Velório e cremação do corpo do ator Orlando Drummond serão hoje no Rio

A cerimônia ecumênica terá início às 12h

O corpo do ator e dublador Orlando Drummond será velado hoje (28), na sala 2 do Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, zona norte do Rio, com cerimônia ecumênica a partir das 12h. Às 14h30, o corpo será levado para a cremação. Drummond morreu ontem à noite, aos 101 anos de idade de falência de múltiplos órgãos. O ator estava em casa, no bairro de Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro. Em junho ele teve alta depois da internação em maio no Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, também na zona norte, para tratamento de infecção urinária.

Orlando Drummond Cardoso nasceu no dia 18 de outubro de 1919, no Rio de Janeiro. Com a mulher Glória Drummond, com quem se casou em 1951, teve dois filhos, cinco netos, entre eles três seguiram a carreira do avô e também são dubladores, e três bisnetos.

O início da carreira foi em 1942, como contrarregra em uma emissora de rádio. As atuações, que o notabilizaram nas dublagens, começaram no início dos anos de 1950. Em mais um destaque na carreira, Drummond entrou para o Livro Guinness dos Recordes por dublar o cachorro Scooby Doo em um desenho animado por mais de 35 anos.

Para o jornalista e chefe de reportagem da TV Brasil no Rio de Janeiro, Vitor Gagliardo, autor da biografia do ator Orlando Drummond – Versão Brasileira, lançada no ano passado pela Editora Gryphus, o país perdeu um grande ator.

“Drummond era um apaixonado pela vida, pela família e pela arte. Sua obra está eternizada na figura do seu Peru, da Escolinha do Professor Raimundo, e em todos os seus personagens na dublagem, em especial, do Scooby e do Popeye. Foram gerações que cresceram acompanhando sua arte. Enfim, uma notícia muito triste”.

Fonte: Valéria Aguiar A/B

Estado do Rio de Janeiro registra 44 casos da variante Delta

Ao todo são 74 casos em 12 municípios do estado

A Secretaria estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES) informou no sábado (17) o registro de mais 63 casos da variante Delta do coronavírus, do total de 380 amostras processadas. São 74 casos em 12 municípios do estado.

Os novos municípios com identificação de casos da variante Delta são Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Maricá, Mesquita, Niterói, Nova Iguaçu, Queimados. Em Seropédica, São João de Meriti e Rio de Janeiro, já foram identificados casos anteriormente.

As secretarias municipais já foram notificadas e farão a investigação epidemiológica, com apoio da Secretaria de Saúde.

“A confirmação foi possível graças aos últimos resultados do projeto Corona-Ômica-RJ, um dos maiores do país, que realiza a análise mensal de cerca de 800 amostras de todo o estado”, disse a pasta.

Nessa última rodada de exames, a variante Delta representou 16,57% do total de 380 amostras processadas. O relatório final do último levantamento está em finalização e, em breve, ficará disponível no link de publicação de rotina.

Segundo a Secretaria de Saúde, os dados recentes do monitoramento mostram a presença da variante Delta (B1.617.2), entretanto, a linhagem P.1 (Gama/Brasil) continua sendo a mais frequente no estado. Há registro em baixa frequência da VOC B.1.1.7 (Alfa/Reino Unido), além do declínio da P.2, desde novembro do ano passado.

Cidade do Rio

Dos 74 casos da variante Delta, 23 foram registrados na capital fluminense. Ontem (17), o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, informou que mais 15 casos da variante Delta foram confirmados na cidade do Rio, elevando o total para 23. 

A variante Delta foi identificada pela primeira vez na Índia e se tornou a quarta variante de preocupação sinalizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ao lado da Alfa, Beta e Gama. As três anteriores tiveram seus primeiros casos sequenciados no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil. 

As variantes de preocupação recebem atenção especial das autoridades de saúde porque têm potencial maior de transmissão.

