Trabalho infantil no mundo aumenta pela primeira vez em 20 anos

Dados são de relatório da OIT e do Unicef divulgado hoje

O número de crianças vítimas de trabalho infantil aumentou pela primeira vez em 20 anos, atingindo 160 milhões no mundo, anunciaram hoje (10) a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

No relatório Trabalho Infantil: estimativas globais de 2020, tendências e o caminho a seguir, divulgado pelas duas instituições por ocasião do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, destaca-se a necessidade de medidas para combater a prática, que poderá ser agravada pela pandemia.

O documento destaca que, pela primeira vez em 20 anos, a evolução da erradicação do trabalho infantil “inverteu o sentido”, contrariando a tendência de queda registrada entre 2000 e 2016, período em que houve redução de pelo menos 94 milhões de crianças no mundo do trabalho.

Nos últimos quatro anos, esse aumento foi de 8,4 milhões de pessoas, diz o relatório divulgado nessa quinta-feira. “Cerca de 9 milhões a mais de crianças estão em risco devido aos efeitos da covid-19” até o fim de 2022, e “esse número poderá aumentar para 46 milhões, caso não venham a ter acesso a medidas de proteção social essenciais”.

“Novas crises econômicas e o fechamento de escolas, devido à covid-19, podem significar que as crianças trabalham mais horas, ou em condições agravadas, enquanto muitas outras podem ser forçadas às piores formas de trabalho infantil, devido à perda de emprego e rendimento em famílias vulneráveis”, alerta o documento.

Citada em um comunicado, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, lembrou que o mundo terreno na luta contra o trabalho infantil e que 2020 não facilitou esse trabalho.

Henrietta defendeu a importância de se investir em programas que desestimulem o trabalho infantil, num momento em que o fechamento de escolas, as crises econômicas e os ajustes nos orçamentos nacionais podem forçar as famílias “a tomar decisões muito drásticas”.

“Apelamos aos governos e os bancos internacionais de desenvolvimento para que priorizem os investimentos em programas que permitam que as crianças saiam do mercado de trabalho e regressem à escola, além de apostarem em programas de proteção social que evitem que as famílias tenham de recorrer ao trabalho infantil”.

O relatório mostra ainda um aumento substancial no número de crianças, entre os 5 e os 11 anos, que trabalham e que representam mais de metade de todos os casos de trabalho infantil no mundo.

O número de crianças com idade entre 5 e 17 anos, envolvidas em trabalhos perigoso, atividades laborais que podem prejudicar a sua saúde, segurança física ou desenvolvimento cognitivo, aumentou 6,5 milhões desde 2016, situando-se atualmente em 79 milhões, acrescenta.

A publicação indica que 70% dos casos de trabalho infantil, o equivalente a 112 milhões de crianças, ocorrem no setor agrícola, 20%, o correspondente a 31,4 milhões de menores, nos serviços, e 10%, 16,5 milhões de crianças, na indústria.

O trabalho infantil nas áreas rurais (14%) é quase três vezes superior quando comparado com as áreas urbanas (5%).

“Quase 28% das crianças com idade entre 5 e 11 anos e 35% das crianças entre 12 e 14 anos que trabalham não frequentam a escola”, observa o relatório, acrescentando que há maior maior incidência de meninos no trabalho infantil, atenuando-se essa disparidade quando se considera o trabalho doméstico.

O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, declarou, citado no mesmo comunicado, que essas novas estimativas “são um alerta” e apelou para que se intervenha, para não ser posta em risco “toda uma nova geração de crianças”.

“A proteção social inclusiva permite que as famílias mantenham seus filhos na escola, mesmo em situação econômica adversa. O aumento do investimento é essencial para promover o desenvolvimento rural e o trabalho decente no setor agrícola”, disse Ryder.

“Estamos num momento crucial, os resultados alcançados vão depender, em grande parte, das medidas que tomarmos” e é necessário reiterar o compromisso e a vontade “para reverter essa situação e interromper o ciclo da pobreza e do trabalho infantil”, pediu Guy Ryder.

O relatório adverte que “o trabalho infantil compromete a educação das crianças, restringe os seus direitos, limita as suas oportunidades futuras e contribui para a manutenção de ciclos de pobreza viciosos. 

Além do aumento dos gastos com educação e a facilitação do regresso das crianças à escola, a OIT e o Unicef defendem a promoção do trabalho digno para adultos, de modo que as famílias não tenham que recorrer à ajuda dos filhos para gerar rendimento em casa.

