Queiroga espera 35 milhões de doses da Pfizer em setembro

Na CPI da Covid, ministro anunciou antecipação de vacinas já contratadas e disse que negocia novo lote de 100 milhões

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a Pfizer deve antecipar a entrega para o Brasil de 35 milhões de doses de seu imunizante contra a covid-19 para setembro.

A quantidade faz parte das 100 milhões de unidades fechadas com o laboratório e que inicialmente só seriam entregues em 2022. 

Em conversas posteriores da Pfizer com o Ministério da Saúde ficou acertado que 35 milhões de doses seriam entregues em outubro. Agora, mudou para setembro.

Queiroga declarou que além desses 100 milhões, o ministério está bem perto de fechar um novo lote, também de 100 milhões, com a mesma Pfizer. 

Queiroga limitou-se a dizer que não tinha como calcular o impacto, mas certamente seriam lotes úteis na campanha de imunização do país. E ressaltou: “O fato de assinar o contrato não quer dizer que elas vão ser entregues.”

O ministro anunciou que o país tem 430 milhões de doses já contratadas de diversos laboratórios, sem contar as mais de 100 milhões de vacinas que serão entregues pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). No total, seriam 562.902.040 unidades.

“Nosso trabalho é para que todas sejam entregues ainda neste ano”, declarou Queiroga.

Atritos com a China

Questionado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro que, na quarta-feira (5), insinuou que a difusão do novo coronavírus pode ter relação com uma guerra química por parte da China, o ministro afirmou desconhecer qualquer iniciativa nesse sentido.

Ele, porém, não quis ir além na resposta sobre possíveis prejuízos nas conversas do Brasil com o país asiático, citando ter ótimas relações com as autoridades chinesas.

Fonte: R7

Casa Branca anuncia retirada de tropas do Afeganistão até setembro

Compromisso anterior era retirar antes de 1º de maio

O governo norte-americano anunciou hoje (14) que vai retirar todos os soldados norte-americanos do Afeganistão até 11 de setembro.

Os Estados Unidos tinham se comprometido com os talibãs a retirar a totalidade das tropas do Afeganistão antes de 1º de maio, mas explicou que a promessa será cumprida até 11 de setembro, prometendo mais esclarecimentos sobre o novo cronograma, nesta quarta-feira, na Casa Branca.

A data do 20º aniversário do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 será o marco para o cumprimento da promessa de retirada total das forças militares norte-americanas do Afeganistão.

“Iniciaremos uma retirada ordenada das forças restantes e planejamos que todas as tropas saiam do país antes do 20.º aniversário de 11 de setembro”, informou a Casa Branca em declaração aos jornalistas, garantindo que essa partida seria “coordenada” e simultânea com o das outras forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Dissemos aos talibãs, sem qualquer ambiguidade, que responderemos energicamente a qualquer ataque a soldados americanos, enquanto procedemos a retirada ordenada e segura”, acrescentou.

Os Estados Unidos passaram a intervir no Afeganistão após os atos terroristas em Nova Iorque e Washington, retirando os talibãs do poder em Cabul, acusando-os de terem acolhido o grupo jihadista Al-Qaeda, responsável pelos ataques, bem como ao seu líder, Osama bin Laden.

Para encerrar a guerra mais longa da história norte-americana, o governo do ex-presidente Donald Trump chegou a um acordo com os talibãs, em fevereiro de 2019, que prevê a retirada de todas as forças norte-americanas e estrangeiras do Afeganistão antes de 1º de maio, com a condição de os rebeldes, no futuro, impedirem qualquer grupo terrorista de operar nos territórios afegãos.

O Pentágono manifestou recentemente dúvidas sobre a capacidade dos talibãs de honrarem esse compromisso. Os talibãs têm tido dificuldade em chegar a um acordo com as forças governamentais de Cabul, em negociações que começaram em setembro, mas estão paralisadas.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Fonte: AgênciaBrasil

OMS afirma que Covid-19 acelera na Europa e transmissão em setembro está mais rápida que no início da pandemia

Continente teve recorde de casos diários em 11 de setembro. Pessoas com até 49 anos são os principais responsáveis pela aceleração da pandemia na região.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou preocupação nesta quinta-feira (17) com a aceleração da pandemia na Europa em setembro. No dia 11, segundo a entidade, o continente alcançou um recorde diário de casos, com 54 mil registros em 24 horas.

