situação de crise, até que seja superada”, afirma Hugo.

Em nota assiada pela sua assessoria, o deputado nega que o projeto afaste direito ou garantia individual: “Vitor Hugo destaca que seu projeto é fundamental para reforço da logística nacional e garante que nenhum direito ou garantia individual é afastado em caso de acionamento da Mobilização Nacional. Destaca, também, que o Presidente poderia iniciar o processo, mas nada seria feito sem o aval do Congresso, que, em dando sua autorização, definiria também os termos e os limites da medida”.

Fonte: R7

STF derruba decreto de Bolsonaro que permitia indicação nas federais

Ministros entenderam que a medida viola a autonomia dos institutos; Cármen Lúcia foi a relatora da ação

Por maioria, o Supremo Tribunal Federal derrubou decreto do presidente Jair Bolsonaro que permitia ao governo indicar diretores-gerais interinos em Centros Federais de Educação Tecnológica quando o cargo estiver vago. Por dez votos a um, os ministros entenderam que a medida viola a autonomia dos institutos.

A ministra Cármen Lúcia, relatora da ação movida pelo PSOL, afirmou que a indicação de interinos pelo Ministério da Educação sem critérios claros ‘substitui a atuação democrática da comunidade’, ‘suprime a gestão democrática da entidade de ensino’ e pode ‘restringir o pluralismo de ideias’.

“Ao se impor que a vacância pode ensejar a atuação vertical e direta do Ministro da Educação na escolha do Diretor-Geral pro tempore sem vincular tal atuar com os princípios constitucionais e, principalmente, sem critérios que impeçam o arbítrio daquela autoridade, tem-se desatendimento aos princípios constitucionais”, frisou. “Bastaria, por exemplo, que o Ministro da Educação não nomeasse o Diretor-Geral ‘quando, por qualquer motivo, o cargo de Diretor-Geral estiver vago e não houve condições de provimento regular imediato’ e nomeasse alguém de sua escolha pessoal, deixando-o por tempo indefinido”.

Tal intervenção, segundo a ministra, descumpriria ‘todos os princípios e regras norteadoras do regime jurídico-constitucional’. Cármen relembra que a escolha dos diretores-gerais é feita pelo próprio corpo dos centros federais, que elegem seus representantes para o cargo. A escolha de um interino pelo governo iria ferir tal autonomia.

O julgamento foi realizado no plenário virtual da Corte e contou com nove votos acompanhando a ministra: Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e o presidente do Supremo, Luiz Fux.

O único voto divergente foi proferido pelo ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo por Bolsonaro. Segundo o ministro, o decreto do presidente não viola a autonomia universitária e permite a indicação de um diretor-geral interino para garantir que o centro federal não fique sem comando.

Em seu voto, Kassio se posicionou no sentido de admitir que ‘em situações excepcionais’ uma nomeação pro tempore poderia ocorrer até o cargo ser preenchido por uma eleição regular.

“A parte final da norma é bastante clara ao dispor que a nomeação apenas ocorrerá pro tempore e o cargo estiver vago e não houver condições de provimento regular imediato. Ou seja, apenas com a soma de tais condições, o dispositivo será chamado a cumprimento no sentido de nomeação pro tempore”, anotou. “Pondero que a nomeação pro tempore é solução que melhor evita a ausência do Diretor-Geral por qualquer eventualidade”.

Fonte: R7

Pacheco leva pedidos de governadores a Bolsonaro

Presidente da República esteve na residência do Senado para visita de cortesia. Reunião do comitê para covid será segunda

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) disse na sexta-feira (26) após reunião com governadores, que irá levar as reivindicações deles ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e aos demais membros do comitê criado na semana passada para coordenar as ações de combate à pandemia da covid-19. 

A próxima reunião do comitê será na segunda-feira pela manhã, em horário e local ainda a serem definidos por Bolsonaro.

Os governadores pedem para ser ouvidos, pedem coordenação nacional em relação a insumos, leitos e vacinação, além de socorro financeiro às pessoas, empresas e aos Estados. 

“Segunda-feira teremos a primeira reunião para materializar o trabalho. Eu vou levar a reivindicação dos governadores, que precisam ser ouvidos e ser chamados para falar sobre os problemas dos Estados como insumos de sedação, oxigênio, leitos, vacinação. Eles pedem uniformização para faixas etárias entre Estados. São reinvindicações justas e básicas, mas precisa sentar e conversar. Esse anseio geral e pontos que destacam nessa síntese que levarei ao presidente para que cheguemos a um denominador comum”. 

O presidente do Senado falou ainda do encontro que teve com Bolsonaro nesta sexta na residência oficial do Senado, após a reunião dos governadores, em que trataram de pandemia e da pauta de reformas. Pacheco pregou a união entre os Poderes. 

“Falamos por telefone logo cedo e presidente disse que queria fazer uma visita de cortesia à residência do Senado. Passei a ele os pontos dos governadores, ajustamos a reunião do comitê para segunda, provavelmente no Palácio do Planalto. Falamos da pandemia e logo na sequência de reformas administrativa e tributária. Foi uma visita de cortesia e uma sinalização positiva de que estamos buscando alinhamento com governadores e com o presidente da Câmara. Não haverá convergência sobre tudo, mas temos que valorizar a convergência. O único caminho que nós temos é o da união, essa união será um grande exemplo para a sociedade que nós estamos buscando”. 

Fonte: R7

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