Chefe de combate a incêndios do Ibama pede demissão após um mês no cargo

José Carlos Mendes de Morais, pediu exoneração na última sexta-feira (9).

O chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), José Carlos Mendes de Morais, pediu exoneração na última sexta-feira (9), um mês após ter assumido o cargo. O órgão é subordinado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e responsável pela política de combate aos incêndios florestais.

A informação foi confirmada com a assessoria de imprensa do órgão, que informou ainda não haver definição sobre substituto. A nomeação dele havia sido publicada em 11 de setembro deste ano no Diário Oficial da União (DOU), por meio de uma portaria assinada pelo presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim.

Morais enviou uma mensagem a colegas comunicando que havia solicitado sua exoneração e, sem dar detalhes, afirmou que sua saída se tratava de “motivo de força maior”. Ele agradeceu o apoio dos colegas no que ele chamou de “difícil, mas importante missão de promover o combate aos incêndios florestais que tem assolado várias regiões do país”. Por fim, disse estar certo de que continuarão “nessa luta de contribuir com a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável”.

A exoneração do chefe do serviço ocorre em um momento de aumento das queimadas na Amazônia, no Pantanal e em outros biomas brasileiros. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vem sido acusado de atuar em prol do desmonte dos órgãos ambientais, tais como Ibama e ICMBio, e criticado por negligência na resposta a crimes ambientais.

Em editorial publicado ontem, domingo (11), o jornal Folha de S.Paulo defendeu que Salles deixe o governo por razões por pragmatismo comercial e diplomático e para manter a sustentação política do governo. “Manter auxiliar com tal reputação só servirá para inspirar desconfiança permanente sobre o governo”, diz o texto, que reflete a opinião do veículo. O ministro comentou o editorial no Twitter, onde escreveu que permanece na pasta e divulgou a #ficasalles.

Fonte: Congresso em Foco

PF deflagra operação Kawyra no combate aos crimes ambientais dentro de Terra Indígena em RO

Conforme os agentes da polícia, as investigações da Operação Kawyra foram iniciadas depois da “Operação SOS Karipuna”, deflagrada em junho de 2019.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Kawyra, nesta quarta-feira (7), para prender 9 pessoas suspeitas de desmatar e provocar queimadas dentro da Terra Indígena Karipuna, em Porto Velho.

Segundo informações da polícia, a organização criminosa está atuando na região da Terra Indígena Karipuna, no distrito de União Bandeirantes, e é especializada em desmatar, provocar queimadas, lotear e comercializa glebas de terra no interior da reserva.

Polícia cumpre mandados de prisão e apreensão em Porto Velho — Foto: PF/Divulgação
Polícia cumpre mandados de prisão e apreensão em Porto Velho

A operação tem o apoio da Funai e Exército Brasileiro. Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, seis mandados de prisão domiciliar e doze mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal da capital.

De acordo com a polícia, as investigações da Operação Kawyra foram iniciadas depois da “Operação SOS Karipuna”, deflagrada em junho de 2019.

Na ocasião, foi identificado que um grupo utilizava uma associação e uma empresa de georreferenciamento “para iludir supostos compradores de lotes no interior da Terra Indígena Karipuna”, com a falsa promessa de regularização dos terrenos junto aos órgãos responsáveis.

Após os nove suspeitos serem presos, segundo a PF, os mesmos serão levados à sede da PF e encaminhados para o presídio estadual, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

Fonte: G1/RO

Segundo IBGE, Amazônia perdeu 32 mi de vegetação em 18 anos

Parte das florestas deram espaço para áreas de pastagem com manejo, que saltaram de 248.794 km² para 426.424 km² no período, diz IBGE

Maior bioma do Brasil, a Amazônia perdeu 265.113 km² de vegetação entre os anos de 2000 e 2018, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O volume, que representa a maior redução de coberturas naturais dentre os biomas brasileiros no período, equivale à perda de uma área superior a 32,1 milhões de campos de futebol “Padrão Fifa”, com dimensões de 110m x 75m, equivalente a 8.250 m².

