Municípios Rondonienses apresentam bons resultados no agronegócio e nas exportações, aponta IBGE

O setor movimentou em 2020 cerca de R$ 7 bilhões com a exportação de produtos agropecuários, um crescimento de 5,2% se comparado aos indicadores de 2019.

Transbordo de soja para tipo de barcaça que trafega pela Hidrovia do Rio Madeira

A maioria dos dez municípios mais populosos de Rondônia, a partir das estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de  Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 27 de agosto, apresenta bons indicadores de desenvolvimento econômico e figura no arco do crescimento do agronegócio. O setor movimentou em 2020 cerca de R$ 7 bilhões com a exportação de produtos agropecuários, um crescimento de 5,2% se comparado aos indicadores de 2019. Resultado da atuação do Governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO) e Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), que leva assistência às produtores rurais do estado.

Desde a elevação do ex-Território de Rondônia à categoria de Estado, a sua população mais que triplicou. Passou de 590 mil habitantes em 22 de dezembro de 1981 para mais de 1,8 milhão em 2021. Em comparação com a estimativa de 2020, a população de Rondônia teve aumento de 1,04% neste ano, passando de 1.796.460 pessoas no ano passado para os atuais 1.815.278 habitantes.

“Hoje temos mais de 1 milhão de habitantes e Rondônia foi um dos estados que mais cresceu fora da média e ainda cresce. Deu um salto rumo ao desenvolvimento sustentável e nossa força está no campo, no agronegócio”, enfatizava Gorayeb.

Ele atribuía o bom desempenho à prática da agricultura diversificada, uma agropecuária forte, piscicultura em crescimento e ao início do processo de industrialização dos derivados do leite com a instalação de grandes laticínios, frigoríficos e indústrias de torrefação de café. Mas lembrava que tanta pujança tinha que ser compartilhada com os esforços de cada migrante que veio para Rondônia, a partir dos anos de 1970 e 1980.

Entre janeiro e junho de 1984, haviam chegado mais de 82 mil pessoas ao estado e, até dezembro, seriam 130 mil. Para assentar um terço deste contingente de migrantes, o governo projetou investimentos de 12 bilhões de cruzeiros apenas para os projetos do Incra. Deste total, oito bilhões reservados para abertura de estradas vicinais, vias secundárias de escoamento da produção agrícola.

Já o historiador Aleks Palitot assinala que o primeiro projeto de colonização foi criado no município de Ouro Preto do Oeste, em 1970. Com o assentamento de cerca de 5 mil famílias, cada uma recebeu sua gleba de terra para à produção agrícola. Esse projeto, feito pelo Incra deu certo e vários outros tiveram sequência.

Veio depois o projeto Sidney Girão em 1971, na região de Guajará-Mirim, que deu origem ao município de Nova Mamoré, com o assentamento de mais de 4 mil famílias à época. Rondônia encontrava então sua nova vocação econômica. Se no passado, no século 18, teve o ciclo do ouro, com a construção do Forte Príncipe da Beira, em seguida deu-se o ciclo da borracha, fase da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) e das linhas telegráficas de Rondon, que cortava e atravessava o estado, e por último o ciclo agrícola, impulsionado por uma política de reforma agrária que gerou oportunidades e trabalho para milhares de desempregados de regiões mais pobres do país.

De 1970 a 1982, houve o maior surto migratório na história do Brasil, quando 500 mil pessoas vieram para Rondônia. “Nunca se viu isso no Brasil”, afirmou Palitot, acrescentando que “pessoas que vieram de várias regiões do país, por outro lado, isso ocasionou impactos ambientais, impactos nas populações nativas indígenas. Houve também o encontro do sulista, que veio derrubar floresta para plantar para poder produzir, em contraste com os seringueiros que exploravam a floresta em pé”.

A vinda de grandes levas de mineiros, capixabas, paranaenses, gaúchos, mato-grossenses e nordestinos atraídos pelo modelo de reforma agrária nas décadas de 1970 e 1980, deflagraram o processo de colonização e contribuiu para definir a matriz da agropecuária de Rondônia, por meio de projetos de assentamento rural implantados pelo Incra e a criação dos Núcleos Urbanos de Apoio Rural (Nuares), que deram origem à maioria dos municípios do interior.

O estado alcança agora mais de 1,8 milhão de habitantes – agosto de 2021- e seu Produto Interno Bruto (PIB) é estimado em R$ 45 bilhões. A prospecção mineral, principalmente a manual de ouro e cassiterita, no entanto, provocaram danos ambientais.

Estudos da MapBiomas, divulgados dia 30 de agosto último, revelam que a Amazônia abriga 72,5% da área minerada em 2020 e que o garimpo no país já é maior que a mineração industrial.

Certificado de área livre de febre aftosa aumenta procura por carne de Rondônia

Porto Velho, com 548.952 habitantes concentra a maior população e é a terceira capital mais populosa da região Norte, atrás apenas de Manaus (AM) e Belém (PA). Com forte vocação agropecuária, o município tem mais de 1 milhão de cabeças de gado. O seu rebanho bovino já é o quarto maior do país, segundo Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada pelo IBGE em 2019.

