Rússia não quer ver militares dos EUA na Ásia Central, diz chanceler russo

O diplomata destacou que atualmente está sendo discutido o futuro do Afeganistão

Na terça-feira (24), o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que a Rússia não quer ver soldados norte-americanos nos países da Ásia Central, isso os tornaria alvos.

O chanceler afirmou que a Rússia duvida que qualquer país da Ásia Central queira ser um alvo, instalando tropas norte-americanos em seu território.

“Primeiro, temos o espaço de segurança comum, e neste espaço há responsabilidades. Estou falando do Tratado de Segurança Coletiva, que prevê a aprovação por todos os aliados das questões ligadas à instalação de forças armadas estrangeiras em seu território”, afirmou Lavrov durante coletiva de imprensa.

A causa principal revelada por ele é que os EUA queriam, na hora de sair do Afeganistão, instalar uma parte de sua infraestrutura, armamento e soldados no território dos países vizinhos para ter possibilidade de atacar o Afeganistão, se o país “se portar mal”.

Anteriormente, Lavrov também declarou que nem os países da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, nem o Uzbequistão estão interessados em colocar forças dos EUA em seu território após sua retirada do Afeganistão.

Comentando as palavras do chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, que disse que o Afeganistão não deve acabar nas mãos da Rússia, Lavrov afirmou que é lamentável que tais pessoas elaborem a linha de comportamento da UE.

“Se o chefe da diplomacia da União Europeia pensa em tais categorias, então tenho pena dos Estados-membros, que são obrigados a ouvir e, provavelmente, a apoiar tal filosofia”, segundo Lavrov.

Na semana passada, Josep Borrell declarou que a UE não pode deixar que a Rússia e China controlem a situação em torno do Afeganistão. O diplomata destacou que atualmente está sendo discutido o futuro do Afeganistão, a possível formação de um governo de unidade nacional onde possam participar diferentes forças políticas, incluindo representantes do anterior governo afegão.

Fonte: Sputnik

EUA aplicam novas sanções contra empresas da Rússia por alegada violação do Ato de Não Proliferação

As sanções são impostas contra três organizações russas: Pulsar, Asia-Invest e Charter Green Light Moscow.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou novas sanções contra organizações russas. Tais sanções adiam a cooperação bilateral entre Moscou e Washington, comentou o embaixador russo nos EUA.

Os EUA implicam novas sanções contra três empresas russas, acusadas de terem violado o Ato de Não Proliferação do Irã, Coreia do Norte e Síria, informou o Departamento de Estado norte-americano.

Este ato norte-americano determina que os Estados Unidos imponham sanções contra entidades e indivíduos estrangeiros que estejam envolvidos na atividade de proliferação de armas para esses países. As sanções são impostas contra três organizações russas: Pulsar, Asia-Invest e Charter Green Light Moscow.

“Foi determinado que um número de pessoas estrangeiras esteve envolvido em atividades que preveem a imposição de medidas conforme a Seção nº 3 do Ato de Não Proliferação do Irã, Coreia do Norte e Síria”, de acordo com o comunicado divulgado.

Além disso, a lista inclui várias entidades do Iraque e Síria. As restrições contra as empresas serão aplicadas por pelo menos dois anos, a menos que sejam canceladas pelo secretário de Estado. O documento não explica as causas das sanções.

As medidas implicam que as autoridades federais norte-americanas não poderão adquirir nada das empresas sancionadas ou lhes vender algo, fornecer qualquer ajuda ou licenciar seus produtos.

Resposta da Rússia

Por sua vez, o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, disse que as novas sanções norte-americanas adiam as perspectivas de cooperação bilateral entre EUA e Rússia. As sanções contradizem o “espírito de Genebra” e os esforços para estabilizar as relações entre os dois países.

