Biden e Putin conversarão por telefone sobre tensão na Ucrânia

Presidente dos EUA vai oferecer  ‘uma via diplomática’ ao líder russo; um novo encontro está marcado para o dia 10 de janeiro

O presidente americano, Joe Biden, vai oferecer ao seu colega russo, Vladimir Putin, “uma via diplomática” para tentar resolver a tensão sobre a Ucrânia, durante a conversa por telefone que os dois terão na quinta-feira, informou a Casa Branca nesta quarta (29).

Biden e Putin falarão por telefone “para discutir várias questões, incluindo os próximos compromissos diplomáticos com a Rússia”, anunciou uma porta-voz da Casa Branca para questões de segurança. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou a informação, especificando que o telefonema ocorrerá “na última hora da noite (horário de Moscou)”.

Biden, que falará com Putin de sua casa em Delaware, se dirá disposto a empreender “uma via diplomática”, mas os Estados Unidos, que seguem “profundamente preocupados” com a presença de tropas na fronteira com a Ucrânia, também estão “preparados para responder” em caso de invasão, afirmou um alto funcionário da Casa Branca.

Washington “gostaria que as tropas voltassem às suas áreas de treinamento habituais”, disse essa fonte.

O telefonema entre os chefes de Estado acontecerá duas semanas antes das negociações entre os dois países, marcadas para 10 de janeiro, sobre os tratados de controle de armas nucleares e a situação na fronteira russo-ucraniana, em que o Ocidente acusa Moscou de concentrar tropas para um possível ataque.

O governo Biden continua realizando “ampla diplomacia com nossos aliados e parceiros europeus, consultando e coordenando uma abordagem comum em resposta à concentração militar da Rússia na fronteira com a Ucrânia”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Emily Horne, em um comunicado.

Na quarta-feira (29), o secretário de Estado americano, Antony Blinken, se reuniu com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

O chefe da diplomacia americana “reiterou o apoio inabalável dos Estados Unidos à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia em face do reforço militar da Rússia”, disse seu porta-voz, Ned Price.

Blinken e Zelenski falaram dos esforços para “resolver pacificamente o conflito no leste da Ucrânia e os próximos contatos diplomáticos com a Rússia”, acrescentou.

Zelensky também mencionou “esforços diplomáticos para alcançar a paz” e enfatizou em um tuíte que havia recebido garantias de “total apoio americano” para “combater um ataque russo”.

Esta será a segunda conversa telefônica entre as duas lideranças em menos de um mês. No início de dezembro, Joe Biden ameaçou Vladimir Putin com sanções “como nunca viu” se atacasse a Ucrânia.

A Rússia afirma ter agido em resposta ao que considera uma hostilidade do Ocidente e recentemente apresentou dois projetos de um tratado para impedir a expansão da Otan e encerrar as atividades militares das potências ocidentais perto das fronteiras russas. Acima de tudo, quer evitar que a Ucrânia se torne membro da Aliança Atlântica.

A negociação de 10 de janeiro é tensa. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, descartou “concessões” desde o início e os Estados Unidos já haviam alertado sobre alguns pedidos russos considerados “inaceitáveis”.

Essas negociações bilaterais precederão uma reunião marcada para 12 de janeiro entre a Rússia e a Otan. Ela é seguida de outra no dia 13 de janeiro entre Moscou e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), da qual os Estados Unidos fazem parte, um porta-voz americano relatou na segunda-feira.

Em 2014, a Rússia anexou parte do território ucraniano, a península da Crimeia, manobra pela qual foi alvo de sanções.

Fonte: R7

Biden diz que oferecerá cooperação ao ‘adversário digno’ Putin

O presidente americano disse que vai oferecer a Moscou a chance de cooperar em áreas de interesse comum, se o Kremlin assim decidir

“Ele é brilhante, é duro e descobri que ele é […] um adversário digno”, foi assim que o presidente dos EUA, Joe Biden, caracterizou Vladimir Putin, o seu homólogo russo, durante coletiva de imprensa.

Joe Biden afirmou que sua reunião de quarta-feira (16) com Vladimir Putin será “crítica” e disse que vai oferecer a Moscou a chance de cooperar em áreas de interesse comum, se o Kremlin assim decidir.

