“Hoje me considero inimigo”, diz ex-secretário de Witzel em depoimento

Lucas Tristão foi primeiro a ser ouvido em sessão do Tribunal Especial Misto, nesta quinta-feira (17),  em processo que julga impeachment

O Tribunal Especial Misto que julga o impeachment do governador afastado Wilson Witzel começou a ouvir as testemunhas de defesa na manhã desta quinta-feira (17). O primeiro a ser ouvido foi o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais Lucas Tristão.

Antes do depoimento, o presidente do tribunal, desembargador Claudio de Mello Tavares, questionou se ele é amigo ou inimigo do governador, e ele respondeu que “hoje me considero inimigo”. Desta forma, ele foi ouvido na condição de informante.

Tristão evitou responder diversas perguntas feita pelo colegiado, formado por cinco desembargadores e cinco deputados estaduais. Mas ele afirmou manter uma relação de amizade com Mário Peixoto desde antes de integrar o governo Witzel.

Peixoto é acusado de comandar a contratação de empresas e OSs para prestarem serviços ao Governo do Estado. Tristão afirmou que o empresário foi seu cliente enquanto exercia advocacia.

O ex-secretário também negou ter participado de reuniões ou negociações entre o governador e Peixoto, além de negar também ser intermediário ou “garoto de recados” de “qualquer negócio espúrio”.

Sobre a relação com Witzel, Tristão disse que a amizade se desgastou quando a imprensa começou a divulgar que o então secretário tinha mais poder de decisão dentro do governo do que o próprio governador.

Luiz Roberto Martins, foi o segundo a ser ouvido pelo tribunal, mas também se recusou a responder à maioria das perguntas feitas, alegando que responde um processo sobre a operação Favorito na 7ª Vara Federal.

A mesma tática foi utilizada pelo Pastor Everaldo, que também é réu em um processo no STJ (Supremo Tribunal de Justiça). Preso no Complexo de Gericinó, ele também alegou não ter condições de responder às perguntas porque seu filho está internado com covid-19. Claudio Mello disse compreender e disse que muitas pessoas estão passando por isso sem atendimento médico por conta do que aconteceu na saúde do Estado.

Fonte: R7

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