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Igreja católica autoriza reabertura de templos a partir de setembro em RO

Retorno será gradual e deverá acontecer por fases, seguindo as orientações arquidiocesanas e das autoridades sanitárias.

Após cinco meses de celebrações on-line, por conta do protocolo de segurança para enfrentamento à pandemia da Covid-19, a Arquidiocese de Porto Velho planeja retomar as atividades com a presença de fiéis em setembro deste ano.

As primeiras celebrações de missa ocorrerão no final de semana nos dias 5 e 6 de setembro com lotação de até 25% da capacidade de público.

Já as paróquias poderão retornar às atividades nos dias 12 e 13 de setembro. O comunicado foi dado pelo arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi. As novas regras levam em consideração a Lei nº 4.791, de 16 de julho de 2020, do Governo do Estado estabelecendo as igrejas e os templos de qualquer culto como atividade essencial em período de calamidade pública.

Desde do início da pandemia, as celebrações estavam suspensas, circunstância que motivou ao uso da tecnologia e a criatividade para adaptação à nova realidade.

Conforme programação da Arquidiocese de Porto Velho, o retorno será gradual e deverá acontecer por fases, seguindo as orientações arquidiocesanas e das autoridades sanitárias. Dentre as celebrações elencadas para o retorno são eucarísticas, batismos de crianças, casamentos, reconciliação e penitência, unção dos enfermos, exéquias. Todavia, atividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da pandemia, como peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, retiros, acampamentos continuarão suspensas, sem previsão de retorno.

LEI ESTADUAL Nº 4.791

A lei nº 4.791, de 16 junho de 2020, em seu artigo 1º estabelece as igrejas e os templos de qualquer culto como atividade essencial em período de calamidade pública no Estado de Rondônia, sendo vedada a determinação de fechamento total de tais locais.

Parágrafo único. Poderá ser realizada a limitação do número de pessoas presentes em tais locais, de acordo com a gravidade da situação e desde que por decisão devidamente fundamentada da autoridade competente, devendo ser mantida a possibilidade de atendimento presencial em tais locais.

Fonte: Secom-RO

Governo autoriza reabertura de igrejas e templos e demais espaços religiosos

De agora em diante, as igrejas estão na lista de atividades essenciais, Conforme o decreto sancionado pelo estado.

Coronavírus: Fé se adapta às regras da reabertura dos templos em ...
Sancionada PL que define igrejas como atividade essencial

O governo de Rondônia sancionou o decreto de lei Lei nº 4.791, que defini o trabalho das igrejas como atividade essencial em tempos de calamidade pública. A partir de agora, igrejas, templos e salões religiosos de todos os credos poderão reabrir no Estado, com público limitado a 30%. Dirigentes louvam a medida, mas se mantêm na expectativa da estabilidade da ocorrência da Covid-19, para em seguida retornar às celebrações regulares.

Suas direções devem se submeter às regras técnicas do Plano “Todos por Rondônia”, que estabelece regras sanitárias e de segurança que deverão ser seguidas.

Desde abril, a maioria das grandes igrejas produziu lives para orientar e animar seus fiéis. Atividades on-line preenchem a programação. A expectativa que até então se manifestava entre seguidores de diversos credos se tornou dependente do maior controle da disseminação do novo coronavírus.

A Igreja Às Nações permanecerá com sua programação on-line neste próximo domingo, informa a Pastora Araelise Neves. O templo na Rua Raimundo Cantuária, no Bairro Mato Grosso, em Porto Velho, deverá seguir protocolos e prevenções em vigor.

“Somos Igreja, Corpo de Cristo, e cuidamos de vidas. O coração de Deus pulsa por vidas, e nós todos aqui precisamos nos sentir bem e derramar esse bem sobre os demais irmãos”, justifica a pastora.

A lei foi proposta pelo deputado estadual Alex Silva, em uma das pautas na assembleia legislativa de Rondônia.

O QUE DIZ A LEI Nº 4.791

A Lei nº 4.791, de 16 de junho de 2020, Art. 1° estabelece as igrejas e os templos de qualquer culto como atividade essencial em período de calamidade pública no Estado de Rondônia, sendo vedada a determinação de fechamento total de tais locais.

Parágrafo único: Poderá ser realizada a limitação do número de pessoas presentes em tais locais, de acordo com a gravidade da situação e desde que, por decisão devidamente fundamentada da autoridade competente, devendo ser mantida a possibilidade de atendimento presencial em tais locais.

Fonte: Secom

Presidente da ALE,RO relata sobre fechamento de igrejas ao ministro da Justiça

Na última semana o Corpo de Bombeiros de Rondônia cumpriram com vistorias determinada pelo MP em templos religiosos de Ji-Paraná. Porém, houve relatos de abusos por parte da corporação.

O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), acompanhou o senador Marcos Rogério (DEM-RO) em visita ao ministro da Justiça, André Mendonça, para tratar do fechamento de templos religiosos em Ji-Paraná pelo Corpo de Bombeiros. O deputado comunicou os abusos cometidos pelos Bombeiros contra igrejas evangélicas nesse momento de pandemia.

Marcos Rogério apresentou ao ministro um relato pormenorizado do que é considerado uma ofensa à liberdade religiosa, contando a situação vivenciada pelos pastores de Ji-Paraná. O senador entregou cópia de documentos e autos emitidos pelos Bombeiros e pediu ao ministro que fossem tomadas providências em relação a essa situação.

“Juntamente com o senador Marcos Rogério, sou solidário a esse sério problema que as igrejas de Ji-Paraná estão passando, em um momento de pandemia. Com o Decreto de Calamidade Pública o Governo não precisa cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, não precisa cumprir a lei que trata das licitações, mas a lei dos Bombeiros é preciso cumprir?”, indagou Laerte Gomes.

O presidente da Assembleia classificou esses contrapontos como “estranhos”, porque até antes da pandemia as Igrejas estavam funcionando, mas agora não podem abrir devido a problemas com projetos de combate a incêndio. “Isso é um abuso, por isso vamos tomar providências”, assegurou.

Laerte Gomes lembrou que as igrejas desenvolvem um importante trabalho social, papel que deveria ser cumprido pelo Governo, por isso os líderes religiosos merecem respeito. “As igrejas desenvolvem tratam dependentes químicos, distribuem cestas básicas às famílias carentes nesse período de isolamento social, quando muitos não podem trabalhar, mas aparentemente nada disso está sendo considerado”, destacou o deputado.

Fonte: ALE-RO