Após seis dias de sequestro, jovem é libertado em Mirante da Serra

Bandidos pediram R$ 1 milhão de resgate à família.

Um jovem de 25 anos ficou seis dias em cativeiro na Zona Rural de Mirante da Serra (RO). Ele foi libertado na sexta-feira (12) depois que os sequestradores perceberam que a Polícia Civil estava fazendo rondas próximas ao cárcere.

Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a vítima de extorsão mediante sequestro foi enganada pela organização criminosa e ao marcar um encontro em um aplicativo de relacionamentos foi sequestrada. O jovem estava em cativeiro desde o dia 7 de março sob poder de criminosos fortemente armados.

Os criminosos fizeram contato com a família da vítima e pediram R$ 1 milhão pelo resgate. A família chegou a sacar o valor. O dinheiro deveria ser entregue na Bolívia pelo pai da vítima.

Porém, após seis dias e diligências de alta complexidade tática e operacional, os policiais dizem que os criminosos perceberam que o cárcere seria descoberto. Então libertaram a vítima em uma linha da Zona Rural. Ela foi encontrada com feridas nos pulsos e tornozelos, por ter sido amarrada com cordas e correntes.

Neste sábado (13), a partir das investigações da 1ª Delegacia de Mirante da Serra, a Draco cumpriu dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão. Foi preso o homem identificado como autor intelectual do crime. Nem todos os envolvidos foram identificados e localizados, por isso as investigações continuam.

Deram apoio operacional o Departamento de Polícia do Interior, Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio de Ji-Paraná e policiais civis da 1ª Delegacia de Mirante da Serra.

Fonte: Rede Amazônia

Tia e sobrinho são vítimas de sequestro e mantidos reféns dentro de mata no interior de Rondônia

Vítimas tiveram caminhonete e motocicleta roubadas.

Segundo a Polícia Militar (PM), as vítimas, de 22 e 38 anos, saíram de Ariquemes (RO) e seguiam de caminhonete pela RO-140 quando foram rendidas por quatro bandidos armados no momento que passavam pela ponte sobre o Rio Pardo, por volta de 9h da manhã. Vítimas foram mantidos reféns por cerca de 14 horas, dentro de uma mata de Cacaulândia (RO), após serem sequestrados na segunda-feira (1°).

Na ocasião, os assaltantes ordenaram que as vítimas ficassem quietas, pois se tratava de um roubo. Eles então levaram a tia e o sobrinho para uma outra linha rural dentro de uma mata fechada, onde fez a dupla refém.

Por volta de 23h, os suspeitos decidiram liberar as vítimas. Nesse momento, segundo relatou o sobrinho de 22 anos à PM, dois dos assaltantes foram embora com a camionete e a motocicleta (em cima da carroceria) e os outros dois bandidos fugiram com um carro que já estavam de posse.

Tia e sobrinho, após saírem do cativeiro na mata, caminharam até uma propriedade rural e pediram ajuda. O sitiante então deu carona às vítimas até o quartel da PM.

Ainda conforme depoimento do jovem, os suspeitos tinham duas espingardas (tipo escopeta), uma cano serrado e uma cano longo, e também uma pistola.

A polícia faz buscas pelos suspeitos nesta terça-feira (2) e tenta recuperar os veículos da família.

Fonte: G1/RO

Criminosos rendem motorista de aplicativo na zona sul em Porto Velho

A vítima foi encontrada em uma estrada próxima ao Bairro Novo.

Um motorista de aplicativo foi sequestrado e amarrado por criminosos, na noite desta sexta-feira (22). A vítima foi encontrada em uma estrada próxima ao Bairro Novo, às margens da BR-364.

A ocorrência informa que o motorista estava aguardando uma corrida no Bairro Cohab, quando foi surpreendido por ladrões armados, que o obrigaram a dirigir até o Bairro Novo.

No local, a vítima foi obrigada a fazer uma transferência bancária e em seguida foi amarrado. Os criminosos fugiram depois com o carro do motorista.