“Consideramos tal abordagem inaceitável e fundamentalmente contrária ao ‘espirito de Genebra’, bem como aos esforços para estabilização das relações entre os dois países. Ao contrário, com tais ações Washington adia ainda mais as perspectivas de qualquer cooperação construtiva”, afirmou diplomata russo.

Fonte: Sputnik

Biden alerta sobre possível guerra com Rússia por alegados ciberataques (vídeo)

Embaixada da Rússia em Washington disse em comunicado que as acusações são totalmente infundadas e que não foram fornecidas evidências das alegações.

Presidente dos EUA alertou para a possível ameaça de guerra com a Rússia devido a supostos ataques cibernéticos e alegou que a Rússia já estaria interferindo nas eleições de meio de mandato do próximo ano.

Nesta terça-feira (27), o presidente norte-americano, Joe Biden, durante discurso para a comunidade de inteligência dos Estados Unidos, alertou sobre a possível ameaça de guerra com a Rússia, resultante de alegados ataques cibernéticos, e afirmou que Moscou já estaria intervindo nas eleições de 2022.

“Acho mais provável que acabemos em guerra, uma verdadeira guerra de tiros com uma grande potência. Será consequência de uma violação cibernética, de grande importância”, disse Biden na visita ao Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional.

No mesmo dia de manhã, o presidente dos EUA recebeu um relatório de inteligência alegando que Moscou já interfere nos preparativos para as próximas eleições nos Estados Unidos.

“Veja o que a Rússia já está fazendo em relação às eleições de 2022 e à desinformação. É uma violação clara de nossa soberania”, declarou Biden.

Comentando sua recente reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, em Genebra, Biden disse que “ele [Putin] sabe que vocês são melhores que o time dele e isso o incomoda demais”.

Em março, a inteligência norte-americana acusou a Rússia de interferência na eleição presidencial de 2020. A Embaixada da Rússia em Washington disse em comunicado que as acusações são totalmente infundadas e que não foram fornecidas evidências das alegações. Um relatório da inteligência dos EUA sobre as ameaças estrangeiras às eleições de 2020 afirma que Vladimir Putin autorizou esforços para minar o então candidato democrata Joe Biden.

Fonte: Sputnik

Rússia pode criar laços com qualquer elite do Brasil

As perspectivas de uma relação maior cooperação Rússia-Brasil

No 60º aniversário do Instituto da América Latina, a Sputnik Brasil conversou com seu diretor Dmitry Razumovsky sobre pesquisas dos assuntos brasileiros na Rússia e as perspectivas de uma maior cooperação Rússia-Brasil.

O Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia foi fundado 60 anos atrás, em 1961, pouco depois da Revolução Cubana de 1959.

Conforme o diretor da entidade, a União Soviética criou o instituto para tarefas puramente práticas, embora obviamente perseguisse também o objetivo de concretização de pesquisas fundamentais: a URSS necessitava melhorar a experiência da interação com os países da região latino-americana para promover seus próprios interesses geopolíticos e econômicos.

Diretor do Instituto da América Latina russo da RAN, Dmitry Razumovsky, em 2020

© SPUTNIK / NNIA ZOTINADiretor do Instituto da América Latina russo da RAN, Dmitry Razumovsky, em 2020

Instituto sem análogos no mundo

Criado com tal intenção na mira, o instituto abrange agora cerca de 50 pesquisadores e mantém uma ampla cooperação com os principais centros de pesquisa latino-americanos e europeus. Além do mais, aponta o diretor, a instituição interage estreitamente com organismos governamentais responsáveis pela tomada de decisões de política externa em relação aos países da região.

“Em nenhum outro lugar existe uma estrutura tão poderosa e unificada, ou [institutos] análogos no mundo. O instituto é formado de quatro centros principais para estudos da economia, política e cultura da América Latina, assim como um centro autônomo para os países ibéricos”, esclarece o diretor.

Dentro do instituto, e também no instituto russo MGIMO, há vários especialistas russos em política e economia do Brasil, que podem ser chamados de autoridades na matéria com reconhecimento internacional, tais como Ludmila Okuneva, Boris Martynov e Ludmila Simonova, entre outros.