As informações divulgadas pelas duas instituições baseiam-se em dados de 106 pesquisas que cobrem mais de 70% da população mundial de crianças entre 5 e 17 anos.

Fonte: Agência Brasil

Mudança climática pode gerar mais perdas que covid-19, diz relatório

Alerta é feito por especialistas em relatório da Oxfam

A economia dos países mais ricos vai encolher duas vezes mais do que na crise da covid-19, se os governos não conseguirem lidar com o aumento das emissões de gases de efeito estufa. De acordo com um novo relatório, divulgado esta segunda-feira pela organização não governamental (ONG) Oxfam, as nações do G7 podem perder 8,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) por ano até 2050.

O custo anual para enfrentar os impactos da crise climática vai superar o custo econômico da pandemia. Em 2050, as nações do G7 – o grupo dos países mais industrializados do mundo – podem perder em média 8,5% do PIB a cada ano (o equivalente a US$ 4,8 trilhões), ou seja, o dobro dos 4,2% atingidos pelas perdas econômicas geradas pela covid-19, se as alterações climáticas continuarem sem ser controladas ou revertidas.

As conclusões foram divulgadas nesta segunda-feira (7) em novo relatório da Oxfam, baseado na investigação do Swiss Re Institute.

“O mundo pode perder cerca de 10% do valor econômico total em meados do século se as alterações climáticas permanecerem na trajetória atualmente prevista e se o Acordo de Paris e as metas de emissões líquidas zero para 2050 não forem cumpridas”, alerta o relatório.

Os especialista acrescentam que os países do G7 podem ver as suas economias encolherem duas vezes mais do que agora que enfrentam a pandemia, nos próximos 30 anos, se a temperatura global subir 2,6ºC. Entre os motivos estão as perdas causadas pelo calor e a saúde das populações com as mudanças extremas da temperatura, o aumento do nível do mar, as secas e inundações e a redução de produtividade dos terrenos agrícolas, que podem impedir o crescimento econômico dessas nações.

A economia do Reino Unido, por exemplo, pode perder 6,5% ao ano até 2050 com as políticas e projeções atuais, em comparação com os 2,4% se as metas do acordo climático de Paris fossem cumpridas.

Mas há países que serão ainda mais prejudicados, incluindo a Índia, cuja economia pode encolher cerca de 25% devido ao aumento de temperatura. Também a Austrália vai perder cerca de 12,5% da sua produção e a Coreia do Sul arrisca-se a perder quase um décimo do seu potencial econômico.

Por essa razão, a Oxfam apela ao G7 para que estabeleça novas metas climáticas na preparação para a COP26. Os líderes dos países do G7 – Reino Unido, Estados Unidos (EUA), Japão, Canadá, França, Alemanha, Itália – e a União Europeia (UE) vão reunir-se, na Cornualha (Reino Unido), na próxima sexta-feira (11), para debater a economia global, as vacinas contra a covid-19, os impostos sobre as empresas e a crise climática.

Economias mais desenvolvidas

De acordo com os dados do documento, relativamente à exposição a “riscos climáticos severos resultantes das alterações climáticas”, o sudeste da Ásia e a América Latina provavelmente serão “os mais suscetíveis a condições de seca”. Por outro lado, muitos países no norte e no leste da Europa, devem sofrer mais impactos devido a chuvas intensas e inundações.

O Índice de Economia do Clima, apresentado no relatório, indica que “muitas economias avançadas no Hemisfério Norte são menos vulneráveis ​​aos efeitos gerais das alterações climáticas, estando menos expostas aos riscos associados e com melhores recursos para lidar com isso”. Os EUA, o Canadá e a Alemanha, por exemplo, estão entre os dez países menos vulneráveis aos impactos da crise climática, tanto em nível ambiental e de saúde da população quanto em nível econômico. Portugal também aparece nos primeiros lugares como um dos países menos vulnerável a impactos físicos das alterações climáticas. 

Essas descobertas, avisa a Oxfam, fazem sobressair a necessidade de as nações reduzirem as emissões de carbono mais rapidamente.

“A crise climática está devastando vidas nos países mais pobres, mas as economias mais desenvolvidas do mundo não estão imunes”, afirma no relatório o CEO da Oxfam GB, Danny Sriskandarajah.