Segundo o diretor da OMS Europa, Hans Kluge, a transmissão do coronavírus em setembro está mais rápida que no início da pandemia.

“Os números de setembro deveriam servir de alerta para todos nós na Europa, onde o número de casos é superior aos registrados em março e abril”, informou Kluge.

O diretor regional afirmou que os principais responsáveis pela aceleração da pandemia no continente seguem sendo as pessoas mais jovens, com até 49 anos.

“Embora tenhamos observado um aumento de casos nas faixas etárias mais velhas, 50 a 64 e 65 a 79 anos, na primeira semana de setembro, a maior proporção ainda está entre os de 25 a 49 anos”, disse.

A entidade destacou o caso da França, que registrou 10 mil novos casos nas últimas 24 horas.

Casos diários de Covid-19 batem novo recorde na França
Casos diários de Covid-19 batem novo recorde na França

Quarentena não deve ser reduzida

A OMS também manifestou preocupação com a redução do tempo da quarentena das pessoas infectadas em alguns países europeus, como a França. A entidade ressaltou que permanece a recomendação de um isolamento de 14 dias para todas as pessoas que tiveram contato com vírus.

“Nossa recomendação de quarentena de 14 dias está baseada em nossa compreensão do período de incubação e transmissão da doença. Apenas a revisaríamos com base em nosso conhecimento científico, o que não é o caso no momento”, destacou Catherine Smallwood, diretora de Emergências da OMS Europa.

Na França, a duração do isolamento foi reduzida para sete dias em caso de contato. No Reino Unido e Irlanda, o prazo agora passa a ser de 10 dias. Outros países europeus, como Portugal e Croácia, também planejam encurtar as quarentenas.

Fonte: G1

Igreja católica autoriza reabertura de templos a partir de setembro em RO

Retorno será gradual e deverá acontecer por fases, seguindo as orientações arquidiocesanas e das autoridades sanitárias.

Após cinco meses de celebrações on-line, por conta do protocolo de segurança para enfrentamento à pandemia da Covid-19, a Arquidiocese de Porto Velho planeja retomar as atividades com a presença de fiéis em setembro deste ano.

As primeiras celebrações de missa ocorrerão no final de semana nos dias 5 e 6 de setembro com lotação de até 25% da capacidade de público.

Já as paróquias poderão retornar às atividades nos dias 12 e 13 de setembro. O comunicado foi dado pelo arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi. As novas regras levam em consideração a Lei nº 4.791, de 16 de julho de 2020, do Governo do Estado estabelecendo as igrejas e os templos de qualquer culto como atividade essencial em período de calamidade pública.

Desde do início da pandemia, as celebrações estavam suspensas, circunstância que motivou ao uso da tecnologia e a criatividade para adaptação à nova realidade.

Conforme programação da Arquidiocese de Porto Velho, o retorno será gradual e deverá acontecer por fases, seguindo as orientações arquidiocesanas e das autoridades sanitárias. Dentre as celebrações elencadas para o retorno são eucarísticas, batismos de crianças, casamentos, reconciliação e penitência, unção dos enfermos, exéquias. Todavia, atividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da pandemia, como peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, retiros, acampamentos continuarão suspensas, sem previsão de retorno.

LEI ESTADUAL Nº 4.791

A lei nº 4.791, de 16 junho de 2020, em seu artigo 1º estabelece as igrejas e os templos de qualquer culto como atividade essencial em período de calamidade pública no Estado de Rondônia, sendo vedada a determinação de fechamento total de tais locais.

Parágrafo único. Poderá ser realizada a limitação do número de pessoas presentes em tais locais, de acordo com a gravidade da situação e desde que por decisão devidamente fundamentada da autoridade competente, devendo ser mantida a possibilidade de atendimento presencial em tais locais.