Chefe do departamento da Ciência, Cultura e Ensinamento de Cuba, Garcia Gallo, na sessão do Instituto da América Latina russo, agosto de 1973
© SPUTNIK / V. LAVRISCHEVChefe do departamento da Ciência, Cultura e Ensinamento de Cuba, Garcia Gallo, na sessão do Instituto da América Latina russo, agosto de 1973

Pesquisando em uma variedade de temas, entre os quais o desenvolvimento sustentável, inovação e desenvolvimento tecnológico e assuntos sociais, bem como a questão da criminalidade e da violência, por exemplo, o instituto se foca sobretudo nos maiores países da região.

O Brasil, sendo o maior país da América Latina, é um objeto prioritário para equipe da entidade, já que, de acordo com as palavras de seu diretor, ocorrem muitos processos importantes no Brasil que determinam a situação em toda a região e cuja experiência pode ser útil em outros países.

Assim, Razumovsky contou que o instituto analisou os sucessos das reformas econômicas neoliberais no Brasil nos anos 90 e, ao agregá-los, enviou muitas recomendações ao governo russo, que na época também estava realizando reformas dos mercados.

Ultimamente os pesquisadores se focaram nas razões da crise econômica brasileira na segunda metade da década de 20 e agora estão interessados nas raízes e na natureza das mudanças políticas globais no país que viabilizaram a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao poder.

Perspectivas de maior cooperação Rússia-Brasil

Quanto às relações Rússia-Brasil, o diretor do instituto aponta que os países “já têm uma rica experiência no uso de vários formatos de cooperação”. Entre eles estão “o exemplo brilhante” do BRICS e a interação no âmbito das estruturas da ONU.

Ao mesmo tempo, Razumovsky nomeia mais um potencial canal de “comunicação muito perspectivo” entre a Rússia e o Brasil como líderes de duas estruturas de integração – a União Econômica Asiática e o Mercosul, respectivamente.

Além do mais, o especialista vê perspectivas para um maior desenvolvimento da cooperação entre os dois grandes países com economias complexas e diversificadas, apesar das dificuldades que enfrenta o comércio mútuo devido a restrições tarifárias e não tarifárias.

“Ao longo dos anos 2000, nossa interação cresceu, mas se tornou muito mais complexa. Hoje, ambos os países não se encontram nas melhores condições econômicas, e isso inevitavelmente leva a uma recessão localizada na interação econômica.”

Porém, Razumovsky acredita que essas dificuldades são temporárias. Na opinião do diretor, as principais perspectivas nas relações russo-brasileiras estão relacionadas à cooperação tecnológica, já que há exemplos de cooperação bem-sucedida na indústria aeronáutica: o diretor relembra a ajuda dos engenheiros russos no desenvolvimento da futura geração de aeronaves da Embraer.

Fábrica da Embraer em São José dos Campos, interior de São Paulo.
© FOLHAPRESS / LUCAS LACAZ RUIZFábrica da Embraer em São José dos Campos, interior de São Paulo.

Adicionalmente, segundo Rasumovsky, há perspectivas para cooperação em esferas tais como o espaço, transporte, indústria energética e nuclear.

Outro tema muito promissor é o das TI, acredita ele. “O Brasil está passando por uma revolução digital definitiva, mostrando taxas de crescimento muito altas e um enorme potencial de lucro para os que participam desses projetos”, afirmou.

A razão principal para a possibilidade de tal cooperação é que a Rússia se esforça em construir relações pragmáticas sem viés ideológico, apesar de muitos estarem convencidos do contrário.

“Estou seguro de que a abordagem de nossos diplomatas nos permite construir relações mutuamente benéficas com qualquer elite brasileira, de qualquer espectro político”, expressa o diretor da instituição, nomeando, por isso, Jair Bolsonaro – político de direita – como “um parceiro interessante e promissor, apesar de ele ter uma postura totalmente diferente da dos governos de esquerda”.