“Independentemente da cepa do vírus ou linhagem, as medidas de prevenção e métodos de diagnóstico e tratamento da covid-19 seguem os mesmos. Sendo assim, não há alteração nas medidas sanitárias já adotadas, como uso de máscaras e álcool em gel, lavagem das mãos e distanciamento social. Além disso, é importante que os municípios continuem avançando no processo de vacinação contra a covid-19 e que a população retorne para receber a segunda dose. Estudos mostram que todas as vacinas disponíveis no Brasil são eficazes contra as variantes identificadas até o momento”, alerta a Secretaria estadual de Saúde.

Fonte: Fernando Fraga A/B

Dois casos da variante Delta são identificados na cidade do Rio

Os dois homens, de 27 e 30 anos, moram em Vila Isabel e Paquetá

Dois casos da variante Delta do coronavírus, considerada mais contagiosa, foram identificados no município do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14), em nota, pela prefeitura.

“A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) informa que identificou dois casos de síndrome gripal por covid-19 relacionados à variante Delta (B.1 617.2), após sequenciamento genômico, na cidade do Rio. Tratam-se de dois homens, de 27 e 30 anos, residentes dos bairros de Vila Isabel e Paquetá. A investigação epidemiológica está em curso pelas equipes da Vigilância em Saúde da SMS”, informou.

Segundo o comunicado, a SMS segue fazendo o acompanhamento epidemiológico da pandemia na cidade e, em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o monitoramento da entrada de diferentes cepas.

“Independentemente da variante, as medidas preventivas são as mesmas. A população deve manter o distanciamento, usar máscaras e higienizar as mãos com álcool 70 ou, quando possível, água e sabão”, concluiu a nota.

Dois casos da variante Delta já haviam sido detectados, no início do mês, no estado do Rio de Janeiro, em municípios da Baixada Fluminense. Segundo autoridades sanitárias, os pacientes são um homem de 30 anos e uma mulher de 22 anos, moradores de Seropédica e São João de Meriti.

Fonte: Paula Laboissière A/B

Número de mortos em operação no Jacarezinho sobe para 29

Defensores de direitos humanos questionam legalidade da ação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou hoje (8) que subiu para 29 o número de mortos na operação policial realizada na última quinta-feira (6) na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital.

A polícia divulgou apenas a identidade do inspetor de polícia André Leonardo de Mello Frias, de 48 anos, e afirmou que os outros 28 mortos eram criminosos.

Considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, a operação policial foi realizada para desarticular uma quadrilha de traficantes de drogas que, entre outros crimes, era suspeita de aliciar menores de idade.

Defensores dos direitos humanos questionam a legalidade da operação, que também despertou a preocupação da Ordem dos Advogados do Brasil, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e do o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos. As três instituições pediram investigações rigorosas e imparciais e ressaltaram o compromisso do Estado no respeito aos direitos humanos.

Casa de mulher de 50 anos ficou repleta de sangue após ação policial no Jacarezinho — Foto: Reprodução
Casa de mulher de 50 anos ficou repleta de sangue após ação policial no Jacarezinho

Responsável por fiscalizar a legalidade da ação, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota em que informa que está investigando as circunstâncias das mortes ocorridas durante a operação.

“Todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis em decorrência dos fatos ocorridos estão sendo tomadas pelo MPRJ”, diz o texto, que informa que a promotores estiveram presentes na comunidade, acompanhando os desdobramentos da operação. “Cabe destacar ainda que o MPRJ acompanha a perícia nos corpos das pessoas mortas durante a intervenção policial”, informou a nota.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, defendeu a Polícia Civil e afirmou na noite de ontem que a operação foi “o fiel cumprimento de dezenas de mandados expedidos pela Justiça.”

Já uma nota conjunta assinada por entidades como a Anistia Internacional no Brasil, a Justiça Global, o Instituto Marielle Franco e o Movimento Negro Unificado classifica a operação como um massacre. Defensores de direitos humanos, moradores de favelas e familiares de vítimas de violência policial realizaram protestos ontem (7) contra as mortes.

Fonte: Agência Brasil

Governador do Rio diz que operação foi ‘fiel cumprimento de mandados’

Foram 10 meses de trabalho de investigação

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, defendeu que a operação da Polícia Civil que terminou com 28 mortos na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital, foi “o fiel cumprimento de dezenas de mandados expedidos pela Justiça”, após 10 meses de investigação. 

