PM que acusa tenente-coronel de assédio e ameaças, não suporta “pressão” e pede exoneração

A ex-soldado disse que tomou a decisão porque era muito pressionada no serviço.

Jéssica Paulo do Nascimento, de 28 anos, a soldado da Polícia Militar que denunciou um tenente-coronel por assédio sexual e ameaças de morte, não aguentou a pressão dos colegas da corporação e pediu para ser exonerada. A publicação saiu no Diário Oficial desta quarta-feira (26).

Ela estava lotada 45° Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), em Praia Grande, litoral de São Paulo, mas a denúncia se refere à época que ela atuava na capital paulista, cujo comandante era o tenente-coronel Cássio Novaes; denunciado pelos crimes. Ele segue afastado das suas funções no batalhão, enquanto a investigação é conduzida pela Corregedoria da PM, sob segredo de Justiça.

A ex-soldado disse que tomou a decisão porque era muito pressionada no serviço.

“Pensei que, denunciando, eu teria alguma paz. Mas, foi diferente. Sofri uma pressão muito difícil”, conta.

Entre atitudes de perseguidores está o fato da corporação desarmá-la sem motivo aparente e, mesmo assim, escalar a mulher para trabalhos na rua à noite. Além de ameaças de morte, negativa para pedidos de transferência e chantagem com as férias ao qual ela teria direito. Ela afirma que foi avisada que poderia tirar férias “depois que pedisse baixa”.

“Foi uma decisão difícil. Eu saí do meu Estado, Rio de Janeiro, para realizar esse sonho em São Paulo. Logo agora que tomei coragem para expor o que passava, não tive mais paz”, desabafa.

Em virtude dos ataques, ela até tentou um afastamento por abalo psicológico, mas o médico da PM disse que “só lhe daria alguns dias se o comandante dela autorizasse”. Fora isso, ela conta que a corporação lhe deu quatro advertências por conceder entrevistas públicas sobre a denúncia de assédio sexual e ameaças de morte.

“Saio com ótimo comportamento, não respondendo a processos. Se eu ficasse, eu iria tomar advertência atrás de advertência e seria expulsa, manchando minha reputação”, afirma, acrescentando que irá ingressar com ação contra o Estado por ter tomado a decisão após vários episódios de perseguição dentro da PM.

Relembre o caso

As investidas do tenente-coronel à soldado Jéssica começaram em 2018, quando ele havia acabado de assumir o comando do Batalhão da Zona Sul de São Paulo. Assim que a conheceu, pessoalmente, ele a chamou para sair.

“Em um momento em que a gente ficou um pouco sozinho, ele assim veio em uma total liberdade, uma intimidade. Mas, a gente nunca tinha se visto, né? E me chamou para sair na cara dura”, narra.

Ela respondeu ao superior que era casada e tinha filhos, recusando o convite.

“Depois desse dia, minha vida virou um inferno”, desabafa, relatando episódios de investidas sexuais, principalmente, por mensagens, ameaças por áudio, humilhação em frente aos seus colegas e até mesmo sabotagem quando se recusou a ceder aos pedidos do comandante.

Ela ficou dois anos e meio afastada do serviço para evitar contato com o chefe. Mas, ao retornar, ele conseguiu o telefone dela e as investidas recomeçaram mais insistentes.

“Eu pensei que precisava de provas, porque ele sempre ia fazer isso e ninguém ia acreditar. Entrei em contato com um advogado e ele me orientou a ver até onde ele iria, deixando ele falar”, conta. “Foram coisas muito baixas. Me ameaçou de estupro e de morte”, argumenta.

Para conter o assédio, a soldado decidiu formalizar uma denúncia na Corregedoria da PM, no início de abril, quando percebeu que estava sendo enganada pelo tenente-coronel. Ele havia prometido que a levaria ao Departamento Pessoal para pedir pela transferência dela quando, na verdade, o DP estava fechado e ele planejava levá-la a um hotel.

A Polícia Militar esclareceu, em nota, que instaurou um inquérito policial para averiguar os fatos e que o comandante já foi afastado de suas funções. A investigação é conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar em sigilo.