Segundo o estudo, parte da vegetação florestal amazônica deu espaço para áreas de pastagem com manejo, que aumentaram 71,4%, de 248.794 km² para 426.424 km² no período de 18 anos. A mudança corresponde a mais da metade (50,2%) de todas mudanças observadas no bioma.

As áreas agrícolas na Amazônia, por sua vez, saltaram de 17.073 km² para 66.350 km² (+288,6%) nos 18 anos analisados, com aumento mais significativo entre 2012 e 2014. “Em particular, após 2012, cerca de 43% das novas áreas agrícolas decorreram da conversão de áreas de pastagem com manejo”, diz o IBGE.

De acordo com o levantamento, as mudanças evidenciadas na região “indicam o padrão de uso do chamado ‘arco do desmatamento’”, inicialmente observada nas bordas da Amazônia, em áreas de contato com o Cerrado. Agora, no entanto, eles houve uma interiorização com a construções de estradas, margens de rios e adjacências de obras de infraestrutura na região.

Pantanal foi o bioma que apresentou as menores perdas
Pantanal foi o bioma que apresentou as menores perdas

Outros biomas

O estudo mostra ainda que, os demais biomas brasileiros também perderam parte de suas áreas naturais entre 2000 e 2018, totalizando uma redução de cerca de 500.000 km² de áreas naturais nos diversos ecossistemas nacionais.

“Ao analisar a série histórica, percebe-se, contudo, que, apesar do saldo negativo total, as reduções de áreas naturais foram diminuindo de magnitude ao longo dos anos”, pontua o IBGE.

Depois da Amazônia, a maior redução foi concentrada no Cerrado (-86,2%). Já o Pantanal foi o bioma nacional que apresentou as menores perdas de áreas naturais, tanto em termos absolutos (2.109 km²) quanto percentuais (1,6%). De acordo com o IBGE, o dado “retrata um menor dinamismo de conversões de usos na região”.

A Mata Atlântica e Caatinga foram os que registraram as maiores quedas no volume de áreas naturais, passando de 8.793 km² para 577 km² e de 17.165 km² para 1.604 km², respectivamente, no período pesquisado.

Com as perdas, a Mata Atlântica, com o território de ocupação histórica mais longa e intensa do Brasil, hoje tem somente 16,6% de áreas naturais. A Caatinga, por sua vez, desponta como o terceiro bioma mais preservado do País, com apenas 36,2% de seu território sob influência humana nos dias atuais.

Fonte: R7

Bolsonaro defende hoje na ONU ações ambientais do governo

Presidente vai rebater críticas internacionais de que o país é responsável por aumento de desmatamento e queimadas no Pantanal e na Amazônia 

Assim como ocorreu no ano passado, o presidente Jair Bolsonaro promete fazer mais um discurso duro na abertura nos debates da 75.ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), nesta terça-feira (22).

Ao abordar o tema ambiental, ele deve repetir parte do que disse no ano passado, quando afirmou que a Amazônia era um problema brasileiro e atacou nações internacionais por fazerem críticas à atuação de seu governo.

Bolsonaro, mais uma vez, deve afirmar que há uma perseguição contra o Brasil com objetivos econômicos.

A segunda participação de Bolsonaro na convenção ocorrerá de modo virtual por causa da pandemia do novo coronavírus. O discurso foi gravado na quarta-feira (16), e enviado no dia seguinte para a organização da Assembleia Geral. Tradicionalmente, cabe ao presidente brasileiro o discurso de abertura.

Na tentativa de demonstrar que não está indiferente ao meio ambiente, deve mencionar que ele mesmo designou o vice-presidente Hamilton Mourão para a presidência do Conselho Nacional da Amazônia, citando “mobilização de recursos para controlar o desmatamento, combater atividades ilegais e o crime organizado na Amazônia”.

Como antecipou em um discurso em Mato Grosso, na semana passada, Bolsonaro deve elogiar o agronegócio, “que não parou durante a pandemia”, e dizer que graças a ele aproximadamente 1 bilhão de pessoas foram alimentadas em todo o mundo. Ele também dirá ser contrário ao aumento da demarcação de terras protegidas, conforme antecipou em Sinop, sexta-feira (18).