Em pronunciamento divulgado ontem (7), Castro afirmou ter determinado transparência total ao processo e disse que o governo do estado é o “maior interessado em apurar as circunstâncias dos fatos”.

“Antes de mais nada, é preciso deixar claro que a operação de quinta-feira (6) da Polícia Civil foi o fiel cumprimento de dezenas de mandados expedidos pela Justiça. Foram 10 meses de trabalho de investigação, que revelaram a rotina de terror e humilhação que o tráfico impôs aos moradores”.

O número de mortos na operação despertou preocupação de órgãos como a seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil, que apontou a ação como a mais letal da história do estado e pediu investigação rigorosa. Já a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro afirma que a operação descumpriu a decisão do Supremo Tribunal Federal que restringiu a realização desse tipo de ação em comunidades do Rio durante a pandemia de covid-19.

O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos pediu que uma investigação imparcial seja realizada sobre a operação. “Lembramos às autoridades brasileiras que o uso da força deve ser aplicado somente quando estritamente necessário, e que elas devem sempre respeitar os princípios de legalidade, precaução, necessidade e proporcionalidade”, disse o porta-voz do órgão. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) também manifestou preocupação com denúncias de uso excessivo da força e ressaltou que o Estado deve proteger integralmente os direitos humanos.

Defensores de direitos humanos questionam a violência e a legalidade da operação e realizaram protestos ontem (7) com moradores de favelas e familiares de vítimas de violência policial. Em nota conjunta, entidades como a Anistia Internacional no Brasil, a Justiça Global, o Instituto Marielle Franco e o Movimento Negro Unificado afirmam que a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou um “massacre”.

Pronunciamento

Em um vídeo de cerca de dois minutos, o governador afirma que as investigações constataram que crianças eram aliciadas e famílias eram expulsas de casa por criminosos. O governador destacou que houve confronto entre os suspeitos e os policiais, que foram recebidos com uma “reação brutal”.

“A reação dos bandidos foi a mais brutal registrada nos últimos tempos”, disse o governador. “Armas de guerra prontas para repelir a ação do Estado e evitar as prisões a qualquer custo. Em nenhum lugar do mundo a polícia é recebida com fuzis e granadas quando vai cumprir seu papel”.

A operação da Polícia Civil na favela do Jacarezinho ocorreu na última quinta-feira (6) e, segundo a corporação, terminou com 28 mortes. Uma das vítimas é o policial civil André Leonardo Frias, de 48 anos, e as demais, de acordo com a Polícia Civil, seriam suspeitos que entraram em confronto com os agentes.

polícia nega que pessoas tenham sido executadas pelos agentes durante a operação e afirma que seu objetivo era desarticular uma quadrilha de traficantes que aliciava menores de idade – alguns com apenas 12 anos. Além disso, eles estariam envolvidos em outros crimes, incluindo sequestros de trens que passam pela comunidade.

Em entrevista coletiva realizada no dia da operação, o delegado Fabrício Oliveira, chefe da Coordenadoria de Recursos Especiais, unidade especial da Polícia Civil, contou que os confrontos se estenderam por toda a comunidade, e que os criminosos invadiram as casas dos moradores, o que forçou os policiais a entrarem nas residências.

Responsável por fiscalizar a legalidade da ação, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota em que informa que está investigando as circunstâncias das mortes ocorridas durante a operação.

“Todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis em decorrência dos fatos ocorridos estão sendo tomadas pelo MPRJ, que na data de ontem esteve presente na comunidade, acompanhando os desdobramentos da operação. Cabe destacar ainda que o MPRJ acompanha a perícia nos corpos das pessoas mortas durante a intervenção policial”, informou a nota.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, informou ontem (7) que pediu informações sobre a operação policial ao governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro. Aras também solicitou esclarecimentos ao Ministério Público do Rio. O prazo para o envio das manifestações é de cinco dias úteis.

Fonte: Valéria Aguiar A/B

Irmão de Witzel teria acobertado assalto praticado pelo PCC em SP

Operação da Corregedoria da PM encontrou armamento ilegal na casa do policial militar Douglas Witzel, no interior de São Paulo.