Com 1,1 milhão de cabeças de gado, em nível nacional a capital rondoniense perde apenas para São Félix do Xingu (PA) — com 2,2 milhões —, Corumbá (MS) — com 1,8 milhão — e Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) — 1,2 milhão.

Em Rondônia, outros municípios também integram o ranking  dos maiores rebanhos bovinos como Nova Mamoré (730 mil cabeças), Jaru (517 mil cabeças), Buritis (516 mil cabeças) e Ariquemes (477 mil cabeças).

Com infraestrutura aeroportuária, porto fluvial alfandegado, terminais de embarque e silos de estocagem de grãos para exportação pela Hidrovia do Rio Madeira para Ásia e Europa, a capital desponta também como entreposto de oportunidades, negócios e serviços.

As estimativas demográficas do IBGE em 2021 levam em conta todos os 5.570 municípios brasileiros, e é um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios, além de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

A capital rondoniense concentra 30,2% da população do estado, mas municípios com forte vocação para o agronegócio e indústria de transformação como Ji-Paraná (131.026), Ariquemes (111.148), Vilhena (104.517) e Cacoal (86.416) também se destacam neste ranking. Rolim de Moura (55.748), Jaru (51.469), Guajará-Mirim (46.930), Machadinho d’Oeste (41.724) e Buritis (41.043) completam a lista dos dez mais populosos do estado.

A maioria interliga-se com a BR-364, rodovia federal que se transformou em corredor de transporte das riquezas regionais e principal via de consolidação do transporte intermodal com a Hidrovia do Madeira, por onde são exportadas commodities da região para o mercado internacional.

São microrregiões com características e detentoras de bons índices de crescimento econômico e que movidas pela força de trabalho da gente que migrou para colonizar o estado, estão hoje no radar da política de desenvolvimento regional.

PAÍSES IMPORTADORES

As exportações cresceram mais de 35% neste primeiro semestre, cerca de R$ 3 bilhões e 100 milhões. Os cinco países que mais compram produtos e aquecem o agronegócio regional são a Turquia, China, Espanha, Hong Kong e Países Baixos, como a Holanda.

Rondônia exporta carne fresca e congelada, soja, milho, algodão, madeira entre outros produtos para vários países, entre eles, Coreia do Sul, Itália, Vietnã, Índia, China, Espanha, Israel, Alemanha, Rússia, Portugal, Egito, México, entre outros. Em 2020, as exportações alcançaram mais de US$ 1,37 bilhão, batendo recordes em relação aos anos anteriores.

Lideraram a pauta de exportações, nesse período, as carnes fresca e congelada (US$ 678 milhões) e  a soja (US$ 421 milhões). Uma das metas do Plano Estratégico de Governo é aumentar em 10% ao ano o valor de produtos exportados até 2023, na modalidade Free On Board (FOB – livre a bordo).

Assim, o governo atua forte na integração, lavoura e pecuária (ILP), contribuindo para que o estado saísse de um VBP de R$ 9,8 bilhões para R$ 15 bilhões até o final de 2020.

A soja é o grão considerado carro-chefe da pauta de exportação com cerca de R$ 2 bilhões e 800 milhões. O segundo produto, vendido para mais de 150 países, é a carne reconhecida pelas missões internacionais de inspeção como de boa qualidade e produzida agora em área com status livre de vacinação para febre aftosa.

Os três produtos com melhores cotações no mercado consumidor internacional são os derivados de carne (congelada, refrigerada, fresca). O rebanho bovino de Rondônia está estimado em mais de 15 milhões de cabeças. É ainda um dos grandes produtores nacionais de café, exporta madeira em prancha e comercializa vários produtos minerais, como o estanho (cassiterita) e o nióbio, item considerado estratégico e que entrou nos últimos meses na pauta de exportação, e encontrado no Brasil apenas em estados como Rondônia e na Bahia.

O tântalo (usado em aços, aviões, filamento de lâmpadas incandescentes, instrumentos cirúrgicos e dentários) é outro minério incluído na pauta de exportação, seguido do vanádio outro componente mineral muito procurado pela indústria farmacêutica por ter a capacidade de produzir no corpo humano efeitos parecidos como os da insulina.

Os municípios que mais exportaram seus produtos para fora do Brasil são Vilhena, em primeiro lugar com mais de 1 bilhão e 540 milhões, seguido de Porto Velho com R$ 829 milhões e Rolim de Moura, o terceiro da lista, com R$ 778 milhões.

Na edição de janeiro de 2020 do Boletim Informativo da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), elaborado pelo Agrodados, registra que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Rondônia alcançou R$ 15,2 bilhões, crescimento médio de 7% ao ano. O indicador ultrapassa a meta do Plano Estratégico de Governo de alcançar até 2023 o VBP no valor de R$ 14 bilhões.