A PM foi acionada e fez buscas na região, com a ajuda de companheiros da profissão do motorista, mas nenhum dos bandidos foram encontrados.

Libertados de sequestro, estudantes nigerianos voltam para casa

Garotos aparentavam cansaço, mas estavam em boas condições

Dezenas de estudantes que foram resgatados de sequestradores no noroeste da Nigéria chegaram em casa nesta sexta-feira (18), muitos deles descalços e agarrados a cobertores.

Imagens de televisão mostraram os garotos vestindo roupas empoeiradas e aparentando cansaço, mas em boa condição, ao descerem de um ônibus na cidade de Katsina e caminharem até um edifício do governo.

Um deles, que tinha lama seca grudada no rosto, disse à Channels TV que os sequestradores os alimentaram com pão e mandioca.

“Era frio”, disse ele ao repórter. Indagado sobre como se sentia quando o ônibus chegou a Katsina, ele respondeu: “Fiquei muito feliz”, e sorriu.

“Estamos muito gratos. Estamos muito gratos. Estamos muito gratos”, disse um homem que afirmou à televisão Arise ser pai de dois dos meninos. 

Uma semana antes, atiradores em motos invadiram o internato dos meninos na cidade vizinha de Kankara e conduziram centenas deles à vasta floresta de Rugu. Autoridades disseram que serviços de segurança os resgataram nessa quinta-feira, mas não ficou claro se todos eles foram recuperados.

O sequestro afligiu um país já abalado com a insegurança generalizada e lembrou o rapto de mais de 270 alunas na cidade de Chibok, no norte, cometido em 2014 pelo grupo militante islâmico Boko Haram.

Seis anos depois, só cerca de metade das meninas foi encontrada ou libertada. Algumas foram forçadas a se casar com combatentes, e outras foram dadas como mortas.

Horas antes de o resgate dos meninos ser anunciado, começou a circular na internet um vídeo que supostamente mostra militantes do Boko Haram com alguns dos meninos. A Reuters não conseguiu verificar a autenticidade da filmagem, nem quem a divulgou.

Nesta sexta-feira, os estudantes da Escola Secundária de Ciência do Governo desembarcaram dos ônibus em fila única, flanqueados por soldados e policiais armados, e foram conduzidos ao edifício do governo para se encontrar com o governador. Depois, foram levados de volta para passar por exames médicos, disseram autoridades. Um grupo de pais esperava para se reencontrar com eles em outra parte da cidade.

O sequestro foi particularmente constrangedor para o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, que é do estado de Katsina e disse várias vezes que o Boko Haram foi “tecnicamente derrotado”.

*Reportagem adicional da redação de Maiduguri, de Ardo Hazzad, Garba Muhammad, Camillus Eboh, Felix Onuah e Alexis Akwagyiram 

Fonte: Agência Brasil

Pecuaristas do MS preparam sequestro da cria e da recria para 2021

Depois de conhecerem modelo adotado em Goiás, produtores sul-mato-grossenses pretendem fugir dos efeitos da falta de pasto na seca colocando volumoso eficiente e de baixo custo no cocho.

Após ver de perto modelo adotado, com sucesso, em grandes fazendas de pecuária no Vale do Araguaia (GO), um grupo de pecuaristas do Mato Grosso do Sul se prepara agora para revigorar e modernizar a produção de carne em suas fazendas. Tudo terá como base uma nova condução da atividade durante o período seco do ano (maio a outubro) fundamentada pela adoção da técnica do sequestro de animais. A ofensiva pretende quebrar paradigmas, uma vez que a ideia é ter fartura de comida para diversos segmentos do rebanho na seca.  

Com este objetivo, o grupo pretende produzir volumoso barato e eficiente para alimentar diversas categorias animais no cocho (bezerrada, vacada, novilhada, garrotada, etc.), dentro de um espaço delimitado, retirando (por isso a denominação “sequestro”) os lotes das pastagens, que neste período do ano geralmente têm oferta extremamente reduzida em quantidade e qualidade.