O irmão do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o policial militar de São Paulo Douglas Witzel, de 42 anos, foi preso nesta terça-feira (22) durante operação que investiga possível ligação de PMs com integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em um assalto a um supermercado de Várzea Paulista, no interior de São Paulo.

As apurações que chegaram a Douglas Witzel também resultaram na Operação Rebote, do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), que teve 18 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão expedidos, com objetivo de esclarecer crimes cometidos pelo PCC nas cidades de Itapira, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Estiva Gerbi, Valinhos, Indaiatuba, Jundiaí e Várzea Paulista, todas do interior de São Paulo.

De acordo com as investigações do MP-SP, o crime que teria participação do irmão do governador afastado do Rio de Janeiro aconteceu no dia 19 de março deste ano. Dois homens, supostamente integrantes do PCC, invadiram um supermercado usando escadas, materiais pesados e celulares para se comunicar sobre possíveis aproximações policiais.

Nessas ligações telefônicas, por meio de interceptações, as investigações apontam que os criminosos mantiveram contato o tempo inteiro com um policial militar que estava atuando na região no momento da invasão ao supermercado. Esse PM, que fazia cobertura aos criminosos, também ligou para Douglas Witzel.

Segundo as investigações, Douglas Witzel estava em patrulhamento pela região onde aconteceu a invasão durante o período em que o crime estava acontecendo.

As investigações chegaram até o policial militar supostamente envolvido com o PCC em 22 de fevereiro, quando um outro integrante da facção que estava com o celular interceptado falou ao telefone com um número até então desconhecido, e os investigadores identificaram, durante a ligação, o barulho do rádio de comunicação da Polícia Militar.

O PM e os integrantes da facção mantiveram contatos telefônicos até chegar o dia da invasão ao supermercado. De acordo com as investigações, o policial ficou em ligação com o criminoso durante o assalto, para que o assaltante acompanhasse toda comunicação feita pelo rádio da Polícia Militar.

O que os supostos integrantes do PCC e o policial militar infrator não contavam é que o crime chegaria ao conhecimento do Baep, que foi ao local e frustrou o roubo. Dois homens foram presos, mas as investigaçõe acreditam que outros criminosos conseguiram fugir do local.

Douglas Witzel não foi apontado com participação direta nesse crime, mas a relação com o PM permitiu que fosse expedido um mandado de busca e apreensão pela Justiça Militar na casa dele. Não havia contra ele um mandado de prisão.

A operação foi realizada na manhã desta quinta-feira, com objetivo de encontrar possíveis materiais ligados à invasão do supermercado cometida pelo PCC.

No entanto, quando os policiais chegam à casa do irmão do governador do Rio, encontraram um revólver calibre 38 com a numeração raspada e municiado com seis cartuchos intactos, um simulacro de pistola, além de uma munição calibre 32 e dezenas de cartuchos deflagrados de calibre 380, 38 e ponto 40 (utilizada pela Polícia Militar).

Foi esse armamento ilegal, guardado junto com materiais de trabalho da Polícia Militar, que rendeu a prisão em flagrante de Douglas Witzel.

O material foi apreendido pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jundiaí, no interior de São Paulo, e Witzel recebeu voz de prisão e foi encaminhado para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.

Fonte: R7

Rio vacina hoje professores da rede pública com 55 anos ou mais

Pessoas com mais de 62 anos também podem se imunizar hoje

O município do Rio de Janeiro vai começar hoje (17) a vacinar profissionais de educação que estão na ativa em unidades públicas da rede de educação básica localizadas na capital. Neste sábado, só podem tomar a vacina aqueles tiverem 55 anos de idade ou mais.

Estão incluídos profissionais que trabalham na Secretaria Municipal de Educação, na Secretaria Estadual de Educação, na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), no Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e em instituições federais.

Para receber a vacina, esses profissionais deverão apresentar documento oficial com foto e os dois últimos contracheques. A Secretaria Municipal de Saúde orienta aqueles que não tenham contracheque com o nome da unidade escolar ou outra forma de comprovar a atuação na escola a providenciar uma declaração da instituição de ensino e comparecer para se imunizar no dia 24 de abril. A vacinação dos profissionais de educação seguirá no sábado que vem, quando poderão se vacinar aqueles que têm 50 anos ou mais.