“O governo do Reino Unido tem uma oportunidade única numa geração de liderar o mundo em direção a um planeta mais seguro e habitável para todos”, acrescentou. “Deve forçar todos os tendões diplomáticos para garantir o resultado mais forte possível no G7 e na COP26 e liderar pelo exemplo, transformando promessas em ações e revertendo decisões autodestrutivas, como a proposta da mina de carvão em Cumbria e cortes na ajuda internacional”.

Já Jerome Haegeli, economista-chefe do grupo Swiss Re, considera que “as alterações climáticas são o risco número um de longo prazo para a economia global, e ficar onde estamos não é uma opção – precisamos de mais progresso por parte do G7”.

Isso significa “não apenas obrigações de reduzir o CO2, mas também ajudar os países em desenvolvimento”.

Segundo Haegeli, também a distribuição de vacinas contra a covid-19 é uma forma de ajudar os países em desenvolvimento, “já que as suas economias foram duramente atingidas pela pandemia e precisariam de ajuda para se recuperar num caminho verde, em vez de aumentar os combustíveis fósseis”.

A Swiss Re concluiu que as políticas e as atuais promessas dos governos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa ainda são inadequadas para cumprir as metas do acordo de Paris.

Países em desenvolvimento

Antes da COP26, o Reino Unido pede a todos os países para apresentarem promessas mais duras sobre a redução das emissões de carbono, a fim de cumprir as metas de Paris e de limitar o aquecimento global abaixo de 2ºC.

Mas esse limite está cada vez mais ameaçado, visto que as emissões de gases de efeito estufa devem aumentar drasticamente este ano, para o segundo maior aumento já registrado, devido à recuperação da recessão da covid-19 e ao aumento do uso de carvão.

“O risco climático é um risco sistêmico, que pode ser gerido por meio de uma ação política global coordenada. Existe uma oportunidade única de tornar as nossas economias mais verdes”, afirmam os especialistas no relatório.

Contudo, a ajuda internacional tem sido o principal obstáculo para muitos, e tem sido descrita como um desastre diplomático já que o sucesso da COP26 dependerá, em parte, de o Reino Unido conseguir persuadir outras nações ricas na cúpula do G7 a apresentarem promessas muito maiores de assistência financeira aos países em desenvolvimento, de forma a ajudar os países pobres a reduzir suas emissões e a lidar com os impactos da degradação do clima.

O país mais afetado no G7 seria a Itália, que deve perder 11,4% do PIB a cada ano. Mas os países em desenvolvimento seriam duramente atingidos, com a Índia sofrendo perdas de 27% no PIB e as Filipinas, 35%.

O primeiro Registro de Ameaças Ecológicas (ETR), do Instituto de Economia e Paz, alertou também que a crise climática pode levar ao deslocamento de mais de 1,2 bilhão de pessoas até 2050, considerando as ameaças à sua sobrevivência como desastres naturais, escassez de alimentos e água, criando novas tendências de migração. Além disso, o Banco Mundial revelou, recentemente, que haverá entre 32 milhões e 132 milhões de pessoas a mais vivendo em condições de pobreza extrema até 2030, devido ao aquecimento global.

O relatório da Oxfam reitera ainda que os governos do G7 não estão cumprindo a promessa de contribuir com US$ 100 bilhões para ajudar os países em desenvolvimento, estimando-se que tenha entregado até agora apenas US$ 10 bilhões para projetos e iniciativas de adaptação climática.

Atualmente, apenas o Reino Unido e os EUA concordaram em aumentar o financiamento dos níveis atuais. A França, por sua vez, pretende manter os níveis atuais de financiamento climático, e o Canadá, a Alemanha, o Japão e a Itália ainda não confirmaram se pretendem manter ou aumentar os investimentos verdes nos países menos desenvolvidos.

Fonte: Agência Brasil

ONU pede a países recuperação de 1 bilhão de hectares de terra

Relatório foi divulgado hoje pela organização

A Organização das Nações Unidas (ONU) apelou hoje (3) aos países que cumpram os compromissos de recuperar 1 bilhão de hectares de terra, para enfrentar as crises climáticas e de biodiversidade.

A recuperação de pelo menos 1 bilhão de hectares degradados na próxima década é uma forma de enfrentar as ameaças das alterações climáticas, perda de natureza e poluição, diz a ONU em relatório hoje divulgado no âmbito da Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas 2021-2030.