Mesmo cenário em que a agricultura alcançou R$ 4,9 bilhões, com destaque para a soja (R$ 2,3 bilhões), milho (R$ 1,02 bilhões) e café (R$ 975,2 milhões). Já a pecuária representa R$ 10,2 bilhões, com destaque para bovinos (R$ 9 bilhões), leite (R$ 908,9 milhões) e suínos (R$ 1,6 milhões). A meta para a agricultura e pecuária era aumentar a produtividade em torno de 20% até 2023, já ultrapassada em 2020.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o agronegócio representa 21% do Produto Interno Bruto (PIB) de Rondônia, que gira em torno de R$ 45 bilhões e ocupa a segunda posição como setor que mais movimenta a economia regional.

O estado tem um grande potencial para produção de alimentos e se tornou o terceiro maior produtor de grãos da região Norte e o 14º do país, batendo recorde de produção na safra 2019/2020, com 2.405,3 mil toneladas. Segundo o anuário do IBGE, Rondônia é responsável por 4,1% da produção total da região Norte do Brasil, com aproximadamente 10,7 milhões de toneladas.

Destaca-se também como maior produtor de café conilon, milho, arroz e o algodão, e o terceiro maior produtor de soja. Fez ainda avanços significativos no plantio de culturas como amendoim, cacau, banana, cana-de-açúcar, feijão, laranja, mandioca, inhame, tomate, uva entre outros.

São produções vindas de pequenas propriedades da Agricultura Familiar que estão em constante evolução. “Nosso objetivo é ajudar o pequeno produtor a desenvolver suas produções com ajuda da assistência técnica, doação de insumos, novas tecnologias e muito mais. Com o apoio do governador, Marcos Rocha, vamos investir muito mais na agricultura familiar”, disse o secretário da Seagri, Evandro Padovani.

METADE DA POPULAÇÃO VIVE EM 5,8% DAS CIDADES

A divulgação anual das estimativas da população residente nos municípios brasileiros obedece ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013. As populações dos municípios foram estimadas por método matemático e é o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios.

Na última década, as Estimativas da População dos Municípios mostraram um aumento gradativo na quantidade de grandes municípios do país. No Censo de 2010, somente 38 municípios tinham população superior a 500 mil habitantes e apenas 15 deles tinham mais de 1 milhão de moradores. Já em 2021, eram 49 os municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes e 17 com mais de 1 milhão.

Mais da metade da população brasileira (57,7% ou 123,0 milhões de habitantes) está concentrada em apenas 5,8% dos municípios (326 municípios do país com mais de 100 mil habitantes).

Apenas 49 municípios do país com mais de 500 mil habitantes concentram aproximadamente 1/3 da população brasileira (31,9% da população do país ou 68 milhões de habitantes). Por outro lado, 3770 municípios (67,7%) que possuem menos de 20 mil habitantes, concentram 31,6 milhões de habitantes, o que corresponde a apenas 14,8% da população.

A população das 27 capitais mais o Distrito Federal supera os 50 milhões de habitantes, representando 23,87% da população total do país.

São Paulo segue como o estado mais populoso, com 46,6 milhões de habitantes, concentrando 21,9% da população total do país, seguido de Minas Gerais (21,4 milhões de habitantes) e do Rio de Janeiro (17,5 milhões de habitantes). Os cinco estados menos populosos, somam cerca de 5,8 milhões de pessoas estão na Região Norte: Roraima, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia.

As menores populações de Rondônia estão em Pimenteiras do Oeste (2.127 habitantes), Primavera de Rondônia (2.697), Castanheiras (2.923), Rio Crespo (3.843), Teixeirópolis (4.160), São Felipe d’Oeste (4.962), Cabixi (5.067), Santa Luzia d’Oeste (5.942), Cacaulândia (6.307) e Parecis (6.319).

Fonte: Seagri

Programa Agroleite vai fortalecer a cadeia produtiva do leite em RO

Serão investidos no programa R$ 28 milhões, que irão atuar na pesquisa e transferência de tecnologia, aplicação de práticas modernas e aperfeiçoamento profissional.

Governo de Rondônia Lança programa Agroleite

Com o intuito de fortalecer a cadeia produtiva do leite no Estado, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), lança nesta quinta-feira (12), no município de Machadinho d’Oeste, o Programa Agroleite, criado para atuar na melhoria da gestão, da produtividade e da qualidade, por intermédio do aperfeiçoamento profissional e gerencial, pesquisa e transferência de tecnologia, aplicação de práticas modernas, agregação de valor, visando ampliação e acesso a novos mercados de forma sustentável.

O Programa Agroleite é uma iniciativa do Executivo Estadual, desenvolvido pela Seagri, aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento do Agronegócio Leite do Estado de Rondônia (Condalron), em parceria com a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O Agroleite é constituído por três projetos complementares: Transtec, Inovatec e Consultec que juntos somam aproximadamente R$ 28 milhões em investimentos na cadeia produtiva do leite, recursos provenientes do Fundo de Investimento e Apoio ao Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira do Estado de Rondônia (Fundo Proleite).

O projeto Transtec é executado em parceria com a Embrapa em Rondônia e tem como objetivo contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite por meio de pesquisa científica, validação e transferência de tecnologias voltadas para a melhoria de eficiência dos sistemas de produção de leite no Estado. Para a execução do Transtec será investido o valor de R$ 3.203.493,00.