Outros públicos-alvos

O cronograma de vacinação do município do Rio também prevê que podem se vacinar neste sábado pessoas de qualquer categoria profissional com 62 anos de idade ou mais, pessoas que devem receber a segunda dose da vacina e profissionais de saúde na ativa com 50 anos ou mais.

Os profissionais de saúde devem comparecer aos postos de vacinação entre 13h e 17h, com documento original com foto e comprovante do conselho de classe. Mais orientações podem ser obtidas no site oficial da vacinação no Rio de Janeiro.

A programação da prefeitura do Rio alcançará na semana que vem todas as faixas etárias da população idosa na cidade, com a aplicação da primeira dose em pessoas de 60 e 61 anos entre a próxima segunda-feira e o próximo sábado.

Na semana seguinte, que se inicia em 26 de abril, terá início a vacinação de grupos prioritários com menos de 60 anos, o que inclui pessoas com comorbidades ou deficiências permanentes e profissionais da saúde, educação, segurança pública e limpeza urbana que estejam na ativa.

Fonte: Denise Griesinger A/B

Caso Henry: Polícia confirma que o Ex- vereador Dr. Jairinho assassinou o garoto

Investigação continua, mas delegado disse que já há provas suficientes.

O delegado titular da 16ª Delegacia de Polícia Henrique Damasceno disse hoje (8) que o vereador Dr. Jairinho (RJ), expulso nesta quinta-feira do partido Solidariedade, assassinou Henry Borel, de 4 anos, filho da namorada do vereador. Segundo o delegado, a investigação continua, mas já existem provas suficientes para assegurar que a morte do garoto, no dia 8 de março, não foi um acidente, e sim um crime duplamente qualificado com emprego de tortura e sem possibilidade de defesa da vítima.

De acordo com o delegado, até o momento, não há possibilidade de garantir que a mãe da criança participou das torturas, mas Damasceno acrescentou que Monique Medeiros da Costa e Silva foi omissa em não procurar a polícia para relatar uma agressão ocorrida no dia 12 de fevereiro, dentro do apartamento do casal. Conforme o delegado, a agressão ficou evidente em troca de mensagens entre Monique e a babá de Henry, Thayná, recuperadas pela polícia com a utilização do software israelense Cellebrite Premium. 

As mensagens foram fundamentais para determinar a prisão do casal nesta quinta-feira. A aquisição do software vinha sendo pedida pela polícia há dois anos e foi autorizada pelo governador em exercício Cláudio Castro durante as investigações.

Nas mensagens, que tinham sido apagadas do celular de Monique, a babá informou que o menino foi trancado no quarto por Dr. Jairinho e naquele momento sofria agressões. A mãe então pediu para que ela entrasse no quarto, o tirasse de lá e desse um banho para ele ficar mais calmo. A babá contou ainda que o menino relatou que levou “uma banda” do padrasto e que pediu para que a sua cabeça não fosse lavada, porque sentia dor. Henry falou ainda que tinha dores no joelho.

Ameaças

O delegado descartou a possibilidade de a mãe ter sofrido ameaças para não relatar as agressões e ressaltou que não faltaram oportunidades para falar das agressões sofridas pelo menino.

“Com relação à ameaça, com bastante sinceridade, não é isso que percebi. Ela teve inúmeros momentos em que poderia ter falado conosco. O depoimento foi bastante longo e ela se mostrou à vontade em vários pontos dele [depoimento]”, afirmou.

Presos, Dr. Jairinho e mãe de Henry Borel chegam algemados à cadeia - Fotos  - R7 Rio de Janeiro
Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel

O comportamento de Monique após a morte do filho chamou atenção de Damasceno. “Ela conseguiu prestar um depoimento por mais de quatro horas e apresentou uma versão fantasiosa protegendo o assassino do próprio filho”, ressaltou, destacando, que com base na legislação brasileira, a denúncia seria uma obrigação legal da mãe.