Os países, afirma a organização, também precisam acrescentar compromissos idênticos em relação aos oceanos, segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O documento destaca que a humanidade está utilizando cerca de 1,6 vezes a quantidade de serviços que a natureza pode fornecer de forma sustentável.

Isso significa, de acordo com o relatório, que os esforços de conservação por si só são insuficientes para prevenir um colapso em larga escala dos ecossistemas e perda de biodiversidade. Os custos globais da recuperação terrestre, não incluindo a parte marinha, estão estimados em pelo menos US$ 200 bilhões por ano até 2030, sendo que, estima a ONU, cada dólar investido na restauração cria até US$ 30 de benefícios econômicos.

Os ecossistemas que requerem uma recuperação urgente incluem terras agrícolas, florestas, prados e savanas, montanhas, turfeiras, áreas urbanas, zonas de água doce e oceanos.

O relatório diz ainda que as comunidades que vivem em quase 2 bilhões de hectares degradados de terra incluem algumas das mais pobres e marginalizadas do mundo.

“Esse documento apresenta também os motivos pelos quais todos nós temos de nos empenhar no esforço global de recuperação. Baseando-se nas mais recentes provas científicas, expõe o papel crucial desempenhado pelos ecossistemas, desde florestas e terras agrícolas a rios e oceanos, e traça as perdas que resultam de uma má gestão do planeta”, escreveram no prefácio do documento o diretor executivo do PNUMA, Inger Andersen, e o diretor-geral da FAO, QU Dongyu.

Eles acrescentam que a “degradação já afeta o bem-estar de cerca de 3,2 mil milhões de pessoas – ou seja, 40% da população mundial”, e que em cada ano se perdem serviços ecossistêmicos que valem mais de 10% da produção econômica global.

A recuperação dos ecossistemas consiste em travar e inverter a degradação, o que resulta em ar e água mais limpos, mitigação de condições meteorológicas extremas, melhor saúde humana e recuperação da biodiversidade, incluindo melhor polinização das plantas.

Segundo a ONU, a restauração contribui ainda para a realização de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), incluindo a saúde, água limpa, e paz e segurança, e para os objetivos das três “convenções do Rio” sobre Clima, Biodiversidade e Desertificação.

A recuperação, se combinada com a redução da conversão dos ecossistemas naturais, pode ajudar a evitar 60% das extinções de biodiversidade esperadas. Além do que, diz o relatório, pode ser altamente eficiente na produção de benefícios econômicos, sociais e ecológicos. A agroflorestação, por exemplo, tem o potencial de aumentar a segurança alimentar para 1,3 mil milhão de pessoas.

As duas agências da ONU responsáveis pelo relatório lançam hoje também uma ferramenta para monitorar os esforços de restauração, que permite aos países medir o progresso dos projetos de restauração em ecossistemas-chave.

A Assembleia-Geral da ONU declarou 2021-2030 como a década para a recuperação dos ecossistemas, liderada pelo PNUA e pela FAO. A iniciativa visa a acelerar a promoção global da recuperação de ecossistemas degradados.

Fonte; Agência Brasil

Biden vai divulgar relatório sobre origem do coronavírus

China chama de ‘jogo político’ a intenção de Joe Biden

A intenção dos EUA de publicar relatório sobre origem da COVID-19 é jogo político e tentativa de colocar a culpa nos outros, anunciou nesta sexta-feira (28) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Joe Biden, declarou que divulgará o relatório sobre origem da COVID-19, se não forem encontradas mais informações.

“A origem do vírus é um assunto científico difícil. Desta vez, os Estados Unidos pretendem deixar as agências de inteligência fazerem conclusões científicas. Significa apenas que os EUA não estão interessados na verdade e não querem nenhuma pesquisa científica, sendo simplesmente um jogo político e uma tentativa de culpar outros e jogar fora sua responsabilidade”, disse o porta-voz chinês durante briefing.

O diplomata chinês adicionou que a promoção norte-americana de última hora em prol da necessidade de investigação sobre origem do vírus possivelmente vazado de laboratório demonstra “os motivos encobertos” e “más intenções” dos EUA.

Anteriormente, a Casa Branca emitiu comunicado no qual não foi descartada a versão de disseminação do coronavírus por consequência de vazamento de laboratório.

Em março de 2021, a Organização Mundial da Saúde publicou o relatório completo de grupo internacional de especialistas da OMS sobre visita à cidade de Wuhan a fim de determinar a origem da COVID-19, tendo a versão de vazamento do vírus de laboratório sido considerada “extremamente pouco provável”.