Fonte: Secom-RO

Governo prevê regulamentação do marco do saneamento em setembro

Expectativa é do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho

O governo federal espera editar no mês que vem o decreto para a regulamentação do novo marco legal do saneamento básico. A expectativa é do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Ele prevê que a redação do decreto esteja concluída em 20 dias e a publicação em até mais 10 dias. O texto será elaborado após o prazo de consulta pública sobre o tema, que termina nesta sexta-feira (21).

Marinho participou, no início da tarde, de audiência pública online sobre o decreto. O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) não publicou minuta do decreto, mas as sugestões podem ser enviadas pelo portal Participa + Brasil.

A elaboração da norma está prevista na Lei nº 14.026/2020. O decreto vai regular as condições para que empresas concessionárias atuem no saneamento básico, além de fixar parâmetros para a prestação dos serviços. Segundo a lei, o governo deve indicar como se dará o apoio técnico e financeiro da União à adaptação dos serviços públicos de saneamento básico nos estados, municípios e Distrito Federal.

Rogério Marinho avalia que a “iniciativa privada não vai entrar em projeto que não tenha viabilidade econômica”. Ele, no entanto, assegurou durante a audiência pública que os municípios pequenos “não serão abandonados pelo governo [federal]” e que “continuará a assistência técnica e financeira.”

Conforme nota do MDR, seis pontos estão em aberto na consulta pública: indicadores técnicos, econômicos e financeiros a serem analisados para a verificação da capacidade das empresas; as formas de comprovação da capacidade econômico-financeira das prestadoras para assinatura, renovação ou aditamento de contratos; etapas para a comprovação da capacidade das contratadas; responsabilidade pelo processo de análise e retificação das informações fornecidas pelas empresas; fontes de dados para a avaliação da capacidade econômico-financeira e sobre a prestação dos serviços; além de critérios de transparência e rastreabilidade das informações.

São serviços de saneamento básico o abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos, além da drenagem e o manejo de águas pluviais (chuva). O governo federal é responsável pela política nacional do setor.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, 35 milhões de brasileiros não tem acesso aos serviços de água tratada, quase metade da população vive em locais sem coleta de esgotos, e menos da metade (46%) dos esgotos coletados são tratados.

Fonte: Denise Griesinger A/B

Prova de vida de aposentados e pensionistas é suspensa até setembro

Adiamento foi decidido para evitar contaminações por covid-19

O recadastramento anual de aposentados, pensionistas e anistiados políticos está suspenso até 30 de setembro para evitar contaminações por covid-19. O prazo, que acabaria no próximo dia 16, foi prorrogado por causa da pandemia.

A instrução normativa do Ministério da Economia com o adiamento foi publicada na quarta-feira (8) no Diário Oficial da União. As visitas técnicas para comprovação de vida, interrompidas desde março, também continuam suspensas.

Segundo a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, cerca de 700 mil pessoas serão afetadas pelo adiamento. A instrução normativa esclarece que a suspensão não prejudica o pagamento dos benefícios aos aposentados, pensionistas e anistiados.

Realizada todos os anos no mês de aniversário do beneficiário, a comprovação de vida é exigida para a manutenção do pagamento do benefício. A prova de vida exige o comparecimento do segurado ou de algum representante legal ou voluntário à instituição bancária onde saca o benefício.

Desde agosto do ano passado, o procedimento pode ser feito por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo site do órgão por beneficiários com mais de 80 anos ou com restrições de mobilidade. A comprovação da dificuldade de locomoção exige atestado ou declaração médica. Nesse caso, todos os documentos são anexados e enviados eletronicamente.

Fonte: Fernando Fraga A/B

Governo de SP anuncia volta às aulas presenciais em 8 de setembro

Durante entrevista, secretário da Educação, Rossieli Soares, apresentou o plano de retorno de estudantes para as escolas das redes pública e privada


O Secretário de Estado da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, anunciou nesta quarta-feira (24) as regras para o retorno às aulas presenciais. A data prevista para as escolas voltarem a receber alunos é o dia 8 de setembro, com rodízio de estudantes na primeira etapa.