“Vou deixar claro para o presidente Putin que há áreas em que podemos cooperar, se ele quiser”, afirmou Biden após cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Bruxelas, citado pela agência Reuters.

O presidente norte-americano acrescentou que, caso Moscou decida não cooperar e “agir da mesma forma que no passado em relação à segurança cibernética e algumas outras atividades”, os EUA responderão “na mesma moeda”. “Deixaria claro onde estão as linhas vermelhas” para Putin também, concluiu.

Nesta segunda-feira (14), foi divulgada uma entrevista do presidente da Rússia à emissora NBC em que ele afirma que a OTAN é uma relíquia da era da Guerra Fria.

“No que diz respeito à OTAN, eu disse em muitas ocasiões, esta é uma relíquia da Guerra Fria. É algo que nasceu na era da Guerra Fria […] eu não sei bem por que ela [OTAN] continua existindo”, sentenciou.

Putin e Biden realizarão uma reunião bilateral em Genebra na quarta-feira (16) para discutir uma série de questões relacionadas ao controle de armas e segurança estratégica.

Presidente russo, Vladimir Putin, fala com o jornalista da NBC News em uma entrevista transmitida hoje (14), dois dias antes de se encontrar com o presidente dos EUA, Joe Biden. Na entrevista, Putin negou os supostos ataques cibernéticos da Rússia contra os EUA, em Moscou, 14 de junho de 2021
© AP PHOTO / MAXIM BLINOVPresidente russo, Vladimir Putin, fala com o jornalista da NBC News em uma entrevista transmitida hoje (14), dois dias antes de se encontrar com o presidente dos EUA, Joe Biden. Na entrevista, Putin negou os supostos ataques cibernéticos da Rússia contra os EUA, em Moscou, 14 de junho de 2021
Ucrânia e defesa cibernética

O presidente dos EUA afirmou que presença russa na Ucrânia não bloqueia a entrada de Kiev na OTAN, mas que o país do Leste Europeu precisa erradicar a corrupção e atender a outros critérios para ingressar na Aliança Atlântica.

“O fato é que eles ainda precisam combater a corrupção […]. Enquanto isso, faremos tudo o que pudermos para colocar a Ucrânia em posição de resistir à agressão russa […] para manter sua segurança física”, disse Biden.

O presidente norte-americano confirmou ainda que os Estados-membros da OTAN concordaram em apoiar uma nova estratégia de defesa cibernética.

“Também endossamos uma nova política de defesa cibernética, a primeira da OTAN em sete anos, para aumentar a capacidade coletiva de se defender contra ameaças de atores estatais, e não estatais, contra nossas redes e infraestrutura crítica”, destacou Biden durante a coletiva de imprensa.

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan (C) cumprimenta o presidente dos EUA Joe Biden (D) durante sessão plenária na cúpula da OTAN em Bruxelas, segunda-feira, 14 de junho de 2021
© AFP 2021 / OLIVIER MATTHYSPresidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan (C) cumprimenta o presidente dos EUA Joe Biden (D) durante sessão plenária na cúpula da OTAN em Bruxelas, segunda-feira, 14 de junho de 2021
Conversa com Erdogan

O presidente norte-americano também comentou a reunião que teve com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan. 

“Tivemos uma reunião positiva e produtiva […]. Nossas equipes vão continuar nossas discussões e estou confiante que faremos progressos reais com a Turquia e os EUA”, disse Biden.

Por sua vez, Erdogan caracterizou suas conversas com Biden como “produtivas e sinceras”. “Achamos que não há problemas insolúveis entre o relacionamento dos EUA e da Turquia e que as áreas de cooperação são para nós mais ricas e maiores do que os problemas”, disse o presidente turco.

Apesar de seu tom publicamente otimista, nenhum dos dois forneceu detalhes sobre como exatamente consertariam a relação ou traçou medidas que ajudariam a aliviar as tensões entre os aliados da OTAN.

Uma área onde Erdogan esperava mostrar um papel central da Turquia na OTAN é o Afeganistão, onde Ancara se ofereceu para guardar e operar o aeroporto de Cabul após a retirada das forças dos EUA e da OTAN nos próximos meses.