O Inovatec, realizado em conjunto com o Sebrae, é um projeto que propõe ações voltadas para o desenvolvimento da inovação e tecnologia na atividade leiteira em Rondônia, buscando a criação de um ecossistema de melhoria continuada, por meio de incentivo da educação empreendedora no campo e no desenvolvimento de eventos mais assertivos, modernos, atraentes às novas gerações ligadas à família do produtor, gerando valor aos atores da cadeia produtiva.

Seu outro viés é de incentivo à melhoria genética com práticas de Inseminação Artificial em Tempo Fixo ( Iatf) e Fertilização in Vitro (FIV). Será investido o valor de R$ 8.610.235,00 na execução do Inovatec.

O projeto Consultec, executado pela Emater, visa desenvolver a cadeia produtiva da bovinocultura leiteira com consultorias e capacitação continuadas com extensionistas para prestar assistência em gerenciamento financeiro e zootécnico em mais de duas mil propriedades rurais que atuam no setor em Rondônia. No total, será investido no projeto o valor de R$ 16.038.136,85.

“O Programa Agroleite está sendo desenvolvido com o apoio de grandes parceiros capacitados para desenvolver excelentes trabalhos para o crescimento da cadeia produtiva do leite. Iremos atuar em todas as áreas da cadeia leiteira, na pesquisa, na implantação de novas tecnologias e até em consultoria e capacitação para orientar nossos produtores rurais. É um grande programa que atenderá produtores de todo o Estado”, informou o secretário da Seagri, Evandro Padovani.

Durante a cerimônia de lançamento do programa, os participantes terão a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a cadeia leiteira rondoniense. A partir das 9h será apresentado durante a “Prosa Técnica” as oportunidades e desafios da cadeia produtiva do leite com a participação de técnicos, especialistas e produtores de leite que trabalham há anos no setor.

Fonte: Seagri

Seagri é alvo de operação da PF que investiga desvios e apropriação de verbas em RO

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Porto Velho, Ariquemes, Vale do Anari e Colorado do Oeste.

A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta quarta-feira (11) em Rondônia, uma operação que investiga desvios e apropriação de verbas na Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). O nome da operação foi batizada de ‘Colheita Amarga‘.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Porto Velho, Ariquemes, Vale do Anari e Colorado do Oeste.

Segundo a PF, as investigações do caso começaram há cerca de três anos, após uma denúncia anônima ser entregue à Gerência de Inteligência da Casa Militar da Governadoria do estado e informar sobre uma suposta organização criminosa formada por servidores. Foi esse documento técnico que acabou entregue na polícia.

“Há indícios de envolvimento de servidores da Secretaria de Agricultura nos desvios de verbas que deveriam ser utilizadas para aquisição de produtos em diversos municípios”, diz a Polícia Federal.

O que se descobriu durantes as investigações:

  • Havia um sobrepreço na compra dos produtos, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA);
  • Parte do valor superfaturado era desviado para o servidor da Seagri;
  • Também havia simulação de venda ‘unilateralmente pelos servidores integrantes da organização criminosa, sem conhecimento dos produtores rurais’.

Segundo a PF, são investigados outros crimes praticados pelos servidores públicos do estado, como peculato associação/organização criminosa.

O que é PAA?

O suposto recurso desviado por servidores da Seagri pertence ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal, que incentiva a agricultura familiar.

O PAA é administrado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com verbas dos Ministérios da Cidadania e da Agricultura. Foi criado há 18 anos e atende produtores do país inteiro, chegando a 2.700 municípios desde 2003.

Através do PAA, mais de 200 tipos de produtos são adquiridos de agricultores familiares, incluindo legumes, verduras e frutas.

Em 2020, o valor investido no programa foi de R$ 223 milhões, dos quais 60% foram voltados às regiões Norte e Nordeste.

Fonte: G1/RO

Primeira edição da feira itinerante de agroindústrias e artesanatos é realizada em Vilhena

30 expositores marcaram presença nessa primeira edição

Artesãos e agroindústrias que queiram participar devem procurar a equipes de organização

A feira itinerante AgroArtes teve a primeira edição realizada na sexta-feira (6), em Vilhena, sendo prestigiada por mais de mil pessoas durante todo o dia. A ação do Governo do Estado em parceria com o Município foi realizada no estacionamento da prefeitura e contou com 30 expositores de todo o Cone Sul do Estado. A AgroArtes é a primeira feira itinerante que reúne agroindústrias e artesanato da região.

A parceria é formada pelo Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro) e a Secretaria Municipal de Turismo e Comércio (Semtic) de Vilhena.

Segundo o técnico da Seagri em Vilhena, Fabiano Cremonini, a ideia é percorrer todas as cidades do Cone Sul, com o intuito de promover a economia da região. “Há muito tempo vínhamos estudando uma maneira de realizar um evento que contribuísse com a fomentação das agroindústrias da nossa região. Agora, com boa parte dos expositores e servidores vacinados, todos os parceiros envolvidos nos reunimos para colocar em prática”, disse.

De acordo com a coordenadora de artesanato da Fundação Cultural de Vilhena (FCV), Hurby Santos, quinze expositores cadastrados participaram do evento de hoje. “Já estávamos sentindo falta desses eventos, que são essenciais na geração de renda dos nossos artesãos”.