A corporação alegou que o pedido de exoneração é de autonomia exclusiva de um policial militar e dentro dos trâmites administrativos legais.

Fonte: JCO

Nelson Teich nega pressão do Governo para uso sistemático da cloroquina

Em questionamento feito pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), Teich disse que a indicação do medicamento compete aos profissionais de saúde.

Em depoimento prestado na CPI da Covid nesta quarta-feira (05/05), o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, negou pressões do presidente Jair Bolsonaro ou de ministros aliados para uso sistemático da cloroquina, ou do KIT-COVID, como protocolo do Ministério da Saúde. Em questionamento feito pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), Teich disse que a indicação do medicamento compete aos profissionais de saúde.

“As pessoas [os médicos] acreditam no que estão fazendo. A questão sobre a indicação do uso de cloroquina é mais uma questão de competência do médico”, disse, ao ser questionado por Marcos Rogério sobre a possibilidade de criminalização do profissional que recomenda o uso do medicamento para o tratamento da Covid-19.

O parlamentar ressaltou que no auge da crise muitos países adotaram o uso da cloroquina no enfrentamento à pandemia. E que, apesar de ser favorável ao medicamento, o presidente Jair Bolsonaro não trabalhou pela adoção de um protocolo com uso indiscriminado no tratamento do coronavírus. “Quem prescreve é o médico. Ele que tem o conhecimento necessário para saber se um remédio é melhor que o outro no enfrentamento à doença”, ressaltou.

Vice-líder do Governo, Marcos Rogério alertou que há um esforço da oposição para criminalizar o presidente Jair Bolsonaro e os profissionais de saúde pela prescrição do medicamento, que nem entre a classe médica possui consenso sobre a eficácia. E fez um apelo para que a Comissão não seja usada como palanque político, sem revanchismo ou parcialidade na investigação.  “Precisamos de uma CPI capaz de dar luz aos fatos determinados nos dois requerimentos que deram origem a esta Comissão. Aqui o que deve nos nortear é a busca pela verdade. E de minha parte irei trabalhar para garantir que ela seja justa e que faça as apurações necessárias”, concluiu o senador.

Até o momento, o parlamentar rondoniense apresentou 39 requerimentos na CPI da Covid, sendo 30 de convocação de autoridades, 8 de informações e 1 convite, para que sejam prestados esclarecimentos a respeito dos recursos federais aplicados nos Estados Municípios no combate à pandemia da Covid-19.

Fonte: Assessoria

Ernesto Araújo pede demissão, após reunião com secretariado

Informação foi confirmada por fontes ouvidas pelo R7 e Record. Chanceler estava no Planalto desde o início da atual gestão

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pediu demissão do cargo nesta segunda-feira (29), de acordo com fontes ouvidas. Integrante da chamada ala ideológica do governo, o chanceler estava no cargo desde o início da atual gestão, mas não resistiu à pressão, inclusive do Centrão, que apoia o Planalto, em razão da política diplomática durante a pandemia.

Araújo teria informado sobre sua saída do posto após reunião com o secretariado. O chanceler havia cancelado a agenda oficial desta segunda para conversar com os subordinados. 

Na semana passada, as críticas à atuação de Araújo no Itamaraty se intensificaram após senadores, durante audiência pública na última quarta-feira (24), terem pedido sua saída. O chanceler foi questionado enquanto falava das dificuldades enfrentadas pelo Brasil para a compra de vacinas contra a covid-19.

A fritura continuou no dia seguinte, quando o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), subiu ainda mais o tom, afirmando que a política externa é falha e precisa de mudanças, mas sem citar diretamente Araújo.

“Tivemos muito erros no enfrentamento dessa pandemia e um deles foi o não estabelecimento de uma relação diplomática de produtividade com diversos países que poderiam ser colaboradores nesse momento agudo de crise que nós temos no Brasil. Ainda está em tempo de mudar para poder salvar vidas. Temos que mudar o rumo dessa política externa para que tenhamos parcerias, o Brasil é muito importante para o mundo em muitos aspectos aqui temos Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e produção de alimentos para o mundo”.