O presidente Bolsonaro, conforme ele, também demonstra um “interesse sincero” no fortalecimento de laços econômicos com o Estado russo e na atração de investimentos e tecnologias.

Pandemia muda relações russo-brasileiras?

Por incrível que pareça à primeira vista, a pandemia não dificultou significativamente a cooperação entre os dois países, afirma Razumovsky. Mesmo que a densidade de contatos humanos tenha diminuído, o comércio continua.

Jair Bolsonaro e Vladimir Putin se encontram durante a cúpula do BRICS, em Brasília.
© AP PHOTO / ERALDO PERESJair Bolsonaro e Vladimir Putin se encontram durante a cúpula do BRICS, em Brasília.

Além do mais, no caso do Brasil surgiram novas áreas de cooperação antes inexistentes, especificamente, as relacionadas às vacinas.

O diretor aponta que o Brasil vai se converter em uma das bases de produção do imunizante russo Sputnik V. Ele reconhece, porém, que houve problemas com a autorização da vacina pela Anvisa, mas, de seu ponto de vista, existem mais dificuldades técnicas do que políticas.

“Surgirão parcerias que seguramente manterão o ritmo da cooperação após a pandemia”, concluiu ele, expressando a esperança de que a esfera médica permaneça na agenda de cooperação entre os dois países.

Fonte: Sputnik

Avião com 28 passageiros cai no extremo leste da Rússia

Segundo equipes de busca, não há possibilidade de sobreviventes

Um avião com 28 passageiros caiu hoje (6) no extremo leste da Rússia, informaram agentes de resgate, segundo agências de notícias russas.

O Antonov An-26, de duas turboélices, ia da capital regional Petropavlovsk-Kamchatsky a Palana, um vilarejo ao norte da península de Kamchatka, quando perdeu contato com o controle de tráfego, disse o Ministério de Emergências.

A agência de notícias Interfax relatou que se acredita que o avião tenha caído em um penhasco, quando se preparava para pousar em condições de baixa visibilidade.

A agência de aviação civil russa confirmou que o local da queda do avião foi encontrado depois que o Ministério de Emergências enviou um helicóptero e mobilizou equipes terrestres para procurarem a aeronave desaparecida.

Havia 22 passageiros e seis tripulantes a bordo, disse o ministério. Olga Mokhireva, a prefeita de Palana, estava entre os passageiros, disseram autoridades municipais, informou a agência de notícias Tass.

O clima na área estava nebuloso no momento em que o avião desapareceu. A Tass disse que a aeronave envolvida estava em uso desde 1982.

Os padrões de segurança aérea da Rússia melhoraram nos últimos anos, mas os acidentes, especialmente com aviões antigos em regiões remotas, não são incomuns.

Fonte: Agência Brasil

Vídeo publicado pela Rússia revela conversas com destróier britânico antes de atirar

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou que Moscou ficou indignada com o comportamento do lado britânico

O FSB publicou vídeo com conversações em que mostra o alerta feito a equipe britânica do destróier que violou a fronteira nacional russa antes de atirar contra.

Nesta quinta-feira (24), o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) publicou vídeo no qual mostra as conversas realizadas com a equipe britânica do destróier HMS Defender, que invadiu a fronteira nacional russa na quarta-feira (23), antes de atirar contra o navio.

Na ocasião, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou que Moscou ficou indignada com o comportamento do lado britânico e antes de enviar o alerta com bombardeiros, alertou a tripulação do navio que as consequências de tais ações poderiam ser graves.

Ryabkov disse que “se os colegas não entenderem” o que são as fronteiras da Federação da Rússia, “podemos bombardear”.

“Podemos apelar ao bom senso, exigir respeito pelo direito internacional e, se isso não funcionar, podemos bombardear”, disse ele logo após a entrada do destróier em território russo.