Além disso, o relatório da OMS diz que o novo coronavírus foi transmitido muito provavelmente para o ser humano de morcegos através de outro animal. Mais uma versão da origem do SARS-CoV-2 – transmissão direta de animal ao homem – foi colocada pelos especialistas na lista de hipóteses “de possíveis a prováveis”. A missão da OMS também considerou “possível” a versão de origem da COVID-19 através de produtos congelados.

Os EUA e mais 13 países publicaram declaração conjunta expressando preocupação com as conclusões do relatório da OMS.

Fonte: Sputnik

Relatório que pode incriminar governadores está nas mãos de Aziz. E agora?

O presidente da CPI da COVID terá a hombridade para colocar os documentos na pauta ou vai ceder a mais um chilique de Renan Calheiros

Segundo matéria veiculada no jornal O Estado de São Paulo, nesta segunda-feira (17) o procurador geral da República, Augusto Aras, enviou para o gabinete do senador Omar Aziz, presidente da CPI da COVID, um levantamento dos gastos estaduais e uma lista com todas as investigações em curso contra governadores, que apuram desvios de recursos federais no âmbito das ações de combate à pandemia de coronavírus.

O documento foi elaborado com o auxilio direto da subprocuradora-geral Lindôra Araújo, que tem sido alvo de ataques dos governadores, desde que ela solicitou a entrega de relatórios, ainda no mês de março. E, em tese devem ser analisados e debatidos na CPI, após pedido da base governista.

O objetivo é mostrar que, ao contrário do que tenta impor o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), se há responsáveis pelo aumento de mortos ou ainda pela falta de insumos ou medicamentos, eles estão nos estados e municípios, que tiveram autonomia total nas ações de combate ao vírus chinês, independentemente da vontade do governo federal, conforme determinado pelo Supremo Tribunal Federal.

Em um primeiro momento, as investigações miram o ex-governador do Rio, Wilson Witzel, e os governadores da Bahia, Rui Costa (PT), do Pará e Helder Barvalho (MDB) do Amazonas, Wilson Lima (PSC), além de Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais e João Dória (PSDB), de São Paulo.

Os documentos estão protegidos por sigilo e só poderão ser divulgados por autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a utilização dos mesmos na CPI ainda depende da vontade de Omar Aziz.

Segundo a reportagem, estes são os principais objetos da lista de investigação:

Rio de Janeiro: compra de respiradores;

Amazonas: aquisição de respiradores, instalação do hospital de campanha Nilton Lins e desabastecimento de oxigênio hospitalar;

Bahia: compra de respiradores;

Minas Gerais: hospital de campanha no Expominas;

Pará: compra de bombas de infusão e aquisição de ventiladores pulmonares;

São Paulo: aquisição de doses da Coronavac e compra de respiradores.

A bancada governista também cobra a investigação na compra de 300 ventiladores, ao custo de R$ 47,8 milhões, pelo Consórcio do Nordeste, cujo secretário executivo é o petista Carlos Gabas (ex-ministro de Lula e Dilma). Os equipamentos nunca foram entregues e o dinheiro não foi devolvido.

Fonte: JCO

Ao vivo: CCJ lê relatório da reforma administrativa

A presidente da CCJC, Bia Kicis

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados lê nesta  segunda-feira (17)  o relatório do deputado Darci de Matos (PSD-SC) pela admissibilidade de PEC 32/20, a reforma administrativa.

O relator da proposta, deputado Darci de Matos, apresentou parecer pela admissibilidade, com emendas supressivas saneadoras, já que apontou inconstitucionalidade em dois pontos do texto: a vedação do exercício de qualquer outra atividade por ocupantes de carreiras típicas de Estado e a permissão de que por, por decreto, o presidente interfira na administração indireta.

Após a leitura do relatório, os deputados vão homenagear o prefeito de São Paulo  Bruno Covas (PSDB), que foi a óbito ontem (16) vítima de um câncer. Bruno Covas estava no seu segundo mandato na prefeitura da cidade e já exerceu o cargo de deputado federal na Câmara.

Acompanhe:

Fonte; Congresso em Foco

Confira o relatório divulgado pela Sesau sobre a ocupação dos leitos de UTI e enfermaria na capital

Ainda de acordo com relatório divulgado pelo Governo do Estado, 65 pacientes estão na fila de espera por um leito.