O gerente da Unidade do Sebrae em Vilhena, Charif Mohamed, juntamente com a analista técnica, Cristiane Arruda, destacam as parcerias essenciais para que o evento acontecesse. “Os parceiros da nossa região são muito unidos. É uma honra poder trabalhar com as equipes regionais do Estado e do município, pois juntos conseguimos prestar apoio e serviço de qualidade à agricultura familiar do Cone Sul”, disse Cristiane.

A agente de desenvolvimento da Semtic, Rita Correia, agradeceu toda população que se fizeram presentes no evento. “Acredito que mais de mil pessoas passaram pela feira, tivemos também a visita de turistas de outros Estados que aproveitaram para conhecer os produtos das agroindústrias e do nosso artesanato. Foi um sucesso, todos os expositores venderam muito bem e estão animados para a próxima edição, que acontecerá no próximo mês, em Cerejeiras”.

Rita também reforçou que todos os expositores são cadastrados e que quem quiser participar das próximas edições, deve procurar as equipes de organização para obter informações.

EXPOSITORES

Feirante desde 2014, a produtora Ivoní Wagner, proprietária de uma agroindústria de bolachas, não escondeu a alegria com o retorno das feiras. “Finalmente chegou à hora de retornarmos, as feiras são primordiais para quem sobrevive da agricultura familiar. Além de tudo, eu já estava com saudades dos meus amigos e conhecidos que não via desde o início da pandemia, quando precisamos nos afastar”. Ainda durante a manhã, dona Ivoní já tinha vendido quase 90% de suas bolachas.

Com a venda de máscaras, a costureira Eliane conseguiu manter o sustento da família durante a pandemia

Com um grande dom e amor pela costura, a artesã Eliane Wendland encontrou um refúgio por trás das máquinas e dos tecidos para vencer a depressão. “Eu estava cansada de trabalhar para fora, como já sabia costurar desde pequena, encontrei uma maneira de conciliar meu papel de mãe, dona de casa, fazer o que eu gostava e ainda ganhar um dinheirinho”.

Cadastrada na FCV, Eliane participava de quase todas as feiras, mas a pandemia chegou e juntamente com ela a crise financeira, pois o esposo ficou desempregado. Foi aí, que com o apoio da família, a costureira manteve a casa por três meses, somente com a venda de máscaras e outras peças. “Era uma correria, tinha muitos pedidos, todos lá em casa me ajudavam. Meu marido virou meu braço direito e juntos vencemos mais uma etapa”, conta cheia de alegria. Eliane conseguiu montar um ateliê e hoje trabalha na produção de bolsas, carteiras, necessaire, máscaras, bonecas e outros.

A professora aposentada, Beatriz Camilo, há alguns anos trabalha com artesanato em geral, em especial, na restauração e customização de imagens católicas. “Fico muito feliz com o retorno das feiras, quero poder participar de todas que acontecerão no nosso Cone Sul. Assim, levo meu trabalho para outros municípios e conheço o trabalho de outros colegas”.

Desde 2015, o casal Dirlene Pedreira e Valtair dos Santos trabalha com a agroindústria de café. “Compramos os grãos em Ji-Paraná e processamos tudo na nossa agroindústria. Acredito que todos nós, expositores, fomos afetados de alguma forma com a chegada da pandemia. Participamos das feiras municipais, mas agora com a volta desses eventos iremos poder faturar mais”, comemorou Dirlene, confirmando presença em todas as feiras itinerantes.

Trabalhando na agricultura familiar de embutidos e defumados, o casal Anna Paula e Valdir Junior ficou surpreso com o sucesso nas vendas durante a feira. “Chegamos cedo e por volta das 12h já havíamos vendido todos os nossos produtos. Fui dormir já era 1h da manhã, fiz 50 cucas, vendi todas. Vendemos todos os salames, bacon e carne de sol, estou muito surpresa. Vamos ter que aumentar a nossa produção para as próximas feiras”, contou Anna, lembrando que participou da última feira realizada no CPA, em Porto Velho, “Nós levamos muitos produtos, por volta das 9h já não tínhamos mais nada”.

A organização do evento vai se reunir, na próxima semana, para fazer um levantamento sobre as vendas, pontuar ações que possam melhorar e corrigir as falhas. “Nosso objetivo foi alcançado. Fomentamos a economia da nossa região, com muita responsabilidade e sempre mantendo os cuidados sanitários para evitar a propagação da covid-19, e já vamos nos reunir para organizar as próximas edições”, comemorou Rita.

Fonte: Seagri

Segundo a Seagri, Rondônia deve produzir 4,4 mil toneladas de feijão na safra 2020/2021

Estado auxilia produtores rurais na produção de feijão por meio das compras do PAA.

Rondônia deve produzir 4,4 mil toneladas de feijão na safra 2020/2021, em uma área de 3,9 mil hectares. O volume da produção mantém uma estabilidade, apesar do mau tempo, com questões de ordem meteorológica fora do convencional, e a própria pandemia do coronavírus (covid-19/Sars-CoV-2), a exemplo do que ocorreu com o milho. A estimativa é do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), que baseia-se nos dados aportados ao Agrodados, setor de validação das referências da pasta estadual envolvendo todas as espécies de lavouras.