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, disse que a Turquia teria um papel importante, mas que nenhuma decisão foi tomada na cúpula desta segunda-feira (14).

Fonte: Sputnik

Metade dos ucranianos não querem ser ‘bucha de canhão’ da OTAN, diz Putin

O presidente da Rússia criticou o rumo tomado pelos membros da OTAN com a Ucrânia, afirmando que “colocam seus interesses geopolíticos acima dos interesses de outras nações”.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, disse nesta quarta-feira (9) que pelo menos 50% dos ucranianos não desejam aderir à OTAN e tornar-se “bucha de canhão”, e criticou Kiev por não aderir aos acordos de Minsk sobre o conflito militar na região de Donbass.

Em comentários à emissora Rossiya 24, ele referiu que “alguém deveria pensar” sobre como Moscou deveria reagir à expansão da OTAN até às fronteiras da Rússia, e sobre o que pode ser considerado uma “linha vermelha”.

Se a Ucrânia se tornasse membro da Aliança Atlântica, observou Putin, o tempo de voo dos mísseis desde Kharkov ou Dnepropetrovsk até o território ocidental da Rússia seria inferior a sete-dez minutos.

“Isso é uma linha vermelha para nós ou não?”, questionou o presidente da Rússia.

O líder russo deu ainda como exemplo uma colocação hipotética de mísseis em Cuba pela Rússia, que reduziria seu tempo de voo em direção a Washington, EUA, alcançando território norte-americano em até 15 minutos, e também um destacamento no norte do México ou sul do Canadá. Nesses casos, a distância até a capital norte-americana seria percorrida pelos mísseis em sete-dez minutos.

“Isso é uma linha vermelha para os EUA ou não?”, perguntou Putin.

Relações OTAN-Rússia

Segundo o presidente russo, os interesses de Moscou foram ignorados durante a tomada de decisão da expansão da OTAN, apesar dos acordos atingidos anteriormente.

“O que isso diz? Que colocam seus interesses geopolíticos acima dos interesses de outras nações, independentemente mesmo da natureza das relações com esses países”, disse Putin.

O presidente russo não concordou com a opinião de muitos veículos de imprensa na Rússia, que parecem não levar a sério a possibilidade de entrada de Kiev na Aliança Atlântica.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, à direita, e Dmitry Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, posam para fotógrafos antes de reunião na sede da OTAN em Bruxelas, 13 de abril de 2021
© AP PHOTO / FRANCISCO SECOJens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, à direita, e Dmitry Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, posam para fotógrafos antes de reunião na sede da OTAN em Bruxelas, 13 de abril de 2021

“Eu tenho uma opinião diferente. Eu já falei como aconteceu o alargamento da OTAN, e já disse que ninguém nos perguntou”, e acrescentou que é muito possível que estejam sendo conduzidas discussões sobre o assunto, que pelo menos ninguém nega que estejam ocorrendo, e, portanto, não há garantias que isso não vá acontecer.

Russos na Ucrânia

Putin também abordou a questão dos russos étnicos no país vizinho, sublinhando ser incorreto falar dos russos como “não indígenas” na Ucrânia, e apontando não estar claro como “indígena” será definido.

“Falar dos russos como um povo não indígena não é apenas incorreto, é ridículo e estúpido. Não corresponde em nada à história”, disse.

“Os bolcheviques, ao organizar a União Soviética, criaram, entre outras coisas, as repúblicas da União e a Ucrânia. Podemos lembrar que […] o processo de reunificação deles com a Rússia começou em 1654 […]. E então aquelas pessoas que viviam nesses territórios, que são, no linguajar de hoje, três regiões, […] essas pessoas, consideradas e chamadas a si mesmas de russas e ortodoxas, estão todas nos documentos, todos esses documentos estão nos arquivos.”

Ucrânia nos tempos recentes

A Ucrânia passou por uma Revolução Laranja em 2004, com a eleição do primeiro-ministro pró-ocidental Viktor Yushenko no final daquele ano. Ele foi seguido pelo primeiro-ministro pró-russo Viktor Yanukovich em 2010, sendo reeleito em 2013.