Segundo dados divulgados até 9h desta terça-feira (13) através do painel da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a situação do Sistema Único de Saúde (SUS) de cada hospital público de Porto Velho.

Os dados totais correspondem a taxa de ocupação por Macrorregião e não a taxa de ocupação total em Porto Velho, pois a Sesau atualiza diariamente apenas a taxa de lotação de macrorregião.

Ao todo, o estado tem duas macrorregiões, e os hospitais de Porto Velho estão enquadrados na Macrorregião I (que engloba mais 17 cidades).

Leitos de UTI (Covid-19)

Nome hospitalTaxa ocupação
Hospital de Campanha Zona Leste100%
Cemetron100%
SAMAR100%
Hospital de Amor100%
Hospital de Campanha100%
AMI100%
Hospital de Base Ary Pinheiro100%
Total Macrorregião 197,1%

Leitos de enfermaria (Covid-19)

Nome hospitalTaxa ocupação
Hospital de Campanha Zona Leste100%
Cemetron100%
Hospital de Campanha100%
Hospital de Base Ary Pinheiro100%
Hospital Regional de Extrema20%
SAMAR100%
Total Macrorregião 187%

Ainda de acordo com relatório divulgado pelo Governo do Estado, 65 pacientes estão na fila de espera por um leito em Rondônia.

Fonte: Sesau

Misteriosamente três nomes foram removidos do relatório de inteligência de Khashoggi após a publicação inicial

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A mudança silenciosa do Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional passou em grande parte despercebida

Pouco depois que a comunidade de inteligência dos EUA publicou seu tão esperado relatório na tarde de sexta-feira sobre os sauditas que foram responsáveis ​​pela morte de Jamal Khashoggi, ele foi retirado sem explicação e substituído por outra versão que retirava os nomes de três homens. disse inicialmente que eram cúmplices. A mudança silenciosa do Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional passou em grande parte despercebida à medida que crescia o clamor de que o governo Biden não estava punindo o príncipe de forma alguma, apesar de ter acabado de declarar em termos inequívocos que a MBS era a responsável. O primeiro link para o relatório enviado pela ODNI morreu. Foi então substituído por uma segunda versão que removeu três dos homens que acabara de anunciar “participaram, ordenaram ou foram cúmplices ou responsáveis ​​pela morte de Jamal Khashoggi”.

Leia: Relatório desclassificado sobre o papel da Arábia Saudita na morte de Jamal Khashoggi

Leia: Relatório desclassificado sobre o papel da Arábia Saudita na morte de Jamal Khashoggi

O Escritório do Diretor de Inteligência Nacional se recusou a esclarecer por que os nomes estavam originalmente na lista e quais funções, se houver, eles podem ter desempenhado no assassinato de Khashoggi. “Colocamos um documento revisado no site porque o original continha erroneamente três nomes que não deveriam ter sido incluídos”, disse um porta-voz da ODNI à CNN.Um alto funcionário da administração argumentou na tarde de sexta-feira, antes que a mudança fosse notada, que o relatório não continha novas informações.

Quer entender a política americana?Nós temos você.Me inscrevaNão, obrigadoAo se inscrever, você concorda com nossospolítica de Privacidade.“Esta é uma informação conhecida do governo dos Estados Unidos e enviada aos comitês selecionados e membros do Congresso há mais de um ano”, disse o funcionário.No entanto, três dos nomes que o ODNI havia listado primeiro não haviam sido mencionados anteriormente em relatórios sobre a morte de Khashoggi.A Casa Branca encaminhou pedidos de comentários ao ODNI.Biden disse durante a campanha presidencial que faria da Arábia Saudita “o pária que é”.”Historicamente, e mesmo na história recente – administrações democráticas e republicanas – não houve sanções aplicadas aos líderes de governos estrangeiros onde temos relações diplomáticas e mesmo onde não temos relações diplomáticas”, Casa Branca a secretária de imprensa Jen Psaki disse à CNN no domingo. “Acreditamos que existem maneiras mais eficazes de garantir que isso não aconteça novamente.”

