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Movimento nos aeroportos devem aumentar devido ao Feriado

São Paulo, Rio de Janeiro e Recife são os destinos mais buscados

Neste feriado de 12 de outubro os aeroportos brasileiros devem receber mais de 713 mil passageiros. Os aeroportos com maior movimentação devem ser o de Brasília, com 129 mil pessoas viajando, e o Santos Dumont (RJ), com 75 mil.

A previsão é do Ministério do Turismo, que realizou levantamento a partir de consultas às empresas administradoras de aeroportos de todo o país. São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza são os destinos mais buscados no feriado.

Como foi o primeiro levantamento feito pelo Ministério do Turismo, não há comparação com outros feriados para aferir os impactos da pandemia e se esses números representam uma retomada.

Mas a diferença pode ser medida com os números dos aeroportos da Infraero. Nestes devem passar 389.135 passageiros no feriado, segundo a empresa. A previsão de dias mais movimentos são hoje (9) e a próxima terça-feira (13). O número de passageiros deste ano representa 41% do registrado no ano passado, quando viajaram nos aeroportos da Infraero 941.411 pessoas.

Pandemia

Neste momento de pandemia, os aeroportos e companhias aéreas permanecem sujeitas a protocolos estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Entre elas estão a observância do distanciamento de pelo menos dois metros, obrigação de uso de máscaras por passageiros, adoção de equipamentos de proteção individual por trabalhadores e higienização dos aeroportos e das aeronaves.

Fonte: Liliane Farias A/B

Prefeitura de SP afirma que aulas presenciais podem volta em outubro

Detalhes ainda serão definidos e anunciados nesta quinta-feira

Apesar de muito pressionada pelos cinco sindicatos da categoria (Simpeem, Sinesp, Sedin, Sindsep e Aprofem), que defendem só retornar as aulas no ano que vem, o anúncio a ser feito pela Prefeitura de São Paulo nesta quinta-feira (17) é que a capital paulista vai retomar o ensino presencial a partir de outubro.

O assunto ainda divide opiniões entre as autoridades municipais, porém, diante do avanço no controle da pandemia e do impacto sentido pelos alunos, a área da saúde vai autorizar o retorno conforme sugerido pelo governo do estado a partir de outubro.

Há, no entanto, dúvidas ainda sobre qual série terá liberação logo na primeira fase.

Há forte resistência para se liberar o retorno das séries do ensino fundamental. A justificativa é que é mais difícil seguir os protocolos de segurança e distanciamento entre crianças. Por isso, poucas séries devem ter autorização para voltar já em outubro.

Uma saída imediata, possível e avaliada internamente, para atender alunos de todas as idades é liberar aulas extras dentro das escolas para todas as séries, ligadas a esporte, por exemplo.

O retorno efetivo dos alunos mais novos deve ficar para uma segunda fase – a partir de novembro.

Diante da ameaça de greve entre os servidores, a Prefeitura já conta com um plano B para viabilizar o plano de retomada presencial: a atuação dos profissionais temporários.

Todos os detalhes serão ajustados na manhã desta quinta-feira. Em seguida, serão anunciados na coletiva de imprensa que vai divulgar o resultado de mais um inquérito sorológico.

O recado é claro: não dá para não discutir a volta às aulas. O debate é como fazer isso.

Fonte: R7

São Paulo tem queda de óbitos e de internações por covid-19

Governo diz que estado está saindo do pico contínuo alto de casos

Além da queda no número de óbitos e de casos registrada na semana passada, o estado de São Paulo também apresentou redução em novas internações por covid-19 [a doença provocada pelo novo coronavírus]. Segundo o governo paulista, isso indica que o estado está saindo do platô, que era um pico contínuo alto de casos.

Na última semana, – a 34ª Semana Epidemiológica (entre os dias 16 e 22 de agosto) -, a média móvel de novas internações foi de 1.550 por dia, semelhante a números obtidos em maio, na 21ª Semana Epidemiológica (de 17 a 23 de maio). Na 33ª Semana, a média por dia era de 1.658 novas internações.

Segundo o último sábado (22), o estado de São Paulo teve queda, pela segunda semana consecutiva, na média móvel de mortes por covid-19.

A média móvel é calculada somando o total de casos registrados na semana e dividindo-o pelo número de dias. Na semana passada, foram computadas 1.612 novas mortes, uma média de 230 óbitos a cada dia, queda de 9% em relação com a semana anterior, com 152 mortes a menos. No entanto, a média móvel de óbitos em São Paulo se mantém acima de 200 mortes por dia desde a 22ª Semana Epidemiológica (de 24 a 30 de maio).

O estado também registrou queda na média móvel de casos confirmados. Foram computados 51.714 casos na 34ª Semana Epidemiológica, o que dá uma média móvel de 7.387 casos por dia, redução de 31% em relação à semana anterior.

Casos

Com 2.351 casos nas últimas 24 horas, o estado de São Paulo soma agora 756.480 ocorrências confirmadas do novo coronavírus. O total de óbitos, desde o início da pandemia, é de 28.505, com 38 registros ocorridos nas últimas 24 horas.

Do total de casos diagnosticados, 570.165 pessoas estão recuperadas, sendo 85.996 delas após internação.

Há 5.039 pessoas internadas em estado grave em todo o estado em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus, além de 6.120 internadas em enfermarias.

A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) está em torno de 55,6% no estado e de 53,7% na Grande São Paulo.