“Senado não é lugar de brincadeira. Senado é lugar de trabalho. E ali nós estávamos trabalhando, buscando soluções, informações de um ministério que está muito a quem do desejado para o Brasil. Era um trabalho muito sério que estávamos desenvolvendo, e que não pode esse tipo de conduta estar presente num ambiente daquele, mas claro, sem pré-julgamentos e garantindo a ampla defesa”, afirmou o presidente da Casa nesta quinta (25).

Na sexta-feira (26), a pressão se elevou com a nota pública da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos). A carta pede ao governo federal que demita o ministro, em função do seu “leque diverso de trapalhadas e atitudes destrutivas” e para que o Brasil “reverta a política externa desastrosa que vem adotando”.

Na tarde deste domingo (28), o chanceler publicou em suas redes sociais insinuação de que o negócio milionário da internet 5G estaria por trás dos ataques que sofreu de senadores na audiência pública de quarta. A atitude foi lida como clássica de um demissionário e irritou ainda mais os parlamentares.

Fonte: R7

Cresce pressão no Congresso para auxílio emergencial de R$ 600

Parlamentares protocolam emendas que visam aumentar valor do benefício, recriado em 2021 com quatro parcelas de até R$ 375

Cresce pressão no Congresso Nacional para elevar para R$ 600 a nova rodada de auxílio emergencial, benefício dado a milhões de brasileiros que ficaram sem verbas em função da pandemia de covid-19. De acordo com a medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro, o valor é de até R$ 375, mas parlamentares tentam elevar o valor apresentando emendas ao texto.

O texto que abre caminho para o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última quinta-feira (18). O benefício será dado durante quatro meses e atingirá 40 milhões de brasileiros – em 2020, o programa alcançou 67,9 milhões.

Desde que a medida chegou no Congresso, emendas para aumentar o valor já foram protocoladas. Entre os autores, estão José Nelto (Podemos-GO), Elias Vaz (PSB-GO) e José Guimarães (PT-CE).

O texto de Nelto, por exemplo, restabelece o valor inicial (R$ 600) e recria o benefício até o fim da pandemia de covid-19 no país. O vice-líder do Podemos na Câmara criticou a atual quantia do auxílio, que considera pouco se considerada a acelaração da inflação no país. 

NELTO ARGUMENTA QUE SEM VACINAS, O AUXÍLIO EMERGENCIAL SE TORNOU A MAIS IMPORTANTE MEDIDA ECONÔMICA PARA MANTER AS PESSOAS EM CASA COM ALGUMA CONDIÇÃO DE SOBREVIVER AO VÍRUS E À FOME. “O AUXÍLIO EMERGENCIAL É O MEIO QUE A CONTINUIDADE DOS PAGAMENTOS VAI FAVORECER AS MEDIDAS DE LOCKDOWN NECESSÁRIAS NESTE MOMENTO PARA EVITAR MAIS MORTES EM DECORRÊNCIA DA COVID-19”, AFIRMOU.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o Palácio do Planalto articulam para deixar a MP do auxílio emergencial caducar, isso porque, caso seja votada, há o risco de o valor aumentar, justamente na votação dessas emendas apresentadas. 

Por se tratar de MP, a medida tem 120 dias para ser votada, mas como entra em vigor na data da publicação, ela perderá a validade depois que os pagamentos da nova rodada do auxílio emergencial já tiverem sido feitos, sem, portanto, prejuízo ao que já foi anunciado. 

Além disso, ao deixar a MP caducar, os presidentes das duas Casas Legislativas e o Planalto não precisam lidar com a retomada de discussão sobre o teto. Em função da aprovação da PEC Emergencial, ficou estabelecida uma reserva de R$ 44 bilhões para o auxílio, fora do teto. Se o Congresso elevar o valor de benefício, terá que promover cortes em outras áreas, pois o que exceder os R$ 44 bilhões precisa estar dentro do teto de gastos. 