Conforme os dados, a área plantada de feijão no Estado na safra 2020/2021 não deve apresentar alteração em relação à de 2019/2020, mantendo os mesmos 3,9 mil hectares, com estabilidade tanto da produção quanto da produtividade.

No entanto, ainda que tenha apresentado o mesmo desempenho nesta safra em relação à anterior, o cultivo do feijão vem diminuindo ao longo dos anos e a tendência é que se torne basicamente uma cultura de subsistência para os produtores que ainda o cultivam.

Transporte do feijão para os municípios

Almiro Caldeira dos Santos, por exemplo, é um desses agricultores. Trabalha, há 36 anos, em Alto Alegre dos Parecis com diversos tipos de itens relacionados à lavoura, como os feijões preto e carioquinha.

O produtor relata que sua produção é diversificada, mas o feijão é a fonte de renda exclusiva de muitos moradores da região. “E o plantio é feito com a plantadeira manual no período de 20 de fevereiro a 15 de março. O Estado de Rondônia auxilia a nossa produção por meio das compras feitas via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Banco do Povo”, esclarece.

VALOR NUTRICIONAL

Segundo informações científicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam não haver grandes diferenças nos valores nutricionais relacionados ao consumo, uma vez que a quantidade de nutrientes é parecida.

Estudos registrados no órgão mostram que tanto o feijão preto quanto o carioca são alimentos saudáveis e nutritivos. São ricos em carboidratos e fibras, muito importantes tanto no fornecimento de energia quanto no bom funcionamento do trânsito intestinal, e fontes importantes também de proteínas. Além disso, os dois tipos contêm minerais como ferro, zinco, cálcio, fósforo, potássio, cobre e manganês.

Fonte: Seagri

Rondônia espera aumento na produção do milho em 2021; previsão é de resultados satisfatórios na colheita

O resultado é que a produção deve ultrapassar a marca de 1 milhão de toneladas.

Apesar de questões meteorológicas que prejudicaram safras de grãos Brasil, tanto em decorrência da estiagem quanto por conta da geada que atingiu e ainda atinge, principalmente a região Sul do país, o estado de Rondônia, neste quesito, crescerá nos números envoltos à produção de milho, que é o segundo maior grão produzido no Estado.

A previsão do Governo de Rondônia gira em torno das informações que abastecem o Agrodados, setor de validação das referências aportadas à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e que envolvem todas as espécies de lavouras. A área plantada com milho no Estado na segunda safra 2020/2021 deverá ser 7,5% maior do que a da safra 2019/2020, com potencial para alcançar mais de 200 mil hectares.

A produção deve apresentar crescimento menor, de 1,3%, devido à queda da produtividade, de 5,8%, em decorrência do plantio de parte da lavoura fora do período recomendado, em virtude do atraso na colheita da soja. A colheita do milho, por sua vez, ainda está acontecendo em algumas regiões. O grão é plantado em duas safras: primeira safra (verão), plantada entre setembro e dezembro, e a segunda safra (inverno), de janeiro a abril.

O secretário da Seagri, Evandro Padovani, ressaltou que o clima de Rondônia como fator preponderante foi decisivo para que os números não caíssem “e a produção não ‘quebrasse’ como em outras unidades da federação”. “O Estado terá 7,5% de aumento na segunda safra em comparação a de 2019/2020. Isso deve representar pelo menos 200 mil hectares. O resultado é que a produção deve ultrapassar a marca de 1 milhão de toneladas se considerarmos a margem potencial de sete mil quilos por hectare”.

Padovani ainda exaltou a inciativa dos produtores em optarem pelo alto investimento em adubação. “A aplicação das médias e altas tecnologias em adubação também contribuíram, porque o milho é uma cultura que responde muito ao método, aos tratos culturais”.

Na visão do secretário, a junção do binômio clima-investimento tornou possível a manutenção da escala progressiva nos números relacionados ao grão. “Rondônia é o Estado que menos terá perda pela seca, estiagem, do que em ouras unidades. Estamos esperançosos que a colheita seja finalizada com bons resultados, o que a previsão do Agrodados já evidencia”, concluiu.

Fonte: Seagri

Seagri divulga novo boletim com preços de referência do leite e devirados em RO

Os aumentos foram observados nos preços do leite UHT, com elevação de R$ 0,1691.

A Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) lançou o novo boletim informativo com preços de referência do leite e de derivados lácteos referentes ao mês de junho. O boletim “Leite de Rondônia” é divulgado todos os meses pelo Governo a fim de auxiliar as negociações entre produtores e indústrias.

Conforme mostra o documento, no mês de junho a indústria de lacticínios do estado teve uma elevação no preço médio de derivados lácteos de 13,2% em comparação com o mês de maio. Os aumentos foram observados nos preços do leite UHT, com elevação de R$ 0,1691.

Os valores para a matéria-prima do leite entregue em maio a ser paga em junho ficaram em:

  • R$ 1,6704, como maior valor de referência;
  • R$ 1,4525, como valor padrão;
  • R$ 1,3205, como menor valor de referência.

Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao leite padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite (Conseleite).

Com a divulgação dos valores de referência, conforme a Seagri, o produtor poderá analisar o referencial de preço para realizar uma melhor negociação da sua produção, permitindo comparar seus valores com os divulgados, melhorando a gestão do seu negócio. E para as indústrias, a Seagri afirmou que isso irá ajudar na gestão política de incentivo à qualidade da matéria-prima e estratégias de venda dos derivados.

O boletim “Leite de Rondônia” pode ser acessado através do portal da Seagri. Além da atualização dos preços de referência, o documento informa os atributos de volume e qualidade da matéria-prima, evolução dos preços do leite UHT, bem como gráficos e dados da cadeia produtiva no estado.

Fonte: Seagri

Seagri abre inscrições para o 6º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia

A cerimônia de premiação está prevista para acontecer no dia 5 de novembro.

Os cafeicultores interessados em participar do 6º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé), maior concurso de café robusta do Brasil, já podem realizar a inscrição e concorrer a R$ 346.800 mil em prêmios. O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), abriu na segunda-feira (31) as inscrições para o concurso que seguem até 13 de agosto de 2021. A cerimônia de premiação está prevista para acontecer no dia 5 de novembro.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas on-line, pelo site da Seagri (http://www.rondonia.ro.gov.br/seagri/concafe-2020/) e em todos os escritórios da Entidade de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) nos 52 municípios de Rondônia. A ficha de inscrição segue anexa ao regulamento e deve ser preenchida.

Conforme consta no edital, o produtor deve entregar uma amostra representativa do lote de café participante, com o volume de 3 kg de café pilado, onde deverá estar acondicionada em embalagem de saco plástico transparente, identificada com o nome completo do produtor, Cadastro de Pessoa Física (CPF), telefone de contato e município.

O participante também deve disponibilizar em sua propriedade ou armazém um lote contendo no mínimo cinco sacas de 60 kg de café pilado, homogêneo e equivalente à amostra inscrita neste concurso, e cada participante só poderá inscrever uma amostra (lote) de café, mesmo que possua mais de uma propriedade/lavoura.

Sobre os critérios de avaliação da qualidade do café, todas as amostras inscritas no concurso serão recepcionadas pela organização e passarão por um processo de triagem, em que serão codificadas, com a finalidade de manter em sigilo as informações de origem e nome dos produtores inscritos.

A classificação das amostras será realizada por técnicos indicados pela Agência de Defesa Sanitária, Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). As amostras poderão enquadrar-se até, no máximo, o tipo 6 (86 defeitos). Já o teor de umidade deverá estar entre 11 e 13%. Nesta edição de 2021, a avaliação de sustentabilidade consistirá somente na aplicação de um formulário contendo questões eliminatórias e classificatórias.

De acordo com o secretário da Seagri, Evandro Padovani, o Concafé é aberto para cafeicultores que produzirem lotes de café robusta (Coffea canephora) no Estado de Rondônia, na safra de 2021. “Estamos iniciando mais uma edição do Concafé, com recordes em premiações e com expectativa de maior número de participação. O intuito é premiar e promover os cafés robustas de qualidade, produzidos com sustentabilidade no Estado. Será mais uma edição de muito sucesso”, discorreu.

O Concafé é uma realização do Governo do Estado, por meio da Seagri, Emater e Idaron, com o apoio de vários parceiros ligados à cafeicultura, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Câmara Setorial do Café, Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (Faperon) e entidades representativas dos cafeicultores, como a Cafeicultores Associados da Região Matas de Rondônia (Caferon).

PREMIAÇÃO

1º Lugar:

Trator Cafeeiro LSR65 Cabinado no valor de R$ 185.500 (cento e oitenta e cinco mil e quinhentos reais);

2º Lugar:

Estufa de Secagem de Café, 12.000 litros, secagem estática, fogo indireto no valor de R$ 110.000 (cento e dez mil reais);

3º Lugar:

Torrador 5kg Standard no valor de R$ 19.000 (dezenove mil reais);

4º Lugar:

R$ 15.000 (quinze mil reais) em crédito para aquisição de produtos na empresa Pinhalense;

5º Lugar:

R$ 10.000 (dez mil reais) em dinheiro;

6º Lugar:

50 toneladas de Calcário;

7º Lugar:

50 toneladas de Calcário.

Fonte: Secom

Safra de arroz plantada cresce e produção mantém expectativa de produtores do Cone Sul

O arroz é a atividade agrícola que mais vem agregando valor dentro do Estado.

A Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), vem prestando todo suporte necessário para que o agronegócio desenvolva sempre resultados positivos. Plantios, colheitas e produção de grãos têm ganhado destaque no Cone Sul e a produção de arroz, cuja colheita está quase terminando, também tem seu espaço nas propriedades agrícolas da região.

Segundo informações da Gerência de Agrodados da Seagri, a área de arroz plantada na safra 2020/2021 voltou a crescer, em relação aos últimos anos, mantendo uma expectativa pelos produtores de que no próximo ano será ainda maior.

