Descaso de municípios coloca em risco mais de 100 famílias e preocupa deputado Ismael Crispin

Ponte sob o rio Massangana na divisa dos municípios de Ariquemes e Monte Negro está em situação precária

Na tarde desta terça-feira (01), o deputado Ismael Crispin (PSB) fez uso da tribuna na Assembleia Legislativa de Rondônia para relatar sua indignação e preocupação com as mais de 100 famílias que precisam utilizar a ponte sob o rio Massangana na região do Vale do Jamari na divisa dos municípios de Ariquemes e Monte Negro na linha C-60.

“Até a ponte, a discussão e que a área pertença ao município de Ariquemes e do outro lado da ponte, a área pertença a Monte Negro, no entanto os eleitores que ali residem, são eleitores do município de Ariquemes, contudo nenhum dos dois municípios estão dando atenção a precariedade da ponte e principalmente ao risco que estão colocando os moradores da região”, ressaltou.

Para o parlamentar é lamentável que em pleno século XXI “os gestores não tenham a capacidade de trabalhar para melhorar a qualidade de vida do seu povo. Esse tipo de situação me assusta, pois no meu entendimento um mandato só tem razão de ser se pudermos mudar a vida das pessoas. Não tem como não ficar indagando diante de tanto descaso. Cadê a responsabilidade daqueles que tem o compromisso de tocar os municípios? ”, indagou. 

Foto: Assessoria – Descaso Ismael Crispin

Durante a visita do deputado, os moradores relataram que constantemente cobram dos municípios a manutenção necessária para garantir a estrutura da ponte, mas quem realmente realiza os reparos são os próprios usuários.

Por fim, o deputado Ismael Crispin pediu a intervenção do Estado de Rondônia para resolver esse impasse. “A ponte atende os dois municípios e ambos poderiam ter tomado providências, talvez por meio de um Termo de Cooperação, o que não foi feito, mesmo diante do pleito dos moradores”, finalizou. 

Texto: Laila Moraes-ALE/RO

Ministério declara emergência fitossanitária por conta de nuvem de gafanhotos

A preocupação das autoridades, é o dano que os insetos possam causar às lavouras e pastagens, se houver infestação.

O governo Federal por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina devido ao risco de surto da praga Schistocerca cancellata nas áreas produtoras dos dois estados. A portaria com a medida está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (25).

O estado de emergência tem por objetivo permitir a implementação de plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais. De acordo com o ministério, a emergência fitossanitária é por um prazo de 1 ano.

A nuvem de gafanhotos está a cerca de 250 quilômetros da fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. A preocupação das autoridades do setor agropecuário e de produtores rurais é o dano que os insetos possam causar às lavouras e pastagens, se houver infestação.

A dieta do inseto varia, conforme a espécie, entre folhas, cereais, capins e outras gramíneas. Segundo informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho.

Em nota, o minstério informou que está acompanhando o fenômeno em tempo real e que “emitiu alerta para as superintendências federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região.

De acordo com a pasta, especialistas argentinos estimam que os insetos sigam em direção ao Uruguai. A ocorrência e o deslocamento da nuvem de gafanhotos são influenciados pela temperatura e circulação dos ventos.

O fenômeno é mais comum com temperatura elevada. Segundo o setor de Meteorologia da secretaria gaúcha, há expectativa de aproximação de uma frente fria pelo sul do estado, que deve intensificar os ventos de norte e noroeste, “potencializando o deslocamento do massivo para a Fronteira Oeste, Missões e Médio e Alto Vale do Rio Uruguai”.

A nota diz ainda que o gafanhoto está presente no Brasil desde o século 19 e que causou grandes perdas às lavouras de arroz na Região Sul no período de 1930 a 1940. “No entanto, desde então, tem permanecido na sua fase ‘isolada’, que não causa danos às lavouras.”

O ministério informa que especialistas estão avaliando “os fatores que levaram ao ressurgimento desta praga em sua fase mais agressiva” e que o fenômeno pode estar relacionado a uma conjunção de fatores climáticos.

A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul orienta os produtores rurais gaúchos a informar a Inspetoria de Defesa Agropecuária da sua localidade se identificar a presença de tais insetos em grande quantidade.

Uruguai

No Uruguai, país que faz fronteira com o Rio Grande do Sul, um comunicado do Ministério da Agricultura afirma que o país está monitorando constantemente a movimentação da praga, em parceria com autoridades argentinas.

O comunicado diz ainda que, embora seja pouco provável que os gafanhotos cheguem no país, caso isso ocorra exitste potencial para afetar a produção agrícola. O Uruguai solicita que, caso sejam vistos gafanhotos em território nacional, deve-se denunciar às autoridades competentes o mais rápido possível.

O ministro da Agricultura, Carlos María Uriarte solicitou ainda que não se utilizem pesticidas que possam matar abelhas contra os gafanhotos.