“No ano passado, falei do agronegócio, falamos também que era inadmissível o país ter a quantidade que tinha de terra demarcada para índios e quilombolas. Os índios são nossos irmãos, são nossos parceiros, eles merecem a sua terra, mas dentro de uma razoabilidade”, comentou Bolsonaro.

Segundo ele, a ONU gostaria que o Brasil passasse de 14% do território demarcado para 20%. “Falei-lhes não. Nós não podemos sufocar aqulo que temos aqui que tem nos garantido a nossa segurança alimentar e a segurança alimentar para mais de um bilhão de habitantes do mundo”, declarou aos mato-grossenses.

Bolsonaro deve pedir ainda o fim de barreiras comerciais que prejudicam a agricultura brasileira.

Bolsonaro deve alegar ainda que o Brasil tem avançado na implementação da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU. No discurso, deve destacar que a preservação ambiental tem que seguir junto com o desenvolvimento econômico.

Pandemia

Se em 2019 Bolsonaro atacou a Venezuela e o socialismo, a novidade neste ano será a covid-19. O presidente brasileiro deve dizer que adotou diretrizes contrárias às recomendações de autoridades sanitárias e, por isso, o mal não foi maior.

Desde o início da pandemia, o presidente tem se mostrado contrário à paralisação das atividades econômicas e ao lockdown. Em várias manifestações no início da crise sanitária, minimizou os efeitos da doença e, mais tarde, disse que tão grave quanto a covid-19 era a fome e o desemprego.

Bolsonaro tem repetido que o país, que registra mais de 136 mil mortes pelas doença, foi um dos que melhor enfrentou a crise.

Ele também deve citar que graças à sua resistência em determinar a paralisação das atividades econômicas e ao auxílio-emergencial de R$ 600 mensais recebido por mais de 60 milhões de brasileiros, o chamado “coronavoucher“, a economia brasileira seguiu em funcionamento e as perspectivas de recessão do país não são tão severas quanto as de outras nações emergentes, como a Índia.

Fonte: R7

Governo do Mato Grosso pede ajuda a Força Nacional no combate às queimadas

Ministério da Justiça e Segurança Pública analisa o pedido

O governo de Mato Grosso pediu ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que envie ao estado agentes da Força Nacional de Segurança Pública para  ajudar no combate ao fogo que há meses atinge o Pantanal.

No ofício já entregue ao ministério, o governador Mauro Mendes diz que as chamas já atingiram cerca de 20% do bioma em território mato-grossense, o que corresponde a algo em torno de 1,7 milhão de hectares. Cada hectare corresponde às medidas aproximadas de um campo de futebol oficial.

Além da presença dos agentes da tropa federativa, o governador também solicita que o governo federal disponibilize aeronaves especiais e “profissionais qualificados” para auxiliar os brigadistas, militares e voluntários que estão tentando extinguir as chamas e controlar os focos de incêndio.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que está analisando o pedido estadual. Em nota, a pasta disse que o ministro André Mendonça conversou com Mendes e com o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, no último fim de semana. O ministro propôs que o ministério arque com as despesas de diárias dos bombeiros cedidos por outras unidades da federação para ajudar no combate ao fogo.

Em Mato Grosso do Sul já há, segundo o governo estadual, bombeiros do Paraná e de Santa Catarina atuando. Além de militares sul-mato-grossense e mato grossense, participam das ações de combate às chamas militares da Marinha e do Exército, brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes (ICMbio) e voluntários.

Mato Grosso do Sul

Além de destruir cerca de 1,7 milhão de hectares em Mato Grosso, as chamas incineraram mais 1,1 milhão de hectares em Mato Grosso do Sul. Até a semana passada, as áreas do Pantanal atingidas nos dois estados, somadas, ultrapassavam os 2,8 milhões de hectares – o correspondente a quase 30 mil km², o que representa um território maior que todo o estado de Alagoas.