“A mãe não procurou a polícia, não afastou a vítima do agressor, do convívio de uma criança de 4 anos, filho dela. É bom que se diga que ela tem obrigação legal. Além disso, quando verificamos depois de uma rotina, esteve em sede policial por mais de quatro horas protegendo o assassino do próprio filho. Não só se omitiu, como também concordou”.

O delegado informou ainda que após o enterro do filho, Monique foi a um salão de beleza para tratar do cabelo e das unhas. A imagem que o casal tentava passar da convivência com o menino era de uma família harmoniosa, inclusive induzindo a polícia para esta versão.

IML

Durante as investigações foi ouvido um alto executivo da Saúde, com nome não revelado pelo delegado, que no seu depoimento na 16ª DP revelou ter recebido quatro ligações de Dr. Jairinho pedindo que o corpo fosse liberado pelo Hospital Barra D’Or, onde a criança já chegou morta, e não fosse encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). O executivo, segundo o delegado, negou o pedido, porque constatou que o menino tinha sido vítima de agressões e, por isso, o corpo precisava ser levado ao IML.

Descarte de celulares

O casal foi preso na casa de uma tia do vereador, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. O endereço não tinha sido informado às autoridades policiais, que conheciam apenas a localização da casa da mãe de Monique e dos pais de Dr. Jairinho, onde estavam morando separados nos últimos dias. Esse foi um dos motivos pelos quais a prisão foi feita nesta quinta-feira. O delegado relatou que não houve resistência no momento que foram presos, mas o vereador tentou se livrar de dois celulares que o casal estava usando depois que tiveram anteriormente a apreensão dos seus aparelhos. Jarinho jogou os celulares pela janela, mas a polícia recolheu e os encaminhou para perícia.

O promotor do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), titular da 1ª Promotoria da Zona Sul e Barra, Marcos Kac, disse que as provas continuam sendo produzidas porque as investigações ainda não terminaram, uma vez que ainda tem uma série de atos de polícia judiciária e pericial para serem praticados para que todo o acervo probatório seja encaminhado ao Ministério Público. “Aí sim, vai valorar a conduta de cada um e imputar o tipo penal violado por cada um dos atores dessa tragédia”, contou Marcos Kac, esclarecendo o processo para determinar a punição de cada um no crime.

Para o diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), delegado Antenor Lopes, para as investigações este foi um caso extremamente sensível e delicado, que começou com a possibilidade de ser um acidente doméstico, mas que avançou nas apurações. “Caso difícil porque ocorreu dentro de um apartamento sem maiores testemunhas e sem câmeras. Era um caso com dificuldade muito grande, mas a equipe do Dr Henrique evoluiu na investigação e eles começaram a perceber que algo estava errado. Fomos auxiliados pela perícia técnica, bem como toda a investigação foi acompanhada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, com o Dr Marcos Kac”, completou.

Expulsão

O partido Solidariedade, que ontem tinha anunciado o afastamento de Dr. Jairinho, em nota nesta quinta-feira, informou a expulsão do vereador. “Diante dos novos fatos revelados, a Executiva Nacional do Solidariedade, em conjunto com a Estadual do partido, resolve expulsar, de forma sumária, o vereador Dr. Jairinho”.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro confirmou que se reunirá hoje para definir a situação do vereador, com a responsabilidade que o caso exige e atenta à gravidade da prisão de Dr. Jairinho. Está prevista para esta tarde uma reunião do Conselho de Ética. “Embora inexista até o momento representação formulada no Conselho de Ética, será dada toda celeridade que o caso exige. Em razão da prisão, o vereador tem sua remuneração imediatamente suspensa e fica formalmente afastado do mandato a partir do trigésimo primeiro dia, na forma do art. 14 do Regimento Interno”, informou.

Depois de passar por exames de corpo de delito no IML, o casal foi levado para o presídio de Benfica, na zona norte, para entrada no sistema prisional do estado do Rio.

Assista na TV Brasil:

Fonte: Aline Leal A/B

Após vetar praias, Rio prepara mais restrições e vai antecipar feriados

Prefeito defendeu organização estadual para definir medidas conjuntas entre municípios da região metropolitana

Depois de fechar o acesso de banhistas e praticantes de atividade física nas praias, vetar o transporte fretado e proibir o estacionamento em toda a orla da cidade no final de semana, o Rio de Janeiro prepara mais restrições e planeja a antecipação de feriados para frear o contágio pelo novo coronavírus. 