Fonte; R7

líder do governo mantém pressão sobre a Anvisa sobre vacinas

Deputado Ricardo Barros defende que “Congresso tem a velocidade do povo” e diz que Bolsonaro vai sancionar MP que fixa 5 dias para agência aprovar imunizantes

Apesar da dura reação do comando da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP/PR), um dos principais interlocutores do presidente Bolsonaro, mantém a pressão para que a agência acelere a aprovação para uso emergencial de vacinas que já tenham recebido sinal verde de outros 9 organismos análogos no mundo.

“A Anvisa tem seu ritmo e sua visão de velocidade, e o Congresso tem a velocidade do povo”, declara Barros. Atualmente, há 11 imunizantes em aplicação no mundo, dos quais o Brasil tem autorização para uso de apenas dois.

Entre os argumentos dos defensores da ampliação da oferta de vacinas está o fato de que a demora ao acesso a vacinas custa vidas: o Brasil tem registrado índice superior a mil óbitos por dia motivados pela covid-19.

O diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, declara que o prazo fixado pelo Senado é “inexequível” e defende que o presidente Bolsonaro vete a MP, parcial ou integralmente.

A agência prepara argumentos para encaminhar à Casa Civil para justificar sua posição. Mas esta atitude pode levar constrangimento ao presidente, que ficaria com o ônus político pelo veto.

Fonte: R7

Servidores da Anvisa fazem nota de repúdio contra pressão à agência

Eles reclamam de críticas infundadas de autoridades e da MP aprovada no Senado que apressa aprovação de vacinas

A Associação dos Servidores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu nota de repúdio contra declarações de autoridades brasileiras que colocaram em dúvida a qualidade e a seriedade da agência. Ela reclama ainda da MP (Medida Provisória) do Senado, que reduziu pela metade o tempo de análise para aprovação das vacinas contra a covid-19.

“Parecem desconhecer o histórico de excelência da agência e a importância das ações executadas ao longo dos seus mais de 20 anos, mesmo diante das adversidades, restrições e dificuldades impostas pelos momentos de crise sanitária. Tais declarações refletem, ainda, desconhecimento do escopo e da abrangência das atividades da Anvisa, passando à população, a falsa impressão de que as dificuldades encontradas neste momento se devem à inoperância da agência.”

Os servidores dizem no texto que têm se dedicado “intensamente”, desde o início da pandemia, para enfrentar os desafios impostos pela crise sanitária no país.

“Foram realizadas ações de controle sanitário em fronteiras, portos e aeroportos; de fomento e monitoramento para assegurar o regular abastecimento de produtos essenciais, tais como testes diagnósticos, saneantes (como álcool em gel), medicamentos (como anestésicos e gases medicinais), dentre outros; além da fiscalização e do monitoramento da qualidade destes produtos.”

A nota diz ainda que numerosas normativas foram alteradas e flexibilizadas para garantir o benefício obtido com o acesso rápido a produtos essenciais para o combate à pandemia.

A associação, que leva a sigla de Univisa (Associação dos Servidores da Anvisa), afirma ainda que está aberta a sugestões, mas não admite pressões como as que vem ocorrendo. 

Os trabalhadores reclamam que as críticas são inaqueadas por virem no momento em que a Anvisa acaba de aprovar para uso emergencial vacinas em tempo recordo, de forma, segundo eles, “mais rápida dentre as agências reguladoras internacionais”. Eles também são contra a MP do Senado que impõe o prazo máximo de cinco dias para autorização de novos imunizantes, metade do prazo defendido pela Anvisa.”

“Esta Associação, ciente do papel da Anvisa de promover a proteção da saúde da população, vem a público defender seus servidores e espera que a sociedade apoie a Agência e as demais instituições públicas que têm demonstrado compromisso e excelência em suas atuações durante esta, que é a maior crise de saúde pública já vivenciada”, finaliza a Univisa.

Veja a nota na íntegra

A Univisa – Associação dos Servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa )– vem, por meio desta, manifestar repúdio a declarações recentes de autoridades brasileiras que parecem desconhecer o histórico de excelência da Agência e a importância das ações executadas ao longo dos seus mais de 20 anos, mesmo diante das adversidades, restrições e dificuldades impostas pelos momentos de crise sanitária. Tais declarações refletem, ainda, desconhecimento do escopo e da abrangência das atividades da Anvisa, passando à população, a falsa impressão de que as dificuldades encontradas neste momento se devem à inoperância da Agência.