Consultado, o governo sul-mato-grossense informou que, até o momento não cogita pedir auxílio da Força Nacional de Segurança Pública para combater os incêndios.

De acordo com o chefe da assessoria de Comunicação do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, tenente-coronel Fernando Carminati, a chuva que caiu em alguns pontos do Pantanal sul-mato-grossense no último fim de semana contribuiu para amenizar o clima seco, aumentando a umidade, mas não foi suficiente para extinguir todos os focos de calor.

“No Pantanal, há um foco no norte do estado que vamos sobrevoar ainda hoje para visualizar a real situação”, informou Carminati. “A chuva deu uma amenizada em alguns pontos, mas não foi o suficiente para extinguir todos os focos, que continuam sendo monitorados”, acrescentou o tenente-coronel.

A Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul e órgãos dos dois estados instauraram inquéritos para investigar as origens dos incêndios. O objetivo é apurar eventuais responsáveis e responsabilizá-los por crimes ambientais. Entre as hipóteses investigadas está a de que proprietários rurais autorizados a queimar parte da vegetação para limpar suas terras tenham perdido o controle das chamas, que avançou pela vegetação seca devido à mais severa estiagem das últimas décadas. Outra hipótese é a de que as queimadas tenham sido intencionais.

Fonte: Fernando Fraga A/B

Avião de Bolsonaro tem problemas com visibilidade ao pousar em MT

Presidente afirmou que dificuldade do piloto ocorreu por falta de visibilidade; Estado é afetado por queimadas no Pantanal e na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro contou nesta sexta-feira (18) que a aeronave presidencial teve problemas ao chegar ao Estado de Mato Grosso.

“Aqui, quando nosso avião foi pousar hoje, ele arremeteu. É a segunda vez que acontece na minha vida. A outra foi no Rio de Janeiro. E obviamente sempre é algo anormal. No caso, é que a visibilidade não estava muito boa. Para nossa felicidade, na segunda vez, conseguimos pousar.”

Bolsonaro não fez a ligação de que a visibilidade ruim pode ser consequência das queimadas na região do Pantanal e da Amazônia, mas emendou o tema na sequência. “Estamos vendo alguns focos de incêndio acontecendo pelo Brasil. Isso acontece ao longo de anos. E temos sofrido um crítica muito grande. Obviamente, quanto mais nos atacarem mais interessa aos nossos concorrentes, contra aquilo que nós temos de melhor, que é o nosso agronegócio”, afirmou. “Países que nos criticam não têm problema de queimada porque já queimaram tudo que tinham.”

Avião de Bolsonaro teve problema com visibilidade
Bolsonaro diz que seu avião teve problema ao pousar em Mato Grosso

A comitiva presidencial esteve na manhã desta sexta-feira nos municípios de Sinop e Sorriso, ambos no Mato Grosso, 

Os dois municípios são importantes produtores de soja no país e sofrem com as queimadas tanto na região do Pantanal, no sul do Estado, quanto na região Amazônica, na divisa norte.

Do início do ano até o último dia 16, o aumento das queimadas no Pantanal foi de 208%, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Ao menos 2,9 milhões de hectares do bioma já foram destruídos pelo fogo, ou seja, 19% da área total.

Também no evento, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, anunciou novas obras no Mato Grosso, como a entrega de ferrovias como Ferrogrão, que liga o Estado a Goiás, e a Ferronorte, e a duplicação da rodovia que liga Rondonópolis a Cuiabá.

Terras indígenas

Em uma plateia de representantes do agronegócio, Bolsonaro declarou ser contrário ao aumento de terras a grupos indígenas.

“Eu gravei a dois dias o discurso que faria na ONU de forma presencial na semana que vem. No ano passado, falei do agronegócio, falamos também que era inadmissível o país ter a quantidade que tinha de terra demarcada para índios e quilombolas. Os índios são nossos irmãos, são nossos parceiros, eles merecem a sua terra, mas dentro de uma razoabilidade.” 