Quando souberam que este modelo vinha dando certo em Goiás,  oito produtores resolveram se reunir e agendar uma viagem para ver in loco os resultados dos colegas goianos. Em setembro deste ano realizaram uma expedição técnica até o estado vizinho. Os pecuaristas visitaram quatro fazendas goianas que promovem o sequestro de animais e ofertam volumoso a base de sorgo com genética boliviana – chamado Sorgo Gigante Boliviano (Agri002E) – de baixíssimo custo de produção (a partir de R$0,04/kg).

Além dos oito produtores, a expedição teve o acompanhamento de seis técnicos da equipe da Latina Sementes, representante da genética Agricomseeds no Brasil. Durante quatro dias a expedição visitou as fazendas Flamboyant, do Grupo Lageado, em Mineiros (GO); J&F Floresta Agropecuária Araguaia, em Nova Crixás (GO); Favorita, do Grupo Kiko´s Ranch, também em Nova Crixás (GO) e São Judas Tadeu, do Grupo De Marchi, em Matrinchã (GO).

“O custo da arroba produzida na seca estava consumindo boa parte de nossa receita. Desde o ano passado resolvemos vender os animais antes deste período, mas assim que as chuvas voltavam tínhamos de comprar. Diante de um preço altíssimo da reposição resolvemos buscar um novo caminho e o uso do sorgo boliviano, viabilizando o sequestro de novilhas, garrotes, vacas e bezerros, nos chamou atenção e resolvemos conhecer a técnica de perto, já usada com sucesso por grandes propriedades de Goiás”, conta o pecuarista Rafael Nunes Gratão, um dos participantes da expedição e cuja família possui propriedade de cria em Corumbá, no Pantanal,  e de recria e terminação em São Gabriel do Oeste (norte do MS).

As visitas, segundo Gratão, foram esclarecedoras e mostraram que é viável retirar algumas categorias de animais do pasto durante a seca e submetê-las à alimentação no cocho, à base de silagem de sorgo. “Hoje no Mato Grosso do Sul as melhores fazendas obtêm um ganho médio diário (GMD) de até 200 gramas/animal nos meses secos. Caso a gente consiga produzir um volumoso barato que viabilize um GMD entre 600 a 700 gramas/dia, a coisa muda totalmente de figura”, avalia. Ao voltar de Goiás, Gratão se mostrou convencido: “Nunca plantamos o sorgo gigante da Agricomseeds, mas já está em nosso planejamento de 2021 o cultivo de 100 hectares (ha) para tentar alimentar perto de 1.000 cabeças”.

O produtor, que preside o Movimento Nacional dos Produtores (MNP), disse que o objetivo agora é trabalhar para disseminar a técnica ao pecuarista que tiver interesse em adotá-la: “O grupo que viajou a Goiás reuniu lideranças de outras entidades da pecuária do MS como a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Novilho Precoce e Famasul Jovem e isso certamente facilitará a disponibilidade das informações”.

Números

De acordo com Luis Caires, gestor da Latina Sementes para parte da região Centro-Oeste e Nordeste, o custo de produção da tonelada de silagem de sorgo gira hoje em torno de R$ 40/tonelada (t), enquanto a silagem de milho fica por volta de R$ 150/t. “No custo da colheita, o valor é semelhante, mas já tivemos áreas produzindo até 100 t/ha de silagem de sorgo contra 30 t/ha de silagem de milho”, afirma. Outra vantagem, segundo ele, é a rusticidade do material: “O sorgo gigante da Agricomseeds consegue se dar bem em áreas onde o milho não vinga. Conheço cultivos em áreas com precipitação média de apenas 400 mm/ano onde o sorgo rendeu silagem na ordem de 40 t/ha.” 