Ressalta-se que os servidores da Anvisa estão, desde o início da pandemia, se dedicando intensamente, no que lhes cabe, a enfrentar os desafios provocados pela Covid-19, apresentando todas as soluções disponíveis para oferecer o melhor serviço à população. Apenas no âmbito do combate à pandemia, foram realizadas ações de controle sanitário em fronteiras, portos e aeroportos; de fomento e monitoramento para assegurar o regular abastecimento de produtos essenciais, tais como testes diagnósticos, saneantes (como álcool em gel), medicamentos (como anestésicos e gases medicinais), dentre outros; além da fiscalização e do monitoramento da qualidade destes produtos. Ainda, numerosas normativas foram alteradas e flexibilizadas para garantir, mediante avaliação do risco, o benefício obtido com o acesso rápido a esses produtos.

Os servidores da Agência, um corpo funcional maduro e especializado, são receptivos a sugestões que se apresentem como oportunidades de melhoria e aperfeiçoamento, entendendo esse processo como uma evolução contínua do serviço público. Contudo, no exato momento em que os servidores da Agência realizam a avaliação para a autorização emergencial de uso de vacinas mais rápida dentre as agências reguladoras internacionais, recebem críticas inadequadas, decorrentes, talvez, da má interpretação de suas ações. Ainda, são surpreendidos com a votação de uma Medida Provisória (MP) que impõe o prazo máximo de cinco dias para decisão acerca desses pleitos, metade do prazo previsto incialmente, demonstrando desconhecimento da complexidade do trabalho de avaliação envolvido.

Ressaltamos que os servidores da Anvisa, enquanto pertencentes a uma carreira de Estado, são parte integrante do Sistema Único de Saúde (SUS), e atuam em acordo com as diretrizes constitucionais, legais e regulamentares; com transparência, independência e autonomia técnica e científica, e têm envidado todos os esforços possíveis para buscar assegurar o acesso tempestivo da população a produtos e serviços seguros, eficazes e de qualidade.

Assim, esta Associação, ciente do papel da Anvisa de promover a proteção da saúde da população, vem a público defender seus servidores e espera que a sociedade apoie a Agência e as demais instituições públicas que têm demonstrado compromisso e excelência em suas atuações durante esta, que é a maior crise de saúde pública já vivenciada.

Fonte: R7

Caso André do Rap eleva pressão sobre Maia por prisão em segunda instância

Diante da reação à liberdade do chefe do PCC, os deputados acreditam que a PEC possa ser votada até o fim do ano.

A liberdade concedida pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), a André do Rap, um dos principais líderes do PCC, reacendeu no Congresso o debate sobre a proposta de prisão em segunda instância. Na Câmara, a pressão pela tramitação de uma PEC que permite a prisão após condenação em segunda instância tem sido capitaneada por três deputados que cobram de Rodrigo Maia (DEM-RJ) a retomada do trâmite do texto.

A estratégia do grupo é convencer os líderes partidários a pressionarem Maia a incluir a Comissão Especial que analisa a PEC em um lista de colegiados que retomarão os trabalhos depois de longo período inativos por causa da pandemia. Esta relação deve ser publicada em uma resolução do presidente da Câmara na próxima terça-feira (20).

O autor da PEC, Alex Manente (Cidadania-SP), o relator, Fábio Trad (PSD-MS), e o presidente da comissão que trata do assunto, Marcelo Ramos (PL-AM), estão à frente desta iniciativa.

Para Trad, o dispositivo da Lei de Abuso de Autoridade utilizado por Marco Aurélio para liberar André do Rap é literal e não permite outra interpretação senão a que foi dada pelo ministro.

“O que o Marco Aurélio fez, do ponto de vista técnico, não é incorreto. Ele deu consequência à literalidade do dispositivo. O problema todo aí é que lá na primeira instância deixaram de cumprir o parágrafo único do artigo 316. Então nós não podemos culpar a lei quando ela é descumprida, nós temos que responsabilizar quem a descumpriu”, afirmou.