Segundo ele, a ONU gostaria que o Brasil passasse de 14% do território demarcado para 20%. “Falei-lhes não. Nós não podemos sufocar aqulo que temos aqui que tem nos garantido a nossa segurança alimentar e a segurança alimentar para mais de um bilhão de habitantes do mundo.”

Governador vaiado

O governo do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), vaiado quando começou a falar, afirmou que assumiu um estado “quebrado”. “Não é com medo de vaias e medo daqueles que não compreendem a realidade. Centenas de obras nesse Estado foram paralisadas. Hoje nós temos mais de mil quilômetros de rodovias sendo asfaltadas. Retomamos grande parte das obras paralisadas.”

Mendes ressaltou que seu governo não tem nenhum caso de corrupção, assim como no governo do presidente Bolsonaro.

Fonte: R7

Fumaça do Pantanal se desloca para o Sul do país

A situação é de perigo em todo o Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Tocantins, com bandeira laranja, além de boa parte de Minas Gerais.

A fumaça proveniente dos focos de incêndio observados com intensidade desde o começo do mês na região do Pantanal, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, está se deslocando para o Sul do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as imagens de satélite e os modelos de direção dos ventos mostram o movimento da poluição em direção a todos os estados da região Sul do Brasil.

De acordo com a meteorologista Marlene Leal, do Inmet, a frente fria que está na região Sul vai se deslocar para o Sudeste, criando condições de chuva que podem limpar a atmosfera.

O Inmet emitiu alerta hoje para a baixa umidade do ar em boa parte do país. A situação é de perigo em todo o Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Tocantins, com bandeira laranja, além de boa parte de Minas Gerais. Há perigo potencial, na bandeira amarela, para a região do semi-árido, agreste e sertão do Nordeste, além da parte norte de Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro.

Por outro lado, há perigo de tempestade em Santa Catarina e na Baixada Santista.

São Paulo 

Em São Paulo, a chegada de uma frente fria esta semana também deve trazer fumaça das queimadas para o estado paulista, podendo provocar até mesmo a incidência de chuva negra. A informação é do Climatempo.

Somado aos focos de incêndios que são observados no próprio estado de São Paulo, a chegada hoje (17) de uma frente fria ao litoral paulista vai ajudar a direcionar e transportar a fumaça do Pantanal para São Paulo. Com isso, segundo o Climatempo, o estado paulista pode esperar um aumento da fumaça entre hoje e amanhã (18), vinda em parte do Mato Grosso do Sul.

O aumento da fumaça sobre o estado vai favorecer também a interação deste material particulado com a luz do sol, podendo provocar tons alaranjados e avermelhados durante o pôr do sol em São Paulo. No final de semana, com o aumento das condições de chuva, esse efeito será menos perceptível.

Para que a chuva negra ocorra depende da quantidade de fumaça que será transportada para o estado. Esse mesmo fenômeno já ocorreu no estado no dia 19 de agosto de 2019, quando o céu ficou completamente escuro durante o dia.

Queimadas

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil já registrou este ano 139.316 focos de queimadas, sendo 48.186 apenas em setembro e 5.342 nas últimas 48 horas. Na divisão por estado, o Inpe indica atividade fortíssima de queimadas em setembro nos estados do Mato Grosso e Pará, com mais de 7 mil focos no período em cada estado, e atividade também bastante elevada no Amazonas, Tocantins e Maranhão, onde foram mais de 3 mil focos em cada até o dia 16 de setembro.

Ontem, o governo federal liberou R$ 10 milhões para combater os incêndio no Mato Grosso. A perícia indicou que o fogo foi intencional.

Fonte: Agência Brasil

Governo libera R$ 3,81 milhões para conter queimadas no Pantanal

Portaria publicada no DOU desta quarta diz que ações poderão ser executadas no prazo de até 180 dias

O governo federal liberou nesta quarta-feira (16) R$ 3,81 milhões para a Defesa Civil do Mato Grosso do Sul conter as queimadas no Pantanal

De acordo com a portaria publicada no DOU (Diário Oficial da União), o prazo de execução das ações será de 180 dias, “considerando a natureza e o volume de ações a serem implementadas”. 