Na próxima segunda-feira (22), o prefeito Eduardo Paes (DEM) deverá anunciar quais feriados serão adiantados e quando será a folga. O chefe do executivo municipal também prometeu endurecer as regras de circulação na cidade, especialmente com uma ação coordenada com outras cidades do estado.

“Na segunda-feira, vamos reunir o comitê científico, e vamos anunciar, provavelmente ainda na segunda-feira, medidas mais restritivas, que devem se dar no final da próxima semana. Vamos fazer, conforme anunciamos ontem, a antecipação de feriados, mas virão mais medidas restritivas”, prometeu.

O decreto que proíbe o acesso à areia, o estacionamento na orla e os ônibus fretados vale a partir da meia-noite de sábado (20) e termina na segunda-feira (22) – veja abaixo o que está vetado.

Para as medidas mais duras que serão tomadas surtirem efeito, Paes também falou em união dos municípios da região metropolitana. O prefeito disse que já conversa com o governador do estado, Claudio Castro, e com outros prefeitos para que possam definir essas restrições.

“Se essas medidas que a cidade vai tomar vierem isoladas, serão menos eficazes. Não vou deixar de tomar qualquer medida, porque município A ou B não tomou. Vamos tomar medidas, mas é importante que haja um comando estadual, uma organização estadual, e que haja uma organização com os demais municípios”, disse.

Desde o início da pandemia, a cidade do Rio registrou 216.908 casos confirmados de covid-19 e 19.583 óbitos, segundo dados do boletim divulgado na quinta-feira (18). Por outro lado, 7,3% da população da cidade já recebeu a primeira dose da vacina.

Saiba o que está proibido

– permanecer nas areias das praias, em qualquer horário, incluindo a prática de esportes, o banho de mar. Também está proibido o comércio fixo e itinerante, além da prestação de serviço de qualquer natureza;

– entrada de ônibus e demais veículos fretados na cidade. A exceção são aqueles transportam funcionários de empresas ou levam pessoas para os hotéis. No caso dos turistas, será necessário comprovar reserva de hospedagem;

– estacionar em toda a orla marítima. A exceção à regra vale para moradores, idosos, portadores de necessidades especiais, hóspedes de hotéis e táxis.

– o uso das pistas das avenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica e de ambos os sentidos das pistas de rolamento do Aterro do Flamengo como áreas de lazer.

Fonte: R7

STJ torna Witzel réu por corrupção e prorroga afastamento até 2022

Denúncia do MPF foi aceita por unanimidade pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça nesta quinta-feira (11)

Por unanimidade, a Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) aceitou nesta quinta-feira (11) a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) contra o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por organização criminosa. Com isso, Witzel se torna réu por corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A Corte Especial também decidiu por unanimidade prorrogar o prazo de afastamento de 180 dias por mais um ano. Witzel não pode, por exemplo, retornar ao Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Estado do Rio, e manter contato com outros investigados.

A denúncia foi apresentada pelo MPF no âmbito da operação Tris In Idem, deflagrada pela PF (Polícia Federal) em agosto do ano passado. A ação foi desdobramento da operação Placebo, que investiga corrupção em contratos públicos do Executivo do Rio de Janeiro.

De acordo com o MPF, os alvos do processo foram “pagamentos efetuados por empresas ligadas ao empresário Mário Peixoto ao escritório de advocacia de Helena Witzel. A denúncia também cita “pagamentos feitos por empresa da família de Gothardo Lopes Netto ao escritório da primeira-dama”.

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, afirmou que o grupo atuou de forma semelhante aos dois últimos governadores no Rio, com estrutura e divisão de tarefas em quatro núcleos básicos: econômico, administrativo, financeiro-operacional e político.

Na operação Tris In Idem, foram expedidos mandados de prisão contra o presidente do PSC (Partido Socialista Cristão), Pastor Everaldo, e o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão. O então vice-governador do Estado, Cláudio Castro (PSC) e o então presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), André Ceciliano (PT), foram alvos da operação.

Fonte; R7