Alex Rillie, economista da Seagri destaca que o município de Pimenteiras do Oeste conta com a maior área plantada de arroz do Cone Sul, sendo também o maior produtor: “Os produtores apostam no cultivo do arroz sequeiro, devido aos bons resultados oferecidos pelo clima, solo com qualidade de fertilidade mais alta e regiões argilosas”. A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para este ano, é que haja uma diminuição de área plantada e aumento de produção nesta safra, principalmente pela excepcional safra do Rio Grande do Sul, nosso maior produtor.

Diferente do ano passado e diante do cenário vivido, hoje o produto chega a ser vendido pelos produtores do Cone Sul, acima de R$ 90 a saca de 60 kg. Segundo o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Rondônia, Vicente Godinho, no Estado o arroz é remunerado pela qualidade do produto.

Para este ano, a safra brasileira de arroz 2020/2021 deverá atingir 10,9 milhões de toneladas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) o consumo per capita de arroz no Brasil deve ser de 50,9 kg em 2021.

Godinho explica que o arroz em Rondônia é semeado, principalmente, após o plantio da soja e/ou em segunda safra, em sucessão à soja – arroz safrinha, e por ser menos exigente em condições de preparo de solo é considerada uma cultura de abertura de áreas, em conversão de áreas de pastagens. Devido essa questão, as cidades do Cone Sul se enquadram nesse crescimento de produção de grãos com qualidade.

“É importante enfatizar que o arroz é a atividade agrícola que mais agrega valor dentro de nosso Estado, com todo seu processamento e comercialização efetuada por indústrias arrozeiras locais e altamente tecnificadas”, enfatiza o pesquisador.

Contribuindo com o melhor desempenho, o arroz teve R$ 412 milhões na produção. Colaborando com o crescimento do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Rondônia que alcançou R$ 18,3 bilhões em fevereiro de 2021, sendo 56,84% maior do que o obtido no mesmo período de 2020.

Fonte; Seagri

Conseleite publica novos preços de referência do leite em RO

A publicação foi divulgada nesta terça-feira (20).

O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), divulga os novos “preços de referência” para o leite em Rondônia aprovado pelo Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite (Conseleite) e publicado na terça-feira (20) por meio da Resolução Abril/2021.    

O relatório com as informações técnicas do preço de referência do leite foi produzido pela Universidade do Paraná Universidade Federal do Paraná (UFPR/FUNPAR), contratada pela Seagri para fazer o levantamento do custo de produção do produtor e das indústrias, com recursos provenientes do Fundo de Investimento e Apoio ao Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira de Rondônia (Proleite).    

Conforme mostra o documento assinado pelo presidente Pedro José Bertelli (Sindileite) e pela vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (Fetagro), Alessandra Costa Lunas, as variações no preço do produto entregue às indústrias de laticínios durante o mês de abril de 2021 são as seguintes: valor de referência do litro de leite padrão, R$ 1,2524 em fevereiro; R$ 1,2560 em março, com variação de R$ 0,0033.

O valor padrão sobre volume de 25 litros/dia se baseia na unidade com 3,30% de gordura, 8,75% de componentes sólidos, 375 ml de contagem de células somáticas; e 325 ml de proliferação bacteriana por contaminação externa, relacionada à higiene na coleta.

Segundo a resolução do Conseleite, os valores de referência da tabela são para a matéria-prima do leite “posto no tanque de resfriamento”, o que significa que o frete de percurso não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso o valor do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) de 1,5% a ser descontado do produtor rural, uma contribuição previdenciária obrigatória que incide sobre a atividade do produtor rural pessoa física ou jurídica.

O Conseleite Rondônia alertou que outros parâmetros são considerados pelo mercado para estabelecer o valor final do leite a ser pago ao produtor, entre os quais: 1) Fidelidade do produtor ao laticínio; 2) Distância da propriedade até o laticínio; 3) Qualidade da estrada de acesso a propriedade rural; 4)Temperatura do leite na entrega; 5) Capacidade dos tanques de resfriamento de leite da propriedade; 6) Tipos de ordenha; 7) Adicionais de mercado devido a oferta e procura pelo leite na região; 8) Sazonalidade da produção; 9) Condições sanitárias do rebanho; 10) Outros benefícios concedidos pelas indústrias.

O Conseleite é um método matemático para o cálculo mensal do valor de referência da matéria-prima do leite, que promove o entendimento entre os produtores e indústrias, pois a validação acontece por ambas as partes. Serão divulgadas informações para referência da situação de mercado lácteo em geral. Ao longo do tempo, essas informações contribuirão para a melhoria de gestão, tanto das propriedades rurais quanto das indústrias, em áreas de custo de produção, preços de comercialização da matéria-prima e dos derivados.

De acordo com o secretário da Agricultura, Evandro Padovani, o preço referencial do leite será publicado todos os meses. “Após passar a aprovação do preço do leite, a Seagri fará a publicação desse preço. É um valor referencial, não é um preço mínimo e nem um valor que a indústria será obrigada a pagar, mas sim um ponto de referência que a indústria poderá praticar com preço igual, maior ou menor que esse preço indicado”, explicou.

Fonte; Seagri