A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, qualificou o incidente como uma provocação. A embaixadora do Reino Unido em Moscou, Deborah Bronnert, foi convocada à chancelaria russa por causa do incidente.

Fonte: Sputnik

Rússia e China apresentam plano para criar Estação Científica Internacional na Lua até 2035

Os países ambiciosos vão implantar sistemas responsáveis pela energia, comunicação e entrega de equipamentos na órbita Lunar

Nesta quarta-feira (16), as delegações da Rússia e da China apresentaram uma estratégia para criar uma Estação Científica Internacional na Lua até 2035.

A estação vai ser construída em três estágios. Durante o primeiro, de 2026 a 2030, os dois países vão iniciar as operações conjuntas, obter amostras da superfície lunar e testar as tecnologias do centro de comando da estação.

Depois disso, os países vão implantar sistemas responsáveis pela energia, comunicação e entrega de equipamentos na órbita e na Lua. O segundo estágio ocorrerá de 2031 a 2035.

Rússia e China pretendem colocar a estação totalmente em serviço durante o terceiro estágio.

O vice-diretor da Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês), Wu Yanhua, afirmou que diversos países já expressaram interesse em participar do projeto.

“Alguns países, como a Tailândia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos também demonstraram interesse em participar do programa”, afirmou Wu.

Fonte: Sputnik

Rússia descartará totalmente o dólar, anuncia Ministério das Finanças

O Ministério decidiu “abandonar completamente os ativos em dólar, substituindo por um aumento em euro e em ouro.

O Ministério das Finanças russo reformulará, no prazo de um mês, a estrutura do Fundo de Riqueza Nacional (NWF, na sigla em inglês), com a cota-parte do dólar dos EUA diminuindo para zero e a parte do yuan crescendo para 30%.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (3) por Anton Siluanov, ministro das Finanças da Rússia, durante um briefing no âmbito do Fórum Econômico Internacional em São Petersburgo.

“Nós, tal como o Banco Central, tomamos a decisão de reduzir os investimentos do Fundo de Riqueza Nacional em ativos em dólar”, declarou.

Ele detalhou que o Ministério decidiu “abandonar completamente os ativos em dólar, os substituindo por um aumento em euro e em ouro. [A cota-parte do] dólar será zero, do euro – 40%, do yuan – 30%, do ouro – 20%, da libra e iene – 5% cada um”, contou o ministro aos jornalistas.

De acordo com ele, a implementação do novo plano acontecerá “bem rápido, no prazo de um mês”.

Em fevereiro de 2021, a fim de aumentar os retornos e diversificação de riscos de investimento, na estrutura de moedas do Fundo foram incluídos o iene japonês (cota-parte de 5%) e também o yuan chinês (15%). As cotas-partes do dólar e do euro foram reduzidas de 45% para 35% para cada moeda.

No final de 2020, o presidente da Rússia Vladimir Putin aprovou a lei federal que permitiu a colocação de fundos em metais preciosos. Logo depois, em maio, o premiê Mikhail Mishustin assinou o regulamento de acordo com o qual os recursos do Fundo podem ser investidos em ouro.

O NWF, parte dos ativos do orçamento federal da Rússia, foi criado para apoiar o sistema nacional de aposentadorias. Seus fundos podem ser usados para cobrir déficits orçamentários em tempos de crise. Em 1º de novembro de 2020, os ativos do fundo totalizavam mais de US$ 167 bilhões (aproximadamente R$ 916 bilhões), o que representa cerca de 12% do PIB do país.

Fonte: Sputnik

Rússia está desenvolvendo sistema alternativo ao SWIFT

Embora não haja ainda nenhuma decisão oficial quanto à possível desconexão da Rússia do sistema, o país já se prepara para tal cenário.

sistema SWIFT poderá ser envolvido na “espiral de sanções” contra a Rússia. Existem ameaças, principalmente dos Estados Unidos, de desconectar o país do SWIFT, disse à Sputnik o diretor do Departamento da Cooperação Econômica do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Dmitry Birichevsky.