Fonte: Kleber Sampaio A/B

São Paulo volta a fechar comércio de bares e restaurantes

Decisão partiu dos próprios donos de estabelecimentos, afirmam que ‘Reabrir agora é suicídio’.

Bares e restaurantes vão além do delivery - A Crítica de Campo ...
Restaurantes e Bares de SP voltam a fechar.

Um grupo de donos de bares e restaurantes de São Paulo decidiu manter as portas dos estabelecimentos fechadas mesmo com a autorização do governo do Estado para a reabertura. Entre os motivos alegados, estão a falta de segurança para funcionários e clientes, expectativa de baixo movimento e receio de falência.

A partir de segunda-feira (6/7), a gestão do governador João Doria (PSDB) passou a autorizar que estabelecimentos do setor voltem a funcionar depois de quase quatro meses de quarentena por causa da pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Para isso, os locais precisam seguir algumas regras, como horário fixo (das 11h às 17h), lotação de até 40% da capacidade, proibição de mesas nas calçadas e exigência de uso de termômetros e máscaras, além de distanciamento entre os clientes.

O governo classificou esse cenário — de flexibilização gradual da economia com restrições — de “amarelo”. A condição “verde” traria “abertura parcial”, e a “azul” seria o “normal controlado”.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Estado de São Paulo tinha no domingo (5/7) cerca de 320 mil infectados por coronavírus, além de pouco mais de 16 mil mortes por covid-19.

“Achamos os protocolos (de reabertura) vagos e, em alguns casos, sem sentido. Por que abrir apenas para o horário do almoço e fechar à noite? Não há nenhuma pesquisa mostrando que o coronavírus se propaga mais à noite”, diz Gabriel Pinheiro, dono da pizzaria Villa Roma, que tem duas unidades na capital: uma na região da avenida Paulista e outra no Tatuapé.

Segundo ele, a maior parte do faturamento do restaurante antes da pandemia vinha do período noturno, no jantar. O almoço, no entanto, reunia clientes que trabalham em prédios comerciais e de escritórios — hoje, em boa parte, fechados.

“Não faz sentido para nós abrir só de manhã se nossos clientes estão trabalhando em home office”, explica. “Ninguém vai sair de casa para almoçar fora nesse momento. As pessoas estão cozinhando ou pedindo por delivery.”

O empresário Gerson Higuchi, dono do restaurante Apple Wood, no bairro da Anália Franco, também tem a maior parte do seu faturamento à noite. “Quem vai vir almoçar se as pessoas não estão trabalhando nos escritórios?”, questiona.

‘Reabrir é suicídio’

Empresários ouvidos pela BBC News Brasil, que atendem hoje apenas por delivery, dizem temer que a reabertura dos restaurantes signifique um prejuízo financeiro ainda maior — e até a falência diante do aumento de gastos sem retorno no faturamento.

“Nós hoje operamos de maneira enxuta, com poucos funcionários. Suspendemos os contratos de 70% do nosso pessoal. Se reabrir, teria de trazê-los de volta sem perspectiva de que o faturamento iria aumentar novamente”, explica Gabriel Pinheiro, da pizzaria Villa Roma.

Fotos: A reabertura de restaurantes em SP - 06/07/2020 - UOL Notícias
Empresários afirmam que faturamento do restaurante antes da pandemia vinha do período noturno.

“Teríamos que recontratar os funcionários, aumentar o estoque e outros gastos, além de reformular a operação sem garantia de que o movimento volte a crescer. Vi pesquisas mostrando que a grande maioria das pessoas não está disposta a sair de casa ainda”, diz ele, que durante a pandemia demitiu 17 dos antigos 20 funcionários.

“Nós ainda não atingimos o pico da pandemia. Agora, no inverno, os casos podem aumentar e, possivelmente, o governo terá de fechar novamente o comércio. Entendo quem está desesperado, também estou. Mas preferi esperar do que reabrir agora e ter de fechar de novo daqui a 30 dias. Qualquer movimento que eu tome sem planejar muito bem pode ser fatal para minha empresa. Reabrir agora é suicídio, significa falência”, explica.

“Mesmo para reabrir, os proprietários precisam recontratar o pessoal e renovar estoque. Nem todo mundo consegue fazer isso hoje, então prefere ficar quietinho, fechado. Muita gente que reabrir terá mais prejuízo ainda”, diz.

Segundo ele, a Abrasel tem negociado uma flexibilização ainda maior, com aumento do horário permitido até o período noturno e o fim da restrição do uso de mesas nas calçadas — algo bastante popular em São Paulo e que foi proibido pela nova norma do governo do Estado.

“Nosso faturamento caiu 80%. Hoje não conseguimos nem pagar as contas, às vezes precisamos vender algumas coisas para compensar o prejuízo. Só estamos de pé porque somos pequenos e porque temos esperança de que em breve a situação vá melhorar”, diz.

“Os shoppings reabriram e continuam vazios. Já os bares são locais de celebração, e hoje não temos nada para celebrar. Entendo as pessoas que querem retomar os negócios, mas acho uma decisão equivocada. Não há garantia de que o investimento para a reabertura agora será recompensado”, afirma.

“O momento é crítico, a curva de infecção não baixou. A maioria dos meus funcionários usa transporte público para vir trabalhar. Não posso e não vou expô-los ao coronavírus”, diz.

Fonte: G1