Ainda para Trad, a decisão do STF pode gerar reações no Congresso, caso o Tribunal derrube a decisão de Marco Aurélio por meio de alguma manobra que possa flexibilizar o texto. “É a derrota do parlamento e da política”, afirmou.

A essência dos argumentos de Alex Manente vai no mesmo sentido do que dizem os colegas: se a PEC já tivesse sido aprovada, André do Rap não teria sido solto porque não estaria preso preventivamente, mas já estaria cumprindo pena.

Diante da reação à liberdade do chefe do PCC, os deputados acreditam que a PEC possa ser votada até o fim do ano. Para isso, Trad defende que o texto seja aprovado na comissão ainda antes das eleições, para que se tenha tempo de articular politicamente antes de levar o projeto a Plenário.

Oposição

Uma das principais dificuldades da proposta na casa é superar a oposição feita pelo Centrão à aprovação do texto. Com grande número de parlamentares sob investigação, o bloco informal de partidos de centro-direita e direita que virou a principal base de sustentação do governo, resiste ao prosseguimento da proposta de emenda à Constituição que trata do assunto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também tirou a matéria de seu discurso, o que tem incomodado defensores da PEC.

“O governo não quer. E o Centrão é o governo hoje. As forças ativas que mobilizam de fato as proposições estão juntas para não aprovar. Nossa tática é provocar a votação, ainda que a PEC não seja aprovada. Vamos ver quem é quem”, afirmou Trad ao Congresso em Foco no fim de setembro.

“Quando Moro estava no ministério, o governo não tinha condições de se opor frontalmente à PEC. Com a saída do Moro, o governo ficou mais à vontade para se omitir, como de fato está fazendo”, acrescentou o deputado.

Fonte: Congresso em Foco

Governo do Líbano renuncia, seis dias após megaexplosão em Beirute

Quatro ministros já haviam deixado os cargos e população foi às ruas protestar. Explosão afetou seriamente a economia do país

Megaexplosão em porto aumentou pressão sobre o governo
Megaexplosão em porto aumentou pressão sobre o governo

O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou a renúncia de todo o gabinete de governo, seis dias após a megaexplosão que devastou Beirute e de um fim de semana de manifestações que reuniram multidões nas ruas da capital.

Em um anúncio na televisão, o presidente Michel Aoun aceitou a renúncia e pediu que o gabinete de Diab permaneça de maneira interina até que um novo governo seja formado.

insatisfação crescente da população libanesa ficou evidente com a tomada de prédios de ministérios no sábado e no domingo, associadas à convocação de um levante contra o governo. Quatro ministros já haviam renunciado ao cargo nos últimos dias, dois nesta segunda-feira — a titular da pasta da Justiça, Marie Claude Najem, e o ministro das Finanças, que fez o anúncio, mas não chegou a entregar a carta de renúncia para aguardar a saída de todo o gabinete.

Leia mais: Explosões no porto de Beirute, Líbano, causam grande destruição

Hassan Diab, em pronunciamento, afirmou que a explosão é fruto da corrupção endêmica que assola o país. E disse ainda, que “a corrupção que o país sofre é maior do que o Estado”.

Diab pediu também o julgamento dos responsáveis pela explosão. O primeiro-ministro disse que “o governo dará um passo para trás”, mas disse que continua com o povo.

A renúncia completa do gabinete surge após ministros já terem deixado seus cargos, na esteira das manifestações de insatisfação com o governo libanês, sobre o qual recai a culpa por permitir o armazenamento de mais de 2.700 toneladas de substância altamente explosiva no porto de Beirute sem qualquer cuidado.

Ele criticou ainda a elite do país, a qual acusa de mentir para o povo. E finalizou com a frase: “que Deus proteja o Líbano”. 

Megaexplosão em porto aumentou pressão sobre o governo

O desastre no porto de Beirute multiplica os problemas na esfera econômica, já que destrói a principal porta de entrada e saída do comércio libanês, e da saúde. A explosão destruiu ao menos três hospitais e todo o estoque de equipamentos de proteção destinado ao combate da covid-19 no país.

Fonte: R7