No entanto, os eventos no final daquele ano e no início de 2014 levaram a um golpe de Estado e fuga do premiê, que foi seguido no cargo pelos pró-ocidentais Pyotr Poroshenko (2014-2019) e Vladimir Zelensky (desde 2019), e por um conflito militar no leste, com as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.

A Ucrânia tem desde 2014 tentado integração com a União Europeia e o bloco ocidental, inclusive uma entrada na OTAN. Philip Reeker, secretário de Estado adjunto dos EUA para Assuntos Europeus e Eurasiáticos, disse em 30 de abril que Washington tem interesse no assunto, mas espera que Kiev cumpra as normas necessárias para isso acontecer.

Fonte: Sputnik

Putin diz que é necessário acabar com violência entre Palestina e Israel

O presidente acrescentou que a Rússia será a favor de negociações diretas

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ser possível garantir paz, segurança e desenvolvimento sustentável apenas com os esforços de toda a comunidade mundial.

Putin apelou para a cooperação, discursando nesta terça-feira (18) em cerimônia de condecoração presidencial dada por embaixadores estrangeiros.

A Rússia considera o fim da violência entre Israel e Palestina uma obrigatoriedade. A escalada do conflito já ocasionou uma grande quantidade de vítimas, lamentou Putin.

“A escalada do confronto entre palestinos e israelenses já ocasionou uma grande quantidade de vítimas entre a população civil, inclusive entre crianças. Consideramos a suspensão da violência de ambos os lados e procura ativa de solução baseando-se nas resoluções correspondentes do Conselho de Segurança da ONU uma obrigatoriedade”, declarou o presidente da Rússia.

O presidente russo afirmou que o mundo está presenciando um aumento de conflitos regionais antigos, inclusive no Afeganistão e no Oriente Médio.

“Estão se intensificando conflitos regionais antigos no Afeganistão e na Líbia, literalmente nos últimos dias. A Rússia sabe bem disso e está monitorando com preocupações o desenvolvimento da situação. Fomos testemunhas da escalada abrupta no Oriente Médio”, disse Putin.

O desenvolvimento da situação afegã é essencial para segurança e estabilidade na Ásia Central e no Sul Asiático, e a Rússia continuará ajudando no estabelecimento da vida pacífica no Afeganistão. O presidente acrescentou que a Rússia será a favor de negociações diretas intra-afegãs para reconciliação, inclusive no âmbito da Organização para Cooperação de Xangai.

A degradação do sistema da estabilidade estratégica e do controle de armas gere preocupações. O terrorismo está se intensificando de novo e os problemas de cibersegurança só aumentam, de acordo com o líder russo.

A Rússia está segura de que é necessário fazer tudo para evitar a repetição da Segunda Guerra Mundial, e desenvolver em conjunto um plano de ação formador de um mundo multipolar mais democrático e justo, disse Putin.

“Todos nós devemos proteger experiência e espírito de cooperação na luta contra desafios e ameaças comuns, lembrar o que conivência, nacionalismo e xenofobia podem resultar, e, em cooperação, desenvolver um plano de ação positivo conjunto para formar uma ordem mundial multipolar mais democrática e justa, fornecendo bem-estar e prosperidade para humanidade”, declarou o presidente russo.

Fonte: Sputnik

Biden fala em construir relação estável com Putin e pede encontro entre os presidentes

Ela acontece em meio às crescentes acusações dos EUA contra a Rússia

O presidente dos EUA, Joe Biden, conversou nesta terça-feira (13) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Em pauta, eles falaram sobre o controle de armas e questões de segurança global.

Vladimir Putin e Joe Biden discutiram por telefone sua intenção de buscar um diálogo estratégico de estabilidade em uma série questões. Entre eles, o controle de armas e a segurança global emergente, disse a Casa Branca em um comunicado na terça-feira (13).

A conversa foi apenas a segunda entre os dois líderes desde que o norte-americano se tornou presidente, em 20 de janeiro. Ela acontece em meio às crescentes acusações dos EUA contra a Rússia.