*Colaborou a repórter da Agência Brasil em Montevidéu, Marieta Cazarré

Fonte: Agência Brasil

Reino Unido põe ‘vidas em risco’ em disputa sobre ouro venezuelano, afirma Caracas

À medida que a pandemia do coronavírus se alastra pela Venezuela, a nação sul-americana procura ter acesso às reservas de ouro detidas pelo banco central do Reino Unido.

Devido ao fato de Londres não reconhecer a legitimidade do governo da Venezuela, os representantes legais britânicos procuram justificar a reivindicação venezuelana aos ativos nacionais.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) foi acusado de “pôr vidas em risco” após ter negado um pedido da Venezuela para liberar mais de 800 milhões de libras esterlinas (R$ 5,2 bilhões) das reservas de ouro do país sul-americano atualmente retidas no Reino Unido.

Os representantes legais do Banco Central da Venezuela (CBV) afirmaram que o BoE está mantendo “refém” o ouro venezuelano, uma vez que enfrentam uma “emergência humanitária” devido à pandemia do coronavírus.

Os advogados do banco afirmam que a urgência da situação no país, atualmente bloqueado pelos Estados Unidos para destituição da atual administração, significa que a relutância do Banco da Inglaterra em liberar o ouro está causando danos adicionais à nação rica em petróleo.

“Esta é uma emergência humanitária. Durante este período crítico, o Banco Central da Venezuela negociou com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para garantir que todos os fundos obtidos com a venda do ouro venezuelano sejam utilizados na luta contra a COVID-19, e a intransigência contínua do Banco da Inglaterra está colocando milhares de vidas em risco”, afirmou Sarosh Zaiwalla, sócio principal da sociedade de advogados Zaiwalla & Co, informou a agência Bloomberg.

O presidente do Parlamento Europeu disse que, durante uma crise internacional, a Venezuela está sendo “impedida de ter acesso” aos seus recursos.

“Com efeito, as reservas de ouro da nação no Banco da Inglaterra estão sendo reféns de fatores políticos ditados pela política externa dos Estados Unidos e de alguns dos seus aliados. Enquanto isso, há um risco muito real de que o povo da Venezuela venha a sofrer”, afirmou.

As autoridades britânicas afirmam que tencionam atribuir os fundos ao PNUD a fim de adquirirem “equipamento de saúde, medicamentos e alimentos básicos” à medida que a pandemia do coronavírus se espalha pela Venezuela, com 3.062 casos confirmados e 26 mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, EUA.

O Supremo Tribunal do Reino Unido vai ouvir na próxima semana um litígio sobre se a direção do banco venezuelano nomeado pelo presidente do país, Nicolás Maduro, tem capacidade para ordenar a venda do ouro.

Uma crise política

O Banco da Inglaterra se recusa a liberar os ativos de ouro devido ao fato de Maduro não ser reconhecido como chefe de Estado oficial da Venezuela pelo Reino Unido. Em vez disso, Londres considera o autoproclamado Juan Guaidó como o “presidente interino” venezuelano.

Sob o governo Maduro, o país tem mergulhado em uma grave crise econômica. A administração vem tentando, desde 2018, recuperar 31 toneladas de ouro detidas pelo BoE.

Uma das novas notas britânicas de 10 libras em frente ao Banco da Inglaterra na cidade de Londres.
Uma das novas notas britânicas de 10 libras em frente ao Banco da Inglaterra na cidade de Londres.

O banco serve de depósito dos milhões de ouro de vários países, e detém um total de cerca de 400.000 barras de ouro venezuelano no valor de 200 bilhões de libras (R$ 1,3 trilhão), que até agora se recusam a liberar.

O Banco Central venezuelano está solicitando a liberação imediata de 930 milhões de euros (R$ 6,04 bilhões) de ouro em ordem judicial.

Como resultado da presidência contestada, o BoE alega que não pode garantir que qualquer autoridade beneficiária tenha direito aos bens venezuelanos. O autoproclamado presidente interino Guaidó foi autorizado a ocupar um cargo no processo do Supremo Tribunal e criou sua própria organização rival, alegando estar na direção.

Guaidó alegou que a situação deu efetivamente ao Supremo Tribunal a responsabilidade de decidir quem é o governo legítimo da Venezuela. O Ministério das Relações Exteriores britânico se recusou a dizer se considera Maduro ou Guaidó o presidente e, em vez disso, destacou o reconhecimento de Guaidó pelo governo de Theresa May, em fevereiro de 2019.

As autoridades venezuelanas deverão argumentar ao Supremo Tribunal que, uma vez que o Reino Unido mantém relações diplomáticas com o governo Maduro, o reconhecimento e a soberania sobre os bens de ouro devem ser decididos com base em quem tem “controle efetivo sobre o território do Estado”.

Em janeiro de 2019, a Venezuela caiu em uma crise política quando o então líder da Assembleia Nacional controlada pela oposição, Juan Guaidó, se proclamou presidente interino, em uma tentativa de destituir o presidente Maduro do poder.