Na segunda-feira (14), o governo estadual do Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental, já que, desde o início do ano, os incêndios destruíram cerca de 1,4 milhão de hectares de vegetação.

Na ocasião, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, disse que o reconhecimento federal do decreto permitiria a aprovação de planos de trabalho e a liberação de recursos financeiros. “Vamos dar ao Mato Grosso do Sul todo o apoio e recursos necessários para vencermos este desafio”, disse Alves.

Segundo biólogos, os incêndios estão ameaçando um dos ecossistemas de maior biodiversidade do planeta. O Pantanal abriga cerca de 1.200 espécies de animais vertebrados, incluindo 36 ameaçados de extinção.

Também na segunda, a PF (Polícia Federal) iniciou  uma operação para encontrar os responsáveis pelos incêndios que queimam o Pantanal. Em nota, o órgão afirma que há indícios de incêndios criminosos iniciados em áreas inóspitas da região e que podem ter sido causados por ação humana.

Fonte: R7

Equipes do Bombeiros continuam na tentativa de controlar fogo no antigo lixão de Ariquemes

Ações de combate às chamas já duram 12 dias.

Maquinário coberto por fumaça durante incêndio em lixão de Ariquemes, RO — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Maquinário coberto por fumaça durante incêndio em lixão de Ariquemes, RO

Conforme o secretário de meio ambiente de Ariquemes, Vilmar Ferreira, máquinas estão no local fazendo o trabalho de aterro. Cerca de 90% dos trabalhos para conter o incêndio no antigo lixão de Ariquemes (RO) no Vale do Jamari, foram concluídos.

O Corpo de Bombeiros da cidade informou que há poucos pontos de fumaça neste momento e as equipes ainda precisam realizar um trabalho final, chamado de rescaldo.

A ações de combate às chamas já duram 12 dias, o fogo começou, provavelmente, depois de um pequeno foco numa vegetação rasteira.

O incêndio começou no dia 5 de agosto, e como o fogo também atingiu o subsolo só a água não foi suficiente para combater as chamas. Por isso é necessária a realização de aterro no local.

O antigo depósito de lixo é próximo a RO-257. Foi desativado em 2012 e durante esses oito anos, toneladas de lixo a céu aberto se acumularam no local. Ao todo, são três hectares de lixo e a fumaça que sai é tóxica.

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, será feito um projeto de recuperação da área.

Fonte: Rede Amazônica

Órgãos públicos definem ações no combate a queimadas

Ações de conscientização continuam; punições serão intensificadas e responsáveis por atear fogo podem responder por crime ambiental.

Porto Velho, RO – O Corpo de Bombeiros e Sema – Secretária Municipal de Meio Ambiente de Porto Velho, se mobilizam para combater incêndio e queimadas que ameaça ‘engolir’ florestas urbanas e rurais nesta época do ano na região. As ações, a serem desenvolvidas, consistem na conscientização da população, na prevenção e combate aos focos de incêndio por conta do tempo mais seco, esse período do ano é propício a propagação do fogo.

Os trabalhos de conscientização e punições serão intensificados, segundo informações dos órgãos liados ao meio ambiente. As ações de conscientização acontecem na cidade desde 2013. Neste ano, os trabalhos devem continuar com palestras e ações voltadas para a educação ambiental.

Os Organismos de inteligência, monitoramento e fiscalização também participam das demandas que estão sendo planejadas nas ações de apoio às iniciativas já em andamento no combate aos focos de incêndio, principalmente, na região chacareira que nos últimos dias, surgiu vários focos de incêndio ameaçando as propriedades e áreas de preservação ambiental, porém, só foi contido com a ajuda dos moradores locais.

TERMO DE COMPROMISSO – Recentemente, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA) e o Comando Geral do Corpo de Bombeiro da Polícia Militar, assinaram um termo de cooperação para atuarem conjuntamente no combate aos focos de incêndios e queimadas no âmbito municipal.

Da Redação/CN | Com informações de Xico Nery

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