Em conformidade com direito internacional, apenas um órgão pode impor sanções de forma legítima: o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. As medidas unilaterais que alguns países ou grupos de países tomam não podem ser chamadas de sanções, destacou o economista.

“O que nossos parceiros ocidentais estão usando são barreiras para proteger seus próprios produtores e proteger seus próprios interesses no cenário mundial. Há receios de que o sistema SWIFT possa ser envolvido nesta ‘espiral de sanções'”, disse Birichevsky.

Por enquanto, a desconexão da Rússia do sistema de pagamentos SWIFT não está em cima da mesa, mas o país se prepara para isso e começou a criação de um análogo do SWIFT, revelou Birichevsky.

“Por enquanto, segundo cremos, isso está fora de questão, mas é necessário nos prepararmos, levando em conta a imprevisibilidade da situação. A Rússia vem fazendo isso há bastante tempo, porque é uma necessidade objetiva”, disse Birichevsky.

O SWIFT é um sistema internacional interbancário de transmissão de informação e realização de pagamentos, ao qual são conectadas mais de 11 mil das maiores organizações de quase todos os países. Há relatos regulares na mídia de que a Rússia pode ser desconectada do sistema como uma das sanções mais duras do Ocidente. Alguns políticos ocidentais também apelam para isso.

No entanto, é difícil fazê-lo, dado que SWIFT é uma organização privada internacional e a União Europeia não tem competências para desconectar a Rússia, segundo o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

Fonte: Sputnik

EUA e OTAN estão ‘bombeando’ o Exército da Ucrânia, diz MRE da Rússia

“São estes exercícios, que já terminaram, que Kiev, com o apoio dos países ocidentais, tentou fazer passar como um aumento da tensão”

Os países ocidentais estão ajudando a aumentar as capacidades militares da Ucrânia ao mesmo tempo que denunciam os exercícios militares anuais da Rússia dentro de suas fronteiras, segundo Sergei Lavrov.

Os EUA e seus aliados da OTAN estão fortalecendo o Exército ucraniano com apoio militar, financeiro e material, declarou na segunda-feira (24) Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia.

“Gostaria de chamar a atenção para o fato de que os EUA e seus aliados da OTAN estão aumentando a atividade militar no território da Ucrânia e no mar Negro. Estão ‘bombeando’ o Exército ucraniano com armas, fornecendo-lhe apoio financeiro e material e treinando as Forças Armadas da Ucrânia em métodos de guerra da OTAN”, disse o diplomata russo em entrevista ao jornal Argumenty i Fakty.

De acordo com ele, a Ucrânia planeja realizar só em 2021 sete exercícios militares conjuntos com países da OTAN em seu território, particularmente o Defender Europe 2021, o maior da Aliança Atlântica.

“A Rússia é obrigada a levar tudo isso em conta em seu planejamento militar”, comentou o ministro, observando que a militarização da Ucrânia não contribui para a solução do conflito em Donbass, onde militares ucranianos combatem forças das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk.

Lavrov também sublinhou que os exercícios planejados das Forças Armadas da Rússia são realizados todos os anos em território russo e sempre a uma distância considerável de Donbass.

© REUTERS / Ministério das Relações Exteriores da Rússia / Handout

“São estes exercícios, que já terminaram, que Kiev, com o apoio dos países ocidentais, tentou fazer passar como um aumento da tensão”, disse o alto responsável russo.

O conflito em Donbass é discutido, inclusive, durante as reuniões em Minsk, Belarus, do grupo de contato, que desde setembro de 2014 já adotou três documentos que regulamentam os passos para terminar o conflito. No entanto, mesmo após os acordos de cessar-fogo, as hostilidades têm continuado.

Fonte: Sputnik