Biden não penaliza o príncipe herdeiro, apesar da promessa de punir os líderes sauditas

Biden não penaliza o príncipe herdeiro, apesar da promessa de punir os líderes sauditas

O primeiro dos três nomes removidos é Abdulla Mohammed Alhoeriny, que não foi previamente relacionado com a morte de Khashoggi. De acordo com uma pessoa familiarizada com o funcionamento interno da inteligência saudita, ele é irmão do general Abdulaziz bin Mohammed al-Howraini, ministro encarregado da poderosa Presidência de Segurança do Estado, que supervisiona várias agências de inteligência e contraterrorismo. Abdulla (como se escreve ODNI) aparece em relatórios sauditas como chefe adjunto da segurança do Estado para contraterrorismo. Os dois outros nomes que apareceram no relatório de inteligência não classificado e depois desapareceram são Yasir Khalid Alsalem e Ibrahim al-Salim. Não ficou claro quem eles são. Os três homens não estão entre os 18 que foram sancionados pelos EUA pelo assassinato de Khashoggi. Esses 18 foram listados no relatório de inteligência revisado, cujo nome de arquivo no site da ODNI inclui “v2”, indicando claramente que é a segunda versão. O relatório inicial de inteligência parece ter estado online por várias horas antes de o ODNI retirá-lo do ar, de acordo com o arquivo da Internet da Wayback Machine. A discrepância entre as duas listas de nomes foi notada no Capitólio e um esclarecimento foi solicitado à ODNI, disse um funcionário do Comitê de Inteligência da Câmara. Um porta-voz do Comitê de Inteligência do Senado não quis comentar. O relatório, que foi divulgado pela Diretora de Inteligência Nacional Avril Haines, avaliou que o Príncipe Herdeiro, conhecido como MBS, aprovou a operação em Istambul para “capturar ou matar” Khashoggi.

Relatório de inteligência dos EUA considera o príncipe saudita responsável pela aprovação da operação que matou Khashoggi

Relatório de inteligência dos EUA considera o príncipe saudita responsável pela aprovação da operação que matou Khashoggi

O relatório conclui com uma lista de nomes – primeiro 21, depois 18 quando foi revisado – de quem a inteligência dos Estados Unidos tem “alta confiança” estava envolvida no terrível assassinato, mas não avalia se sabiam que a operação levaria à morte .Dezessete sauditas já haviam sido punidos pelo assassinato pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Um décimo oitavo, um ex-oficial sênior da inteligência, foi adicionado na sexta-feira. A força que serve de destacamento protetor para o MBS, conhecida como “Esquadrão Tigre”, também foi sancionada. O Departamento de Estado também anunciou que 76 sauditas não identificados seriam impedidos de entrar nos Estados Unidos sob a “proibição de Khashoggi”. O governo saudita respondeu imediatamente ao relatório de sexta-feira e criticou suas conclusões. “O Reino da Arábia Saudita rejeita completamente a avaliação negativa, falsa e inaceitável do relatório referente à liderança do Reino e observa que o relatório continha informações e conclusões imprecisas”, diz um comunicado. Biden disse no fim de semana que mais anúncios sobre a Arábia Saudita viriam na segunda-feira. A Casa Branca esclareceu seus comentários, dizendo que o Departamento de Estado forneceria mais detalhes sobre os anúncios já feitos. “A recalibração das relações com a Arábia Saudita começou em 20 de janeiro e está em andamento. O governo tomou uma ampla gama de novas ações na sexta-feira”, disse um funcionário da Casa Branca. “O presidente está se referindo ao fato de que na segunda-feira, o Departamento de Estado fornecerá mais detalhes e desenvolverá esses anúncios, não novos anúncios.”

Por Alex Marquardt /CNN

ONU denuncia dez anos de crimes de guerra na Síria

Relatório é da Missão de Investigação das Nações Unidas para o país

A Missão de Investigação das Nações Unidas (ONU) para a Síria apresentou hoje (18) relatório “sobre dez anos de crimes de guerra” no país, praticados por todas as facções, com a ajuda da “negligência internacional”. 

O relatório é o 33º documento da missão de investigação e vai ser apresentado formalmente ao Conselho de Direitos Humanos da ONU no dia 11 de março, pouco antes da data que marca os dez anos do conflito sírio.

O documento diz que a guerra obrigou metade da população do país a abandonar o local de residência e condena a extrema pobreza que atinge seis em cada dez cidadãos do país. 

“As crianças, mulheres e homens da Sírias pagaram o preço imposto por um regime autoritário que atuou violentamente para neutralizar a dissidência, enquanto o oportunismo de alguns atores estrangeiros, por meio do financiamento, de armas e outras `influências` avivou um fogo que o mundo se limitou a ver”, afirmou o presidente da missão, o brasileiro Paulo Pinheiro. 