“O Joe Biden falou hoje [13] com o presidente Vladimir Putin da Rússia. Eles discutiram assuntos regionais e globais, incluindo a intenção dos Estados Unidos e da Rússia de buscar um diálogo estratégico de estabilidade no controle de armas, com base na extensão do Novo Tratado START”, diz o comunicado.

Biden ainda convidou o presidente Putin para uma cúpula em um terceiro país. “O presidente Biden reafirmou seu objetivo de construir uma relação estável e previsível com a Rússia, consistente com os interesses dos EUA, e propôs uma reunião de cúpula em um terceiro país nos próximos meses para discutir toda a gama de questões que os Estados Unidos e a Rússia enfrentam”, diz a Casa Branca.

“O presidente Biden também deixou claro que os Estados Unidos agirão com firmeza na defesa de seus interesses nacionais em resposta às alegadas ações da Rússia, como supostas intrusões cibernéticas e interferência eleitoral“, acrescentou a Casa Branca.

A questão na Ucrânia

O presidente norte-americano pediu à Rússia para diminuir as tensões na Ucrânia. “O presidente Biden enfatizou o compromisso inabalável dos Estados Unidos com a soberania e integridade territorial da Ucrânia”. Ele expressou preocupação com o aumento militar na Crimeia e nas fronteiras da Ucrânia.

Vale lembrar que ainda nesta terça-feira (13), o ministro da Defesa da Rússia afirmou que os Estados Unidos e a OTAN estão deslocando suas tropas para perto das fronteiras europeias russas. Por sua vez, a Rússia está tomando medidas em resposta a suas ações militares ameaçadoras.

Fonte: Sputnik

Presidente dos EUA afirma que Putin ‘pagará’ pela suposta interferência nas eleições de 2020

Nesta quarta-feira (17), a embaixada russa em Washington rejeitou as acusações da inteligência norte-americana contra a Rússia sobre uma suposta interferência nas eleições de 2020.

O presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu que o presidente russo Vladimir Putin enfrentaria em breve repercussões da suposta interferência nas eleições presidenciais de 2020.

“Ele vai pagar um preço. Vocês logo vão ver”, afirmou Biden à ABC News ao ser questionado sobre as consequências que o presidente russo teria de enfrentar.

A declaração foi feita logo após a embaixada russa em Washington afirmar, nesta quarta-feira (17), que as acusações da inteligência dos EUA contra a Rússia sobre uma suposta interferência nas eleições serem infundadas.

“O documento preparado pela inteligência dos EUA ainda é mais um conjunto de acusações infundadas contra nosso país de interferência em processos da política interna norte-americana. As conclusões do relatório sobre a condução pela Rússia de operações de influência na América são confirmadas unicamente pela confiança dos serviços de inteligência na veracidade delas. Não são fornecidos fatos ou evidências concretas dessas declarações”, afirmou a embaixada.

Os diplomatas russos enfatizaram que, com estas alegações, os EUA estão tentando jogar a responsabilidade pela desestabilização política interna para países estrangeiros.

“Nós declaramos que Washington continua praticando a “diplomacia de megafone”, com o principal objetivo de manter uma imagem negativa da Rússia; culpando jogadores externos de desestabilizarem a situação dentro do país. Esta atitude da administração dificilmente corresponde ao diálogo em igualdade e respeito mútuo que nós propusemos em busca de soluções para as questões mais urgentes. As ações de Washington não levam à normalização das relações bilaterais”, ressaltou a embaixada.

A declaração se seguiu a um relatório do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA de terça-feira (16), alegando que o presidente russo Vladimir Putin sabia e orquestrou um alegado esforço para manipular as eleições presidenciais nos EUA em 2020 a favor de Donald Trump.

“Nós declaramos que Washington continua praticando a “diplomacia megafone”, com o principal objetivo de manter uma imagem negativa da Rússia; culpando os jogadores externos por desestabilizar a situação dentro do país. Esta atitude da administração dificilmente corresponde com o diálogo de igualdade e respeito mútuo que nós propomos em busca de soluções às pressões. As ações de Washington não visam a normalização das relações bilaterais”, ressaltou o embaixador.

Essa eu quero ver….

Fonte: Sputnik

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