As sementes do sorgo Agri 002E foram desenvolvidas e são multiplicadas com exclusividade pela Agricomseeds em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.  O material é mais conhecido popularmente como Sorgo Gigante Boliviano pela sua origem e pelo fato de seu porte (atinge alturas superiores a cinco metros). Começou a ser distribuído no Brasil ao final de 2017 e de lá pra cá vem ganhando espaço no País pela seu baixo custo, eficiência, adaptabilidade e versatilidade. Além de seu uso em pastejo direto ou como matéria prima para a produção de silagem na pecuária, o sorgo vem sendo bem utilizado na agricultura para a estruturação de solo, deixando uma palhada muito eficiente para o plantio direto.

Em experimentos realizados no Paraná pela G12 Agro Consultoria, sob a coordenação do engenheiro agrônomo Igor Quirrenbach, o sorgo gigante conseguiu uma produção de 105 t/ha de massa verde quando plantado na safra de verão (ao longo de 134 dias) e de 50 t/ha na safra de inverno/safrinha (ciclo de 115 dias). “Na pecuária de corte, por exemplo, um hectare cultivado com o sorgo gigante pode alimentar até oito unidades animal (ua)/ha/ano na primeira safra e cinco ua/ha na safrinha”, garante. O ganho de peso diário (GMD), segundo ele, pode variar entre 0,5 a 1,5 kg, dependendo do nível de suplementação da dieta.

Ariosto Mesquita – DRT/MG 3474

FBI prende 13 acusados de planejar sequestro de Governadora nos EUA

Os integrantes do grupo podem pegar prisão perpétua.

FBI (polícia federal dos Estados Unidos) anunciou nesta quinta-feira (8) a prisão de 13 pessoas envolvidas em milícias armadas que planejavam sequestrar a governadora do estado de Michigan, a democrata Gretchen Whitmer.

Um dos planos desmontados também pretendia invadir a sede do governo estadual e as casas de autoridades locais.

De acordo com o inquérito policial, o grupo tinha características de uma milícia armada: eles planejaram a ação durante meses, com treinamento e compra de armas. Os acusados pretendiam também “instigar uma guerra civil”, segundo a procuradora-geral de Michigan, Dana Nassel.

Primeiro, as autoridades dos EUA anunciaram a prisão de seis acusados na noite de quarta-feira — data em que eles planejavam se encontrar para pagar os explosivos que seriam usados na ação contra a governadora, informou o FBI.

Grupo armado em frente ao gabinete da governadora de Michigan protesta contra isolamento social nesta quinta-feira (30) — Foto: Seth Herald/Reuters
Grupo armado em frente ao gabinete da governadora de Michigan protesta contra isolamento social nesta quinta-feira (30)

Esse grupo planejava sequestrar Whitmer de dentro de uma casa de veraneio da democrata. Segundo o inquérito do FBI, os acusados queriam tirar a governadora do cargo por ela ter “poderes sem controle”. O plano envolvia, ainda, um “julgamento por traição” contra a democrata.

Depois, na tarde desta quinta, a polícia anunciou que outras sete pessoas foram presas por um complô que planejava invadir a sede do governo de Michigan e sequestrar autoridades, inclusive a governadora.

Autoridades locais disseram que, se condenados, os integrantes dessas milícias podem pegar prisão perpétua. Ainda segundo a investigação, eles planejavam o ataque para antes de 3 de novembro — data das eleições presidenciais americanas.

Em pronunciamento na tarde desta quinta, a governadora Whitmer comentou o plano contra ela. “Eu sabia que este trabalho seria difícil, mas vou ser honesta: eu jamais poderia imaginar algo assim”, afirmou.

A democrata também culpou a retórica do presidente Donald Trump e citou o debate da semana passada. Na ocasião, o republicano disse que o grupo supremacista branco Proud Boys, envolvido em protestos racistas, deveria “recuar e ficar na sua” — sem condenar explicitamente a facção

“Grupos de ódio ouviram as palavras do presidente não como uma condenação, mas como um chamado”, afirmou Whitmer.

Fonte: G1

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