Durante a apresentação do plano de retorno, o secretário informou que estudantes do ensino médio poderão optar por um quarto ano, como um reforço para os vestibulares e Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

As aulas devem voltar de maneira gradual de acordo com o plano apresentado pelo governador João Doria (PSDB). As normas valem para a rede pública e particular de todo o estado e também para todos os níveis, da educação infantil até ensino superior. A educação complementar, como cursos livres e de línguas, também entram nesse plano de ação.

A RETOMADA SERÁ REALIZADA EM TRÊS ETAPAS. NA PRIMEIRA FASE, SERÃO ATENDIDOS 35% DOS ALUNOS, PRESERVANDO DISTANCIAMENTO DE 1,5 M ENTRE ELES. NA ETAPA 2, 70% E, POR FIM, O CHAMADO “NOVO NORMAL”.

As condições de retorno da educação para reabrir as escolas são: todas as diretorias regionais de saúde têm de estar na fase amarela. Na etapa 2, 60% dos departamentos regionais de saúde devem estar, por 14 dias, na fase 4 (verde). Na etapa 3, 80% das diretorias regionais de saúde precisam estar, por 14 dias, na fase 4 (verde). O retorno não será regional, apenas para as atividades laboratoriais.

“SÓ VAMOS VOLTAR DE ACORDO COM AS ORIENTAÇÕES DA SAÚDE E QUE TENHAMOS SEGURANÇA PARA O ESTUDANTES E TAMBÉM PARA TODA A COMUNIDADE ESCOLAR”, DESTACOU ROSSIELI SOARES.

As escolas devem adotar o ensino remoto combinado com o retorno gradual das atividades presenciais. O protocolo detalhado, com as orientações de higienização e saúde, deverá ser apresentado na primeira semana de julho.

Rigidez com higiene

No retorno, as entradas e saídas dos alunos deverão ser organizadas para evitar aglomeração e fora de horário de pico principalmente do transporte público. As atividades devem ser realizadas ao ar livre e o recreio, em revezamento de turmas. A educação física também deverá manter o distanciamento e cuidado com a higienização dos equipamentos.

Todos deverão usar máscaras, tanto estudantes como funcionários. A Secretaria de Educação informa que máscaras deverão ser distribuídas no retorno. Cada aluno e cada profissional deve ter uma caneca para tomar água, já que os bebedouros coletivos serão vetados.

É necessário que as escolas façam a higienização das salas de aula e as superfícies que serão tocadas pelos alunos. As famílias deverão ser informadas sobre o calendário de retorno e os protocolos de higiene com, no mínimo, 7 dias de antecedência. 

As aulas deverão ser realizadas com as portas abertas e o espaço ventilado. O atendimento aos familiares deverá ser realizado via meios digitais.

Uma das recomendações da secretaria é que seja feita a aferição da temperatura dos estudantes e profissionais na entrada da escola. Não será permitida a permanência de pessoas sintomáticas para a covid-19 na instituição de ensino.

Ao mesmo tempo, pais e responsáveis devem aferir a temperatura dos estudantes antes de irem para a instituição. Caso um aluno apresente febre, o isolamento será realizado até que um responsável possa buscar na escola. Todos aqueles que fazem parte do grupo de risco devem ficar em casa.

“Vamos trabalhar em conjunto para que nenhum aluno fique para trás e, por isso, trabalharemos em três fases: acolhimento sócio-emocional, recuperação — identificar em que nível estão —  e prevenção do abandono e evasão escolar, o que mais preocupa neste momento”, afirmou Rossieli. A secretaria também deve fazer a busca ativa de estudantes.

O governo paulista também informou que o plano de recuperação deverá seguir até 2022, com material didático pensando no modelo híbrido, com aulas online e presenciais. “Há um impacto muito claro na educação. Até o final de 2022, é quando imaginamos que conseguiremos equilibrar a questão do aprendizado e, claro, o papel do professor é insubstituível”, afirmou Rossieli.

As regras para a educação infantil ainda não foram definidas. “Temos preocupação de que voltem, mas que os protocolos sejam rígidos para proteção de todos”, observou Rossieli.

Para o transporte escolar está previsto um afastamento entre os estudantes, possivelmente intercalando as cadeiras.

Fonte: R7