O documento, de 31 páginas, mostra que desde março de 2011 a população civil sofreu abusos que em alguns casos constituem “crimes de guerra, contra a humanidade e outros delitos internacionais, incluindo o genocídio”. 

O relatório destaca que o regime de Bashar al Assad tirou partido da suposta luta contra o terrorismo para bombardear indiscriminadamente alvos civis, incluindo hospitais, instalações médicas, escolas e tendas de refugiados. Os ataques contra jornalistas “são um dos objetivos prioritários do regime de Al Assad”.

Segundo as Nações Unidas, os ataques contra civis também foram praticados por outras intervenções no conflito, como o grupo radical Estado Islâmico, as milícias curdas, a aliança islâmica Hayat Tharir al Sham (a antiga Frente al Nusra) ou a coligação apoiada pelos Estados Unidos.

Outros crimes que se encontram documentados pela ONU incluem saques, ataques contra o patrimônio cultural (especialmente por parte do Estado Islâmico, “mas não exclusivamente”), cercos a cidades ou bloqueios à ajuda humanitária.

Dos 22 milhões de pessoas que habitavam a Síria antes da guerra, mais de 11,5 milhões encontram-se deslocados e 5 milhões encontram-se refugiados em outros países, principalmente na Turquia, Jordânia, Líbano e Egito. 

 O relatório termina com um novo pedido de cessar-fogo permanente, sob a supervisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, assim como defende processos judiciais sobre crimes cometidos no país em guerra.

*Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal 

Fonte: Agência Brasil

‘Bolsonaro tentou sabotar medidas para conter covid-19’, diz relatório

ONG de direitos humanos Human Rights Watch criticou governo por subestimar pandemia, além de destacar brutalidade policial

O governo de Jair Bolsonaro foi duramente criticado pela ONG internacional Human Rights Watch (HRW), que divulgou nesta quarta-feira (13) a 31ª edição do relatório anual sobre os direitos humanos em mais de 100 países.

A ONG critica a gestão do governo brasileiro durante a pandemia do novo coronavírus e destaca que o presidente tentou sabotar a contenção da pandemia, minimizou os riscos de transmissão da doença e fez diversas trocas na liderança do Ministério da Saúde.

“O presidente Bolsonaro subestimou a covid-19, que ele chamou de ‘gripezinha’; se recusou a tomar medidas para se proteger; disseminou informações erradas; e tentou bloquear Estados de impôr distanciamento social. A administração dele tentou esconder informações sobre a covid-19 do público. Ele demitiu o ministro da Saúde por defender as recomendações da Organização Mundial da Saúde e o substituto se demitiu por se opôr à defesa do presidente de uma droga não eficaz no tratamento da covid-19”, resumiu o documento.

A HRW enfatizou também que a população negra e indígena são as mais vulneráveis na pandemia pela falta de acesso à saúde e ressaltou que a pandemia chegou aos presídios lotados, onde não tem médicos para atender os presos.

Violência e brutalidade policial

O relatório chama a atenção para o número de assassinatos por policiais no Rio de Janeiro em 2020, que foi o mais alto desde 2003, com 744 mortes, apesar da queda no número de crimes por conta das medidas de restrição durante a pandemia. O número de assassinatos em todo o país subiu 6% no ano passado.

“Enquanto algumas mortes por policiais são em legítima defesa, muitas outras são resultado de uso excessivo de força. Abuso policial contribui para um ciclo de violência que prejudica a segurança pública e coloca em risco a vida de civis e policiais”, diz o documento.

 A política ambiental do governo Bolsonaro também foi alvo de criticadas. Em 2020, as queimadas no Pantanal foram “a maior destruição em mais de duas décadas”, afirmou a ONG.

O documento salientou que, desde 2019, “a administração de Bolsonaro enfraqueceu as leis ambientais”.

A Human Rights Watch alertou ainda que 200 pessoas foram assassinadas por causa de terras e recursos na Amazônia. “Na grande maioria dos casos, os assassinos não foram levados à Justiça”, encerrou.

Por conta da gestão ambiental, o Brasil tem sido criticado por governos europeus, como o presidente francês Emmanuel Macron, além do Parlamento Europeu e outros parlamentos pelo continente. Segundo o documento, essas ressalvas fazem com que esses líderes não assinem o acordo com o Mercosul.

Fonte: R7