Distanciamento e as regras que não fazem sentido (veja o vídeo)

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“Não é hora de polemizar o assunto”, porém, é necessário uma reflexão profunda

Dezenas de estudos científicos apontam que medidas de distanciamento social têm sido eficazes para reduzir o número de infectados e mortalidade e diminui a sobrecarga do sistema de saúde. Em geral, elas sozinhas não conseguem debelar a pandemia, dependem muito da adesão popular.

Mas se a eficácia do distanciamento é consenso entre especialistas e/ou parte dos governantes e cidadãos pedem o fim? Principalmente por causa do custo socioeconômico do fechamento total, que gera desemprego e falência das empresas.

Para os empresários, a gravidade da doença não justifica o confinamento total. Muito se discute a respeito da melhor maneira de lidar com a pandemia. Embora haja muitos estudos em andamento, a doença, chamada COVID-19, ainda carece de vacina e medicamentos comprovadamente eficazes no seu tratamento até o momento. Diante das circunstâncias, o que a ciência nos diz sobre a melhor abordagem para conter a pandemia?

“A questão é, este vírus está sendo impulsionado por uma nova onda que se espalha rapidamente, ou este vírus é responsável pela criação dessa nova onda?

“Se a nova onda chegou em Rondônia, como não nos preocupar com essa nova cepa que muito tem assustado os rondonienses? Qual a melhor estratégia para reduzir a velocidade de infecção e contaminação do número de casos de covid-19? Existe alguma recomendação certeira?”

No dia 15 de março de 2020, o jornal O Estado de S. Paulo, cumprindo a sua missão de prestar um serviço de informação de qualidade à população, publicou uma matéria jornalística em seu portal de notícias, com a seguinte manchete: “Ao defender volta ao trabalho durante a pandemia, vereador gaúcho faz declarações enganosas sobre a quarentena”.

Na matéria, o correspondente afirma que o discurso do vereador Thiago Brunet (PDT), de Farroupilha, Rio Grande do Sul, realizado no dia 15 de junho de 2020 é enganoso. Thiago também é médico ginecologista e obstetra e diretor técnico da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Coronavírus da cidade Gaúcha. Ao defender a reabertura de atividades não essenciais, Brunet afirma: “Não tem nada comprovado de que, as pessoas ficando em casa, a coisa vai melhorar”.

Logo no primeiro parágrafo, o jornalista afirma que: o conteúdo do vídeo desinforma a população ao sugerir que não existe comprovação científica de que a quarentena seja eficaz na contenção da pandemia do novo coronavírus. Porém, diversos estudos científicos publicados em periódicos de referência da área médica apontam que esse tipo de estratégia contribui para reduzir a velocidade de infecção e o número de casos e mortes de covid-19.

O que diz o médico e vereador Thiago Brunet

“A ciência nos ensina que temos que manter o distanciamento social, evitar aglomerações, usar álcool em gel frequentemente e nos proteger com máscaras.

Sabemos que as pessoas têm que sair de casa para trabalhar, até porque não há nada comprovado que as pessoas ficando em casa a coisa vai melhorar, pelo contrário, como o vírus está circulando na cidade as pessoas vão se contaminar mais em casa.

Na verdade, às pessoas já sabem se cuidar no trabalho, já sabe se cuidar na rua, já sabe se cuidar no transporte urbano, no entanto, a gente ainda tem que aprender se cuidar em casa, que é onde agente relaxa.

De repente vem um cidadão que começa a implantar um monte de regra que não faz sentido!

A base para evitar o vírus é evitar aglomeração, porém, nós temos uma lei que faz com que os bancos fiquem abertos apenas das 11h às 13h da tarde, que absurdo isso!!! Os bancos têm que ficar abertos das 9h da manhã às 18h da tarde, pra diminuir aglomeração, as lojas tem que abrir das 7h da manhã às 19h da noite.

Alguém diz que o Shopping tem que abrir das 14h da tarde às 18h, entulhar de gente. O Shopping tem que abrir 24 horas, ele não tem que fechar mais – nós temos que trabalhar, nós estando trabalhando nós estamos se protegendo. A gente, está se contaminando em casa.

Agente pode ser assaltado, a gente pega o nosso carro e pode sofrer um acidente de transito, a gente entra no nosso trabalho e pode sofrer um acidente de trabalho, mas todos esses riscos são pequenos diante do ganho que eu tenho de ter a honra e a dignidade do meu trabalho, de ter a honra e a dignidade de ter o meu dinheiro para sustentar a minha família, essa escolha tem que ser minha, não do estado.

Deixem ter a liberdade, que sejam mais técnicos, que sejam mais científicos, do que simplesmente acordar e dizer assim: o Shopping vai abrir das 14h às 18h como se das 14h às 18h o vírus fosse dormir”.

Diante do que foi exposto, primeiramente, é preciso entender que estamos tratando de uma doença totalmente nova e, portanto, todas as pessoas são potencialmente suscetíveis (sem imunidade) ao vírus. Nestas circunstâncias uma grande parcela da humanidade será infectada e uma parte desta parcela poderá vir a óbito. Os dados que temos até o momento indicam a veracidade dos fatos divulgados.

Em parte, o vereador tem razão. “Não é hora de polemizar o assunto”, porém, há reflexões a serem feitas, e, é necessário ter responsabilidade. Afinal, nós temos que trabalhar, não dá para impedir e não há nada que impeça que as pessoas façam isso. No entanto, em um cenário de ausência total de controle e com livre circulação de pessoas, podemos ter uma ideia do potencial impacto no sistema de saúde e causar centenas de milhares de óbitos no mundo.

Veja o vídeo:

da Redação/CN

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